2a feira em Paris, indo ao Marais e à Place des Vosges

2a. feira costuma ser o dia mais sem graça da semana, concordam ? Mas, em Paris, aliás em viagens a passeio depois de alguns dias, até esquecemos do calendário.  A 2a. feira era nosso 2o dia na cidade, decidimos ir ao Marais, um dos bairros mais antigos de Paris.  Mas antes, demos uma passadinha no mercadinho que ficava no Boulevard Raspail para comprar um pacote de garrafinhas de água mineral. Pagamos 2,94 euros.  Não saio sem uma garrafinha na bolsa 😉  Vi  também um cremezinho básico para mãos, e voltamos para o hotel para deixar essas compritchas.

Mais tarde, fomos para o ponto do ônibus Vavin perto do hotel. Aliás, esta é uma dica,  usem e abusem dos ônibus que são um ótimo meio de transporte.  Com motoristas civilizados que freiam e trafegam sem solavancos, com linhas (clique para ver o mapa interativo das linhas de ônibus) cobrindo toda a cidade, é um ótimo passeio e barato, por 1,50 euros. Além disto, o degrau dos ônibus é na mesma altura do meio fio, o que facilita a entrada para todos, incluindo os carros de bebês. Aliás, é tão lógico, não sei porque no Brasil os degraus dos ônibus são fora deste padrão.

Enquanto esperávamos o ônibus na parada Vavin,  passou esta garota que como vocês podem ver,  ia bela e faceira usando o seu meio de transporte ;). Aliás, como as pessoas usam patins para se locomover. Além claro, de bicicletas e motos

como esta com capota.  A foto está ruim porque tirei de dentro do ônibus.

O Marais fica na rive droite, entre o 3o e 4o arrondissement. Pegamos o ônibus  (clique em Vavin  lá embaixo no mapa interativo para ver o trajeto)  até a parada Chatelet onde descemos

e fomos caminhando até às ruas estreitas do Marais.

As construções antigas têm sido restauradas.

Lojas super elegantes de roupa, galerias de arte, tudo de muito bom gosto.

E, finalmente

chegamos à  belíssima Place des Vosges , a mais antiga de Paris !! Única !  Sentamos na praça por um longo tempo admirando a beleza deste conjunto de prédios simétricos iluminados  pela luz suave do por do sol até anoitecer.

Assim como os parisienses que também são encantados com sua cidade e estavam sentados na praça para admirar essa beleza. A Mari esteve aí nestes dias como vocês podem ler no blog dela  Pelo Mundo.

Dali, demos alguns passos e entramos neste restaurante onde jantamos, o Ma Bourgogne que fica numa posição esplêndida, na esquina da Place des Vosges. O endereço do Ma Bourgogne é: Place des Vosges, 19- tel:  7844 64.  Não fizemos reserva e esperando um pouquinho conseguimos uma mesa. Fomos de salmon defumado, um soufflé, magnifique. Ao lado, uma mesa grande de franceses comendo steak tartare que é uma das especialidades da casa. Fechamos com o queridinho crême brulée.

Voltamos à noite com os monumentos iluminados, outra Paris.

 

Ma Bourgogne: Place des Vosges, 19 – tel:  7844 64

A série de posts da viagem de 12 dias a Paris que incluiu a ida à Diest:

13 dias flanando em Paris com uma chegadinha a Diest

2a. feira indo ao Marais e a Place des Vosges

Conhecendo Annick Goutal, agradecendo a N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Epicerie de Paris

Revisitando o Museu d’Orsay

Recebendo Renata

Indo a Diest em missao de familia

13 dias flanando em Paris, com uma chegadinha à Diest

 

Museu d’Orsay

 

A última  viagem à  Paris foi assim sem roteiro estabelecido, a não ser aproveitar  sem cerimônia  o que fosse possível dessa cidade pela qual sou absolutamente apaixonada. Acho até que já fui francesa em alguma encarnação passada 😉 Na 1a viagem à Europa visitei  9 paises em 2 meses, incluindo claro, Paris. Na 2a vez: Suiça, Itália, Inglaterra, Alemanha e França com Mt Saint Michel e St Malo e castelos do Loire e  1 semana em Paris.

Em 2000, após muitos anos, a volta àquela cidade que me emociona sempre que o avião toca o chão, em pacote da falecida Soletur. Quando desembarcamos, o guia nos deu a grata notícia que ficaríamos hospedadas em outro hotel, na verdade foi um upgrade para o Méridien, em Montparnasse. O  café da manhã deste hotel é qualquer coisa,  uma incrível variedade de pães e queijos de excelente qualidade, além do fascinante convívio com todos os povos ali representados,  à  caráter. Tem gente que vai lá só para tomar este café da manhã.

A estadia em julho foi com céu de brigadeiro o tempo todo e  temperatura a 21graus, agradabilíssima  para caminhar pela cidade o dia todo até 10 da noite, para mim o melhor programa, pois vira-se a esquina e dá-se de cara com aqueles monumentos maravilhosos.  Um bate e volta à Bruges, outro a  castelos do Loire, e o resto foi passeando por Paris.

Em 2006, a idéia era passar 12 dias curtindo Paris. Estava combinado um encontro com uma amiga de infância alemã, Renata que viria de Frankfurt e a quem eu não via há alguns anos. Também estava prevista uma  viagem à Diest,  na Bélgica para uma missão familiar. Então venha comigo 😉

O hotel : após vasta pesquisa no Fodor’s/Europa que meu irmão havia emprestado e o Frommer’s de Paris e  peneira fina com trocas de e-mails, a decisão ficou entre 2 hotéis,  o Plaza Elisées e o Saint-Beuve, ambos 3 estrelas. A escolha recaiu  sobre o último pinçado do Frommer’s, pela localização numa rua calminha no coração de St. Germain, um ponto forte,  pelas características do hotel, pequeno e confortável,  e um bom desconto, de 180 caiu para 140euros  conseguindo incluir o café da manhã depois de negociação por e-mail.  O St Beuve em St. Germain des Prés, é um hotel com só 2 quartos por andar e muito bem localizado, entre as estações de metrô Vavin e Notre Dame des Champs e com muito boas referências dos hóspedes no TripAdvisor e um detalhe importante, o hotel tem climatisation que não é comum nos hotéis em Paris. Dormir com ar condicionado no verão é fundamental.

Mas, se querem saber se prefiro o Méridien ou St. Beuve, voto sem pestanejar no segundo, charmosinho.

Chegamos no sábado no Charles de Gaulle, e tomamos um taxi para o hotel. O motorista quando soube que éramos brasileiras se derramou em elogios ao Riô, à alegria do povo, às lindas mulheres, enfim batemos papo sobre o Brasil durante todo o percurso e contei sobre a beleza das praias do nordeste, região que ele desconhecia. Esta foi uma diferença notável, como os franceses estavam mais simpáticos com turistas ! Quando entramos na rue St. Beuve, vimos que apesar de estar a dois passos do Boulevard Raspail, era realmente uma rua calminha e agradável como descrevia o Frommer’s. Pagamos pelo taxi exatos 50 euros e encantadas com a simpatia do motorista. Ao entramos no lobby, o Mathieu com quem havia trocado e-mails para a reserva do hotel nos recebeu e ajudou com as malas.  O hall mais parecia a sala de visitas de uma casa, bem aconchegante. Cada andar como disse acima, só tem 2 quartos, o que dá bastante privacidade, a decoração dos quartos muito agradável e o banheiro impecável.

Largamos as malas no quarto e saimos para reconhecimento da área e uma passadinha no supermercado para compras básicas,  água mineral Évian biensûr, chocolates amargos, nham e algumas frutas.

No domingo –  Depois do café da manhã,  caminhamos pela rue Vavin e d’Assas para atravessarmos o Jardim de Luxemburgo  que é belíssimo. Os parisienses estão sempre por lá sentados nas cadeiras verdes, lendo, almoçando sua saladinha ou sanduiche ou contemplando os belos jardins. Aos domingos, as famílias estendem a toalha nos gramados embaixo das árvores para um piquenique, que é o típico programa parisiense, eles adoram. Mas, detalhe não deixam sujeira 😉

O Palácio de Luxemburgo foi construido para Maria de Medicis entre 1615-1627. Não, não é ela :mrgreen:

Flores, muitas flores lindas e o paisagismo dos jardins em diversos tons de verde.

A garota parisiense tomando sol nas cadeiras verdes e blá, blá, blá  no celular.  Aliás, percebi um aumento exponencial no uso de celulares.

 

Exposições.

Saindo do Jardim de Luxemburgo, seguimos caminhando até St. Sulpice com ruas e bistrôs charmosos.

 

Bicicletas sempre, no lazer ou engravatados para o trabalho, aos montes. O motorista do taxi  que nos levou de volta ao aeroporto comentou que o Partido Verde no ano anterior  tinha se empenhado muito para que fossem feitas ciclovias na cidade inteira.

Na praça St. Sulpice,

todo mundo enchendo garrafinhas na  biquinha linda.

Sentando no café pra ver a vida passar que é O programa de parisiense.

Este bistrô simpático, o Le Petit Zinc, na Rue Saint Benoit, 11 onde fomos de carpaccio de salmão com molho de manga delicioso e um crème brûlée, nhammm. Com taça de vinho 26 euros. Fica de frente para a igreja de Saint Germain des Prés, a mais antiga de Paris. Ai meu Deus, o Beto e a Teté viajaram e eu não passei os endereços pra ele.

Detalhe: os restaurantes servem almoço somente entre 12:00h e 14:00h. Passando disso, só recorrendo às saladas, carpaccios, quiches ou sanduiches em baguettes.

Dali fomos caminhando até o Sena.

Digamos que aos domingos, as margens do Sena são a praia dos parisienses 😉

Cenário lindooo !

Aí você vê  como o parisiense se diverte no domingo nas pontes do Sena.

Vale tudo para fazer o povo rir, taí malabarismo com bicicleta.

Street dance

O povo se diverte e ri muito. E como aplaude !

Fiquei encantada com a  Nikon S4 que congelava fotos em movimento.

Exímios nos patins.

Essa fila é para comprar a casquinha do sorvete Berthillon, considerado o melhor do mundo, na île  Saint-Louis.

Sentamos no La Flore en Ile, no  para saborear este sorvete Berthillon que é ma-ra-vi-lho-so !! Chocolat noire, djilicia.

Dali segue-se para a Missa de 6 e meia, na Catedral de Notre Dame que fica na Île de la Cité, uma ilha natural do Sena. A Catedral de Notre Dame foi construida na idade Média sobre um templo romano a partir de 1163 e só concluida em 1330. Vários reis e rainhas foram coroados na Notre Dame.

A Notre Dame é o ponto zero em Paris, onde a cidade foi fundada. As distâncias nos mapas são calculadas a partir da placa em bronze que fica no chão, em frente à Catedral.

Católico ou não, não deixe de assistir à esta Missa na Notre Dame que é cantada, ao som de órgão belíssimo e celebrada por vários padres. Imperdível. Não se ouve um pio durante a Missa, a Catedral lotada, TODOS respeitam, só se ouve as vozes da liturgia e o órgão, é de arrepiar. Quem já assistiu sabe.  Às 10:00h de domingo a Missa é com canto gregoriano.

As fotos do interior da Catedral que é BELÍSSIMA não sairam boas porque eu tinha comprado a câmera na véspera no free shop e ainda estava apanhando da Nikonzinha 😉

Órgão.

Eu sei, levei um mês ou mais para subir este post de Paris, o Beto foi-se e nada, mas as andanças vão continuar. Aguardem 😉

Le Petit Zinc,  Rue Saint Benoit, 11 – tel: 01.42.86.61.00

La Flore en Ile – Quai d’Orleans, 42

A série de posts da viagem de 12 dias à Paris que incluiu a ida a Diest:

13 dias flanando em Paris com uma chegadinha a Diest

2a. feira indo ao Marais e a Place des Vosges

Conhecendo Annick Goutal, agradecendo a N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Epicerie de Paris

Revisitando o Museu d’Orsay

Recebendo Renata

Indo a Diest em missao de familia