Em dia de solzão e céu azul, indo pela Niemeyer

August 17, 2008 by Majô

Na 2a feira, amanheceu um dia lindo de sol e céu azul sem nuvens, liguei pra Sylvia  era o último dia deles no Rio. Ela me disse  pra fechar o Rio eu queria pegar a Niemeyer.   Foi o que fizemos, na hora do almoço peguei a Sylvia e o Mario, e fomos felizes costeando a Niemeyer que pra mim é dos programas mais bacanas, em dia de sol bonito no Rio.  Desde Ipanema,  pegar esse caminho pra Barra era dos meus programas favoritos em dias lindos e frescos. Céu azul sem nuvens, vento batendo na cara, seguimos admirando o mar batendo nas pedras, a avenida é cravada na encosta do Dois Irmãos, o mar logo ali embaixo. Em dia de ressaca, as ondas ainda espirram  em quem se aproxima um pouco mais. Passamos pelo Sheraton, o Vidigal e de novo aquele visu lindo do mar e as ilhas Cagarras, depois chegando em São Conrado, marzão e os surfistas.  Passamos pela Rocinha, eles viram a verticalização de uma favela que virou um bairro. No largo de São Conrado, decidimos subir a estrada do Alto da Boa Vista, onde atravessamos mata de um lado e outro,  árvores imeeensas, puro oxigênio. Cruzamos com vários jeeps de turistas. Fomos até um pouco acima do mirante e descemos, pegamos a antiga estrada do Joá, sinuosa que tem lá no alto uma vista linda. Não sei como alguém não se interessa por fazer um restaurante bacana lá em cima com aquele visu, aliás Já houve bons  restaurantes ali  no passado. Um desperdício.  Descemos, entramos na estrada do Itanhangá e viramos para Barra  para que conhecessem um pouco do bairro que está explodindo de prédios comerciais bacanas e condomínios sofisticados com alta tecnologia. Pena que não deu tempo para explorar mais esticando até a praia da Reserva, Recreio e Grumari, fica pra próxima. Na volta, circulamos um pouco pelas ruas do Jardim Oceânico com prédios baixinhos e varandas enooormes, muuito arborizado, com passarinhos e miquinhos, um Leblon da década de 70.

Seguimos pelo viaduto do Joá, de cara para Joatinga que tem casas  encarapitadas no morro que chamam de Zanine pela quantidade de casas do arquiteto, lindas em madeira e vidro. O visu lá de cima é qualquer coisa. Passando pelo viaduto do Joá que passa literalmente em cima das pedras e do mar, é difícil dirigir olhando pra frente, overdose de visu, mar mar mar, magnetizante!! Fui bem devagarzinho a uns 30 km pro Mario tirar umas fotos, imagino o que me xingaram atrás. A Sylvia logo disse, já imaginou que bárbaro um trem passando por aqui costeando as montanhas por cima do mar ?  Uau belíssima idéia a ser aproveitada pelos nossos governantes. Por que não trazem os trens japoneses ? E mais, por que não tiram do papel o projeto de veículo leve sobre trilhos, na Av. das Américas até o Recreio, levitando em plano mais alto com vista para montanhas e mar, uau . E claro, o metrô linha 4.

Chegamos a São Conrado e estacionamos junto á Praia do Pepino onde ficamos admirando o pessoal voando de asa delta e parapente.

 

 

O cenário é tão belo que sem palavras, ficamos por um bom tempo curtindo a evolução das asas deltas, o mar, a montanha, enfim aquilo que a natureza nos dá de graça.

 Assistimos ao pouso de vários vôos duplos de asa delta, e claaaro ficamos combinadíssimas de pular da Pedra Bonita em breve !!

 

Vocês não conhecem,  mas encontramos este casal gracinha queimadão, carioca total, com quem sentamos para tomar uma água de coco. ;) A vontade claaaro era ficar ali a tarde inteeeira curtindo a praia, as asas deltas, a paisagem. Mas, o relógio gongou chamando de volta à realidade, trabalho :mrgreen:

Saimos de lá reenergizados com esse programa natureba bem carioca  8)

A mega ConVNVenção carioca

August 10, 2008 by Majô

Esta conVNVenção carioca começou a ser agitada pela vinda da Sylvia e do Mario ao Rio. A Flávia se animou também e  tudo começou a rolar aqui .  Acabou sendo uma conVNVenção intergalática, onde vários de nós não nos conhecíamos pessoalmente, apesar de batermos papo diariamente no blog do Riq que é um agregador de amigos. Como a internet pode ser legal, né mesmo ?

A Sylvia, uma verdadeira blogueira sem blog e o Mario chegaram na 5a e a Flávia idem. Na 6a eu tinha encontrado a Flávia rapidinho,  nos re-conhecemos, como diz a Carla.  Ontem era o grande dia, o combinado era nos encontrarmos às 4 da tarde, na Lagoa,  um lugar bem informal e visualmente bacana. Dá também pra circular à vontade e  até se tiver vontade andar de triciclo.  Fui buscar a  Sylvia e o Mario no Claridge, demos referências de cores de blusa e camisa, mas quando cheguei na esquina não foi preciso nada disso, imediatamente corremos pro abraço :)  Na verdade, nem reparei cor de blusa,  eita sinergia vnvética.  O Mario,  o maior boa praça da paróquia.  Dali fomos buscar a RastaFlávia no Monsieur Leblond. De novo abraços efusivos, no carro  todo mundo falava ao mesmo tempo :) Rapidinho chegamos na Lagoa e fomos para o quiosque do Árabe, tínhamos uma reserva na mesona pra 10 pessoas.  Saquei a ata da conVNVenção que nos identificaria com o logo da boia. E eis que se aproxima de nós Vocês não me conhecem, eu sou a Ângela Bruno. Logo, logo chegou a querida Meilin com seu jeitinho  carioca de andar. Daqui a pouco, a Paula * com o Fred e suas gatinhas Gabi e Malu,  primos da DaniG.  E em seguida, a Cristina, a gatinha do VNV. E logo depois, o Arthur que veio de Niteroi. Estávamos todos sentados na mesa, quando chega quem ? Eu sou o Arnaldo. Quem ? O Arnaldo, você achava que eu não existia. Chegou ele com Alice, uma simpatia. Imaginem,  eu que pensava que o Arnaldo era um avatar ;) Risadas e abraços. Dali pra frente, vocês verão o clima que rolou,  pelas fotos. O celular na mesa, esperando uma ligação intergalática do Riq das oropa, mas ele não tinha como marcar hora. Chegou um torpedo da Carlinha, avisando que tinha sido nocauteada por uma gripe e ela não viria :(  Paula * trouxe seu  laptop de bolsa, o Arnaldo seu TIM Fast. E a Flávia tentando conexão pra deixar um comentário no ViajeAqui, acabou conseguindo. No resto o papo correu solto, todo mundo confraternizando no maior astral, levanta, senta,  todos viraram amigos de infância ;)  Só saimos de lá porque tínhamos que correr pro 2o turno,  uma reserva pro Centro Cultural Carioca, onde ia se apresentar o grupo Sururu na Roda. O Arnaldo gentilmente tinha oferecido uma Van Tour’s tio Arnaldo. Quase chegando em casa, o telefone toca, encosto o carro, cato o telefone na bolsa, atendo alguém muito importante pois era Privado, claro que era o Riq, mas já tinha desligado. Em casa, corro descarrego fotos pra mandar uma pro Riq conforme prometido. Ligo para o Jorge da van, fora de área, mas acabou dando tudo certo falando com a Coopertramo, dali a 20 min a van passou para nos buscar. Aí começou o tio Arnaldo´s tour.

 Na Lagoa:

Coluna social: Flávia, Sylvia, Ângela Bruno e a blogueira que vos fala. Todas segurando atas da conVNVenção que depois foram assinadas por todos.

Meilin e Cristina, a gatinha VNV.

Arnaldo ‘ eu não imaginava que a TIM Fast ia me deixar na mão’

Arnaldo e Alice.  Flávia tentando loucamente a conexão.

A Flávia dizia pra máquina ‘afinal de contas quem manda aqui sou eu’ . E a Sylvia ‘ diz pro Riq ligar logo, afinal ele prometeu fazer a conexão intergalática ‘

Ângela Bruno, Majô, Alice, Arnaldo, Flávia, Sylvia, Meilin, Arthur. Em pé, Mario, Paula * e Fred, Cristina.

Sylvia fazendo a festa da ala kids VNV

Arthur e Paula * tentando um ângulo especial.

 E a Gabi sua filhota clicando todo mundo.

E o Mário brincando com as crianças, mas elas não se amedrontaram ;)

E a Meilin e a Sylvia diziam sai pra lá violão.

Arnaldo assinando a ata.

Ângela Bruno e Paula * no fundo

Arthur assinando a ata e a Malu só de olho pra ver se ele estava escrevendo certo.

Meilin

Cristina.

Meilin, Flávia, Sylvia, Arthur e Fred.

Flávia, Arthur, Fred, Gabi, Paula *, Sylvia, Malu, Angela

A ata assinada por todo mundo. Uma foi guardada para ser enviada ao guru.

Ângela, Majô, Alice ficou encoberta, Arnaldo, Mário, Flávia, Paula *, Cristina, Sylvia, Meilin e Arthur. O garçon boa praça tirou a foto.

E aí vão mais fotos da Meilin:

O papo estava tão divertido que continuaríamos lá na Lagoa se não tivesse a 2a parte do encontro no Centro Cultural Carioca.  Depois da tentativa no Rio Scenarium que estava lotado, fechamos 2 mesas com o Centro Cultural Carioca, no sábado quando estaria se apresentando o grupo Sururu na Roda, e a Meilin doutora no assunto samba deu seu aval.

2a parte do encontro - O samba no Centro Cultural Carioca

Corremos para hotéis/casas e às 8:30h a Van tio Arnaldo Tour passou para nos buscar. Sylvia e Mario foram os seguintes, depois Flávia, a Meilin, e a Cristina foi direto para segurar a reserva que era até 9:30h.

 

A farra dentro da van, parecíamos colegiais ;) Quando chegamos ao centro, a Meilin foi a guia do city tour, sabe tudo do Centro do Rio. Ela foi guiando o motorista,  o Tubarão até chegarmos à rua do Teatro.

 

 Num casarão antigo, um salão amplo, pé direito alto, com espaço entre as mesas para circular. Nossas mesas ficaram no fundo junto à janela.

Corrigindo: a Cristina dizia assim: Mário você tem que ir à Noronha. E a Sylvia dizia baixinho, eu digo isso todo santo dia, será que agora vai ?

Flávia de costas, Mario, Cristina, Arthur, Sylvia, Meilin e Bia

O casal gracinha.

Foto by Mario

Foto by Meilin do Real Gabinete de Leitura  que fica em frente.

Sylvia e Meilin falando sobre Noronha.

Mario tirou a foto. Felicidade total estampada na cara de todo mundo.

 

Sururu na Roda é o que há de bom em samba.

Não tem como não entrar no clima dessa música, vai dar uma saudaaaade. Até o garçon sambava quando não estava servindo ;)

 

Meilin, Flávia e Cristina se acabaram de sambar. 

À meia noite como dizia Sylvia antes que virássemos abóbora fomos embora. E aí tá a tio Arnaldo’s van que trouxe a galera de volta conduzida  pelo Tubarão que foi gracinha deixando todo mundo em casa.

Foi um dia especial, tenho certeza que saimos de alma lavada depois desses encontros memoráveis ;)  Valeu pessoal, amei  e tenho certeza que todos também, basta olhar as fisionomias nas fotos !!! Faltaram o Riq e o Nick, Mari, Carla, Emília e Marc, Mô,  Rodrigo,  Zé, Beto e Teté,  Os Destemperados, Jorge Bernardes com Tati e a mascote, Bruno, Liciana, Patsy, Lena, Lea com maridão e mascote, Carla2, Ernesto, JB, DaniG com Gabs, Carmenzita, Debora e Edu Luz, Marcio, Luisa, Carla, Maria Lina,  a Lucia Malla que ainda não conheço, mas outros encontros virão ;)

Quem quiser me enviar fotos, pó mandar que eu subo aqui ;)

Lady Rasta no Jobi e a conVNVenção carioca

August 9, 2008 by Majô

 

E olhem quem tá aí !!!!

Hoje na hora do almoço, dei uma corridinha pra tomar um café sabem com quem ? A querida Flávia Penido, a Lady Rasta que chegou para a conVNVenção carioca. Sempre nos encontramos lá no blog do Riq. Mas, hoje ao vivo e a cores sentamos para um chop ela,  e eu um expresso no Jobi que muitos conhecem, um boteco antigo no Leblon, point de muitos clientes fiéis. Estacionamos em frente ao Antiquarius,  restaurante considerado o melhor ou um dos melhores do Rio, mas esnobamos e fomos a pé até a Ataulfo de Paiva.  Passamos pelo Aquim, mas decidimos sentar mesmo na descontração do Jobi. O papo rolou pra lá de bom e receber  uma paulistinha na cidade  é um ótimo programa numa 6a. feira, especialmente no dia 8/08/2008.  Brindamos o blog da Flávia que foi escolhido para ser um dos 100 que  comporão o portal do Yahoo. Com essa numerologia poderosa o encontro  foi uma prévia do que será o encontro de amanhã, na Lagoa, onde haverá a conVNVenção carioca que reunirá gauchos, paulista e cariocas, às 4 da tarde, no quiosque do Árabe na Lagoa.

 

Os destaques

August 6, 2008 by Majô

Dois restaurantes se destacaram em nossas incursões gastronômicas na estadia em Buenos Aires.

Um deles foi o  Brasserie Petanque que tinha sido recomendado pela Emília que teve indicação do Riq.  Aliás, a Emília fez um post sobre a  Petanque que está publicado no Brincando de Chef. A Mari e a Carla tinham estado lá no domingo e a Mari ainda deu a dica que durante a semana tinha o menu executivo, e lá fomos nós na 4a feira para o almoço.

 

Ambiente agradável e o serviço atencioso.

O menu executivo constava de entrada, prato principal, sobremesa, 1 taça de vinho, água mineral e expresso.  Havia opção de carne ou peixe. Por pessoa o menu executivo sai por 55 pesos.

Para entrada vieram Delicias Petanque:  terrine, rillette, brousse de fromage frais e paté maison com uma saladinha - todos saborosíssimos e corretíssimos e fizeram um conjunto que abriu o apetite para o prato principal. A foto taí embaixo.

    

Essa entrada, eu diria que já mostrou a marca do chef. Tudo djilicia.

Para prato principal foi pedido o peixe, no caso truta com amêndoas que chegou à nossa mesa elegante.

 

 Parece trivial preparar uma truta, mas deixá-la no ponto certo não é. Era uma truta salmonada tenra e saborosa que estava na consistência certa, no ponto de cozimento certo, com temperos suaves e ao lado,  um molho de manteiga discreto que não se sobrepunha ao peixe. Coberta com amêndoas sequinhas e crocantes que faziam uma combinação perfeita. Acompanhavam  batatas coradas, as mais sequinhas que já comi, tostadas e crocantes sem um pingo de gordura evidente. 

Foi um prato absolutamente impecável, a melhor truta que já comi ! 

Para sobremesa, pedi uma tarte Tatin e  Bia um crème brulée, djilicias os dois. A tarte Tatin pouco doce, as maçãs pouco cozidas, no ponto certo e o sorvete de creme delicioso, certamente feito pelo chef, saboroso e discreto, só do ladinho acompanhando a torta.

Como dá pra perceber, a gula foi tal que comi uma fatia antes de fotografar :roll:  

Hoje recebi a fatura do cartão,  a conta para 2 pessosas deu  $36,89 ou 58,28 reais.  Posso dizer que pela qualidade do que comemos, essa refeição no Rio ou em São Paulo custaria o dobro.

 O 2o restaurante é um bistrô recomendado pelo nosso web vizinho, Renato que gentilmente tinha enviado um e-mail, com dicas de um amigo enólogo, o Celio Alzer que só não publico na íntegra porque não estou autorizada. 

Dizia assim ” Restaurantes - Um dos melhores que conheço é o SIROP (Vicente López, 1.660, local 11 – Recoleta – tel.: 4813-5900) – fica numa entrada, tipo uma vila (chamada Pasaje del Correo), lá no fundo. Tem um ótimo vinho, Domingo Molina (Malbec ou Cabernet Sauvignon), por 54,00. Você pode começar com uma taça do Sauvignon Blanc El Portillo (5,00 cada, a garrafa custa 18,00). Recomendo a entrada (Tapeo Sirop) para 2 pessoas, com 6 coisinhas em dose dupla. Os pratos principais são todos muito bons (entre 19,00 e 28,00) – preços realmente excelentes. ” Celio

Na 6a feira,  véspera de voltarmos fomos ao Sirop. Custamos um pouco a achar a vila, na Vicente López  se não prestar atenção passa-se direto,  mas acabamos encontrando. Aí vai uma dica para faciliatar a localização, a entrada da vila fica quase em frente ao Carrefour. O bistrô está no fundo de uma vila de casas, algumas também restaurantes.  Tocamos a campainha da casa e nos atendeu uma mocinha gentil que nos conduziu à mesa. É um bistrô decorado com charme,  iluminação suave que torna o ambiente relaxado com pessoas conversando baixo e uma musiquinha de fundo, jazz e blues.

 

 A chef é a Liliana Numer.  Seguimos a sugestão do Celio Alzer e pedimos de entrada a Tapeo Sirop para 2 pessoas.  Não só visualmente encantadora, como cada comidinha é deliciosa, tem personalidade distinta com combinações incríveis de ingredientes e  temperos.  São leves, saborosíssimas,  diferente de tudo, enfim amei !!! Voltando lá, é nela que eu vou ;)  E o paté é muuuito bom. Acompanhando 1 taça de Malbec.

Confesso que deveríamos ter parado aí, mas Já havíamos pedido um pesca del dia  e um risotto calabaza.  E para fechar um expresso com uns biscoitinhos djilicia.  Quanto custou ? A entrada 50 pesos para 2 pessoas, o peixe 38,00 e o risotto 34,00. Expressos 12,00. Total 158 pesos ou 83,74 reais.

  

 

 

Brasserie Petanque -  Defensa 596 (esq. México)                              
San Telmo -  tel: 4342-7930                                                                              

Sirop - Vicente López, 1661 - Recoleta -  tel: 4813 5900  

                                                                      

E o apê em Buenos ?

August 2, 2008 by Majô

O destino das férias para Buenos Aires em julho foi decidido depois de feitas as contas e concluir que o custo  total da viagem seria bem inferior à uma estadia  em pousada bacana no Nordeste.  As passagens emitidas usando milhas da TAM sem ônus, exceto pela taxa de embarque. Até aí, zero a zero, se fosse no Brasil também seria igual. Mas,  com nosso real forte em relação ao peso, os gastos com alimentação em Buenos Aires saem mais em conta que numa viagem brazuca. Outro ponto é que com o dolar  barato, a estadia tanto em hotel ou apê que é cobrada em dolar, sairia mais barata que numa pousada legal em terras brasilis. Comecei a  pesquisar os sites de apartamentos para alugar, pelo ByT Argentina 4RentArgentinaLet’s Go Argentina e  ApartmentsBA, mas não encontrei nenhum apartamento charmoso para o período que iríamos.  Claro que  é possível alugar apês bacanas por estes sites, tanto a Sylvia como a Emília  já alugaram.  

Cheguei a fazer reserva pelo Booking.com para o Claridge, um 4 estrelas  que sairia numa média de 110 dolares a diária.  A  Sylvia tinha se hospedado lá e dito maravilhas sobre o hotel e o café da manhã ela disse que é tudo. E  vamos combinar, quando e onde eu conseguiria me hospedar num 4 estrelas com uma diária a 110 dolares ?  Mas, a localização, segundo o Riq é que não era tão bacana por não ser na Recoleta. Uma vez lá  eu entendi tudo.  Ele me passou a dica de um apart hotel na Recoleta que já tinha sido usado por um amigo argentino polonês. Liguei para o Sr. Omar que foi muito amável, só que os contatos seguintes por e-mail não evoluiram a ponto de que eu conseguisse respostas às dúvidas que tinha e ele não tinha site na internet.  A cada pergunta, ele dava uma resposta padrão, tenho um taxi de confiança  para buscá-la no aeroporto por 30 dolares, me diga seu vôo.  Quando pedi foto do prédio, ele me mandou a do Hyatt  elegantérrimo que fica em frente,  mas eu vi que era muita areia pro nosso caminhão.  Agora, depois da experiência de hospedagem no mesmo prédio onde ele tem apartamentos e já com respostas às dúvidas que tinha eu não hesitaria em eventualmente alugar com ele, portanto deixo aqui o e-mail do Sr. Omar para contato se alguém se interessar antunezomar@hotmail.com .  Enquanto trocava e-mails com ele,  dei uma olhada no google map e achei no mesmo endereço  um site de outros apês para alugar, o Belle Suites. Entrei em contato por e-mail e fui obtendo respostas às minhas perguntas rapidamente. As fotos no site são parciais mas se quiserem dar uma olhada  www.bellesuites.com.ar .  Acabei fazendo reserva de um apê com Belles Suites por 1 semana. Fui confiante, mas com dúvidas: será que tudo vai funcionar  a partir dos contatos só por e-mail ? O apê  estará disponível quando chegarmos  ?  Terá  uma vista bacana que a Julia disse que tinha para um jardim ? O quarto será legal mesmo ? Terá  internet de boa qualidade?  E o banheiro? E o  aquecimento?  O prédio terá infra por perto ? 

Não houve exigência de pagamento antecipado, sómente  que o pagamento fosse cash. Eu imprimi e levei o e-mail da confirmação de reserva,  nós chegaríamos lá  à noitinha de um sábado, portanto rezei para que tudo funcionasse. Só cancelei a reserva do Claridge poucos dias antes da viagem.

Chegamos de taxi no prédio, na Av. Posadas, 1323 só às 8 da noite. Aliás, sobre o taxi,  usamos um com preço fechado no aeroporto, pagando 95 pesos, pois tínhamos ouvido umas histórias esquisitas e as sugestões sempre eram de pegar o taxi com preço fechado.  Recebemos a chave do apartamento  pelo porteiro muito amável que nos ajudou com as malas. Não precisei apresentar o e-mail da reserva coisa nenhuma. Entregou-me um envelope com um recibo que tinha os valores combinados,  95 dolares por um apto.,  por 7 dias,  total 665 dolares. O elevador era daqueles que você tem que puxar a grade e a porta para ele dar partida. Quando abrimos a porta, era tudo branco como a Júlia tinha dito, o banheiro era grande com toalhas branquinhas, uma micro cozinha com tudo:  microondas, torradeira, cafeteira, fogão de 2 bocas, pia, louça, talheres, copos,  e ao lado uma boa varanda. Camas confortáveis, um sofá, mesa com 4 cadeiras, um console com TV e vi o roteador  wi-fi. E fala sério,  o que precisamos mais ? Ah, e o aquecimento nota 10 ! Cheguei até à varanda e  vi que a vista era um jardim com árvores altas e o tal  hotel bacaníssimo e elegantíssimo, o Hyatt. No mais,  prédios residenciais e algum comércio que destrinchamos logo em seguida.

A micro cozinha foi bem útil e tinha 1 uma garrafa de água mineral para  matar a sede da chegada. Não contava nem com isto.

 

O banheiro confortável com tudo funcionando e toalhas branquíssimas e secador de cabelo. Ora bolas, a fotógrafa não deveria ter aparecido.

 

Claro que era preciso fazer comprinhas básicas. O Sr. Mauro nos deu mapa e explicações para chegarmos ao supermercado mais próximo, o Disco. Entrar na próxima rua à esquerda, subir duas quadras, passando a Alvear,  entrar na Quintana, virar à direita. Além de pães frescos, manteiga, queijos, frutas, geléia artezanal, água mineral, talharim (que salvou a pátria no dia que o Sucre deu gongo pro almoço), uns sanduichinhos de pão de miga djilícia, yogurt, etc etc. Tudo deu 85,65 pesos ou 52 reais.  Vejam como o café da manhã saiu em conta.  A dica legal é que você pode fazer uma compra maior que eles entregam tudo em casa ;)  Na hora de pagar, prestar atenção que tem um caixa para quem pede entrega à domicílio.

As maçãs argentinas são deliciosas.

Depois que chegamos em casa, puxa vida, esquecemos o açucar,  e o Sr. Mauro, uma gracinha emprestou um pouquinho.

Sobre a internet: pedi a senha da rede sem fio que ele me deu imediatamente e funcionou uma beleza  do tipo zazzz, 10 vêzes mais rápido que a Net brazuca.

 

De manhã que surpresa boa, olhem a vista da janela da cozinha,  dava pra esse verde todo

 que é o jardim da Embaixada do Vaticano

e ao lado o Hyatt

Tomamos o 1o café da manhã em casa e saimos para caminhar pelas redondezas, parando claro para um expresso. Como já disse nos posts anteriores, os cafés são muitos e é o local preferido dos argentinos para ler jornal e bater papo.

Esta era  nossa rua, a Av. Posadas com muitas árvores,

À esquerda do prédio (foto tirada da varanda) e

à direita. 

 Lojas de bom gosto.

Vamos andando que eu vou mostrar um pouco das redondezas.

Flores, adoro !

Lojas de grife, é bom olhar as vitrines.

O café La Rambla era na nossa rua, a Carla é que deu a dica.

Na outra calçada uma loja de flores muito bonita.

 

As portas dos prédios, cada uma mais bonita que a outra, uma coisa.

Cliquei só algumas, eram muuuitas.

 

As lojas de antigüidades com peças de cair o queixo.

De vez em quando passeadores de cachorros.

 A vitrine da Hermès, super  bom gosto. Eu sei, a foto tá com reflexo, mas dá pra ver o geral.

Na Quintana, indo para a casa de câmbio Metrópolis. O câmbio do Banco de la Nación, no aeroporto foi o melhor.

 

Arquitetura de prédios muito bonita.

 

A Igreja del Pilar na pracinha.

Pausa para um expresso.

 

Voltando para casa.

Bem, ainda sobre o apartamento, tínhamos limpeza diária por arrumadeiras do apart hotel incluido no valor combinado. Paguei o aluguel na véspera de sair,  em dolar como pediram. Como não existe nada perfeito,  a veneziana emperrou e não fechou, mas nada que uma máscara não resolvesse. As poucas vêzes em que perdi conexão da internet, logo foi resolvido.

A localização foi perfeita com comércio de todo tipo perto, incluindo restaurantes e cafés, Farmacity, bancos, jornaleiro,  shopping, lojas de rua, supermercados.

Descobrindo um pouco mais do Alvear

July 28, 2008 by Majô

No outro post em que falei sobre nosso chá no Alvear eu tinha prometido postar mais umas fotinhos deste hotel bacanérrimo. E aí vão algumas que consegui clicar de alguns ambientes, enquanto fui com Carla e Célia ao toilette e depois quando saimos.

O corredor discreto, ninguém zanzando a não ser nós.

Antes passamos por esta cortina.

Arranjo de flor discreto.

Essa salinha antecede o banheiro.

 Agora sim, o lavabo.  As toalhas de mão têm o monograma do hotel.

L’Orangerie ao lado do Jardim de Inverno, onde ficamos.

Carla e Mari sabem tudo sobre Buenos Aires. Mari está despachando diretamente de seu escritório no México.

O copeiro de luvas se rendeu à simpatia das brasileiras Célia e Carla   ;)

Essa turma gloriosa vocês já viram no outro post.

O bar do hotel. Pessoas chiques e discretas.

Sala de estar.

Na lateral há uma porta para a Galeria do Hotel, que tem a loja Tealosophy. Não se pode tirar foto no interior  da loja. Abaixo foto do lado externo, na galeria.

Vende chás com os aromas mais incríveis, inclusive o que se toma no Alvear preparado pela Ines Berton. A cada lata de chá que a vendedora abre sente-se um aroma irresistível que apura nossos sentidos e a musiquinha de fundo deixa a gente zen ;)  A loja abre 10:30h e fecha às 20:00h.

A tapeçaria lindíssima.

Quando voltei no outro dia na Galeria para comprar o chá na Tealosophy, entrei no hotel para perguntar se era possível tomar o café da manhã,  não sendo hóspede. A recepcionista disse que sim. Quanto custa ? 110 pesos ou 66 reais.

E aí vai uma contribuição especial da Sylvia, a foto da piscina do Faena.

Direto da Recoleta

July 25, 2008 by Majô

 

3a. feira a chuva tinha ido embora, ainda estava bem frio, mas fomos pra rua andar pela Recoleta.

 

 

 

 

  Pausa para um café no Freddo.

E essa tartelette estava divina, nham. Quanto custou ? 2 cafés, 2 medialunas e uma tartelette 25 pesos.

Sentar de frente pra pracinha e a igrejinha linda.

Quem esteve aqui e não se sentou de frente pra pracinha ?

A temperatura tem estado em torno de 10 a 12 graus, cariocas já acostumaram :lol:

Os cafés aqui são uma pausa obrigatória para o jornal e o papo. Este é o La Rambla, dica da Carla onde ela e Célia tinham tomado café da manhã. Fica em nossa rua, a Posadas. 2 expressos 11 pesos.

 

Este é o shopping Patio Bullrich, como vocês vêm é lindo e tomar um chocolate ou café aqui também é um programa para os argentinos.  

Difícil conseguir um lugar para sentar no Freddo.

Só pra deixar todo mundo com água na boca, vêm 2 barras de chocolate para mergulhar e derreter no leite hiper quente, djilicia.

Com este soufflé de chocolate com amoras e sorvete, nham Ah e o sorvetinho de dulce de leche, acreditem pouquíssimo doce. Quanto custou ? 27 pesos.

Um dia especial

July 23, 2008 by Majô

 

O dia amanheceu com aquela chuva fininha e só de abrir a porta da varanda, sim o apê tem uma varanda,  deu pra sentir que a temperatura tinha despencado. Perfeito para passar o dia lendo. Masss, o dia prometia alta gastronomia, pois o encontro seria num almoço no  La Caballeriza, em Puerto Madero com  Mari, Fernanda, amiga dela,  a Carla, a Célia tia da Carla, Bia e eu. O La Caballeriza foi escolhido pelas vibanas master  e é recomendadíssimo pelos Destemperados. O ambiente é muito agradável e por ser uma 2a. feira, o restaurante estava quase reservado para nós ;) Quando chegamos, a Carla e Célia estavam tomando chopinhos e Mari que chegou logo depois pediu um Malbec e eu acompanhei. Para deixar vocês um pouquinho com água na boca, aí vai a foto do lombo pedido. 

 Eu imagino que vocês estejam salivando olhando este lombo que estava mesmo desmanchando  na boca, suculento,  nem conto, até eu estou salivando só de olhar a foto. Como cuidamos da forma ;) pedimos 2 para dividir por 5. Até porque teríamos o chá no Alvear às 5.

Coluna social:  da direita para a esquerda, a Mari, Bia, Carla e ???

Além do papo que se esticou horas a fio que emendou com tarde de autógrafos da Mari. Eis que de repente, saquei da bolsa o meu Pequeno Livro de Viagem  e consegui uma dedicatória fofíssima da autora, a super Mari Campos. E o mais bonitinho é que ela ficou vermelha.

Bem, esquecemos da vida e ficamos por lá até 4 horas da tarde, pegamos uma van, opa quer dizer 2 taxis e fomos para a Recoleta, ao Patio Bullrich que é o Fashion Mall de Buenos Aires. Foi uma visita mega rápida para a Carla comprar um livro, ufa escapamos do consumo. E de lá fomos para o chá do Alvear.

O Alvear é simplesmente lindo e chique. A decoração de enorme bom gosto e nada ali é demais, nada over, nem esnobe. A diferença do chique para o esnobe, é que o chique  apesar do ambiente requintado faz a pessoa se sentir bem, e o esnobe é pedante.  Claro, que sacamos nossas câmeras da bolsa, impensável não registrar aquele momento. A beleza da mesa impecável, a toalha,  louça,  os talheres que fazem do chá um cerimonial belo, além do prazer gustativo.  Escolhemos o chá, e dali em diante trazem o bule que serve os chás, os pratinhos aos poucos com pequenos sanduiches frios, depois com pães de minuto quentinhos, vol au vents, docinhos, geléias e  outras djilícias que vocês vêm nas fotos.

  

 

Como vêm é farto. Foi pedido um chá para cada 2, com uma infusão a mais.

Coluna social: Mari, Carla, Célia, Fernanda, Bia e ??

Quem tirou a foto ? O copeiro de luvas, claro.

E no final ainda passam um carrinho com docinhos djilicias para se escolher um. TODOS eram maravilhosos. O mil folhas era de comer rezando. Dividimos e cada uma provou um pouco de todos ;)

 

Quanto custa ? 85 pesos o chá completo. 1 infusão a mais 16 pesos. Total: 101 pesos ou 60 reais para 2 pessoas.

Bia já tinha ido ao toilette e dito que era lindo. Claro, fomos até lá para dar uma olhadinha básica, e cliquei. Mas, as fotos posto depois com mais algumas do Alvear, tá ?

Aí estão as fotos do banheiro, chique né ?

Bem, ontem este bloguito fez 1 ano de vida êeeeeee e foi comemorado num dia especial e lindamente numa conVNVenção da boia em BsAs. Agradeço a todos que passam por aqui, alguns  participam vivamente  e aos silenciosos também ;)  !!!! Beijos a todos :lol:

 

Óia eu aqui em Buenos

July 21, 2008 by Majô

 

Oi gente, desde ontem estamos aqui em Buenos. Viemos do Rio num vôo abençoado pelos anjos planando sem nenhum sacolejo. No trecho até Guarulhos, Bia upgreidou para a Executiva, mas de Sampa em diante voltou para a galera, mesmo com lugar vago na Exe, no way.  Um pouco exagerado o esquema de fechar a cortina da Executiva para a Econômica o tempo todo do vôo, nem para banheiro você pode passar pela porta da fama. Um menino de uns 4 anos lá pelas tantas, deitou vária vêzes no chão para espiar o que tinha do lado de lá da cortina ;)

Mas, a chegada às 6 horas em Ezeiza,  foi tranqüila com uma filinha pequena no Banco de la Nación para câmbio, seguindo dicas do VNV. No trajeto de taxi para nosso apê em Recoleta, a impressão foi de uma cidade limpa e calma com prédios de arquitetura européia muito bonitos.

E aí  vocês vão dar uma espiadinha no apê.

 

 

É um studio grande de 45 m2 com cama, sofá, mesa e cadeiras, mini cozinha e uma varanda que tem esta vista para

 

a embaixada do Vaticano

e o Hotel Hyatt muito chique.

Ontem, ainda saimos para comprinhas básicas no supermercado perto. Para cariocas estava frrio, uns 14o ou menos e o vento que gela, mesmo com casaco de couro que isola o frio  e ainda enrolada num mega cachecol de lã. Já dentro de casa é quentinho, o apê tem sistema de aquecimento  por loza radiante  que é agradabilíssimom, não resseca a pele. Como sempre a dica foi do Riq que tem um amigo que costuma se hospedar aqui, mas como não conseguia respostas objetivas aos meus e-mails, acabei descobrindo pelo google map outros apartamentos no mesmo prédio e acabei fazendo a reserva com eles. Pelas dicas das vibanas (copyrite ) Sylvia, Emília e Riq soube que a Recoleta é o bairro cool aqui em Buenos Aires e pelo pouco que já andamos aqui é um charme.

Hoje fomos à feira de San Telmo que é o programa obrigatório no domingo para quem está aqui na cidade, brasileiros aos montes. Fiquei impressionada com a qualidade das peças antigas nas lojas e nas barracas. Prataria, cristais, porcelana, móveis, quadros antigos.

Percebe-se que são famílias que se desfazem, a feira e as lojas têm um belo acervo que não se encontra mais nas feiras de antigüidades no Rio ou Petrópolis. Comprei 2 peças em tartaruga loura que é raríssimo de se encontrar e  por um preço pelo qual  jamais adquiriria caso encontrasse em terras brasilis.

 

Almoçamos em Puerto Madero, no La Parollacia, indicação da Mari e dos Destemperados , aliás estou sempre com o blog deles impresso na bolsa ;) O restaurante estava cheio, não só por ser domingo como  dia do Amigo, esperamos uns 20 min. Mas, valeu a pena. O ambiente agradável é muito agradável.  Pedimos um salmon  com creme,  acompanhado de arroz e  creme de espinafre que estava farto e correto e a porção é pra lá de generosa que fechamos só com café.  A conta 135 pesos. O salmon estava a 50 pesos, igual a pratos de carne.

De lá pegamos um taxi e fomos nos encontrar com a Carla e a tia dela, a Célia, a Mari e a Chris  para a exposição do Rodin, no Museu de Arte Decorativo , uma dica da Mari que está aqui desde 2a feira.  Sim, uma conVNVenção em BsAs !!! Eu só conhecia a Carla de um encontro em conVNVenção no CCBB, no Rio no ano passado. Abraços apertados em todas,  Mari e Chris eu ainda não conhecia em persona, mas altos papos pelos blogs  do Riq e os delas. O papo correu solto no café charmoso do Museu onde elas já estavam do lado de dentro, porque no jardim estava um vento geladoooooo, vocês não imaginam o frrrrio. A Mari contou sobre seu passeio ao Delta do Escobar que ela disse, bem vai lá e lê no blog dela o  Pelo Mundo. Ah e hoje aqui é comemoradíssimo o Dia do Amigo que também foi comemorado em nosso encontro.

O museu é belíssimo e a exposiçao de peças do Rodin espetacular, até o Pensador está lá, e olhem quem está lá também.  Dêm uma olhadinha neste post aqui, estava lá no Orsay quando estive em Paris. Meu webvizinho que se esforçou tanto para conseguir a identificação junto ao Museu,  vai gostar ;)Acabei encontrando ela aqui em Buenos Aires. Pena que a bateria da câmera ficou exhausted e não consegui tirar mais fotos.

 Está meio amarelada na foto, mas é mármore branquíssimo.

Quem estiver em Buenos Aires, ou estiver vindo para cá não deve deixar de ver esta exposição que começou na semana passada. O ingresso custa baratíssimo,  só 2 pesos :)  para uma exposição desta qualidade.

Bem, o relato de hoje para por aqui, amanhã escrevo mais um pouquinho, aliás  a banda aqui não é larga, é a jato :mrgreen:

Impressões gerais: Não se percebe em Buenos Aires desigualdade social como se vê em cidades brasileiras. Não há meninos fazendo malabarismos em sinais ou pedindo esmolas. Tampouco não se vê mendigos nas ruas.  A cidade é limpa, a arquitetura dos prédios muito bonita e o povo é elegante.

Puerto Madero com os decks recuperados para turismo e polo gastronômico  é um charme. A pergunta que não quer calar, por que o porto do Rio não é revitalizado também ?

Os preços aqui subiram muito nos últimos meses. A Mari que esteve no fim do ano percebeu um aumento grande em tudo, taxi, restaurantes, roupa. Os argentinos também comentam sobre esta alta de preços nos últimos 2 meses.Reclamam que não adianta aumentar os salários se os preços aumentam em proporção maior. Aliás, nós conhecemos um país igualzinho né messsmo ?

Indo à Diest em missão de família

July 15, 2008 by Majô

Continuando a série de posts da viagem à Paris em que o último post é este, marcamos viagem pelo Thalys à Bruxelas, de onde iríamos à Diest. A razão desta viagem começou muitos anos atrás.

Durante minha infância e adolescência, ouvia minha mãe contar histórias sobre a família, ela era a memória. Sabia de cor os parentescos e as histórias de cada um e arquivava fotos antigas, recortes de revistas e jornais  sobre diversas pessoas que de uma maneira ou de outra contribuiram em uma época para a história, tanto do lado dela,  como da família de meu pai. Ela tinha tanta preocupação com a preservação da memória que por dois anos pesquisou e se deu ao trabalho de fazer a árvore genealógica da família  Souza Dantas com pesquisa desde antepassados de Portugal e ainda na era da máquina de escrever  compilou os dados e distribuiu pela família  toda.

Quem conheceu D. Alice sabe que ela era um papo pra lá de agradável. Era uma delícia ouví-la contar as histórias pitorescas que não estão nos livros dos diversos personagens de uma era. De vez em quando, ela era procurada por pessoas ligadas à  museus que eram encaminhadas por outros membros da família  para tirar dúvidas ou obter informações sobre a genealogia das famílias.  E ela tinha grande admiração por Louis Cruls, avô materno de meu pai, também Luiz,  por todo seu trabalho desenvolvido para realizar a expedição  da Comissão Exploradora do Planalto Central,  com as dificuldades de acesso à região central do Brasil, a pedido de Floriano Peixoto,  para definir a melhor região para estabelecer a capital do país.

Pessoal da Comissão - Louis  Cruls, J. Lacaille, H. Morize, Tasso Fragoso, A. Pimentel, E. Chartier e outros.

Em 1892, um grupo de 21 pessoas entre pesquisadores e pessoas de apoio,  partiu de trem do Rio para Uberaba com equipamentos em 206 caixas pesando 9,6 toneladas,  e dali em diante em lombo de burro. Compunham a expedição astrônomos, botânicos, geólogo, médico.  Por 10 meses a expedição percorreu mais de 4000 quilômetros e definiu o quadrilátero Cruls em área de 14.400 km2, onde hoje está Brasília.  Como não havia mapa da região central do Brasil, Cruls passou a se orientar  pelas estrelas que conhecia tão bem. Realizaram estudos científicos do clima da região, flora, fauna, cursos d´água, topografia, produzindo o 1o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da história.

Se tiver interesse leia o que diz o astrônomo Ronaldo Mourão ou aqui ou aqui.

Acampamento às margens do Rio Paranahyba. Longe do conforto de casas.

Vista de Goyaz

Salto de Itiquira

Em nossa sala de visitas em Ipanema,  um volume encadernado do  Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central  tinha um lugar de destaque. Agora está com meu irmão em Sampa.  Algumas vêzes, esteve lá em casa o Sr. Back,  amigo argentino de meu pai  em busca de informações sobre  Luiz Cruls e sempre trazia jornais de Diest, a cidade onde nasceu com informações a seu respeito ou notícia de alguma homenagem, em flamengo bien sûr  que  continuam guardadinhos. Ele contava a meus pais como Louis F. Cruls era admirado na Bélgica como um homem da ciência, enquanto no Brasil era  pouco conhecido e reconhecido.

Depois que  minha mãe faleceu, o que aconteceu de repente  enquanto dormia, taí uma coisa complicada, pois num dia você está ali conversando com a pessoa  e no dia seguinte sem aviso prévio,  este convívio  é interrompido.  Sua morte súbita foi muita sentida entre  parentes e amigos de todas as faixas etárias, pois ela era muito querida mesmo.

Dali em diante, procurei dar continuidade à preservação desta documentação, estudando o material que ela tinha guardado ao longo de tantos anos.

Comecei a pesquisar sobre a família Cruls nos primórdios da internet, usando ferramentas  de  buscas.  Com isto, achei  endereços de parentes Cruls espalhados em várias cidades da Bélgica, principalmente St. Truiden, Diest e Bruxelas, na Bélgica, alguns nomes em Paris e uns 2 ou 3 nos Estados Unidos.

Fiz contatos por e-mail com a Embaixada da Bélgica em Brasília e obtive o endereço onde está a placa  em homenagem a Louis Cruls, Overstraat, 9, em Diest, afixada na casa onde ele nasceu.  Para o centenário da Missão Cruls foi criado um grupo de trabalho “ Cruls “,  em Bejinhof na Kerkstraat, 18. A responsável era a Sra. Debouette. Consegui o mapa de localização dessa placa quando ainda não havia google map ;)  E eu ia imprimindo tudo. Cada vez mais me atraia a idéia de buscar nossas raizes e ir à cidade onde nosso bisavô  nasceu. E com a viagem à  Paris em 2006,  a ida à Diest era certa. Fui munida de documentos, textos, jornais de Diest e fotos de nosso bisavô que meu irmão enviou-me de São Paulo, enfim o que tinha relacionado a ele.

Agora, voltando à viagem. Na 5a. feira de manhã, pegamos o metrô até a Gare Montparnasse de onde sai o Thalys para Bruxelas e nos deixa na GareMidi, bem central. Fizemos uma malinha pequena para passarmos uma noite em Bruxelas. A viagem de Paris a Bruxelas é rapidíssima,  só 1h25min.  Ainda de manhã, chegamos em Bruxelas e em frente à GareMidi, tomamos um taxi para deixar nossa maleta no hotel. Começamos a bater papo com o motorista, um africano altíssimo, o Bonaventure. Comentamos que iríamos à Diest, eu lá abraçada com minha pasta  com mapas e documentos, e expliquei que procurávamos a casa onde nasceu nosso bisavô e a placa em sua homenagem. Paramos em frente a um hotel, visitamos um quarto e não gostamos nadinha. A essa altura, indaguei como quem não quer nada, quanto seria a ida à Diest e fechamos com o Bonaventure na hora. Foi a melhor coisa. O carro dele era confortabilíssimo, uma camionete Hiunday. Com isto fomos rapidinho até à cidade com o endereço da casa no GPS, Overstraat, 9. Chegamos até a porta da casa. Um detalhe, as casas não têm muro, você bate direto na porta da casa. Só que a moça que me atendeu disse que não era lá, era a Overstraat no centro da cidade e lá fomos nós. O GPS não distingue 2 endereços iguais  ;)  Paramos em outro ponto com o mapa na mão e sem conseguir achar, Bonaventure chegou perto de um rapazinho para pedir ajuda, a referência era Cruls. O que o rapaz fez ? Entrou no carro e pediu que o seguíssemos, nos deixou na parte antiga da cidade e disse que procurássemos uma senhora dona de um restaurante, cujo marido tinha escrito um livro sobre Cruls. Achei essa atitude do rapaz, absolutamente fantástica, parar o que estava fazendo para nos conduzir ;) A cidade era essa gracinha que vocês  vêm na foto.

 

Entra-se por aquele arco e ali está uma noiva.

Esta igreja

é de 1300.

Assim nos contou uma senhora que estava na igreja e disse ainda que naquela época era uma ordem de freiras e só mulheres podiam freqüentavá-la.

A cidade é tão gracinha, tão calma, sem engarrafamentos, stress zero que dá vontade de pegar suas coisas  e ir morar lá ;)

 Quando chegamos ao restaurante a senhora Zelem nos atendeu atenciosamente com uma gataria a seus pés. Quando  expliquei do que se tratava  ela abriu um sorriso e foi buscar um livro que seu pai havia escrito sobre Louis F. Cruls.

O pai dela já havia falecido e nos informou também que a coordenadora do grupo de trabalho Missão Cruls havia falecido um ano antes de câncer e a casa onde ele nasceu estava fechada, mas a placa estava lá.

Como estávamos morrendo de fome, pedimos croques monsieurs (queijo quente)  com salada que foram os mais deliciosos que comemos na vida, nham

 

Bonaventure, o motorista africano que ajudou a materializar nossa missão.

Com explicações da Sra. Zelem fomos buscar a casa e a placa.

 

 Chegamos na Overstraat, 9. A casa onde nosso bisavô nasceu.

A placa em homenagem a ele, em flamengo. Mas, dá para entender o sentido do texto.

Dali, votamos para Bruxelas.

E fomos para a Grand Place.

Belíssima.

Era feriado, data de comemoração da coroação do rei.

Parei um minutinho numa loja de gobelins lindos e dali fomos para a gare Midi, onde Bonaventure nos deixou e encerrou seus serviços  ;)   Remarcamos o bilhete do trem sem nenhuma dificuldade, e voltamos para Paris às 17:30h. O trem saiu no horário direitinho, só atrasou na chegada porque houve problema com trem na frente do nosso, e ficamos parados algum tempo no meio do nada. Chegando em Paris, tomamos o metrô e descemos na estação Vavin. As 10:45 já estávamos no hotel com missão cumprida !  :lol:  :lol:

Louis Ferdinand Cruls nasceu em Diest, Bélgica, em 21 de janeiro de 1848, formou-se pela Universidade de Gand e com 26 anos veio para o Brasil, onde casou-se e constituiu família. Amou nosso país, onde trabalhou e viveu até pouco antes de morrer em 21 de junho de 1908 em Paris com pouco mais de 60 anos de idade,  onde foi para tratar problemas de saúde. 

À bordo do navio que o levava para a Europa, todas as noites costumava contemplar demoradamente no tombadilho o céu meridional que ia aos poucos desaparecendo, substituído cada dia mais pelas constelações do setentrião. O Cruzeiro do Sul cada noite se apresentava mais baixo o que Cruls fazia questão de assinalar à sua esposa com emoção, como se tratasse do próprio Brasil que ficava mais distante. Até que certa noite em que Cruls tinha se demorado no tombadilho até mais tarde, ele entra no camarote e diz à sua esposa pálido e emocionado:  “Está tudo acabado”. Era o Cruzeiro do Sul que afinal mergulhava definitivamente horizonte e não seria mais visto, como não foi por aqueles olhos sonhadores de quem amou tanto a terra do Brasil ” (parte de texto encontrado em seus pertences, elaborado por autor desconhecido)

Trabalhou de forma honrada e o único bem que deixou foi a casa onde morou em Laranjeiras.