Em 2006 Toque Toque e o tête-à-tête com o peixe-boi

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Não sei se vocês entenderam o título, o Toque Toque é um dos chalets da Pousada do Toque.  Quando escrevemos para o Nilo pedindo reserva para janeiro, a Pousada já estava completa, ai ! Ele reclamou porque demoramos para pedir reserva, disponível só tinha o chalet Toque Toque, os chalets jardins e os praia estavam ocupados para a época que queríamos.   Conversa de cá, conversa de lá, chegamos a um denominador comum. Bem, aos poucos vocês vão tirar suas próprias conclusões.

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Desta vez fomos pela Gol, com escala em Aracajú, chegando olhem o  visu do mar.

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O Manoel, o motorista que foi nos buscar  deu uma paradinha na calçada do povoado Toque  para comermos esta tapioca da Galega que ele dizia que era uma delíca. Era imensa com manteiga e coco, café e doce de cajú, tudo R$1,00. Ele tinha razão quando sugeriu, limpo, gostoso e decente. Enquanto conversávamos calmamente em ritmo alagoano, Nilo já ligava perguntando por que da demora.

 Chegando, JR e Luciana nos levaram ao chalet, fomos entrando

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no caminho pela lateral, e eis, surprise

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Mal podíamos acreditar, quando abrimos a porta, uau quarto enoorme decorado com o bom gosto,  marca da Gilda.

 

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Amanhecendo, bate papo no café da manhã com Gilda, Maria Luisa e os gansos. A novidade deste ano eram  os chalets Toque Toque e  Toque Bem te Vi que foi  construido, onde havia a tenda para massagens que está em fotos no post anterior. Aí aparece um detalhe.

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No chalet Bem te Vi, você pode sair da sauna  mergulhando para a piscina.

 

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Uma caminhada até Tatuamunha para conferir.

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Pelo sorriso percebe-se que sim, as crianças são felizes !

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A placa engraçada ainda estava lá.

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Estrela do mar  na mão da menina e o peixe folha.

Neste ano, fizemos o passeio ao rio Tatuamunha para tentar ver o peixe-boi – programa que a eco-Emília vai adorar – espécie em extinção. Eu disse tentar, pois o Amaro, barqueiro credenciado pelo Ibama, tinha avisado que ele poderia aparecer,  ou não.

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A foz do rio Tatuamunha, de um lado São Miguel dos Milagres, do outro Porto de Pedra. O  rio Tatuamunha é balneável.

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Já no Tatuamunha, à  espera do peixe-boi, todo mundo quietinho.

No Tatuamunha há 2 peixes-boi  monitorados pelo Ibama. A seguir, a sequência de fotos mostrará tudo o que o turista NÃO DEVE FAZER. O Amaro  havia pedido que não se batesse a mão na água para atraí-lo. Mas, havia um  turista hiper ativo em nosso barco que na ânsia de ver o peixe  ficou batendo a mão na água, apesar dos apelos da esposa para que não o fizesse. Esperamos um tempo,

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eis que realmente o peixe-boi aparece, olhem a antena

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e a mão do turista mal educado

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pronto, pulou na água, e olha a mão da filha tentada a fazer o mesmo.

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Não deu outra,  os turistas de outro barco fizeram o mesmo. O peixe é muito dócil.

Só que o guarda do Ibama estava de olho em tudo e apitou para que o barqueiro se aproximasse, deu um baita carão, recriminando que os peixes estão no rio para tentarem levá-los para o mar, habitat natural. Estas atitudes dificultam muito o trabalho deles, pois os peixes se acostumam ao contato humano. Ameaçou tirar a licença do barqueiro. Aí, eu disse que o barqueiro havia feito estas recomendações  a todos, mas o turista não atendeu. Na volta, os próprios filhos deram um “gelo”  no pai  😉

Em  outro dia,  a Gilda nos levou até a Pousada do Alto, em Japaratinga. A vista é des-lum-bran-te.

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Para qualquer lado que você olhe a vista é esta com todas as tonalidades de azul ao verde.

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Olha só que absurdo com camiseta da Pousada do Toque, na Pousada  do Alto.

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O Leopoldo, dono da Pousada é amigo de Gilda de longa data, com Bia e a Gilda de quem só aparecem as pernas da calça, Na mesa, uma moqueca de aratu, por sinal djilica e cervejinha.

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Piscina de borda infinita com este mar de frente é uma coisa !

Mas, voltando pra nossa casa, quero dizer para o chalet Toque Toque, aliás preferido também do Riq, banho de piscina com por do sol e coqueiros, priceless.

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Como diria o Zé Jet, êta vida dura  :mrgreen:

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Na piscina fazendo hidro, ouvindo Diana Krall

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À noite  servidas pelo JR, ser humano da melhor qualidade, também não tem preço.

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Peixe com molho de laranja e cocada quente com sorvete de creme,  nham

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Noanoseguinte… Toque, visitando Olinda e museu Brennand

2004 chegando ao fim,  cabecinha estressada no trabalho pensando em férias,  e volta e meia, virtualmente mergulhava nas fotos daquele mar verdinho de águas mornas, e andava  nas praias de areia branquinha, de Alagoas.

Mas, e aí, férias pra onde ? Pensa daqui, imagina dali, Trancoso ? Comuruxatiba onde morava uma amiga de Bia que se mudou para lá e  sempre convidava para passar uns dias.  Praia do Forte ? Itacaré, Noronha ? Bem, quer saber ? Na dúvida, vai-se no certo, Pousada do Toque tinha sido tudo de bom, então não tem erro é pra lá que vamos. Aliás, encontramos hóspedes  que voltaram pela mesma linha de raciocínio. 

Em 2004  passei a  acompanhar  o Freire’s  que tínhamos conhecido por intermédio da Sylvia, aquela  hóspede paulista que aparece  no post anterior. Aliás, é sempre bom lembrar, falando em voz bem alta para ele mesmo ouvir,  o Riq foi o  descobridor da Pousada do Toque e da Rota Ecológica !!

Reservamos com o Nilo 1 semana, a partir do sábado, 15 de janeiro de 2005.  Só que nas 2 semanas anteriores  choveu horrores e várias cidades em Alagoas ficaram alagadas (sem trocadilho) porque os rios transbordaram, não sei se vocês lembram ? Falava por e-mail com o Nilo que tranqüilizava, venham, essas inundações são nas cidades ribeirinhas. Vai não vai, uma colega de trabalho também ia para Alagoas, nosso santo foi forte, no dia em que embarcamos abriu um sol lindo, e na semana em que estivemos lá foi sol o tempo todo. Do avião, sobrevoando Sergipe e Alagoas, via-se o rio São Francisco grandioso e barrento desaguando naquele mar lindo verde, parecia que maculava um pouco.

O Manoel,  motorista que fez nosso transfer para a Pousada, calmo que só ele, conversava o tempo todo e foi nos atualizando com as novidades.  Chegando na Pousada, aquela alegria de estar no paraiso e junto àquele povo de fala mansa e risos largos.  Maria Luisa e Gilda nos esperavam, upa, abraços saudosos. Depois, fomos para o chalet, desta vez o Bambu, quase igual ao do ano passado.  Em seguida,  bate na porta o querido JR com uma água de coco geladinha, bolo com sorvete e um expresso. Delicadezas do Toque. 

Um pouco depois, um mergulho e uma caminhada até Porto da Rua.

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Em frente à Porto da Rua, os barcos dos pescadores  atracados

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Volta-se com o sol sumindo, e essa paisagem.

A novidade,  sempre tem uma novidade da Gilda, era uma tenda para massagem pertinho da praia, com palha, cortina de conchinhas, ao fundo barulhinho das ondas e uma paaaz.

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Quando passamos vimos essa gracinha.

A Gilda em 2005  trouxe o Tom, massagista de um consultório de cirurgião  plástico de Maceió. Para mim,  foi o melhor massagista que conheci, fazia todas e bem, shiatsu, polarizada, ayurvédica, Jacobson, sueca, drenagem linfática. Você saia nova.  E massagem no final do dia, com barulhinho do mar era tudo de bom.

Banho e jantar, comecei  os trabalhos com lagostim e frutas  grelhadas, o meu preferido e de sobremesa pudim de capim limão.

 Domingo, praia e a diversão preferida dos moradores dos povoados, pescaria.

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Viu, olhem os peixinhos

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Acho que é o peixe folha

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Caminhando, passei por esta placa, D. Gramática estava em férias 😉

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Chegando em Porto da Rua.

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Entrando em Porto da Rua pela praia.

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Segui os pescadores e, taí a pescaria.

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Eu achava que Olinda com suas igregas era uma jóia que eu tinha que conhecer, e afinal de contas estávamos relativamente perto. O Museu Brennand, em Recife também despertava muito interesse. Conversando com Nilo e Gilda, vimos que sim, era possível saindo cedo e voltando à noite. Tomamos café e saimos bem cedo, às 8:15h Flávio já nos esperava.

Atravessamos a balsa em Porto de Pedras sem demora.

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Na balsa, saindo de Porto de Pedras.

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Passamos por Japaratinga, a paisagem na estrada é linda assim, por muito tempo.

Ainda de manhã chegamos no Museu Brennand, em Recife, há 15 min do centro, o Flávio sabia direitinho como chegar. Pagamos R$4,00 (em 2005) o ingresso sem fila.

Eu não sei se vocês conhecem, o Brennand é artista plástico brasileiro. Conhecia suas cerâmicas e algumas esculturas de longa data  por um vizinho nosso do prédio onde morávamos no Leblon,  o Alberto Reis, arquiteto que  era amigo do Brennand e representante de suas cerâmicas  no Rio.  Eu linkei sites da Oficina, onde vocês podem ler um breve histórico de seu trabalho. 

O Museu superou as expectativas, é espetacular. Ao entrar há  esculturas monumentais,

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são milhares

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distribuidas por jardins e galpões

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Telas

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Jardim projetado por Burle Marx, no lago  cisgnes negros.

 

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Muitíssimo  bem organizado,  padrão  internacional. Indo à Recife, não deixe de visitar o Museu, e separe umas 2 horas para ele.

OLINDA É LINDA

Declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1982.

Chegando  em Olinda,  uma joia mesmo.  No Centro Histórico,  os casarios, as igrejas, é tudo lindo. Fomos subindo aquelas ruas estreitas procurando o restaurande indicado pela Gilda, o Oficina do Sabor que por sinal tem uma vista linda.  Dali seguimos a pé para  visitar  a Catedral e o Mosteiro de São Bento. Há meninos guias que se aproximam,  explicam direitinho  a história do Mosteiro que foi construido no século XVI, destruido pelos holandeses em 1631. Até a informação de que o altar todo em ouro esteve em exposição  no Museu Guggenheim, em Nova York,  em 2002 o menino sabia.  Apontou uma pintura à esquerda como sendo a mais antiga. Aliás, a idéia de treinar os meninos para guias achei excelente, deveria ser copiada nas outras cidades.

Desculpem, as fotos não estão boas, são da era pré-Nikon, a Sony Cybershot 3.2 pé de boi.

 

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O Mosteiro de São Bento é o mosteiro beneditino mais antigo do Brasil. O altar é realmente belíssimo e é o maior do Brasil.

Na saída, comprei medalhinhas de São Bento que têm cunhada de uma lado, a cruz  e do outro, a imagem de São Bento. Não sei se vocês sabem, esta medalha é uma proteção, o próprio monge que vendia as medalhinhas dizia isto. Uso sempre.

Os guias mirins na saída esperam uma gratificação ao nosso critério, trabalham direitinho merecem incentivo. Dá-se com prazer.

Seguimos para o Convento de São Francisco. Quando o Flávio estacionou o carro, aproximou-se um rapaz e eu pensei, ih vamos ser assaltados. Que nada, oferecia o serviço de guia. Seguiu-me o tempo todo, dando todas as informações sobre o convento franciscano mais antigo do Brasil, cuja construção foi iniciada em 1585.  Disse ele que os escravos assistiam a Missa do lado de fora da Igreja.

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O claustro e  azulejos portugueses.

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Abaixo do piso deste pátio, há uma cisterna que recolhe a água da chuva, reparem a caimento do piso para o meio, onde há umas fendas.

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A Sacristia é lindíssima.

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A vista de Olinda, do pátio do Convento.

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Saimos de Olinda de olho nos casarios e fomos à Casa da Cultura, em Recife, antigo presídio, onde vendem artezanato.

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As grades foram mantidas.

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Organizado, bem instalado numa construção muito interessante. Ainda passaram alguns grupos com bonecos mascarados dançando o frevo.

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A maquete da Casa.

Saimos já à noite de volta para São Miguel dos Milagres. Chegando em Porto da Rua, no meio da pracinha há um armário com uma TV comunitária. À noite abrem as portas e o povo assiste a novela. Uma graça.

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No dia seguinte

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esnorkeando nas piscinas naturais

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Vocês estão vendo que em um ano nada mudou, as praias continuam preservadas. Aliás, quando caminho por lá, viro fiscal 😉  Se encontro garrafas pet na areia, recolho e deposito em lixeira de Porto da Rua. Caminhando no ano passado, vi um homem com uma rede em volta do corpo que recolhia garrafas e ia colocando dentro dessa rede. Cada um fazendo um pouquinho, a praia se mantém só com algas, conchas e peixinhos.

Importante: em 2005, a Pousada do Toque já constava do Roteiro do Charme,  coroando o trabalho de Nilo e Gilda, que investem tudo na Pousada.  Quando saimos, recebemos nosso passaporte !