Ao Egito com Cristina

 

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O Condomínio Filigrana entrará  numa safra de contribuições ricas e lindas, aguardem.  A Cristina nos levará agora ao Egito relatando  com  detalhes a sua rica experiência e mostrando fotos que me deixaram sem fôlego de emoção. Belíssimas !! Com a palavra a querida Cris:

Escrever para o blog da Majô é uma tremenda responsa, como diria um carioca sangue bom…Não sabia nem por onde começar! Mas escrevi como conto para meus amigos… :lol:
 
Eu fui para o Egito muito segura do que queria. Segura de que era um destino “must go” pq sempre fui rata das partes de Egito dos museus (Louvre, Met, British… desde a Quinta da Boa Vista quando eu era criança) e pq fui muito bem informada pela minha amiga que me convidava há 4 anos para ir lá, a Isa. Ir enquanto ela e o marido estavam lá foi decisivo, já que eu planejava fazer essa viagem mais velha, depois que uma amiga, a Angela, comemorou os 40 dela lá…
 
Acho importante nesse tipo de viagem  para um lugar que poucas pessoas que vc conhece foram, planejar, pesquisar e ler muito sobre o destino, mais do que vc faria para os mais populares. Eu sempre fui daquelas pessoas que adora viajar por conta própria, sozinha ou acompanhada, vide ter conhecido a querida blogueira que gentilmente me convidou para escrever,   pelo site do mestre
 
Para o Egito  tive dicas de poucos amigos a quem agradeço, e confesso que adorei o conforto de ter tudo organizado, principalmente num país que é mais pobre que o nosso, ou seja, as disparidades do tratamento que vc espera numa 1a classe é diferente do que você terá – vide os 2 trens que estavam inclusos na minha excursão que eu realmente contra-indico. Me deu saudades da 1001 Rio-Sampa e dos trens europeus! Mas a Isa e Keith tentaram ir para Abu Simbel empolgados pelo meu relato e acharam muito caro de avião. Talvez com planejamento antecipado, saia mais em conta…
 
Realmente o que todo mundo sonha é ver as pirâmides e depois de praticamente um dia viajando, eu confesso que meus olhinhos brilharam quando vi a sombra da maior pirâmide de noitinha, quando cheguei no topo do hotel em Giza (Swiss Inn, bonzinho, mas perto só das pirâmides mesmo – só dormi 1 noite lá).

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Mas o Egito é muito mais que isso. Ao terminar de ler esse post vc vai  provavelmente se perguntar – “mas e as pirâmides Cristina?” É essa a reação das pessoas quando conto. Os templos que vi ao longo do Nilo têm muito mais detalhes a serem observados – o que não tira a magnitude das pirâmides que foram feitas 2589 AC (Keops).
 
No 1o dia da excursão, fomos primeiro às pirâmides, era inverno mas convinha chegar cedo antes da maioria dos turistas. No caminho, vimos muitos prédios que pareciam em construção há séculos – eles não terminam de construir ou pintam a casa para não pagar imposto! O tempo estava nublado então as fotos não estão tão bonitas, cheguei a usar meu casaco de lã… até que o sol se abriu. Acho ótimo começar por lá a viagem!!!

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As pirâmides eram o centro de toda vida social da cidade. Eram construídas para mausoléus e funções de governo (tipo um “cartório”). O formato piramidal era pq acreditava-se que isso facilitava para o espírito sair do corpo para a vida eterna. Os corpos eram enterrados com muitos tesouros, ainda que durante a vida tivessem poucos, pq acreditavam que a melhor parte da vida era depois da morte (um grande ensinamento para nós né?).  Os tesouros foram roubados ou estão espalhados nos museus pelo mundo, como o Egípcio que visitaríamos naquela tarde.
 
Os guias de viagem indicam entrar na Keops, mas nosso guia, Gamal Selim, ou Jimmy (a quem recomendo ao Riq e demais viajantes que forem: 0020123548492), explicou que todas são muito parecidas e pela fila que pegaríamos, a 2a, Kefren, atenderia.

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 Kefren e Keops

dsc05190_pedras_de_perto1As pedras são da pirâmide de Keops. acredita que eh assim de perto?

Dica importante – não vá com sua melhor calça para aparecer na foto. Já sabendo disso, a minha voltou imunda pq o túnel é estreito e eu nos meus 1,70m entrei curvada e caminhei por 3 minutos que pareceram 15 assim. Aprendi com a Sylvia a praticar o desapego em relação à mala – joguei a calça fora depois do trem imundo que peguei naquela mesma noite (e comprei uma saia linda na liquidação de Janeiro em Paris para repor! :-).
 
Uma dica da Isa foi levar um tênis confortável mas velho e não usar sandália na rua – quem não teve essa dica saiu com os pés com cortes e até sangue na minha excursão – o chão de lá é sujo…o meu tênis voltou rasgado e o couro cedeu – tinha apenas 4 anos e resistiu até a terça-feira de carnaval…felizmente! Morreu na praça XV depois do Zoobloco (perdi minha chance de levar meu camelo de pelúcia!!!).
 
Dentro da pirâmide, vc vê o espaço para a múmia e uns poucos hieróglifos. Houve outras 4 paradas para tirar fotos das pirâmides e da esfinge, essa sim, minha favorita!

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Todo mundo tira essa foto beijando a esfinge! Eu gostei mais dela do que das pirâmides em si.
 
Ao lado das pirâmides, há restos de pirâmides ou pirâmides menores que eram feitas para os membros menos nobres da família real. Almoçamos a 8 dólares (comida lá é muito barata) perto delas, a comida árabe é maravilhosa. Um pão árabe aqui nunca mais será o mesmo depois dos que eu comi lá diariamente…

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Não beba suco nem água em hipótese alguma. Meu único suco foi em Alexandria, no 8o dia de viagem onde o guia me garantiu que dava para confiar na água. Não que não possa confiar na água, mas ela é muito clorificada. Com minha gastrite, não arrisquei!

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Depois fomos ao Museu Egípcio , site oficial , onde parte do 2o andar foi todo retirado da tumba de Tutankamon, no Vale dos Reis, que visitaríamos mais tarde naquela semana. Impressiona logo na entrada as 2 estátuas de 2620AC dos príncipe Rahotep e Nofret, mas depois de Abu Simbel, essas estátuas ficaram pequenas!
 
No dia seguinte, chegamos do trem (12hs do Cairo a Aswan) e fomos direto para o cruzeiro. Bem menor que os brasileiros mas o quarto que diferença…enorme para 2 pessoas.

 

Descansamos um pouco e de motor boat (mais confortável que a felluca, que são os belos barquinhos tipo à vela,

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que vc verá aos montes pelo Nilo), fomos até uma vila Núbia, passando pelas ilhas Elephantine e Kitschener,

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Kitschener

 

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Mausoleu Aga Khan

o Mausoléu de Aga Khan e o Hotel Old Catarat em reforma pelo grupo Sofitel.

dsc05299_sofitel_old_cataratHotel Old Catarat
 

Para quem adora cultura, entramos numa casa Núbia e aprendemos sobre os costumes: jalabá transparente (túnica bordada que eles usam) para as moças solteiras, que usam roupas normais por baixo; as casadas usam jalabá não-transparente. Na hora da “azaração”, as moças não olham nos olhos dos rapazes, olhar nos olhos quer dizer muita coisa e o homem pode confundir as coisas (esse ensinamento a minha amiga Isa me deu antes de eu ir, pratiquei muito olhando o chão no Largo da Carioca!). Mas se gostarem do pretendente, elas mexem a cabeça para o lado direito, mais ou menos como fazemos com o cabelo né, meninas?

 Também aprendemos numa escola Núbia a contar até 10 em árabe e a escrever o nosso nome.

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Ai de quem errasse, tinha vara de marmelo como dizia minha avó  :lol:   Sei que eu decorei o número de onde eu me hospedaria após a excursão de tanto ouvir – 23talata ashrim. Detalhe para o teto das casas – como lá quase não chove, a cobertura é assim.

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E ah, eles criam jacarés como animal de estimação! Povo diferente esses núbios mesmo!

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Já era noite quando voltamos – dormimos cedo pq iríamos acordar as 3.30 para ir a Abu Simbel. Num comboio de 50 ônibus, partimos as 5hs para lá. Meus amigos sabem que para eu acordar cedo tem que valer muito a pena e valeu!
 

O nascer do sol no deserto… nós vimos enquanto saboreávamos nosso breakfast box. Lindo! Por segurança, não paramos, mas veja a foto que linda, tirada do ônibus mesmo…

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Chegando lá passei meu único momento desespero da viagem – demorei um pouco mais para colocar a lente de contato (não, ainda não operei miopia!) e qdo saí do banheiro me vi sozinha sem a multidão. Gravei errado o cel do guia…Por 2 minutos fiquei parada pensando o que fazer, o deserto ao longe e o deserto perto –  só ônibus e poucos árabes. Só pensava nos casos de estupro (mais freqüentes que assalto), desesperada, quando um guarda me apontou onde era a bilheteria. Ufa, só isso!!! Nem deu tempo de sentirem minha falta, mas parecia uma eternidade…foi o único momento que tive medo na viagem. Em Praga eu senti mais medo, podem acreditar.

dsc05336_abu_simbelAbu Simbel

 dsc05347_abu_simbel_e_eu1Abu Simbel e eu
 
O templo grande foi construído por Ramses II, o faraó que após 10 dias no Egito, eu reconheço só de olhar pq grande parte dos templos foi construída por ele.

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Rostos Ramses II

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Imponência

O Great Temple fica ao lado do templo de Hathor, construído por Ramses II para uma de suas 224 esposas, Nefertari (que significa “A mais bonita” para fazer frente a Nefertiti que significa “a beleza está vindo”). Os guias turísticos dizem que Nefertari era a favorita do rei, mas o Jimmy disse para nós que o Ramses II foi esperto pq o pai da Nefertari era dono de umas terras estratégicas, então é aquela história do dote maior…o templo de Hathor alterna o rei e a rainha nas estátuas.

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Hathor

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Abu Simbel e eu.

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Os dois templos em Abu e eu.

Surpreende saber que na construção do Lago Nasser, o local onde foram encontrados os templos, preservados pela areia, foi inundando e a UNESCO protestando, conseguiu que eles fossem realocados 200m do local original. Olha o meu tamanho perto das estátuas e como os 2 templos são próximos.

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“Atravessamos o deserto do Saara” de volta e voltamos para o navio para almoçar e descansar um pouco. À noitinha fomos à feira de Aswan – recomendo comprar lá as echarpes maravilhosas que são mais baratas que no Cairo (em tempo de novela global Caminho das Índias, as minhas estão fazendo um sucesso e eu sinceramente achei o Khan El Kalili no Cairo, um porre!).
 
Lá compramos o jalabá pq no dia seguinte teríamos festa egípcia. Comprei tb um lencinho com moedinhas que fez sucesso no carnaval carioca deste ano. Cada coisa que eu comprei custou entre 3 e 5 dólares. Só não comprei mais echarpe pq pesa (que me perdoem as amigas, se eu pudesse teria comprado uma para cada uma)! E os temperos, só não comprei  pq eu não ia voltar direto para o Brasil – mas fiquei apaixonada pelo chá de hibiscos. À noite teve uma apresentação de dança egípcia com 3 homens e tradições como um cavalo de pelúcia que eu tive que beijar para ele acordar! (quem mandou ser a única latina no navio?!)

dsc06234_kom_omboKom Ombo
 
O próximo dia foi o que mais gostei do cruzeiro. Logo de manhã, chegamos a Kom Ombo sem turistas quase – era só o pessoal do nosso navio (cerca de 100 pessoas).

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Que colunas enormes! Depois de Abu Simbel eu duvidava me impactar com algo….olha que pequena que eu fiquei!

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Lá, após algumas explicações de hieróglifos, o guia deve ter percebido minha cara de sono e me chamou para escrever a data de coroação do rei em hieróglifo – acertei – se foi em Novembro, coloque 11 pauzinhos dentro de um quadrado ovalado, tá valendo!!!  :lol:  (quem mandou ser a única latina no navio?!)

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Segue uma sequência de hieróglifos que eu tenho certeza que você vai compreender. Me dei conta de que bati umas 100 fotos só de hieróglifos rsrs
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Voltando de Kom Ombo, para o navio, resolvi correr por que o dia estava lindo – tenho hábito de correr em locais históricos e paradisíacos (corri todas as praias em que fui em Noronha!). Chegando no navio, um vendedor de echarpe me ofereceu 5 milhões de camelos para eu casar com ele. Eu comecei a rir e respondi que ele me fez ganhar o dia!  :lol: De brincadeira claro, mas o fato é que minha auto-estima ia ficar abalada se ninguém fizesse uma oferta rsrs – pois saibam que para a Ana Paula Arósio ofertaram apenas 50 camelos, me senti! – quem dá mais? (quem mandou ser a única latina no navio?!) 

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Aproveitei o sol do navio e coloquei meu biquíni brasileiro mesmo, o guia disse que eu podia… Só teve um turista muçulmano e sua esposa que olharam mais atentamente, já que felizmente o navio era praticamente 90% de estrangeiros e os funcionários já estão acostumados. Almoçamos e à tarde paramos em Edfu, onde há o templo de Horus, o deus falcão.

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Horus

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Estátua de Horus.

Quando fui comprar água, me recomendaram não ir sozinha por conta do assédio, que eu ainda não tinha sentido – até que um vendedor chegou e disse “se ele não for seu namorado, eu caso com vc”. Como ele parecia sério, eu disse que o primeiro cara ao meu lado era meu namorado. Foi o meu namoro mais breve! rsrs
 
À tarde, tivemos chá e muito papo no deck do navio para ver um por do sol inesquecível…

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Lembrei-me de uma frase que recebi num e-mail antes da viagem:
 
“What I would do to cruise on a riverboat down the Nile with you on a warm, balmy evening sipping ice-cold vintage champagne as the sun begings to set on yet another day in heaven!”
 
É a melhor legenda para essa foto, não acham? ;-)
 
À noite tivemos um jantar árabe e a festa egípcia – essa egípcia aí debaixo sou eu (durante a viagem quando eu falava “la shukran”, o “no, thanks” deles, muitos achavam que eu era árabe – talvez a parte espanhola da minha família tenha andando por lá rsrs). Nem conto para vocês o que tive que fazer na gincana – só conto que ganhei um drink! (quem mandou ser a única latina no navio?!)

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 Algo que já tinham me contado é que os camareiros do navio em busca de boas gorgetas fazem esculturas de toalhas. Olha que legal!

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No dia seguinte, deixamos o navio (ou os navios, pq a cada saída do porto eram 3 ou 4 para atravessar de tantos que tinham atracados, dizem que no verão são muito mais!).

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Começou a maratona de templos de Luxor debaixo de um sol escaldante (não quero imaginar como seria se não fosse inverno! Aliás, só peguei chuva saindo de Luxor, em 10 dias). Realmente o melhor é dormir em Luxor mas a minha excursão não era assim, então fizemos 4 num dia! Ufa!!!
 

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Começamos pelo templo de Hatseput, uma das 2 rainhas que governou o Egito. A imagem das estátuas dela são masculinizadas justamente pq ela queria provar que podia governar tão bem como um homem.

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Muitas foram destruídas por Ramses II e seus sucessores, assim como os católicos que transformaram o templo num Mosteiro. Na frente deste templo, havia uma avenida de esfinges que levava até Karnak que por sua vez tem ainda algumas esfinges remanescentes como Luxor. Ou seja os templos eram interligados.
 

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Fomos depois para o Vale dos Reis – local escolhido por um rei pq lá há uma montanha onde há uma pirâmide natural.

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O ingresso dá direito a 3 tumbas. O guia nos colocou na frente de três – uma abalada por um terremoto, uma não finalizada e uma concluída. Mas mencionou que a mais bonita era a de Tutmosis III, que levava mais tempo para entrar, pq era no alto de 118 degraus, a 30m do chão, construída assim para fugir dos ladrões. Ele recomendou só aos esportistas. Bem, não sou uma esportista, mas dou meus socos e chutes na academia, corro na esteira e já subi os 500 degraus da escadaria da Catedral de Colônia na Alemanha… achei que tinha credenciais suficientes para ir e perguntei para ele – com meia hora (tempo que ele nos deu), para qual vc iria? E fui!

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 De 30 pessoas no grupo (incluso australianos sarados, o que eu sou longe de ser), eu fui a única que viu o teto mais bonito em um azul cheio de estrelas como nesse carpete que eu vi depois no Cairo. Quantos hieróglifos lindos, que cores…como a coloração se preservou, não sei! Só vi mais uma depois e recebi palmas de todo o grupo (quem mandou ser a única latina no navio?!)
 
Paramos depois nos Colossos de Mennom, impressionantes pelo tamanho e por ainda estarem de pé após tantos abalos sísmicos.
 

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Almoçamos no que seria meu primeiro almoço à beira do Nilo (a comida nem valia a pena, pela primeira vez) e de lá fomos para os templos do outro lado do rio – o terceiro do dia foi  Karnak, que não é um templo, mas um complexo gigantesco de templos.

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Ainda há muito por restaurar esperando fundos mas é realmente impressionante. Lá há um escaravelho, que indica proteção (para quem viu a “Múmia” não tem nada a ver com coisa ruim) e diz a lenda que se vc fizer um pedido e der 7 voltas ao redor, o pedido se realiza. Por via das dúvidas, eu e minhas coleguinhas de excursão contamos até 7, cada qual na sua língua: português, malasiano e inglês. Que os pedidos se realizem em breve!

dsc06443_o_escaravelhoO escaravelho
 
Veja o pulo da minha room mate de Singapura na sala de colunas
!

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egito_pulos Darren e  esposa
 
Lá aprendemos ao olhar as estátuas de Ramses II e Ramses III, que estátua com o pé na frente, é pq foi construída enquanto o rei estava vivo. Pés juntos, era homenagem póstuma.

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De lá fomos para o templo de Luxor, onde está o famoso obelisco que é gêmeo da Place de La Concorde em Paris, que eu veria novamente na conexão para o Brasil. Veja os 2 irmãos. A cidade engoliu o templo e foi muito bonito ver o entardecer lá.

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Templo de Luxor

dsc06474_obelisco_gemeo_da_concordeObelisco gêmeo da Concorde
 
O dia se despedia e nós também de Luxor. Após passar um tempinho numa loja de pratas baratíssimas (lembrancinhas ótimas para a família), fomos para um hotel day-use, algo muito legal que a excursão fazia para nós – só para tomar um banho e comer alguma coisa. Pegamos o trem, mas eu estava tão exausta, que não deu tempo nem de reclamar, apaguei!

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Essas sentinelas estão presentes ao longo de todo o Nilo… sei que toda vez que vou para o trabalho, vejo o Pão de Açúcar e me remeto à lembrança dessa viagem inesquecível!

 
 
Chegando de volta ao Cairo, fomos diretos para o Coptic Cairo. Os cópticos são um ramo da Igreja católica que se estabeleceu no Egito. Vi onde Moisés foi encontrado na cestinha – até onde o Nilo chegava, local que fica próximo da sinagoga mais antiga do Egito. Depois fomos à Igreja de Saint Sergius, construída acima da gruta onde por 3 meses a Sagrada Família se escondeu. Dia de forte cunho bíblico na excursão – agradeci muito a Deus a chance de conhecer aqueles lugares abençoados (mas se vc não é católico ou faltou às aulas de catecismo, o guia pode te explicar ou lembrar disso lá, não se preocupe! :-)
 
Fomos também na Hanging Church, ou Igreja suspensa, que foi construída sob uma parede antiga. Na entrada belos vitrais.
 
De lá fomos para o templo do consumo – o Khan El Kakili (se pronuncia Ran el Calili). Apesar de não ter gostado de lá, tive que ir duas vezes – a 1a pelo tour da excursão por 1 hora e a 2a para fazer algo que normalmente abomino, que é comprar algo para alguém – essas encomendas de viagem (de narguilê a uma escultura de mármore rsrs ou várias coisas pequenas que dão um trabalho enorme para comprar e se cada um pedir vc paga excesso de peso rsrs) – mas era para uma história de amor tão bonita que eu não pude recusar… foi uma aventura depois eu conto…Mas não curti mesmo. Não gosto de confusão na hora de comprar. Nem de pechinchar muito. O mercado de Aswan era mais a minha cara.
 
Depois fomos a Sakkara, onde há a pirâmide Step – mais antiga que as pirâmides – 2800 antes de Cristo. Me despedi dos meus coleguinhas de excursão e fui para o flat da Isa e do Keith, em Zamalek.
 
Olhando o mapa, é a ilha que tem no Cairo. Depois de muita prosa pq eu não os via há anos, champagne para celebrar o reencontro, fui dormir por 12 horas seguidas (o que 4 templos, um trem e correria no Cairo não fazem?). Me permiti durante as férias ter meu dia de Nefertiti – tomei café nessa varanda com vista para o Nilo (não, eu não estava em Punta, mas o Conrad estava lá!), andei até o Marriot que fica num antigo palácio, o Gezira, para trocar dinheiro, relaxei… e não é que cheguei a Brasília?
(fazendo referência a série memoráveis de posts do México do Riq).

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A noite, fomos num restaurante muito legal, os preferidos dos filhos do Keith – Crave – detalhe para o bar, onde para expor bebidas e vender é tão caro, que a decoração é com talher mesmo! Poucos lugares vendem álcool. Poucas pessoas bebem pela religião.
 
17 El mansour Mohamed Zamalek, Cairo, Egypt
Phone:  27366267
 
No dia seguinte, um carro buscou a mim e a filha do Keith, que também estava lá visitando o pai e me acompanhou durante os dias lá, a Louisa, para irmos à Alexandria. Meu guia preferido, Jimmy, o mesmo da excursão, que mora em Alexandria, fez questão de ser nosso guia lá. Nos aguardava na frente do Forte construído com os restos do Farol de Alexandria, uma das maravilhas do mundo antigo. É possível entrar no forte, mas tínhamos mais para ver. No caminho, muitos barquinhos. Podia ser Salvador, Eunice?

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Lá bebi O MELHOR COQUETEL DE FRUTAS da minha vida. Na foto, tb está o carro que nos levou do Cairo a Alexandria. Estava seca por um suco, Jimmy prometeu e cumpriu que me levaria num lugar seguro (a água lá não é confiável, como eu já expliquei). As frutas realmente eram muito saborosas. Já tinha lido isso sobre o Egito, mas não tinha provado ainda. Prove, mas com segurança.
 
Fomos então às Catacumbas. Percebi que aprendi bastante na excursão pelo Nilo – notei que as catacumbas tem aspectos egípcios, gregos e romanos. Pois Jimmy continuou me testando! (quem mandou ser a única latina que ele guiou nos últimos anos?!).
 
De lá fomos à  Biblioteca de Alexandria. Cesar queimou a original e eles construíram recentemente uma a 200m de onde era a original. Como o Farol de Alexandria, era uma das maravilhas do mundo antigo. A propósito, vc sabia que Cleópatra foi a primeira mulher a ter uma cirurgia para ter um bebê? Como ele se chamava Cesário, quem não faz parto normal hoje, faz uma cesariana. :lol: Impressiona a arquitetura e o design na biblioteca com alusões ao mar, ao olho humano… muito moderna!
 
Um dia eu volto para dormir em Alexandria!
 
E aí começou o meu único dia sozinha no Egito, já era o último e o Keith (que foi meu chefe) ficou aliviado quando lembrou que eu era uma “experienced traveller” (eu nem achava, mas se ele disse…). Por via das dúvidas, a filha dele não foi comigo pq a idéia era mesmo doida!!! (essa é para vc Mari!)
 
Andar por Zamalek é tranqüilo, a Isa me disse. Andei 30 minutos até a Torre do Cairo, nenhuma informação, só mapa e sinais para me comunicar em árabe e chegar na Torre. Meus amigos sabem que onde tem uma torre, alta, com vista linda, eu subo!!! Com essa não foi diferente. Olha a Ópera lá embaixo! A pirâmide maior dá para ver mas não ficou nítido no fog do Cairo. Giza limita um lado do Cairo assim como as Mukkatans Hills. Lá de cima vi a Midan Tair (praça) onde eu peguei o taxi para me levar para buscar a encomenda do André para a esposa dele. Detesto encomendas de viagem (quase não carrego peso) mas adoro uma história de amor e foi uma aventura pegar um taxi que nao falava inglês rsrs
 
Cruzei uma ponte sobre o Nilo, o que eu estava doida para fazer desde que cheguei no Cairo, que foi fácil para quem já cruzou a Golden Gate – acho que eu era a única turista na ponte, vi muitas locais, cobertas ou não, me olhando surpresas (neste dia eu passava no máximo por italiana ou espanhola!). Vi o museu egípcio de longe, me localizei e lembrei da dica do meu amigo – não pegue os táxis comuns, negocie um preço com os táxis amarelos (ele e minha amiga trabalham próximos à essa praça).
 
Com um taxista que falava um mínimo de inglês, negociei 2 paradas e retorno para Zamalek. E entrei num táxi que não falava inglês! Um indiano de 2m de altura! Não entendi até agora pq o outro não quis me levar – ele disse que não podia mas queria uma comissão por ter ajudado! Sorri o meu melhor sorriso brasileiro para não arrumar confusão e disse “pq vc não me leva? Cobra dele a comissão”.  :lol:
 
Falei “Mohamed Ali Mosquee”. Misturei um árabe colado do guia que a Roberta me emprestou com meu francês e o taxista achou que eu falava árabe e desandou a falar. Rsrs
 
Quando ele chegou lá, disse Shukran e fui embora. Achei que ele ia me esperar na porta. Entrei na Mesquita – a primeira que entrei mas realmente só tirei o sapato, como andava sempre muito vestida para não chamar atenção (dica da Sylvia), não tive problema. Quando saio, quem me aparece? O motorista! Como eu tinha mostrado o guia para ele na minha tentativa de comunicação, não é que ele me levou justamente na posição onde eu poderia tirar uma foto da Citadel igual à do guia?
 
Falei “iala” para ele para seguirmos. Iala é fundamental para taxistas que não falam inglês – vamos!  :lol:
 
Chegando no Khan argh Kalili, eu precisava achar uma determinada portinha sem escrito na frente onde vende-se a tal pulseira que a esposa do André quando noiva dele ficou apaixonada. O taxista estacionou oarro (sem eu pedir) e me acompanhou. Ficou imóvel  quando eu tentava explicar por gestos que eu não queria o mercado, mas aquele endereço que constava na xerox que meu amigo me deu. Nada… até que eu encontro um policial turístico que explica para ele a situação.
 
Quando finalmente encontramos a portinha (numa área com poucos turistas), vejo as tais pulseiras. Mas o ouro subiu 2,5 em 2 anos e eu tive que contar uma história triste para conseguir comprar uma com espessura da metade da encomendada, por um pouco a mais do que o André tinha me dado. Comprei um pingente de Nefertiti para mim por 15 dólares, qdo ele notou meu desapontamento pq a pulseira não era para mim rsrs!!!
 
Exausta, disse para o meu “personal taxista non-English speaker”, o endereço da casa dos meus amigos no meu melhor árabe e fui compreendida!!! Ainda expliquei como chegar – não me pergunte como eu disse direita e esquerda, vire aqui, o guia impresso ajudou… rsrs
 
Chegando lá, eu dou um pouco a mais que o combinado, de gorjeta, pq ele foi legal comigo e… ele me pede mais!!! Disse um valor 50% a mais do que combinamos, argumentou que tinha parado, pago estacionamento (quando eu não pedi isso em hora nenhuma e me lembro de que o estacionamento foi bem menos do que ele estava me cobrando). Como eu já estava indo embora, não ia me arriscar com aquele indiano de 2 metros, paguei e não dei gorgeta nenhuma. O Keith disse que vira e mexe sai e paga o combinado, mas ele é um loiro de 2 metros de altura, eu não!!!
 
Para a despedida, meus anfitriões como bom escocês e brasileira deixaram o melhor por último, no extremo sul da ilha de Zamalek, pertinho de casa, um lounge charmosíssimo… jantar de despedida à beira do Nilo, no Sequoia. Com direito a sushi do Mori de São Paulo, que já fui com meus amigos cariocas que moram lá.  :lol:
 
Lá não tirei foto por que  era muito escuro mas o endereço está aqui:
 
End of Abdu El Feda Street, Zemalek, Cairo, Egypt

 

Notícias fresquinhas do Egito

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A Cristina não esqueceu de nós e deu uma passadinha para dar notícias de suas andanças pelo Egito :

Majo, eu ja ganhei um post so para mim antes de escrever o relato, to emocionada!!! ah… vc eh linda…. Em tempo nao consegui postar daqui no VnV, comandante. Nem ler comentarios, mas a conexao pode ser o problema.

Hoje sou um ser que se arrasta rsrs mas a beira do Nilo, diretamente da casa dos meus amigos, tem outro sabor ne?

Masalama serve para oi e para ate logo, como a Sylvia disse.

Muitas historias para contar mas em relacao a fotos, vixe nem quero me preocupar: trouxe 2 G de memoria – so gastei 1,2 rsrs O cruzeiro foi 5 estrelas, Sylvia, melhor do que eu esperava! O trem pior do que eu esperava.

Hj to me arrastando por isso – adicione khan el khalili, sakkara e coptic cairo – o grupo da excursao era pequeno e o guia eh tao bom, um egiptologista, que vou com ele para Alexandria segunda! To anotando tudo no caderninho para contar para vcs – em Fevereiro, mais uma blogueira acidental he he

Agora me deem licenca que agora vou dormir sem hora para acordar pq a excursao acabou rsrs

Chegou meu dia de Nefertiti!!!

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So para dizer que hoje ate ANDEI SOZINHA PELO CAIRO. Na volta eu conto numa das laudas minha aventura rsrs Brigadim pelo carinho, Habib Majozinha! ;-) (habib = querida)

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A Cristina já é uma local, procurem ela na foto acima ;)

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Crédito de todas as fotos:  by Khan e Kalili

Brigadim pelas notícias, Cristina    :lol: :lol: :lol:

Direto do Egito !

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Recebi agora à tarde um torpedo da querida Cristina que está sempre batendo ponto por aqui. Nada demais né ? Mas, o torpedo era do Egito !!!  E  aqui vai o recado:

” Majô, masalama !  Avise por favor no VNV que hj passei o dia entre pirâmides e museu. Tudo bem comigo e em segurança no Egito. Bjs,  ”

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Crédito de todas as fotos: by Khan e Kalili

Sim,  ela embarcou no sábado para o Egito  e depois passa  alguns dias em Paris.  Já deixei  a mensagem lá no VNV.

E aí está uma fotinho dela na conVNVenção da Lagoa em agosto quando reunimos a turma vnvética com  Sylvia, Mario e RastaFlávia.

Cristina, o Condomínio  espera  por mais notícias ;)

 

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Bem, eu não sei o que quer dizer malasama, acredito que  seja uma saudação ;)