Piazza Armerina

 

 

Piazza Armerina é  conhecida mundialmente pelo sítio arqueológico da famosa Villa Romana del Casale  onde encontram-se  os mais importantes e bem conservados mosaicos da época dos romanos. E é para lá que nós vamos.

 

Antes, transcrevo a descrição do Frommer’s sobre Piazza Armerina : ” Few foreign vistitors cut into the inland trails of central Sicily to discover the treasures they hold. Sicily’s coastline, with its Greek ruins, ancient cities, and fabulous beaches, is juts too alluring, especially on a hot summer day. But even a short visit will give you a taste of the montainous interior of this fascinating island, a land that is more representative of  traditional Sicily than its port towns and villages. In this short jaunt, we penetrate the wilds of central Sicily to discover one of the grandest Roman villas ever unhearted. Celebrated for its stunning mosaics, Villa Romana del Casale, outside the town of Piazza Armerina, is definetely worth the trek inland. It’s one of the highlights of antiquity and may be Sicily’s greatest single man-made attraction.”

O que diz o Rough Guides: “Piazza Armerina lies amid thick tree-planted hills, a quiet, unassuming place mainly seventeenth and eightinth century in appearance, its skyline pierced by towers, the houses huddled together under the joint protection of castle and cathedral. All in all, it is a thouroughly pleasant place to idle around, though the real local draw is an imperial Roman villa that stands in rugged countryside at Casale, 5 km southweast of Piazza Armerina. Hidden under mud for 700 years, the excavated remains reveal a rich villa, probably a hunting lodge and summer home, decorated with polychromatic mosaic floors that are unique in the Roman world for their  quality and extent. The Villa Romana dates from the early fourth century BC and was used right up until the twelfth century when a mudslide kept it largely covered util comprehensive excavations in the 1950s. It’s been covered again since to protect the mosaics, with a hard plastic and metal roof and walls designed to indicate the original size and shape, while walkways lead visitors through the rooms in as logical an order as possible. The mosaics themselves are identifiable as fourth-century Roman-African school, wich explains many of the more exotic scenes and animals portrayed; they also  point to the villa having had an important owner, possibly Maximianus Hercules, co-emperor with Diocletian.”

Villa Romana del Casalle

Depois do café da manhã,  fomos buscar o carro no estacionamento, a uns 5min a pé do hotel Gutkowski. Aliás, este hotel fica muito bem servido de estacionamento, uma vez que este é enorme e baratíssimo. Depois de 9 da noite, 1 euro.

 

distância de Siracusa à Piazza Armerina: 139 km

Saimos rumo à Piazza Armerina que fica no meio da Sicilia, onde eu tinha a expectativa de ver os famosos mosaici (pronuncia-se mosaixi).  Mapinhas na bolsa (o Via Michelin aí em cima) , pegamos a estrada E45 em direção à Catania.  Sim, pela auto estrada temos que voltar até Catania, e depois  em direção ao centro da ilha pela A19.  Pagamos 1 pedágio somente,  3,20 euros. Em seguida passamos para uma estrada secundária, a 117bis. Passamos por muitas, e muitas colinas, de vez em quando verificávamos se estávamos no caminho certo. Em algum ponto avistamos no meio das colinas, um lago pequeno lindo, verde esmeralda !        E tome estrada.

 

De repente avisto a placa do restaurante  Al Fogher recomendadíssimo pela Lea. Paramos para tentar almoçar, mas  a moça que abriu a porta informou  que estava fechado  😦    Continuamos um pouco mais à frente e paramos no Al Ritrovo.

Várias mesas ocupadas por um grupo de turistas. Eu sei, lá tô eu  falando de novo em comida, mas na Itália a comida não só é farta, como saborosíssima. Fora que  os italianos têm prazer em se sentar à mesa. Para começar, pedimos  uma salada de raddichio com tomate e muzzarela de buffalo, era enoorme, as folhas crocantes  e   a muzzarela imensa que derretia na boca.  Estava no ponto certo com aquele azeite maravilhoso, nhamm. Trouxeram também uns pães deliciosos.  Adoro pão com azeite.  Em seguida, pedimos um bife de vitela à milanesa  e batata assada. O bife fininho estava também no ponto certo. Água mineral com gás, sempre 750ml ou 1l  e para fechar pedimos 2 expressos. Pagamos  33,10 euros.

    

                      

No grupo que estava no restaurante, ao olhar estas duas discretas cabeleiras fashion, não pude deixar de lembrar do e do Beto.   😉

Continuamos pela estrada A19 e eis que de repente, surge à nossa frente no alto, Piazza Armerina, linda. Parecia uma miragem.

Piazza Armerina

Dali em diante paramos muuitas vêzes , pedindo indicação como chegar à Villa Romana del Casalle.  Numa delas, parei em frente a um bar, havia 2 homens, perguntei  per favore mosaci. Tentavam explicar em altos brados, de onde estavam. Como estava muito confusa a explicação  🙄 eis que um menino de uns 7 anos, com os  olhos azuis mais bonitos que já vi, se aproxima e explica pausadamente, tudo da forma mais clara possível. Nisto, um dos homens tomando-se de brios,  levantou-se e repetiu a sua explicação, mas o menininho deu um banho com aqueles olhinhos azuis irresistíveis.

Finalmente chegamos !!!

Estacionamos o carro, havia muitos, e começamos a caminhar. Não se vê nada da estrada. É preciso descer muitas escadas e uma boa caminhada para chegar até lá. Ingresso:  6 euros e não havia fila

Agora venham comigo. Vou andando e  me aproximando da entrada

 

Tudo coberto com estrutura metálica e plástico rígido.

Na entrada, finas colunas corintias (corinthiennes, se a tradução estiver errada, me corrijam)

 

Vestígios do aqueduto que alimentava as termas

 

As termas tinham a água aquecida  por um “calidarium”

que ficava acima das banheiras

banheiras térmicas

Entramos e andamos em passarelas de estruturas metálicas estreitas que ficam, como vêm acima, em nível mais alto que o piso, o que favorece a visão dos mosaicos. Por outro lado, como as passarelas são estreitas, nem sempre é possível tirar fotos no melhor ângulo ou perspectiva.

figuras de animais

As fotos não estão editadas, esta é a cor natural dos mosaicos que são protegidos por uma areia ou terra fininha

Detalhe da foto acima, competições

 

Trabalho de restauradores em curso.

Tudo coberto com o  plástico rígido.

Os biquinis não são de hoje ….

 

Caçadas

 

Corridas

Na saida, muitas barraquinhas com lembranças, folhinhas de 2008, chapéus e viseiras de  palha, os mais bonitos que vi, e baratos. Algumas comprinhas, depois deixo a foto aqui.

     

Voltamos antes que anoitecesse, e fui seguindo um ônibus de turismo até um certo ponto. Parei na SS 114, num posto de gasolina Esso para abastecer. Enchi o tanque 39,25l, paguei 37 euros. Tomamos 2 gelatti 4 euros e 2 expressos e água mineral.  Seguimos em frente, chegamos em Siracusa à noite. Demos uma paradinha na Corso Umberto para umas comprichas, mas logo fomos conduzidas a sair pois a loja ia fechar, e elas não esperam mesmo. Você é tocada de lá por livre e expontânea pressão. Voltamos para o hotel, meus pés estavam brancos do pó de Piazza Armerina. Tive que colocar a sandália literalmente debaixo da torneira para voltar à sua cor natural.

 Para fechar nossa estadia em Siracusa, fomos brindadas eu diria, com o melhor restaurante em que estivemos. Como contei no post Viagem à Sicilia  este restaurante foi o destaque não só pela excelente comida e vinhos envelhecidos até o teto, como o refinamento de seu serviço, mas tudo absolutamente natural.

Ao sairmos para jantar, pedimos indicação de restaurante à recepcionista do hotel, ela deu a dica do Dom Camillo. Dava para ir à pé do hotel, na Via Maestranza, 96. Lá fomos nós confiando na dica. Sinto dizer a vocês que não tirei fotos, pois achei que ia ser um mico, além do que ia estragar o ritual do serviço daquele jantar. A qualquer pessoa que for à Siracusa, eu digo,  não pode deixar de jantar no Dom Camillo. É um must. Entramos sem reserva, sala com poucas mesas, a maioria ocupadas. Nas paredes muuitos diplomas. É um bom restaurante para comer ostras e lagostas. Vi alguns pratos passando. Trouxeram no início, uns pãezinhos minúsculos quentinhos que o garçon tirou com uma pinça enorme de um cesto grande. Em seguida, ainda como serviço,  num prato pequeno quadradinho de vidro preto,  uma ostra. Pedimos uma comida leve,  Bia massa e eu um risotto com peixe espada e camarões (gamberoni) . Ambos deliciosos. Acho que foi o melhor risotto que já comi. Sobremesa,  sorvete de pistache e Bia torta Dom Camillo, djilicia os dois. Não achei caro, cada prato na faixa de 10 a 15 euros.

Todos os posts da série Viagem à Sicilia:

Viagem à Sicilia

Taormina

Siracusa

Piazza Armerina

Bora pra Palermo

Erice tem magia

Segesta

De volta à Palermo

Ciao Sicilia 

Siracusa

siracusa-duomo-600-pixels.jpg

 Esta foto do interior do Duomo não foi editada. A luz que entrou pela fresta da porta, iluminou as colunas na medida certa, digamos que foi um presente dos deuses.

mapa-da-sicilia-250-pixels.jpg

Saimos de Taormina rumo à Siracusa, com o gostinho de quero mais, no  dia 2 de agosto, 6a feira,  como estava previsto em nosso roteiro. Como  contei no post Viagem à Sicilia,  ao sair da cidade erramos o caminho, o que foi um bom negócio, e passamos por uma cidade medieval lindinha, Castelmola. Pegamos a  A18 e depois caimos na E45 a auto estrada (mapa abaixo) que vai à Siracusa, passando por Catania. Por sinal, as estradas da Sicília foram uma grata surpresa, excelentes e bem sinalizadas ! Passávamos de vez em quando por bouganvilles escandalosamente floridos.

   estrada-taormina-siracusa.gif

 O percurso de Taormina à Siracusa é de cerca de 120 km. Pagamos somente 1 pedágio de 3,20 euros.

Pronto, chegamos em Siracusa, e agora com o mapa  da cidade na mão, procuramos a Via Lungomare Vittorini, 26, endereço do Hotel Gutkowski,  no bairro Ortigia.

ortigia21.gif

ortigia-300-pixels.jpg

 Os colonizadores gregos estabeleceram-se mais precisamente em Ortigia que concentra o maior número de ruinas e monumentos em Siracusa.

 ortigia-250-pixels.jpg

A referência do hotel é o único prédio azul nesta avenida. De fato, depois de atravessarmos a ponte que liga à ilha de Ortigia, não tivemos dificuldade em avistar o hotel de longe. Os outros prédios e casas têm cor argila.

      hotel-gutkowski-350-pixels.jpg   hotel-gutkowski-frente-predio-cafe-da-manha-350-pixels.jpg   hotel-gutkowski-quarto-350-pixels.jpg

  hotel-gutkowski-copa-350-pixels.jpg   hotel-gutkowski-cafe-da-manha-2-350-pixels.jpg   hotel-gutkowski-copa-1-350-pixels.jpg

   hotel-gutkowski-sala-2-anexo-350-pixels.jpg  hotel-gutkowski-puffs-350-pixels.jpg  hotel-gutkowski-cafe-350-pixels.jpg

 

Depois de nos instalarmos no quarto, saimos para reconhecimento da área, caminhando pelo cais.

 siracusa-400-pixels.jpg

siracusa-beira-mar-350-pixels.jpg

siracusa-cais-3-350-pixels.jpg

siracusa-praca-1-350-pixels.jpg

Passamos por esta praça, e entramos num café,  na Via delle Maestranze 2,  onde vimos na vitrine gelatti e docinhos irresistíveis.

siracusa-pizza-350-pixels.jpg

Comemos um fatia de pizza quadrada com suco, gelatti e para  arrematar a tartelette de frutas vermelhas irrestível e café. Pagamos tudo 9,60 euros para 2 pessoas. O gelatti estava maravilhoso, nham

siracusa-doce-e-cafe-350-pixels.jpg

Dali, seguimos para a Piazza del Duomo, segundo o Frommer’s,  considerada uma das mais bonitas da Itália.

siracusa-duomo-25-350-pixels.jpg

A fachada do Duomo fica de frente para o sol poente, um espetáculo para nossos olhos.

siracusa-duomo-8-350-pixels.jpg

siracusa-14-350-pixels.jpg

siracusa-duomo-estatua-350-pixels-pixels-1.jpg

siracusa-15-350-pixels.jpg

 

siracusa-duomo-26-350-pixels.jpg

siracusa-duomo-18-350-pixels.jpg

O maior impacto  de beleza e história que tive,  foi  ao entrar no Duomo e admirar as pilastras de um templo grego, construido no Século V a.C, portanto há 2500 anos. Os romanos construiram a  catedral  por cima do templo, mantendo as pilastras que resistiram como  marcas indeléveis da história. De frente para elas  no interior do Duomo,  iluminadas apenas pelo feixe de luz que passava  pela fresta da porta,  senti um enorme emoção ao poder contemplar  um pouco  da história do início de nossa civilização. Na entrada, havia um grande cesto com chales para que cobríssemos os braços.  O interior muito escuro, pouquíssima luz, as pessoas que entravam falavam muito baixinho, em respeito àquele monumento diante de nossos olhos, cuidando para não quebrar  o encantamento que aquela obra representava diante de nós.

siracusa-duomo-1-350-pixels.jpg

Na parte interna, os arcos, as pequenas capelas, altares e imagens belíssimos. Devido à pouquíssima luz, as fotos mesmo editadas ficaram com pouca luminosidade, e não pude aproveitá-las.

siracusa-duomo-16-350-pixels.jpg

siracusa-duomo-5-250-pixels.jpg

siracusa-duomo-250-pixels.jpg

3 capelas dentro do Duomo.

siracusa-duomo-2-350-pixels.jpg

 Ao sair, fui dando a volta para admirar as pilastras do templo pelo lado de fora.

A entrada no Duomo é gratuita.

Sentamos num café na praça do Duomo, onde ficamos  até o sol se por, de frente para o Duomo e a praça linda !

siracusa-duomo-27-350-pixels.jpg

A família de franceses sentada à nossa frente, e a bebezinha que não queria voltar para a cadeira, depois que o avô passou algumas batatas fritas, mas foi “convencida” pela mãe a encaixar as perninhas na cadeirinha.

siracusa-duomo-28-350-pixels.jpg

siracusa-duomo-30-350-pixels.jpg

A menininha- a menor – deu um show de patins. Entrava à toda na curva para passar embaixo do arco.

siracusa-duomo-31-350-pixels.jpg

Lá vai ela !

siracusa-duomo-29-350-pixels.jpg

Comemos ali mesmo, no Caffé La Piazza Duomo, um ravioli. Bia uma lazanha. Com bebidas 16 euros.

 Um pouco de história:

Siracusa teve seu apogeu na época dos gregos quando se tornou mercado exportador para a Grécia,  competindo com  Atenas.  E por isto foi muito cobiçada.

Foi  fundada pelos Corintos  cerca de 734a.C.. Em 100 anos, a cidade ficou tão poderosa que enviou seus próprios colonizadores para para o sul e oeste da Sicilia . Foi tal a prosperidade e poder da Sicilia que passou  a incomodar Atenas,  tendo sido atacada pelos romanos em 415 a.C. 

No século IV a.C., sob o domínio de Dionisio I um dos maiores déspotas,  a cidade se tornou uma grande base militar, que construiu  fortes e  muros em torno da  cidade . Siracusa se manteve no apogeu,  por 200 anos, até ser atacada pelos romanos em 215 a.C.

Arquimedes, o físico/matemático e inventor grego, eu não sabia, nasceu em Siracusa. Lutou bravamente contra os romanos,  em defesa de sua cidade. Transcrevo a seguir, trecho que achei muito interessante sobre a participação ativa de Arquimedes em defesa de sua cidade com inventos bélicos : ” De fato, existem inúmeras referências a Arquimedes nos escritos de sua época, dada a reputação quase sem par que ele ganhou neste período. Curiosamente a razão para isso não era um interesse generalizado em Matemática, mas sim nas máquinas que inventou para serem usadas na guerra. Estas armas foram particularmente eficientes na defesa de Siracusa contra os Romanos, liderados por Marcelo.

Escreve Plutarco: … quando Arquimedes começou a manejar suas máquinas, ele de uma só vez atirou contra as forças terrestres todos os tipos de mísseis, e imensas massas de rocha que caíram com barulho e violência inacreditáveis, contra as quais nenhum homem poderia resistir em pé …  ”   ele morreu justamente no massacre que se seguiu à rendição da cidade. 

Em 1693, um terremoto que atingiu Siracusa destruiu muitas casas que foram reconstruidas.

Já no século XX, Siracusa foi bombardeada duas vêzes pelos aliados, na 2a guerra mundial. Apesar disso, muito pouco dos belíssimos monumentos históricos foi atingido.

Está no Frommer’s da Sicilia: “We’ll even go out on a limb and suggest that if you’re forced to choose  between Agrigento and Syracuse, opt for the latter, whose  wealth and size were once unmachted by any other city in Europe”. 

A ilha de Ortigia  concentra a maior parte das  ruinas de Siracusa, mais de 2700 anos de história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando começou a escurecer, fomos a pé por aquelas ruelas estreitinhas até o cais.

 

 

siracusa-1-250-pixels.jpg

as ruas medievais estreitinhas

siracusa-rua-3-350-pixels.jpg

smart-2-350-pixels.jpg    smart-350-pixels.jpg  smart-moto-350-pixels.jpg

Passamos por estes 2 Smarts que apelidamos de mosquitinho, desde o ano passado,  e  a moto com capota.

 

siracusa-chegando-no-cais-2-350-pixels.jpg

Chegando ao cais.

siracusa-chegando-no-cais-1-350-pixels.jpg

siracusa-chegando-no-cais-3-350-pixels.jpg

lembrei da Mô

siracusa-cais-1-350-pixels.jpg

Voltamos caminhando para o hotel à beira mar.

siracusa-cais-350-pixels.jpg

fortificações

siracusa-beira-mar-350-pixels.jpg

 siracusa-mar-em-frente-hotel-350-pixels.jpg

corais

siracusa-mar-350-pixels.jpg

já quase em frente ao Gutkowski.

Eu já contei a vocês que este hotel estava no site que o Riq me passou de hotéis charmosos e baratos, 100 euros a diária com café super farto. O hotel também está no Frommer’s e no Rough Guides. Não conseguimos  quarto de frente para o mar, mas a janela de frente para uma casa antiga  me mergulhava mais ainda na história.

No dia seguinte, acordamos e fomos tomar café chez Mme. Gutkowski, no outro prédio do hotel.

hotel-gutkowski-frente-predio-cafe-da-manha-350-pixels.jpg

A ala nova do hotel, onde é servido o café da manhã.

hotel-gutkowski-cafe-da-manha-2-350-pixels.jpg

Prestem atenção nestes arcos, eles não podem ser mexidos. As obras para instalação de hotéis e restaurantes (passamos por vários) têm que preservar os arcos, tal qual estão.

hotel-gutkowski-cafe-da-manha-5-350-pixels.jpg

Os pratos são pintados à mão, não tem um igual ao outro.

 

A Lea tinha se empenhado muito para que ficássemos no  L’Approdo, dizia ela   “O link pro LApprodo é: www.apprododellesirene.com  . A diária de um quartão com vista e café era 120 euros”. Fica em Ortigia também,  não cheguei a visitar, é super bem localizado também. Mas, como não tinha elevador, ficamos no Gutkowski que recomieeendo.

 

uma explicação: linkei a Wikipedia em espanhol que é muuito mais completa que a escrita em português, muito suscinta.

 

Nossa programação para o dia seguinte,  mereceu  um post que é o próximo,  Piazza Armerina.

 

Todos os posts da série Viagem à Sicilia:

Viagem à Sicilia

Taormina

Siracusa

Piazza Armerina

Bora pra Palermo

Erice tem magia

Segesta

De volta à Palermo

Ciao Sicilia 

Síndrome da classe econômica

Acho que muitos já sabem que a Bia teve uma embolia pulmonar que só começou a manifestar sintomas, 6 dias após a nossa viagem de volta de Milão para o Rio, no dia 11. Foi internada no CTI, onde  ficou  8 dias. Ela correu risco de vida, e o médico declarou que embolia pulmonar pode matar em minutos. Graças a Deus, ela já está em casa se recuperando. 

Ao diagnosticar pelo ecocardiograma, o trombo no pulmão que se descolou de um outro trombo que se formou na virilha, os médicos fizeram uma série de perguntas, pois não entendiam como ela tinha tido a embolia, sem doença circulatória ou cardíaca. Ao relatar as atividades das últimas semanas, comentamos que tínhamos feito uma viagem de avião de Milão para o Brasil. Imediatamente, os médicos disseram ” isto é a síndrome da classe econômica. Como assim ? Isto não ocorre em passageiros que  viajam  em classe executiva e 1a classe”.   

Conclui-se que este episódio é mais freqüente do que se imagina, tanto que já há o jargão médico Síndrome da Classe Econômica

Achei que tinha a obrigação de escrever sobre isto, divulgando o risco que corremos, ao viajarmos cada vez mais compactados na classe econômica, sendo que este risco aumentou proporcionalmente à  ganância das Cias. Aéreas que nos últimos anos apertaram cada vez mais o espaço nos e entre os assentos.

É preciso que Constantino da Gol/VARIG, a família Rolim da TAM atentem para o fato de que são co-responsáveis por danos físicos  que podem levar à morte, causados aos passageiros que viajam na classe econômica, como sardinhas em lata, por longas horas.  E, não há dinheiro que pague a vida de uma pessoa. Tenho dito.

Se você quiser, aproveite e  bote a boca no trombone, a casa é sua 😉

Aproveito para agradecer o carinho e orações de todos pela recuperação da Bia,  sejam  leitores silenciosos ou falantes deste blog, em especial ao Zé e Débora que deram a maior força, o mesmo à Emília, Mô e Meilin e ao nosso querido  comandante Riq. Brigada mexxxmo  🙂

Sei que esta seara é do Rodrigo  😉 Prometo que não vou mais falar sobre aviões.

Continuarei contando as peripécias de nossa viagem à Sicilia, como tenho feito, agora indo para Siracusa. A quem interessar, coloquei hoje  fotos do hotel Gutkowski  no post  Viagem à Sicília.

Contribuição doque deixou o link desse artigo na caixa de comentários:

Doctors Unite In Their Fight Against Economy Class Syndrome

Air travel is associated with a two- to threefold increased risk of developing thrombosis, experts said at the 12th Congress of the European Hematology Association (EHA) in Vienna (Austria). Doctors urge the EU and national governments to help make air travel safer by supporting research into preventing travelers’ thrombosis.

The case of a young English woman who died shortly after a long haul flight from Australia in 2000 has gradually faded from public consciousness. That is unfortunate. Her death highlighted a problem that has long been grossly neglected: the risk to air travelers of venous thrombosis. A contributing factor to the cramped seating in economy class flights may be specific to the cabin environment, i.e. the low air pressure.

With two billion people boarding a plane annually, the danger venous thrombosis presents should be taken very seriously, says Professor Frits R. Rosendaal, from the Leiden University Medical Center (NL), at the European Hematology Association Congress meeting in Vienna from 7 to 10 June 2007. A recent WHO project (the WRIGHT, or WHO Research Into Global Hazards of Travel, project), the results of which are about to be made public, has shown that air travel is associated with a two- to threefold increased risk of developing blood clots in the legs, (deep vein thrombosis or DVT) or in the lungs (pulmonary embolism or PE).

“The risks of developing thrombosis when traveling are higher for people with certain common abnormalities in the blood, for women who use birth control pills, or people who use sleeping pills on a flight, as well as for people who are very tall, very short, or overweight”, Professor Rosendaal says. “There may be a 50 to 100-fold increase in risk for people with combinations of those factors.”

Hoje, dia 6 de setembro, por uma coincidência, o caderno Boa Viagem do jornal O Globo, publica a matéria CLASSE econômica  que  aborda exatamente o tema das poltronas apertadas e o desconforto e riscos à saúde dos passageiros,  abraçando a idéia do Ministro Jobim que tem reclamado do assunto. O jornal pediu a quatro designers  que redesenhassem as poltronas, sem que sejamos cutucados pelo passageiro da poltrona de trás, o que não acontecia nos espaçosos Electra da Varig.

 

A foto da esquerda é do Electra da Varig com assentos confortáveis e afastados, permitindo que se estique as pernas 

A foto da direita é do arquiteto Chico Vartulli que calculou as distâncias no croqui, a partir da medição de seus próprios movimentos numa cadeira de casa

Acima gráfico com distâncias por aeronave: GOL Boein 737 178 poltronas com 74cm entre uma poltrona e outra – TAM Airbus 144 poltronas com 73,6 cm – Electra da Varig  98 poltronas com 85 cm de distância entre uma e outra

Menciona também que existe um estudo da Organização Mundial da Saúde que alerta para o risco de desenvolvimento de trombose venosa por conta da longa imobilidade numa área reduzida. Este é o mais grave, mas não o único perigo. Segundo o jornal,  o Ministro Jobim resolveu bolar novas regras para a disposição dos assentos que serão publicadas no site da ANAC, e receberão críticas e sugestões até 1o. de outubro. 

As cias aéreas não querem perder receita, mas  nós, passageiros e clientes, temos o direito de exigir as condições mínimas de conforto e segurança à nossa  saúde. Devemos pressionar e interferir para que esta situação mude,  e a hora é agora.

Latas de sardinha  voadoras http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/08/17/297308768.asp

Populismo aéreo

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/08

Síndrome da Classe Econômica

 http://veja.abril.com.br/210301/p_072.html

Pra viajar de avião tem que ter educação

Ainda sobre a Viagem à Sicilia, vou escrever um pouquinho sobre o tema aí do post. A Elisa já cobrou este post que demorou para sair, mas agora vai.  😉

Ficamos  impressionadas com  a falta de educação de alguns passageiros  nessa viagem. Concordam que o avião é um transporte coletivo ? Presume-se que em transportes coletivos deve-se adotar algumas normas de boas maneiras, a fim de não incomodar os demais passageiros, como é desejável também que não sejamos  incomodados.

No vôo de ida, como relatei no post Viagem à Sicilia, o avião tinha vários assentos vagos, e nesta situação é comum que os passageiros passem para  outros assentos, onde talvez, eu disse talvez, possa-se esticar as pernas na cadeira do lado. Claro que deitar nos quatro assentos, como numa cama, é a glória, mas quase impossível. Olhei para o lado e vi que as quatro poltronas estavam ocupadas  somente por 1 senhora, portanto com 3 lugares vazios. Levantei-me e pedi licença para sentar na ponta extrema dela, restando 2 lugares vazios, no meio. Algum tempo depois dobrei as pernas para o lado, restando a poltrona ao lado dela, vazia. Doce ilusão imaginar que ela iria fazer o mesmo, dobrando as pernas para o lado. Ela esticou literalmente as pernas e começou a me chutar de leve. Sério. Continuou  e eu ignorei, encarei aquilo como se estivesse esquentando meu pé, já que ela era gordnha. Eu meio que cochilando, senti de repente, um peso nos meus pés. Quando olhei, ela tinha se sentado em cima dos meus pés ! É isso aí, estava literalmente sentada nos meus pés e, claro começou a machucar. Qua qua qua, não foi com vocês 😉 Recolhi as pernas. Quando olhei para o lado, ela tinha se deitado nas 3 cadeiras, como se fosse uma cama. Ok, você venceu pela grosseria, me deu vontade de dizer a ela.

Na verdade, essas pessoas acham que as poltronas vagas ao  seu lado, são  latifúndio.

O 2o episódio ocorreu na viagem de volta. Saimos de Palermo com 3 horas de atraso, em vôo da TAM. Ao levantarmos vôo, percebemos que um grupo de homens, uns 3 ou 4, fazia muito barulho, com gargalhadas altas, além de passarem a ter algumas atitudes incovenientes. Continuaram assim por muito tempo, e a incoveniência com as aeromoças chegou a  tal ponto que elas  passaram a ser substituidas pelos comissários. Continuaram nesse mesmo clima de boteco, e alguns passageiros se levantaram, ficando ao lado de suas companheiras, pois às vêzes eles paravam do lado, fixando os olhos na pessoa, claro mulheres. Vários olhares de reprovação dos demais passageiros, mas nada os constrangia. Em algum momento, Bia se levantou e pediu ao comissário alguma providência.  Continuaram. Todo mundo querendo descansar, mas o show de  grosseria não acabava. Faltou  um pouco de firmeza por parte da tripulação, fazendo-os sentar  e acabar com a algazarra que incomodava  os demais passageiros. Como nada mudava, pedimos à uma aeromoça para passarmos para assentos mais à frente, já que o avião não estava cheio. Ela voltou nos informando que havia sim  2 lugares à frente, em outro compartimento, ainda na classe econômica, mas com mais distância entre as poltronas. Fui com a aeromoça que me mostrou na fileira de 4 assentos, 2  ocupados por 2 mocinhas, restando 2 lugares vagos. Reconheci essas 2 moças que na sala de embarque  estavam sentadas ao nosso lado, com bolsas, sacolas e roupas grifadas, se sentindo mó importante. Por educação, a aeromoça disse que passaríamos para as 2 poltronas ao lado. A resposta dada por uma delas foi – descansem em casa. Eu ignorei a falta de educação e trouxe nossas bolsas de mão. Pedi a Bia que se sentasse na poltrona  ao lado de um senhor que dormia, já que senti o clima hostil das vizinhas. Sentei-me na poltrona do corredor, restando vazia a poltrona ao lado das meninas mimadas, ocupada por  sacolas e bolsas delas. Já muito tarde querendo cochilar, a mocinha grifada acendeu a luz para ler, dirigindo o foco o máximo possível na minha direção, claro que no intuito de me incomodar para que eu me levantasse. Ignorei. Mais adiante, olhei para o lado e vi que a irmã tinha saido da poltrona, o que fez com que ela reinasse deitada nas 3 poltronas como se fosse a cama da casa dela. Não satisfeita, também começou a me chutar. Parece que virou moda. Continuei ignorando  as atitudes grosseiras das meninas mimadas que como a senhora acima  consideram as  poltronas vazias ao lado seus latifúndios, apesar de estarem viajando em transporte coletivo.

Essas pessoas que se “acham”, como os exemplos que citei acima são o retrato da falta de educação de alguns jovens  e adultos para viajar em transporte coletivo, e educação não está à venda em shoppings, concordam ?

 Se você quiser,  pode botar a boca no trombone que a casa é sua 😉