Indo à Diest em missão de família

Continuando a série de posts da viagem à Paris em que o último post é este, marcamos viagem pelo Thalys à Bruxelas, de onde iríamos à Diest. A razão desta viagem começou muitos anos atrás.

Durante minha infância e adolescência, ouvia minha mãe contar histórias sobre a família, ela era a memória. Sabia de cor o parentesco e as histórias de cada um e arquivava fotos antigas, recortes de revistas e jornais  sobre diversas pessoas que de uma maneira ou de outra contribuíram em uma época para a história, tanto do lado dela,  como da família de meu pai. Ela tinha tanta preocupação com a preservação da memória, que por dois anos pesquisou e se deu ao trabalho de fazer a árvore genealógica da família  Souza Dantas, com pesquisa desde antepassados de Portugal, e ainda na era da máquina de escrever  compilou os dados, e distribuiu o trabalho pela família  toda.

Quem conheceu D. Alice sabe que ela era um papo pra lá de agradável. Era uma delícia ouví-la contar as histórias pitorescas que não estão nos livros, dos diversos personagens de uma era. De vez em quando, ela era procurada por pessoas ligadas à  museus que eram encaminhadas por outros membros da família  para tirar dúvidas ou obter informações sobre a genealogia das famílias.  E ela tinha grande admiração por Louis Cruls, avô materno de meu pai, também Luiz,  por todo seu trabalho desenvolvido para realizar a expedição da Comissão Exploradora do Planalto Central,  com as dificuldades de acesso à região central do Brasil, a pedido de Floriano Peixoto,  para definir a melhor região para estabelecer a capital do país.

Pessoal da Comissão – Louis  Cruls, J. Lacaille, H. Morize, Tasso Fragoso, A. Pimentel, E. Chartier e outros.

Em 1892, um grupo de 21 pessoas entre pesquisadores e pessoas de apoio,  partiu de trem do Rio para Uberaba com equipamentos em 206 caixas pesando 9,6 toneladas,  e dali em diante em lombo de burro. Compunham a expedição astrônomos, botânicos, geólogo, médico.  Por 10 meses a expedição percorreu mais de 4000 quilômetros e definiu o quadrilátero Cruls em área de 14.400 km2, onde hoje está Brasília.  Como não havia mapa da região central do Brasil, Cruls passou a orientar-se  pelas estrelas que conhecia tão bem. Realizaram estudos científicos do clima da região, flora, fauna, cursos d´água, topografia, produzindo o 1o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da história.

Se tiver interesse leia o que diz o astrônomo Ronaldo Mourão ou aqui ou aqui.

Acampamento às margens do Rio Paranahyba. Longe do conforto de casas.

Vista de Goyaz

Salto de Itiquira

Em nossa sala de visitas em Ipanema,  um volume encadernado do  Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central tinha um lugar de destaque. Agora está com meu irmão em Sampa.  Algumas vêzes, esteve lá em casa o Sr. Back,  amigo argentino de meu pai,  em busca de informações sobre  Luiz Cruls e sempre trazia jornais de Diest, a cidade onde nasceu, com informações a seu respeito ou notícia de alguma homenagem ao seu trabalho, em flamengo bien sûr, e  que  continuam guardadinhos. Ele contava a meus pais como Louis F. Cruls era admirado na Bélgica como um homem da ciência, enquanto no Brasil era  pouco conhecido e reconhecido.

Depois que  minha mãe faleceu, o que aconteceu de repente  enquanto dormia, taí uma coisa complicada, pois num dia você está ali conversando com a pessoa  e no dia seguinte sem aviso prévio,  este convívio  é interrompido.  Sua morte súbita foi muita sentida entre  parentes e amigos de todas as faixas etárias, pois ela era muito querida mesmo.

Dali em diante, procurei dar continuidade à preservação desta documentação, estudando o material que ela tinha guardado ao longo de tantos anos.

Comecei a pesquisar sobre a família Cruls nos primórdios da internet, usando ferramentas  de  buscas.  Com isto, achei  endereços de parentes Cruls espalhados em várias cidades da Bélgica, principalmente St. Truiden, Diest e Bruxelas, na Bélgica, alguns nomes em Paris e uns 2 ou 3 nos Estados Unidos.

Fiz contatos por e-mail com a Embaixada da Bélgica em Brasília e obtive o endereço onde está a placa  em homenagem a Louis Cruls, Overstraat, 9, em Diest, afixada na casa onde ele nasceu.  Para o centenário da Missão Cruls foi criado um grupo de trabalho ” Cruls “,  em Bejinhof na Kerkstraat, 18. A responsável era a Sra. Debouette. Consegui o mapa de localização dessa placa quando ainda não havia google map😉  E eu ia imprimindo tudo. Cada vez mais me atraia a idéia de buscar nossas raizes e ir à cidade onde nosso bisavô  nasceu. E com a viagem à  Paris em 2006,  a ida à Diest era certa. Fui munida de documentos, textos, jornais de Diest e fotos de nosso bisavô que meu irmão enviou-me de São Paulo, enfim o que tinha relacionado a ele.

Agora, voltando à viagem. Na 5a. feira de manhã, pegamos o metrô até a Gare Montparnasse de onde sai o Thalys para Bruxelas e nos deixa na GareMidi, bem central. Fizemos uma malinha pequena para passarmos uma noite em Bruxelas. A viagem de Paris a Bruxelas é rapidíssima,  só 1h25min.  Ainda de manhã, chegamos em Bruxelas e em frente à GareMidi, tomamos um taxi para deixar nossa maleta no hotel. Começamos a bater papo com o motorista, um africano altíssimo, o Bonaventure. Comentamos que iríamos à Diest, eu lá abraçada com minha pasta  com mapas e documentos, e expliquei que procurávamos a casa onde nasceu nosso bisavô e a placa em sua homenagem. Paramos em frente a um hotel, visitamos um quarto e não gostamos nadinha. A essa altura, indaguei como quem não quer nada, quanto seria a ida à Diest e fechamos com o Bonaventure na hora. Foi a melhor coisa. O carro dele era confortabilíssimo, uma camionete Hiunday. Com isto fomos rapidinho até à cidade com o endereço da casa no GPS, Overstraat, 9. Chegamos até a porta da casa. Um detalhe, as casas não têm muro, você bate direto na porta da casa. Só que a moça que me atendeu disse que não era lá, era a Overstraat no centro da cidade e lá fomos nós. O GPS não distingue 2 endereços iguais  ;)  Paramos em outro ponto com o mapa na mão e sem conseguir achar, Bonaventure chegou perto de um rapazinho para pedir ajuda, a referência era Cruls. O que o rapaz fez ? Entrou no carro e pediu que o seguíssemos, nos deixou na parte antiga da cidade e disse que procurássemos uma senhora dona de um restaurante, cujo marido tinha escrito um livro sobre Cruls. Achei essa atitude do rapaz, absolutamente fantástica, parar o que estava fazendo para nos conduzir😉 A cidade era essa gracinha que vocês  vêm na foto.

Entra-se por aquele arco e ali está uma noiva.

Esta igreja

é de 1300.

Assim nos contou uma senhora que estava na igreja e disse ainda que naquela época era uma ordem de freiras e só mulheres podiam freqüentavá-la.

A cidade é tão gracinha, tão calma, sem engarrafamentos, stress zero que dá vontade de pegar suas coisas  e ir morar lá😉

Quando chegamos ao restaurante a senhora Zelem nos atendeu atenciosamente com uma gataria a seus pés. Quando  expliquei do que se tratava  ela abriu um sorriso e foi buscar um livro que seu pai havia escrito sobre Louis F. Cruls.

O pai dela já havia falecido, e ela nos informou também que a coordenadora do grupo de trabalho Missão Cruls havia falecido um ano antes de câncer, e a casa onde ele nasceu estava fechada, mas a placa estava lá.

Como estávamos morrendo de fome, pedimos croques monsieurs (queijo quente)  com salada que foram os mais deliciosos que comemos na vida, nham

Bonaventure, o motorista africano que ajudou a materializar nossa missão.

Com explicações da Sra. Zelem fomos buscar a casa e a placa.

Chegamos na Overstraat, 9. A casa onde nosso bisavô nasceu.

A placa em homenagem a ele, em flamengo. Mas, dá para entender o sentido do texto.

Dali, votamos para Bruxelas.

E fomos para a Grand Place.

Belíssima.

Era feriado, data de comemoração da coroação do rei.

Parei um minutinho numa loja de gobelins lindos e dali fomos para a gare Midi, onde Bonaventure nos deixou e encerrou seus serviços 😉   Remarcamos o bilhete do trem sem nenhuma dificuldade, e voltamos para Paris às 17:30h. O trem saiu no horário direitinho, só atrasou na chegada porque houve problema com trem na frente do nosso, e ficamos parados algum tempo no meio do nada. Chegando em Paris, tomamos o metrô e descemos na estação Vavin. As 10:45 já estávamos no hotel com missão cumprida ! :lol: :lol:

Louis Ferdinand Cruls nasceu em Diest, Bélgica, em 21 de janeiro de 1848, formou-se pela Universidade de Gand, e com 26 anos veio para o Brasil, onde casou-se e constituiu família. Amou nosso país, onde trabalhou e viveu até pouco antes de morrer em 21 de junho de 1908, em Paris com pouco mais de 60 anos de idade,  para onde foi tratar problemas de saúde.

À bordo do navio que o levava para a Europa, todas as noites costumava contemplar demoradamente no tombadilho o céu meridional que ia aos poucos desaparecendo, substituído cada dia mais pelas constelações do setentrião. O Cruzeiro do Sul cada noite se apresentava mais baixo o que Cruls fazia questão de assinalar à sua esposa com emoção, como se tratasse do próprio Brasil que ficava mais distante. Até que certa noite em que Cruls tinha se demorado no tombadilho até mais tarde, ele entra no camarote e diz à sua esposa pálido e emocionado:  “Está tudo acabado”. Era o Cruzeiro do Sul que afinal mergulhava definitivamente horizonte e não seria mais visto, como não foi por aqueles olhos sonhadores de quem amou tanto a terra do Brasil ” (parte de texto encontrado em seus pertences, elaborado por autor desconhecido)

Trabalhou de forma honrada e o único bem que deixou foi a casa onde morou em Laranjeiras.

A serie de posts da viagem de 12 dias a Paris que incluiu a ida a Diest:

13 dias flanando em Paris com uma chegadinha a Diest

2a. feira indo ao Marais e a Place des Vosges

Conhecendo Annick Goutal, agradecendo a N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Epicerie de Paris

Revisitando o Museu d’Orsay

Recebendo Renata

Indo a Diest em missao de familia

No domingo, visitando o Museu Marmottan, indo a Piramide do Louvre e fechando no Laduree

32 thoughts on “Indo à Diest em missão de família

  1. says:

    Nossa, Majô, achei esse post E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R! Me emocionou😥
    Eu queria comentar tanta coisa aqui, mas ia ficar muito longo. Quando a gente se encontrar, espero poder conversar bastante sobre esse assunto. Você sabe, eu adoro esses papos de família, genealogia, etc e tal.:mrgreen:

  2. Majô says:

    Zé, que bom que você gostou, eu escrevi e reescrevi e achei que ainda não ficou bom🙄
    Bem, a minha idéia era falar um pouco sobre ele, e de como é importante que a sua vida possa servir de espelho para as futuras gerações.
    Você ia se dar muito bem com minha mãe, papo de família era com ela mesmo:mrgreen:
    Fala Zé, não importa que fique longo😉

  3. Renato Silva says:

    Majô
    Já havia lido na Internet sobre o astronomo Louis Cruls e suas atividades exploratórias no Brasil, por ocasião de voce ter me contado que era sua descendente. Nada como ler o relato por parte de quem está certamente envolvida emocionalmente. Muito bom!!! É maravilhoso quando se pode encontrar in loco nossos elos com o passado.
    Belissima imagem mostrada no texto, retratando a nostalgia que se aproximava por ele estar indo para longe da terra que certamente amou.
    Sem dúvida um belo exemplo de amor a um pais adotado que muitos que aqui nasceram não cultivam, ao contrário só denigrem sua pátria.
    Conte mais e nos presenteie sempre com seus relatos.
    Abs do webvizinho
    Renato

  4. Patsy says:

    Majô,

    Também fiquei apaixonada por esse post e emocionada.
    Lindo demais, toda a história da sua mamãe, e a busca pelas raízes, lindo demais. Adoro esses papos de família, a minha também tem muita história mas é de guerra, fome, coisa mais triste😦

    A cidade é uma gracinha, adorei.

    Beijinhos

  5. Majô says:

    Renato, havia muito mais material disponível sobre ele na internet do que encontrei agora. Uma matéria boa na Revista Ciência Hoje ainda não encontrei. Há uma biografia dele bem interessante que também não está mais disponível. Pretendo copiá-la e aprender como linkar o texto aqui. No blog escreve-se e automaticamente passa para linguagem html, o que é uma sopa.
    Achei incrível que estas fotos do relatório de 1894 ainda estejam perfeitas.
    Esta ida à Diest foi mesmo emocionante, até o Bonaventure se empolgou, ficou hooras conosco e acertou no final um preço camarada. A Sra. Zelem inclusive nos colocou em contato com uma parente nossa, Creels que é o Cruls em flamengo.
    Ele foi mesmo um exemplo de amor ao nosso país, foi um trabalho hercúleo o que fizeram nessas expedições
    É preciso usar a internet mostrando o lado bom do Brasil😉
    Obrigada pela visita meu webvizinho😳 por sinal passei o dia sem Net😉

  6. Majô says:

    Patsy, brigadim😳
    Ela sempre dizia ‘ eu conto e vocês não prestam atenção, um dia vocês vão querer saber e eu não vou estar mais aqui ” . Sabe como é, pensamos que os pais são imortais:mrgreen: Sabiamente, ela deixou tudo catalogadinho e as fotos com os nomes atrás😆
    O importante é que as histórias das famílias sejam de pessoas dignas !
    Diest é uma gracinha mesmo, dá vontade de passar uns tempos lá;)

  7. Emília says:

    Majô, como tinha te falado, um senhor post. Fiquei bastante tocada com a história dele e dos esforços da sua mãe e seus em preservar essa história digna de ser passada a frente por muuuito tempo ainda. Eu também adoro sentar e ouvir uma história familiar😀
    E Diest, que fofura! Delícia de lugar para passar um dia relaxando…

  8. Carmen says:

    Majô a historia da sua família é apaixonante. Você gérmen do seu amor a os viagens

  9. Carmen says:

    Majô subió o comentàrio por erro. Eu quería dizer que você leva em a sangue o gérmen das aventuras viajeras! De seu amor a os viagens!!

  10. Majô says:

    Carmen, verdade, genes de viajantes😉

  11. Renato Silva says:

    Majô
    Não sei se o salão de chá do Alvear é o mesmo onde se serve o café da manhã, mas pelas fotos é um charme.
    Um dia em 96, como pessoa “juridica” e como todos os hotéis em BA estavam lotados , fiquei hospedado umas sete horas, o tempo para dormir depois de um voo que chegou à uma da manhã e eu tinha uma reunião às 9 do mesmo dia. Foi kickar no quarto e voltar. Por sete horas, foi gasto algo com 300US, mas a missão era importante e valeu.
    O café da manhã foi divino. Pena que não pude desfrutar mais. Saí de manhã, já com o check-out feito , fui para a reunião e daí para o aeroporto.
    Por vezes eles fazem umas promoções fora de temporada que voce consegue se hospedar nele por algo mais em conta.
    Imagine que o brinde que lhe davam era uma caneta Cross !!!
    Abs
    Renato

  12. Majô says:

    Renato, como pessoa jurídica deve ter valido o investimento, né ?😉
    Esta sala do chá fica no térreo, à direita. Não sei se é o mesmo lugar do café da manhã dos hóspedes.
    Eu vou colocar mais fotos, do que pude clicar.
    Que brinde, hem !
    Pelo Booking.com cheguei a fazer uma reserva promocional foi no Claridge, um 4 estrelas, com uma média de diárias de 110 dolares por dia. Imagina quanto você pagaria um 4 estrelas em qualquer outro lugar. A Sylvia se hospedou lá também com uma promoção dessas, e disse que é bacanérrimo. Acabei cancelando para ficar neste apê que fica num bairro mais bacana, a Recoleta.

  13. Renato says:

    Majö
    Certamente que seu apê é mais conveniente que qualquer hotel pasteurizado!!! A localização é perfeita.
    Quando voltar me passa as dicas de como fazer para aluga-lo.
    Como pessoa fisica não dá para rasgar dinheiro , mas certas promoções são de se pensar.Eu ia ficar no Gran King, na Lavalle, também numa promoção.
    Abraços
    Renato

  14. Majô says:

    Renato,
    Ficamos com a sensação de morarmos aqui e a localização é muito boa, faz-se tudo a pé😉 Pode deixar que passo todas as dicas para você. Fiz a reserva por e-mail e tudo funcionou bem. Colocarei aqui no blog também. Pagamos 95 dolares por dia, é apart hotel, portanto tem serviço de arrumadeira.

  15. Marco says:

    Cara Majô,
    Estou escrevendo um curto perfil biográfico de seu bisavô e graças ao São Google caí no seu blog. Eu gostaria de trocar algumas informações contigo sobre Louis Cruls, pode ser? Peço, por favor, que entre em contato comigo por e-Mail. Eu preenchi o endereço ao comentar (batmarko@gmail.com).
    Parabéns pelo excelente post. Um abraço.

  16. Majô says:

    Marco, entrarei em contato com você por e-mail, estou à sua disposição.
    Obrigada pela visita😉

  17. Alberto says:

    Olá, meu nome é Alberto e eu realmente fiquei interessado com o seu blog. Gostaria de conhecer mais sobre a genealogia de Louis Cruls, pois pelo que temos no Wikipedia ele participou de uma missão no sertão brasileiro e eu gostaria de saber se existe alguma singularidade entre o sobrenome Cruls e Cruz. Uma coisa que me chamou muito a atenção foi o fato dele ter sido astronomo e engenheiro. Entre em contato por email, assim poderemos conversar e saber mais. Parabéns pelo o post.

  18. Majô says:

    Alberto,
    Louis ou Luiz Cruls nasceu na Bélgica, mas naturalizou-se brasileiro.
    Que eu saiba não há ligação entre as famílias Cruls e Cruz.
    Ele formou-se em engenharia e astronomia na Bélgica. No Brasil foi convidado a chefiar a Expedição que iria definir a melhor região para estabelecer-se a futura capital do país. A Missão Cruls percorreu cerca de 4 mil quilômetros e delimitou o chamado Quadrilátero Cruls.
    O Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central que eu menciono no post, fez um levantamento da flora, fauna, clima, geologia e hidrografia da região, considerado o 1o Relatório de Impacto Ambiental, Rima.
    Tentarei transcrever um texto redigido por meu tio Gastão Cruls, sobre o pai que consta de livro que meu irmão me emprestou.
    Obrigada pelo interesse.

  19. Lena says:

    Majôzinha,

    estou eu aqui em casa, arrumando papelada nas minhas caixinhas e encontro um pedacinho de guardanapo de papel, com os dizeres: “LOUIS CRULS PLanalto Central Missão Cruls”, com uma letra que não é minha!
    Escrevo então “Louis Cruls” no google e o que aparece? O Filigrana,claro🙂
    Querida, não tenho a menor idéia de quando conversamos sobre isso e você me entregou este recorte, mas seà época não li seu post sobre ele, adorei encontrá-lo agora!
    Também adoro histórias de família e sinto não ter escrito tudo que ouvi de meus pais e avós, pois agora não tem mais ninguém para contá-las…
    Adorei o post e achei demais ter alguém tão bacana assim na família! Que bom que você foi a Diest!
    Beijos,🙂

    • Majô says:

      Lena querida, acho que foi em nosso café de Natal 😉 Por alguma razão falamos sobre ele, daí escrevi no guardanapo Louis Cruls e o título do Relatório da Expedição ao Planaldo Central para você jogar no google e ler sobre o trabalho e a trajetória dele..
      Devo ter comentado sobre o lançamento de livro cujo autor me encontrou, jogando no google o nome de nosso bisavô Louis Cruls e chegou ao Filigrana no post sobre a viagem a Diest, à procura da casa onde ele nasceu. Queria autorização para usar a foto da placa em sua homenagem, no livro que escreveu sobre os 50 anos de Brasília, onde dedicou um capítulo à Missão Cruls que determinou o quadrilátero Cruls no Planalto Central, onde deveria se estabelecer a capital do país, e originou o Relatório Expedição ao Planalto Central.
      Se tivéssemos mais homens como ele que nos dão orgulho de nosso país … Temos muito orgulho dele na família😉
      Pois é, achamos que nossos pais são eternos😉

  20. Felipe Severino says:

    Olá Majô, vc não me conhece, mas desde minha viagem de lua-de-mel pra Buenos Aires que conheço teu blog e o quanto já fui ajudado por ele.
    Desta vez resolvi te escrever pq vou à Paris e quero fazer um passeio em Bruges, na Bélgica. Li seu post belíssimo da sua viagem em que vc pega o trem de alta velocidade Thalys à Bruxelas. Vc saberia dizer se esse trem tb tem destino a Bruges?
    Seu site é o único que encontrei na internet que menciona uma viagem nesse trem de alta velocidade de Paris à Bruxelas. Se puder dar mais informações, ficaria bastante agradecido. Abraço

  21. Marcia Paula Migliacci says:

    Majô,
    Estava procurando alguma coisa sobre Gastão Cruls e encontrei o seu blog. Fiquei encantada com a história de seu bisavô? trisavô?
    Acabei lendo sobre sua viagem tão interessante. Qual a relação de sua família com Gastão Cruls? ele era filho de Louis Cruls.
    Estou dizendo isso pq sou historiadora e num trabalho há alguns anos atrás li o livro “Aparência do Rio de Janeiro” de Gastão Cruls que foi muito útil para mim ,fora o fato de ter ficado encantada com o conhecimento e o apreço dele pela cidade. De uma maneira talvez parecida sinto grande afeto pela cidade. (sou de S.Paulo e moro aqui).Acabei de preparar uma palestra para alguns estagiários de turismo que trabalham na empresa que trabalho e novamente me encantei com o detalhes da história dessa querida cidade, dados tão lindamente por Gastão Cruls.
    Foi um prazer saber um pouco mais sobre ele (indiretamente).
    Um abraço,
    Marcia Paula

    • Majô says:

      Marcia, tio Gastão é meu tio avô, irmão de minha avó Sylvia, chamamos Syci. Tio Gastão era escritor com vários livros publicados, como Hyleia Amazônica. Ele tinha um olhar muito interessante sobre nossa cidade.
      Nosso bisavô Louis ou Luiz Cruls foi um astrônomo e pesquisador extraordinário de quem muito nos orgulhamos.
      Um prazer ter você aqui😉

  22. Michelle says:

    O Prof. Pedro Jorge de Castro da Universidade de Brasília, realizou em 2003 um evento como o nome de Missão Cruls- uma trajetória para o futuro. Onde percorreram a trajetória do Rio de Janeiro a Pirenopólis, com o intuito de divulgr as pesquisas e relatos que foram feitas pelo Luiz Cruls o chefe da Comissão Exploradora do Planalto Central e entre outros como o Henrique Morize,Augusto Tasso Fragoso,Antonio Cavalcanti de Albuquerque etc. Existe livros sobre o assunto como Missão Cruls – uma trajetória para o futuro e uma série de sete livros Ciências na Missão Cruls.

    • Majô says:

      Michele, obrigada pelas informações.
      Já adquiri com o Prof. Pedro Jorge de Castro, o livro sobre a Missão Cruls, alguns anos atrás. Dei uma olhada no email que enviei com comprovante do pagto. e o contato acho que foi com você. Não tenho esta série de sete livros. Se quiser deixar o email e telefone para que outras pessoas possam adquirir, fique à vontade.

  23. Marcelo de Oliveira Souza says:

    Olá!!! Sou coordenador do Clube de Astronomia Louis Cruls.. Nosso grupo tem muito interesse em poder ter contato com a família do Louis Cruls…
    Meu contato é: clubedeastronomia@gmail.com

    Obrigado,
    Marcelo de Oliveira Souza

  24. Majô says:

    Marcelo, desculpe a demora em responder. É um prazer conhecer o Coordenador do Clube de Astronomia Louis Cruls, uma homenagem a nosso bisavô. Entrarei em contato. Abraços,
    Majô

  25. Gabriela Lapa says:

    Bom dia, Majô! Meu nome é Gabriela Lapa, sou jornalista em Brasília. Estou produzindo uma série sobre a Missão Cruls, em homenagem ao aniversário da cidade. Poderia me passar um telefone ou e-mail para contato? Acho que você poderá contribuir bastante! Obrigada!

  26. Majô says:

    Gabriela, já enviei a você email. Aguardo seu contato.
    Abcs,

  27. Guy Cruls says:

    My name is Guy Cruls. I am trying to find out how I am related to Luiz Cruls. Any help appreciated.

  28. Majô says:

    Where do you live, Guy ?

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