3o e 4o dia em Paris, Arco do Triunfo e Madeleine

Arco do Triunfo

No 3o. dia em Paris, visitamos mais um ícone da cidade, o Arco do Triunfo  contruido para celebrar a vitória do exército francês na batalha de Austerlitz, sobre a Rússia e Áustria. Napoleão prometeu aos soldados franceses:  « Vous ne rentrerez dans vos foyers que sous des arcs de Triomphe » . A pedra fundamental do Arc de Triomphe  foi lançada por Napoleão em 1806, mas a obra do monumento só foi concluída em 1836, 15 anos depois da morte de Napoleão.

O Arco do Triunfo é parte da história da França,  um dos monumentos históricos mais bonitos, mais  importantes e mais visitados do mundo. Está  no coração de Paris, na praça  Étoile,  de onde saem 12 avenidas. Mapa abaixo para melhor visualização.

No detalhe, esculturas da esquerda e direita

Le Départ de 1792 (La Marseillaise), François Rude

Le Triomphe de 1810, Jean-Pierre Cortot

A excursão

Estávamos na avenida Champs-Élysées que tem lojas chiquérrimas, mas tem também H&M que estava em liqui com vestidos gracinhas a 10€, uma festa para Marina ;)

Dali, entramos na loja da Nespresso que recomendo para um café e biscoitinhos, e comprinhas de cápsulas, a metade do preço daqui. A loja é grande e linda !

Do Champs Élysées voltamos para o Marais, passamos em casa e dali fomos jantar no Les Philosophes. Post sobre ele aqui.

clique em cima da foto para aumentar

Marais

Marais

Rue du Trésor

Les Philosophes

Rue du Trésor

Confit de canard – 21 euros

Tarte tatin, especialidade da casa – 7 euros

No 4o. dia, fomos para Madeleine , na praça da Concordia.

Madeleine

Perto está a Pinacoteca de Paris, onde visitamos uma belíssima exposição de quadros de Modigliani e Utrillo, dica do webvizinho Renato que estava em Paris. Ingresso 10 euros, meia entrada 8 euros (estudantes pagam).  Havia pouca gente e pudemos com calma admirar os quadros. Uma cena me tocou:  5 criancinhas de uns 3  anos, com a professora, sentadinhos no chão em frente a um quadro de Modigliani, prestando atenção às explicações dela , baixinho, sem se distrair. Isto é cultura na veia ;)

Saindo da exposição, fomos à Gare du Nord de metrô, buscar os bilhetes Thalys para viagem no sábado à Bruxelas e Brugges,  que tinha comprado pela internet, pois é preciso trocar o comprovante impresso pelos bilhetes, no guichê Thalys. Foi rapidinho.

Dali, passamos no Monoprix para comprar massa para um fettuccine e gruyère ralado, que foi preparado chez Majô ;)

 

Chique não ?

 

Pinacothèque  de Paris
8, rue Vignon
75008 Paris

Metrô – Madeleine

Ônibus – Arrêt Madeleine-vignon bus 24 bus 42

Les Philosophes – Rue Vieille du Temple, 30 – Marais

tel: (33) (01) 42 72 47 47

Aberto todos os dias de 9:00 a 01:15

Metrô: St. Paul ou Hotel de Ville

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Paris para Marina

2o. dia: caminhando pelo Sena, indo de encontro ao maior ícone de Paris 

Londres, um dia em bate-volta

2o. dia: caminhando pelo Sena, indo de encontro ao maior ícone de Paris

No 2o. dia,  depois de tomar o café da manhã, baguette quentinha da Boulangerie do Paul com  manteiga da melhor qualidade,  e aproveitando que São Pedro não deixou chover, saimos para realizar o sonho da Marina,  ir  à Torre Eiffel, sem dúvida um ícone em Paris para todas as idades. Começamos a caminhar, admirando as pontes do Sena, os monumentos de encher os olhos, como La Conciergerie, os barcos navegando no rio, paisagens como se estivéssemos dentro de um quadro.

La Conciergerie

Pont Neuf

Rio Sena

E, claro pausa para fotos …

.. e mais fotos

Olha “ela” lá longe !

…. e mais fotos

Pont de l’Archevêché

Rive Gauche

Institut de France

E nós caminhando… entramos  na Rue du Bac,  passamos no Monoprix para comprar água e seguimos  em frente pela looonga  Rue de Grenelle.

Passamos pelo belíssimo Hotel des Invalides.

Hotel des Invalides

Hotel des Invalides

Vista aérea do Hotel des Invalides – foto Wikipedia

Caminhamos mais um pouco, e voilà, estávamos de frente para a Torre Eiffel ! Os olhos da Marina brilhavam de contentamento :lol: :lol:


Para este programa,  só precisamos de sapatos confortáveis e disposição para caminhar, e é  free. Programa testado e aprovado para adolescentes.

Seria  possível também chegar à Torre Eiffel, pelo ôninus linha 69 que tem ponto final no Champs de Mars, onde está a Torre Eiffel.

Aliás, como transporte em Paris, os ônibus são uma ótima opção para conhecer a cidade com  motoristas super civilizados. O preço do bilhete é o mesmo do metrô, 1,70 € . Comprando carnê de 10 bilhetes, paga-se 12,50 €.

Depois de muuitas fotos, e atendendo à fome que já chegava, seguimos para Rue Saint-Dominique que tem uma série de bons restaurantes.

Muitos  tinham fila na porta, como o Café Constant e o Les Cocottes do chef Christian Constant. Olhamos preços e menus e optamos pelo Les Cocottes  que já não tinha fila, o balcão estava cheio, mas ainda restavam alguns lugares em mesa lateral, na entrada. O atendimento é muito simpático. Os pratos são servidos em panelinhas de ferro Staub, as cocottes,  ou em potinhos de vidro.

Pedro e eu pedimos cocottes volaille (17 € ) e Marina, omelette de fromage e jambon (10 €).

Cocotte volaille

As cocottes são fundas, portanto as porções não são pequenas como parecem. O frango estava tenro e saboroso, os temperos na medida, comi até o finalzinho. O vinho rosé que acompanhou estava perfeito.

Na hora da sobremesa, houve dificuldade para escolher, muitas gostosuras. Pedi a La fabuleuse tarte au chocolat de Christian Constant (10 € ), fabulosa mesmo ! , Marina foi de mousse au chocolat( 7 € e Pedro flan au oeuf (7 €).

La fabuleuse tarte au chocolat de Christian Constant

Mousse au chocolat

Flan au oeuf

O melhor horário para o Les Cocottes  é 19:00h, vai ter  uma filinha, mas dá para conseguir lugar. Depois, a fila e a espera serão maiores.

Voltamos de ônibus, pela linha 69.

Les Cocottes – 135 rue St. Dominique, 75007 –  Não aceita reservas

Estação de metrô mais próxima: Ecole Militaire

BUS : 69/ 42/ 92/ 80

Map

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Paris para Marina

Londres, um dia em bate-volta

Paris para Marina

Image

Em maio deste ano, Marina, minha sobrinha-neta, completou 15 anos, idade que ainda tem significado especial para meninas. Em março, pensando em seu presente, achei que uma viagem a Paris teria uma repercussão especial em sua vida, mais que um objeto.

A minha 1a viagem à Europa trouxe  inúmeras emoções que nunca esqueci. É um choque cultural.

Há algum tempo Marina me pedia para levá-la,  agora tinha chegado o momento. Sim, o presente para ela em seus 15 anos foi a viagem a Paris, por um período que desse para saborear com calma a cidade, seriam 12 dias,  intercalando com bate-volta à Bruxelas e Brugges,  e outro  à Londres. Aluguei um studio  que nos daria a sensação de viver como  parisienses, uma experiência  com sabor especial.

Conosco foi também o Pedro, amigo e namorado, então com três já tínhamos uma excursão ;)

Por 2 meses, organizei um roteiro com diversas opções de passeios nos arredores de Paris, como Versailles, castelos do Loire e Giverny,  e muitas andanças pelas ruas de Paris que convidam você  a flanar, especialmente no verão.  Este seria  um programa diário, caso não estivéssemos fora da cidade. Claro, que poderia haver variações, dependendo do ritmo e interesse despertados neles.

Saimos os três  no dia 1o. de  julho, no dia 2 chegamos, nos instalamos no studio,  e pé na rua. Caminhamos pela linda Place des Vosges e fomos jantar no Le Petit Marché,  bistrô que tinha me deixado boas lembranças em dezembro. A localização dele é especial, fica em rua que sai da Place des Vosges, a rue Béarn. Foi difícil conseguir mesa, pois chegamos tarde  e estava lotado. Com um pouco de paciência e a fome era grande, conseguimos uma mesa.  Pedidos feitos, tudo delicioso, fechamos os três com crême brulée.

magret de canard

Quem resiste …..

Le Petit Marché

Voltamos a pé para casa,  estávamos bem cansados da viagem, a 1a. viagem longa de Marina.  Amanhã tem mais ;)

Não deixem de passar no Mustaching  blog da Marina que acabou de abrir, fresquinho, onde ela está fazendo o diário da viagem, passa lá ;) E já nasceu bilingue !

Não sei há quanto tempo eu sonho em sair do Brasil. Sempre quis visitar várias partes do mundo, mas nunca tive a chance – até alguns dias atrás. No meu aniversário de 15 anos, minha tia me deu de presente uma viagem para Paris! Estou aqui há uma semana e ainda ficarei por mais 5 dias, e está sendo maravilhoso. Como só tive tempo para escrever sobre a viagem agora, vou fazer um post para cada dia que fiquei aqui, e esse é sobre o primeiro. ” ………

Le Petit Marché - 9 Rue Béarn, 75003 -  tel: +33 1 43 14 98 53

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2o. dia: caminhando pelo Sena, indo de encontro ao maior ícone de Paris 

Londres, um dia em bate-volta

A segurança em Paris, e como me preparei para o frio

Como muitos sabem, fiz esta viagem à Paris sozinha e posso dizer que em nenhum momento me senti insegura. Caminhei  pela cidade a qualquer hora do dia e à noite, andei de metrô também de dia e à noite e não passei por nenhum momento de stress ou me senti ameaçada. Também usei caixa eletrônico que diga-se de passagem fica na calçada.

Sei que há tentativas de golpe a turistas na cidade, como o do anel que jogam no chão à sua frente, o de ciganas  que pedem dinheiro colocando pulseiras em seu braço, o homem que vende casacos de couro por uma quantia muito abaixo do preço real, enfim várias maneiras de tentar  arrancar dinheiro de você.

Acho que tudo isto passa por uma questão: como se vestir sem parecer um turista à primeira vista.

O tênis branco, acessório muito usado por brasileiros em viagem, identifica sua condição de turista que passa a ser alvo dos golpistas. Portanto, opte por sapato que seja confortável para andar o dia todo ou tenis escuros. No inverno e com chuva é preciso usar bota, e com sola de borracha que isola a umidade e o frio.

As francesas são chiques, vestem-se muito simplesmente e na maioria das vêzes em cores escuras, principalmente o preto. Sabem usar uma écharpe e cachecol como ninguém, às  vêzes uma boina, tudo com estilo próprio. Elegância está no DNA delas.

Portanto, 2 calças ou jeans e 3 sueteres  que com casaco de lã grossa serão vestimentas discretas e que protegerão você do frio. Écharpes e cachecol esquentam e dão looks diferentes. Ah e meia grossa ou de cashemere  para colocar por baixo da calça e que podem ser compradas na UNIQLO.

Casaco ou manteau: antes de viajar, ainda aqui no Brasil, decidi que o casaco seria comprado logo que chegasse, pois aqui não temos casacos com lã que esquente o suficiente, além do que sai mais barato comparando-se com os preços estratosféricos de roupas aqui. Optei pela Comptoir des Cottonniers que tem roupas em estilo que me agradam com preços acessíveis e com 2 lojas pertíssimo de onde eu estava, na Vieille du Temple e Francs Bourgeois. No dia seguinte ao da chegada, saí de manhã para comprar o casaco, pois, com chuva fina e vento, a sensação térmica era de uns 6 graus. Escolhi um casaco clássico de tweed cinza que faz meu gênero e não sai de moda. Tive desconto de 20% pagando com cartão AMEX. Este casaco foi usado o tempo todo com sweater por baixo. Em ambiente aquecido, claro tirava o casaco. Usava cachecol de lã enrolado no pescoço e meia de lã embaixo da calça.

Bota: o sapato ou bota mais confortável para caminhar sem dúvida, é o da marca Camper que tinha uma loja perto, na Rue Francs Bourgeois  e  esta foi a 1a compra na manhã seguinte à chegada. Salto confortável, sola de borracha, caminhava 10 horas por dia sem cansar.

salto confortável

sola de borracha

Voilà, assim passei minha estadia parisiense confortável e protegida do frio.

Como disse lá em cima, não tive nenhum problema relacionado à segurança, mas sem abrir mão de alguns cuidados: não sair com passaporte original, só cópia.  Dinheiro só o necessário para o dia. Em restaurante, bolsa no colo. No metrô, bolsa na frente.

Se você tem alguma dica, por favor deixe aqui ;)

Comptoir des Cottonniers – 124, rue Vieille du Temple                                                        33,  rue des Francs Bourgeois     

Camper  -  9 Rue Francs Bourgeois

UNIQLO – 17, rue Scribe 75009 Paris

A série de posts desta viagem:

Marais chez moi

Poîlane, tradição perpetuada na família

Caminhando e me emocionando

Carroussel do Louvre e Mariage Frères

Jacques Génin, impecável

Indo à Gand em missão de família

No Marais, Camille e Les Philosophes

No Marais, Camille e Les Philosophes

Nesta viagem, levei  uma listinha  de restaurantes, mas pena não deu para ir a todos. No Marais, estive em dois restôs que recomendo, o Camille e o Les Philosophes que  ficam numa área do Marais que equivale ao Baixo  Leblon, no Rio. As ruas Franc-Bourgeois, Vieille du Temple e Rosiers que nos fins de semana fervilham de gente jovem, e não tão jovens.

Camille

Na volta da viagem à Gand, chegando em casa, saí direto  para jantar com muita fome. Fui  à pé  rapidinho ao restô Camille, na Rue des Francs-Bourgeois. Mesmo sem reserva, entrei e consegui mesa,  mas, sugiro que se possível façam reserva, pois, um pouco depois as mesas estavam todas ocupadas.

É um restaurante tipicamente francês com  ambiente acolhedor, como podem ver pelas fotos, e serviço muito atencioso.

O serviço é tão rápido que na foto abaixo, só dá para ver o ectoplasma do garçon ;)

Logo, o menu é trazido a você, no quadro negro que colocam na cadeira à sua frente. Simpático não ? Letras grandes, dá para ler sem óculos :)

Como precisava comer algo “suculento”,  pois não tinha tido tempo para almoçar, pedi côte de boeuf grillée,  frites maison.

Côte de boeuf grillé

A carne estava no ponto certo, o sauce delicioso, e as batatas fritas que acompanhavam,  crocantes, perfeitas. Parece um prato simples, mas fazer bem feito,  não é.

Quase dá pra sentir o gosto, concordam  ? Ah, e  claro que tomei vinho nacional :mrgreen:

Camille

Para fechar, pedi o crème brûlée que adoro. Posso dizer que estava diiivino :lol:

Crème brûlée

Crème brûlée

Comi muito bem e quanto paguei ?  37,30 euros.

No menu do restaurante há pratos tradiconais como: tartare, magret de canard, pot au feu, e muitas outras delícias. Boa carta de vinhos.

Ambiente agradável, preço acessivel e comida bem feita que é tudo que se quer entrando num restaurante.

Mapinha abaixo:

Camille

Camille

Camille   –   24, Rue des Frans-Bourgeois – Marais

tel:   (33) (01) 42 72 20 50

Metrô: St. Paul

Les Philosophes

Les Philosophes

No sábado, saí para almoçar com vontade de comer um confit de canard. Fui a outro restô no Marais, na Rue Vieille du Temple, o Les Philosophes que está sempre cheio.

Les Philosophes

Como disse, o restaurante estava cheio, mas rapidamente consegui mesa para sentar. Vale a pena ter paciência e esperar um pouquinho.

O restaurante fica na esquina da Rue Vieille du Temple com a Rue du Trésor, esta gracinha.

Rue du Trésor

Pra começar pedi algo apetitoso, foie gras com geléia de figo e torradas. Muuuito bom.

Foie gras, torradas e geléia de figo

Segui com o confit de canard (pato) que me deu vontade de morder a tela agora :mrgreen:  Vinho nacional, claro.

Confit de canard

Para sobremesa pedi a Tarte tatin, especialidade da casa, mas o rapaz da mesa ao lado ficou com a última fatia :(

Então, sem pestanejar pedi …… vocês já sabem ;)

Crème brûlée

Crème brûlée

Quanto custou ?  44 euros


Apesar de cheio, o garçon servia com rapidez e boa vontade.Vi poucos turistas, uma mesa de italianos que não tem como disfarçar, falam alto e com as mãos ;)  Saí do restaurante tão satisfeita como na véspera do Camille.

Saindo do Les Philosophes segui pela Rue Vieille du Temple que borbulhava.

Rue Vieille du Temple

Muitas  lojas de roupas charmosas, perfumes, óculos, tudo o que nós mulheres adoramos ;)

Continuando na rue Vieille du Temple

    

Rue du Marché des Blancs Manteaux, outra gracinha.

As ruas no Marais são tão agradáveis para caminhar, construções históricas lindas, galerias, museus.

Rue Vieile du Temple

E… claro,  a Place des Vosges.

Lembrando que fui duas semanas antes do Natal, esta vitrine estava linda !

Rue Vieille du Temple

Les Philosophes – Rue Vieille du Temple, 30 – Marais

tel: (33) (01) 42 72 47 47

Aberto todos os dias de 9:00 a 01:15

Metrô: St. Paul ou Hotel de Ville

Les Philosophes

Indo a Gand em missão de família

Para quem acompanha o blog, lembrará  deste post Indo à Diest em missão de família,  onde conto a história de nosso bisavô Louis Cruls, belga, astrônomo,  e seu trabalho na Comissão Exploradora do Planalto Central em 1892, chefiando um grupo de 21 pessoas entre pesquisadores e de apoio com 9,6 toneladas de equipamentos, a Missão Cruls, aqui. No site do astrônomo Ronaldo Mourão aqui, há vários posts, é só clicar em Missão Cruls: Fotos, Comissão Exploradora do Planalto Central (1892-1893), Diretor do Imperial Observatório, Louis Ferdinand Cruls e outros.

Nesta viagem à Paris em 2006, Bia e eu fomos à Bélgica e chegamos à  casa onde nasceu nosso bisavô Louis Cruls, em Diest,  e onde estava instalada a placa em homenagem a ele, e onde trabalhou o grupo Missão Cruls, criado para preparar o centenário da Missão Cruls. Conto tudo tim tim por tim tim neste post aqui:  a preservação da memória da família por minha mãe e minhas buscas na internet por parentes Cruls do ramo europeu. Meu irmão se debruça há alguns anos na árvore genealógica Cruls, desde os ancestrais em 1700.

Em passado recente, pelo Facebook, eis que acho 2 parentes Cruls, em Gand. O que a internet faz por você ;)  Comecei a fazer contato com a Gill, e aproveitando esta viagem à Paris, decidi encontrá-la, e marcamos um café, em casa dela.

Na 4a. feira, fui à Gare du Nord, comprar os bilhetes do Thalys, trem de alta velocidade para Bruxelas, para o dia seguinte.

Não há a menor dificuldade em chegar à Gare du Nord, em Paris, de metrô, ônibus ou taxi.

Indo de taxi:

Indo de metrô:

Para fazer seu roteiro de metrô, este é o link da Rapt aqui . É só colocar seu endereço de ida e chegada e o site faz o itinerário para você.

A Gare du Nord é  uma bela construção, vi algumas estudantes, provavelmente de arquitetura,  sentadas no chão com prancheta de desenho.

No dia seguinte, 5a. feira cedo já estava na Gare du Nord, na plataforma do Thalys esperando o trem com destino à Bruxelas. É preciso chegar com antecedência, pois não só a estação é grande e a mais movimentada da Europa, como o trem sai na hora marcada e não espera por você ;)  Ainda deu tempo para comer um pain au chocolat :) Também é preciso estar atenta, pois podem mudar a plataforma que consta no bilhete, como foi o meu caso. Comprei assento para 2a. classe que é super confortável.

O Thalys, trem de alta velocidade, leva 1:22h  de Paris até a Gare Midi, estação em Bruxelas.

Na própria Gare Midi iria comprar o bilhete de trem regional para Gand.

Já acomodada em meu assento, o trem partiu exatamente no horário.

A Gare Midi, em Bruxelas é grande, mas muito bem sinalizada. Há também alguns balcões de informação, caso haja dúvidas. Entrei em fila razoável e comprei os bilhetes de ida e volta para Gand por 8,20 euros, cada,  e fui para a plataforma de embarque.

Estava muuuito frio, com vento e chuva fina, a sensação térmica era de mais frio, bem mais do que em Paris.

Chegando em Gand, o bicicletário na estação :mrgreen:

Peguei um taxi para encontrar a Gill, no endereço indicado.

Pela foto acima, deu pra perceber que bicicletas são o meio de transporte mais utilizado.

Finalmente chego no endereço, toco a campainha e abre a porta com um largo sorriso, a Gill Cruls, nos abraçamos quase sem acreditar.

Brindamos nosso encontro com champagne e conversamos por um bom par de horas, trocando dados da família.

Hora de voltar e pegar o trem de Gand para Bruxelas e, lá o Thalys para Paris. Chamei o mesmo taxi que me trouxe, e a prima Gill me acompanhou até a estação depois de uma tarde de fortes emoções que compõem o mosaico da vida.

Forte e emocionado abraço de despedida, e lá fui eu para a plataforma do trem de Gand para Bruxelas.  Estava gelaaaado.

Trem chegou no horário certinho, entramos no quentinho, em meia hora estávamos em Bruxelas,  na Gare Midi. Corri para plataforma do Thalys, entrei no vagão, e lá voltamos para Paris, quando cheguei já estava escuro.

Na Gare du Nord, peguei o metrô para o Marais, facinho.

Bem, finalmente,  fizemos a ponte Cruls,  Brasil  -  Europa ;)

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Jacques Génin, impecável

Jacques Génin, impecável

No meu segundo dia em Paris, saí da rue Sevigné, no Marais para caminhar pela Rue de Turenne seguindo até o final, em direção a um lugar muito  especial,  a loja do pâtissier  e chocolatier, Jacques Génin.

A  loja é  elegante e refinada em todos os sentidos.

Os funcionários, somente três,  atendem com presteza e discrição, tanto o balcão,  como as mesas.

Quem entra na loja,  sabe onde está pisando, e respeita  a atmosfera elegante nos mínimos detalhes. Todos falam baixinho.

Pedi  um milfolhas. millefeuille em francês, considerado o melhor de Paris. Não por acaso. Certamente pelo rigor,  dedicação e o trabalho diário de Jacques Génin e sua equipe,  na busca da perfeição.

Rapidamente, desce a escada em passos firmes, um dos auxiliares de Génin, trazendo na bandeja o delicado trabalho que entrega à uma das mocinhas que o levará até à mesa.

Fico alguns segundos admirando a perfeição do milfolhas, montado minutos antes, a massa folhada fininha, sem uma quebra e o creme de baunilha na consistência mais que perfeita. Quase não tenho coragem de quebrá-lo com a faca.

A massa é de uma leveza, e o creme de baunilha tão suave e delicado, nada é demais ou de menos. Pode haver igual, mas melhor não acredito.

Pedi para acompanhar o milfolhas, o chocolate quente que posso dizer é ma-ra-vi-lho- so,  meio amargo, cremoso, leve, magnífico !

Levo vários minutos degustando mil folhas e chocolate quente,  puro deleite ;)

E, no final quando peço a conta, como veem, paga-se pelo milfolhas melhor de Paris, 8,20 euros e o chocolate quente 7,00 euros.  Não acredito que no Brasil pagasse por esta qualidade, este preço.

Atravessando a rua, pude observar que em todo o 2o. andar da loja, está instalada a  oficina de trabalho com chef e auxiliares trabalhando com afinco. O resultado final tinha acabado de comprovar, magnifique !

Na saída, comprei millefeuille para me esbaldar mais tarde e os caramelos que são divinos !                                                         

                                                     

Aí está o mapinha da loja na Rue de Turenne:


Jacques Génin – 133, Rue  de Turenne Paris, 3ème  

tel: (33) (1) 45 77 29 01

Horário:  de  terça a domingo

de 11h às 19h e no sábado  até 20h.

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