No domingo, visitando o Museu Marmottan, indo à Pirâmide do Louvre e fechando no Ladurée

Como prometido no último post sobre a viagem à Paris, volto à esta cidade querida em continuação ao primeiro post que foi este, o segundo este, o terceiro este aqui, o quarto aqui e o quinto é este aqui.

Nosso programa no domingo começou com uma visita a um museu pouco conhecido, o Museu Marmottan que tem a maior coleção de obras do Monet, desde que seu filho doou todas as obras do pai ao museu em 1966.

Fomos de metrô, saindo da estação Raspail – no mapa abaixo está pertinho  da Tour de Montparnasse (em laranja) – até Passy  – no mapa abaixo, à esquerda da Torre Eiffel (em laranja) , atravessando o Sena – dá pra ver o itinerário direitinho no mapa do metrô aqui. Em menos de 15 min estávamos em Passy e de lá fomos caminhando até o museu. A estação Muette fica ainda mais perto do museu, e sendo uma cidade civilizada com metrô, de qualquer ponto onde você esteja, é só dar uma olhada no mapa que  chega-se sem dificuldades.

Passamos por esta praça, onde algumas famílias faziam piquenique.

E aí está o museu Marmottan, o ingresso custa 9 euros. Como eu disse acima, é pouco conhecido, por isto compramos os ingressos sem fila e durante a visita em cada sala, não havia mais do que 2 ou 3 pessoas ao mesmo tempo.

É proibido tirar fotos no interior do museu, quando preparava a câmera para fotografar tapeçarias na entrada, a guarda me chamou atenção que não era permitido, ok guardei a câmera.  As fotos que coloquei aqui peguei na internet, mas ficaram pequenas não sei porque 😦

Há uma sala redonda magnífica, com telas enooormes só de Nympheas, de babar. Você pode se sentar no banquinho e ficar hooras admirando, sem ninguém perturbando.

Em 1957, o Museu Marmottan recebeu  também a coleção de quadros de Victoire Donop de Monchy, herdada de seu pai o Dr. Georges de Bellio, de origem romena que foi médico de Manet, Monet, Pissaro, Sisley et Renoir e foi dos primeiros apreciadores da pintura impressionista.

Eu amei o museu e voltando a Paris não deixaria de voltar a ele para apreciar um pouqinho mais  aquelas telas magníficas.

Quando saimos à pé, olha quem estava na nossa frente, era ela 😉

Bem, a fome bateu e entramos num café de donos japoneses, os jornais só com casinhas, eu achei uma graça.

De novo no metrô, descemos na estação do Louvre e a pirâmide  lotada de gente, em cima

e embaixo que também é bacana, há galerias de arte e lojas legais.

Subindo novamente, beleza !

Jardin des Tulleries.

Arch de Trimphe du Carrosel

Dali, fomos para a Madeleine,  Bia tinha uma encomenda de marron glacés do Ladurée.

Madeleine.

Atravessando a rua, passamos pelo Fauchon, uma loja de especiarias famosa por tudo que você possa imaginar em termos de iguarias.

Não podíamos deixar de dar uma espiada nas vitrines incríveis 😉

Olhem o nosso singelo papaya brilhando, que chique.  E o precinho 😉

Seguimos para o Ladurée, que para quem não conhece é uma confeitaria pra lá de tradicional.

A Maison Ladurée foi estabelecida em 1862 e é uma das mais tradicionais casas de chás da França. Seus emblemáticos macarons foram criados por Pierre Desfontaines, neto de Louis Ernest Ladurée que, no inicio do século XX teve a idéia – brilhante, diga-se de passagem – de colar dois « biscoitos » com um recheio, cujo nome é ganache. Até hoje é usada a mesma técnica de sua criação. Todos os dias os pâtissiers da Rue Royale dosam com precisão as amêndoas, os ovos, o açúcar e o savoir-faire para fazê-los. Depois de serem cozidos, os macarons descansam por 48 horas antes de serem colocados à venda.

A cada estação novos sabores são criados.

A Ladurée é parada obrigatória para quem vai a Paris, o chá é famoso.

Se você quiser saber como fazer as pirâmides de macarons dê uma espiada neste video.

E dali, voltamos para o hotel, taí a Bia no metrô com a sacolinha da Ladurée e os marron glacés. O caloor e o metrô que não tem ar condicionado.

Ladurée: 16 rue Royale 75008 Paris
Tel : +33 1 42 60 21 79
Metrô: Concorde ou Madeleine

Museu Marmottan:  2, rue Louis-Boilly – Tél. : 01 44 96 50 33

Ingresso: 9 euros

Métro : Muette (Ligne 9 : Pont de Sèvres – Mairie de Montreuil)

Onibus:
22 Opéra (rue Gluck) – Porte de St-Cloud
32 Gare de l’Est – Port de Passy
52 République – Pont de St-Cloud
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A serie de posts da viagem de 12 dias a Paris que incluiu a ida a Diest:

13 dias flanando em Paris com uma chegadinha a Diest

2a. feira indo ao Marais e a Place des Vosges

Conhecendo Annick Goutal, agradecendo a N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Epicerie de Paris

Revisitando o Museu d’Orsay

Recebendo Renata

Indo a Diest em missao de familia

Indo à Diest em missão de família

Continuando a série de posts da viagem à Paris em que o último post é este, marcamos viagem pelo Thalys à Bruxelas, de onde iríamos à Diest. A razão desta viagem começou muitos anos atrás.

Durante minha infância e adolescência, ouvia minha mãe contar histórias sobre a família, ela era a memória. Sabia de cor o parentesco e as histórias de cada um e arquivava fotos antigas, recortes de revistas e jornais  sobre diversas pessoas que de uma maneira ou de outra contribuíram em uma época para a história, tanto do lado dela,  como da família de meu pai. Ela tinha tanta preocupação com a preservação da memória, que por dois anos pesquisou e se deu ao trabalho de fazer a árvore genealógica da família  Souza Dantas, com pesquisa desde antepassados de Portugal, e ainda na era da máquina de escrever  compilou os dados, e distribuiu o trabalho pela família  toda.

Quem conheceu D. Alice sabe que ela era um papo pra lá de agradável. Era uma delícia ouví-la contar as histórias pitorescas que não estão nos livros, dos diversos personagens de uma era. De vez em quando, ela era procurada por pessoas ligadas à  museus que eram encaminhadas por outros membros da família  para tirar dúvidas ou obter informações sobre a genealogia das famílias.  E ela tinha grande admiração por Louis Cruls, avô materno de meu pai, também Luiz,  por todo seu trabalho desenvolvido para realizar a expedição da Comissão Exploradora do Planalto Central,  com as dificuldades de acesso à região central do Brasil, a pedido de Floriano Peixoto,  para definir a melhor região para estabelecer a capital do país.

Pessoal da Comissão – Louis  Cruls, J. Lacaille, H. Morize, Tasso Fragoso, A. Pimentel, E. Chartier e outros.

Em 1892, um grupo de 21 pessoas entre pesquisadores e pessoas de apoio,  partiu de trem do Rio para Uberaba com equipamentos em 206 caixas pesando 9,6 toneladas,  e dali em diante em lombo de burro. Compunham a expedição astrônomos, botânicos, geólogo, médico.  Por 10 meses a expedição percorreu mais de 4000 quilômetros e definiu o quadrilátero Cruls em área de 14.400 km2, onde hoje está Brasília.  Como não havia mapa da região central do Brasil, Cruls passou a orientar-se  pelas estrelas que conhecia tão bem. Realizaram estudos científicos do clima da região, flora, fauna, cursos d´água, topografia, produzindo o 1o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da história.

Se tiver interesse leia o que diz o astrônomo Ronaldo Mourão ou aqui ou aqui.

Acampamento às margens do Rio Paranahyba. Longe do conforto de casas.

Vista de Goyaz

Salto de Itiquira

Em nossa sala de visitas em Ipanema,  um volume encadernado do  Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central tinha um lugar de destaque. Agora está com meu irmão em Sampa.  Algumas vêzes, esteve lá em casa o Sr. Back,  amigo argentino de meu pai,  em busca de informações sobre  Luiz Cruls e sempre trazia jornais de Diest, a cidade onde nasceu, com informações a seu respeito ou notícia de alguma homenagem ao seu trabalho, em flamengo bien sûr, e  que  continuam guardadinhos. Ele contava a meus pais como Louis F. Cruls era admirado na Bélgica como um homem da ciência, enquanto no Brasil era  pouco conhecido e reconhecido.

Depois que  minha mãe faleceu, o que aconteceu de repente  enquanto dormia, taí uma coisa complicada, pois num dia você está ali conversando com a pessoa  e no dia seguinte sem aviso prévio,  este convívio  é interrompido.  Sua morte súbita foi muita sentida entre  parentes e amigos de todas as faixas etárias, pois ela era muito querida mesmo.

Dali em diante, procurei dar continuidade à preservação desta documentação, estudando o material que ela tinha guardado ao longo de tantos anos.

Comecei a pesquisar sobre a família Cruls nos primórdios da internet, usando ferramentas  de  buscas.  Com isto, achei  endereços de parentes Cruls espalhados em várias cidades da Bélgica, principalmente St. Truiden, Diest e Bruxelas, na Bélgica, alguns nomes em Paris e uns 2 ou 3 nos Estados Unidos.

Fiz contatos por e-mail com a Embaixada da Bélgica em Brasília e obtive o endereço onde está a placa  em homenagem a Louis Cruls, Overstraat, 9, em Diest, afixada na casa onde ele nasceu.  Para o centenário da Missão Cruls foi criado um grupo de trabalho ” Cruls “,  em Bejinhof na Kerkstraat, 18. A responsável era a Sra. Debouette. Consegui o mapa de localização dessa placa quando ainda não havia google map 😉  E eu ia imprimindo tudo. Cada vez mais me atraia a idéia de buscar nossas raizes e ir à cidade onde nosso bisavô  nasceu. E com a viagem à  Paris em 2006,  a ida à Diest era certa. Fui munida de documentos, textos, jornais de Diest e fotos de nosso bisavô que meu irmão enviou-me de São Paulo, enfim o que tinha relacionado a ele.

Agora, voltando à viagem. Na 5a. feira de manhã, pegamos o metrô até a Gare Montparnasse de onde sai o Thalys para Bruxelas e nos deixa na GareMidi, bem central. Fizemos uma malinha pequena para passarmos uma noite em Bruxelas. A viagem de Paris a Bruxelas é rapidíssima,  só 1h25min.  Ainda de manhã, chegamos em Bruxelas e em frente à GareMidi, tomamos um taxi para deixar nossa maleta no hotel. Começamos a bater papo com o motorista, um africano altíssimo, o Bonaventure. Comentamos que iríamos à Diest, eu lá abraçada com minha pasta  com mapas e documentos, e expliquei que procurávamos a casa onde nasceu nosso bisavô e a placa em sua homenagem. Paramos em frente a um hotel, visitamos um quarto e não gostamos nadinha. A essa altura, indaguei como quem não quer nada, quanto seria a ida à Diest e fechamos com o Bonaventure na hora. Foi a melhor coisa. O carro dele era confortabilíssimo, uma camionete Hiunday. Com isto fomos rapidinho até à cidade com o endereço da casa no GPS, Overstraat, 9. Chegamos até a porta da casa. Um detalhe, as casas não têm muro, você bate direto na porta da casa. Só que a moça que me atendeu disse que não era lá, era a Overstraat no centro da cidade e lá fomos nós. O GPS não distingue 2 endereços iguais  😉  Paramos em outro ponto com o mapa na mão e sem conseguir achar, Bonaventure chegou perto de um rapazinho para pedir ajuda, a referência era Cruls. O que o rapaz fez ? Entrou no carro e pediu que o seguíssemos, nos deixou na parte antiga da cidade e disse que procurássemos uma senhora dona de um restaurante, cujo marido tinha escrito um livro sobre Cruls. Achei essa atitude do rapaz, absolutamente fantástica, parar o que estava fazendo para nos conduzir 😉 A cidade era essa gracinha que vocês  vêm na foto.

Entra-se por aquele arco e ali está uma noiva.

Esta igreja

é de 1300.

Assim nos contou uma senhora que estava na igreja e disse ainda que naquela época era uma ordem de freiras e só mulheres podiam freqüentá-la.

A cidade é tão gracinha, tão calma, sem engarrafamentos, stress zero que dá vontade de pegar suas coisas  e ir morar lá 😉

Quando chegamos ao restaurante a senhora Zelem nos atendeu atenciosamente com uma gataria a seus pés. Quando  expliquei do que se tratava  ela abriu um sorriso e foi buscar um livro que seu pai havia escrito sobre Louis F. Cruls.

O pai dela já havia falecido, e ela nos informou também que a coordenadora do grupo de trabalho Missão Cruls havia falecido um ano antes de câncer, e a casa onde ele nasceu estava fechada, mas a placa estava lá.

Como estávamos morrendo de fome, pedimos croques monsieurs (queijo quente)  com salada que foram os mais deliciosos que comemos na vida, nham

Bonaventure, o motorista africano que ajudou a materializar nossa missão.

Com explicações da Sra. Zelem fomos buscar a casa e a placa.

Chegamos na Overstraat, 9. A casa onde nosso bisavô nasceu.

A placa em homenagem a ele, em flamengo. Mas, dá para entender o sentido do texto.

Dali, votamos para Bruxelas.

E fomos para a Grand Place.

Belíssima.

Era feriado, data de comemoração da coroação do rei.

Parei um minutinho numa loja de gobelins lindos e dali fomos para a gare Midi, onde Bonaventure nos deixou e encerrou seus serviços  😉   Remarcamos o bilhete do trem sem nenhuma dificuldade, e voltamos para Paris às 17:30h. O trem saiu no horário direitinho, só atrasou na chegada porque houve problema com trem na frente do nosso, e ficamos parados algum tempo no meio do nada. Chegando em Paris, tomamos o metrô e descemos na estação Vavin. As 10:45 já estávamos no hotel com missão cumprida ! 😆 😆

Louis Ferdinand Cruls nasceu em Diest, Bélgica, em 21 de janeiro de 1848, formou-se pela Universidade de Gand, e com 26 anos veio para o Brasil, onde casou-se e constituiu família. Amou nosso país, onde trabalhou e viveu até pouco antes de morrer em 21 de junho de 1908, em Paris com pouco mais de 60 anos de idade,  para onde foi tratar problemas de saúde.

À bordo do navio que o levava para a Europa, todas as noites costumava contemplar demoradamente no tombadilho o céu meridional que ia aos poucos desaparecendo, substituído cada dia mais pelas constelações do setentrião. O Cruzeiro do Sul cada noite se apresentava mais baixo o que Cruls fazia questão de assinalar à sua esposa com emoção, como se tratasse do próprio Brasil que ficava mais distante. Até que certa noite em que Cruls tinha se demorado no tombadilho até mais tarde, ele entra no camarote e diz à sua esposa pálido e emocionado:  “Está tudo acabado”. Era o Cruzeiro do Sul que afinal mergulhava definitivamente horizonte e não seria mais visto, como não foi por aqueles olhos sonhadores de quem amou tanto a terra do Brasil ” (parte de texto encontrado em seus pertences, elaborado por autor desconhecido)

Trabalhou de forma honrada e o único bem que deixou foi a casa onde morou em Laranjeiras.

A serie de posts da viagem de 12 dias a Paris que incluiu a ida a Diest:

13 dias flanando em Paris com uma chegadinha a Diest

2a. feira indo ao Marais e a Place des Vosges

Conhecendo Annick Goutal, agradecendo a N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Epicerie de Paris

Revisitando o Museu d’Orsay

Recebendo Renata

Indo a Diest em missao de familia

No domingo, visitando o Museu Marmottan, indo a Piramide do Louvre e fechando no Laduree

Recebendo Renata

Continuando a série de posts sobre nossa estadia em Paris, o anterior foi este aqui. Na 4a feira, tomamos café e fomos receber a Renata, como contei em post anterior, uma amiga de infância do Leblon. Crescemos juntas, éramos vizinhas e amigas inseparáveis nas brincadeiras de calçada (quando as crianças ainda podiam brincar em calçadas) e nos banhos de mar. Ela voltou com a família para a Alemanha aos 18 anos, mas depois disso esteve no Brasil inúmeras vêzes, a passeio. Estive em casa dela, em Munich, por 15 dias  na minha 2a viagem à Europa e dali fizemos vários passeios por cidades vizinhas, incluindo Baden Baden, uma cidade gracinha, onde os pais dela  moravam.  Há muitos anos não nos víamos, e indo à Paris liguei para ela e combinamos que ela viria nos encontrar. Amigo/as de infância  nos remetem à meigas imagens que ficam em nossa tela mental para sempre,  como  também são amizades para vida toda.

Fomos à pé, até a estação Port Royal, pois ela chegaria de avião no Charles de Gaulle e pegaria o RER até Port Royal que ficava há umas 3 quadras do hotel. Isto é que é cidade civilizada, descer no aeroporto e dali para o metrô até o centro da cidade, no stress. Devaneio: será que um dia chegamos lá ? Ela chegou com uma sacola de mão que eu fiquei assim ó, mínima para passar 2 dias conosco no mesmo hotel.  E, diga-se de passagem estava sempre bem vestida.  Abraços e beijos saudosos e voltamos à  pé, passando antes no mercado para comprinhas de água, yogurt, frutas, vinho e uma bandeja de aperitivos já prontinhos para o consumo.

Depois do check in e instalada no hotel decidimos ir ao Sena passear.

Nos embrenhamos pelas ruas da Île de St. Louis. Olha a Renata lá na frente. A île de St. Louis é puro charme, se você for à Paris não deixe de caminhar por lá 😉

E voltamos ao Le Flore de L’ille, na île de St. Louis, onde tínhamos tomado o sorvete Bertillon, desta vez  para almoçar. A comida  boa, impossível comer mal em Paris, e para fechar, claro um sorvete Berthillon. Como este restaurante fica às margens do Sena é um programa delícia ficar por lá batendo papo colocando a conversa em dia. Imaginem, a filha dela é pilota na Alemanha, e linda !

Saindo meio a contragosto,  fomos  percorrendo o lado de fora da Notre Dame que é um projeto arquitetônico belíssimo.

A porta central –  Portal do Julgamento

Pelo que li, a torre construida era tão alta que devido aos ventos foi preciso introduzirem os arcobotantes para dar equilibrio.

A lateral.

Estas fotos todas são minhas, como já disse em post anterior, a câmera foi comprada dias antes,  portanto ainda não dominava seus recursos e comandos.

Nosso jantar foi onde ? No Le Petit Zinc, o preferido dos meu webvizinho Renato. Fomos e voltamos de metrô, olha que civilizado, e voilà saimos na  esquina com a Igreja de Saint Germain.  Sentamos na parte de dentro,  o ambiente era informal, mas elegante com velas, agradável e serviço perfeito. A comida como sempre muito boa.

Na 5a feira, o programa começou cedo com a visita ao querido Museu D’Orsay que foi o post anterior. Passamos horas por lá. Na saída, comprei agendas para a família, já do ano seguinte, marcadores de livro e 1 livro do Museu que dei de presente à Renata e recebi um lindo também.

De lá resolvemos ir à Gallerie Lafayette que é uma perdição feminina, mas pegamos o ônibus da linha errada que foi, foi foi demos uma volta enooorme e conhecemos os arredores de Paris.  São prédios padrão, sem dúvida o Centro Histórico faz toda a diferença.  Saltamos no ponto final e pegamos outro ônibus até o hotel, pois dali Renata  iria fazer o check out e rumo ao aeroporto. Com sua sacola de mão levamos Renata até à estação Port Royal, onde pegou metrô-RER até o Charles de Gaulle, simples assim 😉

Mais tarde, fui à Gare Montparnasse de metrô para comprar os bilhetes Thalys para Bruxelas, pois no dia seguinte iríamos a Diest. Chegando lá, nenhum problema, só tinham 2 pessoas na minha frente – alô pessoal do VNV que fica na dúvida se vai ser difícil comprar lá – comprei os bilhetes com cartão de crédito, com desconto sugerido pela funcionária e voilà, saí com as passagens na mão para no dia seguinte cedo sairmos para Bruxelas.

 

A serie de posts da viagem de 12 dias a Paris:

13 dias flanando em Paris com uma chegadinha a Diest

2a. feira indo ao Marais e a Place des Vosges

Conhecendo Annick Goutal, agradecendo a N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Epicerie de Paris

Revisitando o Museu d’Orsay

Indo a Diest em missao de familia

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Revisitando o Museu d’Orsay

Romains de la décadenseThomas Couture – 4,72m x 7,72m – tela grandiosa !

O Museu d’Orsay foi instalado numa antiga estação de  trem, sim isso mesmo,  e parece que foram feitos um para o outro. 😉 Pelas fotos você pode ver que o projeto de adaptação fez com que se  transformasse num museu bacanérrimo que abriga obras a partir da 2a metade do século XIX.  O teto original em vidro permite que a luz natural se espalhe pelo ambiente daquele grande galpão com pé direito imenso. Agradabilíssimo ir contornando as esculturas para apreciá-lhas melhor. Não é um museu grande, mas pode-se levar várias horas prazeirosas  admirando Renoir, Monet, Manet, Van Gogh, as bailarinas de Degas, Cézanne,  Sisley, e outros pintores impressionistas para os quais rendo modesta homenagem deixando mais abaixo fotos de algumas obras que consegui fotografar.

A decisão de instalar o museu na estação foi tomada em 1977 e em 1986 foi inaugurado  pelo presidente François Mitterrand. Trata-se portanto de um museu novo, mas é o 3o mais visitado depois do Louvre e Versailles.  Se você quiser ler um pouco mais sobre a história do Museu d’Orsay clique  aqui ou aqui. No acervo estão: pinturas, esculturas, incluindo obras de Rodin, fotografias , artes gráficas , móveis. O acervo de impressionistas que estava no Museu Jeu de Pommes foi transferido para o Museu d’Orsay.

O relógio antigo da estação continua lá.

Há uma legião enorme de fãs e admiradores do Museu d’Orsay, e eu sou uma delas. 😉

As digitais hoje em dia têm modo para fotos em museus, por isto lá vão algumas dos quadros impressionistas ao  vivo e a cores para matar a saudade de quem já conhece, e aguçar a vontade de quem ainda não conhece. Lá,  esqueço da vida  e me emociono cada vez que estou tête a tête com essas telas.

Le bal du Moulin de la Galette, uma das obras primas de  Renoir. “Dá vontade de entrar nesta tela ” é uma definição perfeita.

Outra tela de Renoir, La Balançoire ou The Swing

Nynphéas Bleus de  Claude Monet

Claude Monet

Danse a la Ville, 1883 – Pierre-Auguste Renoir – comentário sobre a obra, aqui(fr) ou aqui

La Méridienne ou La Siesta, 1889-1990 – Vincent Van Gogh – comentários sobre a tela aqui (à esquerda há possibilidades de trocar o idioma)

Dr. Paul Gachet, 1890 – Vincent Van Gogh

La table de cuisinePaul Cézanne

L’Age murCamille Claudel – 1902

Napoléon s’éveillant à l’immortalitéFrançois Rude – 1845

La Mère et fille mourante – Rodin – 1908

Esta escultura foi finalmente identificada graças à persistência  do nosso webvizinho Renato que escreveu para o Museu D’Orsay e para o Museo Soumaya na cidade do México. O Museu D’ Orsay finalmente respondeu ao seu e-mail ” Il s’agit d’une sculpture d’Auguste RODIN qui représente Mrs Merrill et sa fille, aussi appelée Mère et fille mourante. La petite fille était déjà
morte, en effet, lorsque Mrs Merrill a commandé le groupe à Rodin pour le placer sur la tombe de l’enfant. Elle date de 1910 et appartient au musée Rodin à Paris. C’est  un bronze qui a finalement été placé sur la tombe
. ”

Héraclès archer ou Hercles killing the birds of lake Stymphalis Emile Antoine Bourchelle

A Porta do Inferno de Auguste Rodin

Penteadeira linda.

Louvre visto do Museu d’ Orsay.

Vista de Paris da varanda do Museu. No alto vêem a Sacre-Coeur.

Esculturas, do lado de fora do museu.

Sempre saimos do Orsay mais ricos do que quando entramos.

Horário de funcionamento:  9:30 às 18:00h diariamente. 5a feira de 9:30 até 21:45h. Fecha às 2as feiras.

Ingresso: 8 euros. Visitantes com idade de 18 a 30 anos: 5,50 euros.

O Museu fica na margem esquerda do Sena. O mapa da localização está aqui.

A serie de posts da viagem de 12 dias a Paris que incluiu a ida a Diest:

13 dias flanando em Paris com uma chegadinha a Diest

2a. feira indo ao Marais e a Place des Vosges

Conhecendo Annick Goutal, agradecendo a N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Epicerie de Paris

Revisitando o Museu d’Orsay

Recebendo Renata

Indo a Diest em missao de familia

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Conhecendo Annick Goutal, agradecendo à N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Épicerie de Paris.

3a feira de manhã fomos à praça St. Sulpice, caminhando e admirando as vitrines francesas que primam pelo bom gosto.

Tirei fotos de algumas que achei delicadas e femininas.

E, tinha também este gato exibido fazendo graça.

E estes móveis bacanérrimos

Estávamos ali por conta de uma encomenda da  Cláudia, amiga e vizinha desde Leblon e Ipanema,  uma água de colônia da Annick Goutal . Eu não sei se vocês conhecem a Annick Goutal, eu não conhecia. É uma perfumista artesanal da melhor qualidade e uma das lojas dela  é na Praça Saint Sulpice.  Quando entramos,  olfato aguçado já fomos conquistadas pelo aroma do ambiente, suave e delicioso. A vendedora foi nos apresentando às diversas colonias e perfumes todos com muita personalidade, era difícil dizer qual o melhor, e olha que na terra dos perfumes é difícil ter um diferencial 😉 Vocês sabem como é entrar em lojas de perfumes, ficamos absolutamente inebriadas, e a área lógica do cérebro fica completamente anestesiada.  Depois,  ainda fomos apresentadas aos cremes.  O L’eau d’Hadrian era a encomenda da Cláudia, mas acabamos levando umzinho também.  A composição  de frutas cítricas, ylang ylang, baunilha deixa um aroma suave. Djilicia 😉 E também um creme de tratamento para pele que ficou maravilhosa,  e  como a vendedora tinha dito durou mesmo 1 ano, com uso diário. De vez em quando temos que investir em nózinhas né ?  O endereço da loja é Place Saint-Sulpice, 12.

Paramos para comer 2 quiches e depois fomos andando até o Le Petit Zinc para arrematar com expresso e crème brûlée. 24 euros.

O principal programa do dia era a visita à Igreja de N.S. da Medalha Milagrosa, na rue du Bac.

Igreja de N.S. da Medalha Milagrosa, na rue du Bac, 140 é quase imperceptível para quem passa, pois só se vê um portão. Entrando há um corredor com uma loja de medalhinhas e no fundo a Igreja. Ao entrar pela 1a vez em 2000, fiquei absolutamente encantada com aquela jóia e para completar havia freiras rezando  o terço em francês, aquilo me tocou de tal maneira que me senti abençoada em poder estar ali exatamente onde Nossa Senhora fez aparições. A história é a seguinte: nesta igreja, N.Senhora fez 3 aparições à Catherine  de Labouré em 1830, quando pediu que fossem cunhadas medalhas e quem as usasse com fé receberia graças.  Catherine Labouré fazia parte de uma ordem chamada Filhas da Caridade, Filles de la Charité que existe até hoje. Em 1832, quando houve uma epidemia de cólera em Paris, as freiras da ordem Filles de la  Charité distribuiram as 1as.  2.000 medalhas, tendo havido inúmeras curas.  Em Paris começaram a chamar a medalha de Miraculleuse. Em 1835 foram distribuidas mais de 1 milhão no mundo inteiro. Em 1839 mais de 10 milhões. Quando Catarina de Labouré morreu em 1876 já haviam sido distribuidas mais de 1 bilhão de medalhas. Hoje em dia, há milhares de pessoas devotas à N.S. da Medalha Milagrosa.

Eu uso sempre.

Na 3a feira fomos à Igreja de N.S. da Medalha Milagrosa para agradecer estarmos em solo francês mais uma vez. Impressionante o recolhimento de todos e o silêncio e o respeito dos que entram. Fiquei um tempo ali agradecendo as graças que recebemos todos os dias e nem nos damos conta com o corre corre diário.

Horários:

Todos os dias das 7:45 às 13h e das 14:30 às 19h
Terça-Feira das 7:45 às 19h sem interrupção.
Domingo das 7:20 às 13h e das 14:30 às 19h.
Nos feriados das 8:15 às 12:30 e das 14:30 às 19h.

Na saída, compramos medalhinhas e terços para distribuição à família e amigos. Folhetos explicativos também, inclusive em português de Prrtugal.

Dali, viramos na rue de Sèvres e entramos na La Grande Épicerie de Paris que é um mercado enorme com produtos de excelente qualidade do mundo inteiro, queijos, especiarias, vinhos, patés, caviar, frutas lindas e imeeensas, peixes, pães maravilhosos, e tudo o que você imagine, tem. É impossível não sair de lá com uma sacola com croissants, paté, chocolates, vinhos, pêssegos imensos, ameixas etc. O picnic à noite estava garantido 😉

Pulei uma parte. Quando íamos para a rue du Bac, pegamos o ônibus errado que entrou pelo Louvre. Descemos na rue de Rivoli, e já que estávamos por ali, aproveitei para ir à uma loja de perfumes Eden, indicada pela Cláudia, para tentar comprar um perfume que minha sobrinha Marcela tinha encomendado, o Nina, da Nina Ricci que eu não tinha encontrado no Free Shop. A dona da loja fala português perfeitamente, acho que morou no Brasil e fez um desconto muito bom, ah e tinha o Nina. Fica na Rue de Rivoli, 212.

Annick Goutal – Place Saint Sulpice, 12.

Igreja de N.S. da Medalha Milagrosa,  rue du Bac, 140

La Grande Epicerie de Paris – 24,  Rue de Sèvres

Le Petit Zinc –  11 Rue Saint-Benoît – tel: 01 42 86 61 00

Eden – Rue de Rivoli, 212

2a feira em Paris, indo ao Marais e à Place des Vosges

2a. feira costuma ser o dia mais sem graça da semana, concordam ? Mas, em Paris, aliás em viagens a passeio depois de alguns dias, até esquecemos do calendário.  A 2a. feira era nosso 2o dia na cidade, decidimos ir ao Marais, um dos bairros mais antigos de Paris.  Mas antes, demos uma passadinha no mercadinho que ficava no Boulevard Raspail para comprar um pacote de garrafinhas de água mineral. Pagamos 2,94 euros.  Não saio sem uma garrafinha na bolsa 😉  Vi  também um cremezinho básico para mãos, e voltamos para o hotel para deixar essas compritchas.

Mais tarde, fomos para o ponto do ônibus Vavin perto do hotel. Aliás, esta é uma dica,  usem e abusem dos ônibus que são um ótimo meio de transporte.  Com motoristas civilizados que freiam e trafegam sem solavancos, com linhas (clique para ver o mapa interativo das linhas de ônibus) cobrindo toda a cidade, é um ótimo passeio e barato, por 1,50 euros. Além disto, o degrau dos ônibus é na mesma altura do meio fio, o que facilita a entrada para todos, incluindo os carros de bebês. Aliás, é tão lógico, não sei porque no Brasil os degraus dos ônibus são fora deste padrão.

Enquanto esperávamos o ônibus na parada Vavin,  passou esta garota que como vocês podem ver,  ia bela e faceira usando o seu meio de transporte ;). Aliás, como as pessoas usam patins para se locomover. Além claro, de bicicletas e motos

como esta com capota.  A foto está ruim porque tirei de dentro do ônibus.

O Marais fica na rive droite, entre o 3o e 4o arrondissement. Pegamos o ônibus  (clique em Vavin  lá embaixo no mapa interativo para ver o trajeto)  até a parada Chatelet onde descemos

e fomos caminhando até às ruas estreitas do Marais.

As construções antigas têm sido restauradas.

Lojas super elegantes de roupa, galerias de arte, tudo de muito bom gosto.

E, finalmente

chegamos à  belíssima Place des Vosges , a mais antiga de Paris !! Única !  Sentamos na praça por um longo tempo admirando a beleza deste conjunto de prédios simétricos iluminados  pela luz suave do por do sol até anoitecer.

Assim como os parisienses que também são encantados com sua cidade e estavam sentados na praça para admirar essa beleza. A Mari esteve aí nestes dias como vocês podem ler no blog dela  Pelo Mundo.

Dali, demos alguns passos e entramos neste restaurante onde jantamos, o Ma Bourgogne que fica numa posição esplêndida, na esquina da Place des Vosges. O endereço do Ma Bourgogne é: Place des Vosges, 19- tel:  7844 64.  Não fizemos reserva e esperando um pouquinho conseguimos uma mesa. Fomos de salmon defumado, um soufflé, magnifique. Ao lado, uma mesa grande de franceses comendo steak tartare que é uma das especialidades da casa. Fechamos com o queridinho crême brulée.

Voltamos à noite com os monumentos iluminados, outra Paris.

 

Ma Bourgogne: Place des Vosges, 19 – tel:  7844 64

A série de posts da viagem de 12 dias a Paris que incluiu a ida à Diest:

13 dias flanando em Paris com uma chegadinha a Diest

2a. feira indo ao Marais e a Place des Vosges

Conhecendo Annick Goutal, agradecendo a N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Epicerie de Paris

Revisitando o Museu d’Orsay

Recebendo Renata

Indo a Diest em missao de familia

13 dias flanando em Paris, com uma chegadinha à Diest

 

Museu d’Orsay

 

A última  viagem à  Paris foi assim sem roteiro estabelecido, a não ser aproveitar  sem cerimônia  o que fosse possível dessa cidade pela qual sou absolutamente apaixonada. Acho até que já fui francesa em alguma encarnação passada 😉 Na 1a viagem à Europa visitei  9 paises em 2 meses, incluindo claro, Paris. Na 2a vez: Suiça, Itália, Inglaterra, Alemanha e França com Mt Saint Michel e St Malo e castelos do Loire e  1 semana em Paris.

Em 2000, após muitos anos, a volta àquela cidade que me emociona sempre que o avião toca o chão, em pacote da falecida Soletur. Quando desembarcamos, o guia nos deu a grata notícia que ficaríamos hospedadas em outro hotel, na verdade foi um upgrade para o Méridien, em Montparnasse. O  café da manhã deste hotel é qualquer coisa,  uma incrível variedade de pães e queijos de excelente qualidade, além do fascinante convívio com todos os povos ali representados,  à  caráter. Tem gente que vai lá só para tomar este café da manhã.

A estadia em julho foi com céu de brigadeiro o tempo todo e  temperatura a 21graus, agradabilíssima  para caminhar pela cidade o dia todo até 10 da noite, para mim o melhor programa, pois vira-se a esquina e dá-se de cara com aqueles monumentos maravilhosos.  Um bate e volta à Bruges, outro a  castelos do Loire, e o resto foi passeando por Paris.

Em 2006, a idéia era passar 12 dias curtindo Paris. Estava combinado um encontro com uma amiga de infância alemã, Renata que viria de Frankfurt e a quem eu não via há alguns anos. Também estava prevista uma  viagem à Diest,  na Bélgica para uma missão familiar. Então venha comigo 😉

O hotel : após vasta pesquisa no Fodor’s/Europa que meu irmão havia emprestado e o Frommer’s de Paris e  peneira fina com trocas de e-mails, a decisão ficou entre 2 hotéis,  o Plaza Elisées e o Saint-Beuve, ambos 3 estrelas. A escolha recaiu  sobre o último pinçado do Frommer’s, pela localização numa rua calminha no coração de St. Germain, um ponto forte,  pelas características do hotel, pequeno e confortável,  e um bom desconto, de 180 caiu para 140euros  conseguindo incluir o café da manhã depois de negociação por e-mail.  O St Beuve em St. Germain des Prés, é um hotel com só 2 quartos por andar e muito bem localizado, entre as estações de metrô Vavin e Notre Dame des Champs e com muito boas referências dos hóspedes no TripAdvisor e um detalhe importante, o hotel tem climatisation que não é comum nos hotéis em Paris. Dormir com ar condicionado no verão é fundamental.

Mas, se querem saber se prefiro o Méridien ou St. Beuve, voto sem pestanejar no segundo, charmosinho.

Chegamos no sábado no Charles de Gaulle, e tomamos um taxi para o hotel. O motorista quando soube que éramos brasileiras se derramou em elogios ao Riô, à alegria do povo, às lindas mulheres, enfim batemos papo sobre o Brasil durante todo o percurso e contei sobre a beleza das praias do nordeste, região que ele desconhecia. Esta foi uma diferença notável, como os franceses estavam mais simpáticos com turistas ! Quando entramos na rue St. Beuve, vimos que apesar de estar a dois passos do Boulevard Raspail, era realmente uma rua calminha e agradável como descrevia o Frommer’s. Pagamos pelo taxi exatos 50 euros e encantadas com a simpatia do motorista. Ao entramos no lobby, o Mathieu com quem havia trocado e-mails para a reserva do hotel nos recebeu e ajudou com as malas.  O hall mais parecia a sala de visitas de uma casa, bem aconchegante. Cada andar como disse acima, só tem 2 quartos, o que dá bastante privacidade, a decoração dos quartos muito agradável e o banheiro impecável.

Largamos as malas no quarto e saimos para reconhecimento da área e uma passadinha no supermercado para compras básicas,  água mineral Évian biensûr, chocolates amargos, nham e algumas frutas.

No domingo –  Depois do café da manhã,  caminhamos pela rue Vavin e d’Assas para atravessarmos o Jardim de Luxemburgo  que é belíssimo. Os parisienses estão sempre por lá sentados nas cadeiras verdes, lendo, almoçando sua saladinha ou sanduiche ou contemplando os belos jardins. Aos domingos, as famílias estendem a toalha nos gramados embaixo das árvores para um piquenique, que é o típico programa parisiense, eles adoram. Mas, detalhe não deixam sujeira 😉

O Palácio de Luxemburgo foi construido para Maria de Medicis entre 1615-1627. Não, não é ela :mrgreen:

Flores, muitas flores lindas e o paisagismo dos jardins em diversos tons de verde.

A garota parisiense tomando sol nas cadeiras verdes e blá, blá, blá  no celular.  Aliás, percebi um aumento exponencial no uso de celulares.

 

Exposições.

Saindo do Jardim de Luxemburgo, seguimos caminhando até St. Sulpice com ruas e bistrôs charmosos.

 

Bicicletas sempre, no lazer ou engravatados para o trabalho, aos montes. O motorista do taxi  que nos levou de volta ao aeroporto comentou que o Partido Verde no ano anterior  tinha se empenhado muito para que fossem feitas ciclovias na cidade inteira.

Na praça St. Sulpice,

todo mundo enchendo garrafinhas na  biquinha linda.

Sentando no café pra ver a vida passar que é O programa de parisiense.

Este bistrô simpático, o Le Petit Zinc, na Rue Saint Benoit, 11 onde fomos de carpaccio de salmão com molho de manga delicioso e um crème brûlée, nhammm. Com taça de vinho 26 euros. Fica de frente para a igreja de Saint Germain des Prés, a mais antiga de Paris. Ai meu Deus, o Beto e a Teté viajaram e eu não passei os endereços pra ele.

Detalhe: os restaurantes servem almoço somente entre 12:00h e 14:00h. Passando disso, só recorrendo às saladas, carpaccios, quiches ou sanduiches em baguettes.

Dali fomos caminhando até o Sena.

Digamos que aos domingos, as margens do Sena são a praia dos parisienses 😉

Cenário lindooo !

Aí você vê  como o parisiense se diverte no domingo nas pontes do Sena.

Vale tudo para fazer o povo rir, taí malabarismo com bicicleta.

Street dance

O povo se diverte e ri muito. E como aplaude !

Fiquei encantada com a  Nikon S4 que congelava fotos em movimento.

Exímios nos patins.

Essa fila é para comprar a casquinha do sorvete Berthillon, considerado o melhor do mundo, na île  Saint-Louis.

Sentamos no La Flore en Ile, no  para saborear este sorvete Berthillon que é ma-ra-vi-lho-so !! Chocolat noire, djilicia.

Dali segue-se para a Missa de 6 e meia, na Catedral de Notre Dame que fica na Île de la Cité, uma ilha natural do Sena. A Catedral de Notre Dame foi construida na idade Média sobre um templo romano a partir de 1163 e só concluida em 1330. Vários reis e rainhas foram coroados na Notre Dame.

A Notre Dame é o ponto zero em Paris, onde a cidade foi fundada. As distâncias nos mapas são calculadas a partir da placa em bronze que fica no chão, em frente à Catedral.

Católico ou não, não deixe de assistir à esta Missa na Notre Dame que é cantada, ao som de órgão belíssimo e celebrada por vários padres. Imperdível. Não se ouve um pio durante a Missa, a Catedral lotada, TODOS respeitam, só se ouve as vozes da liturgia e o órgão, é de arrepiar. Quem já assistiu sabe.  Às 10:00h de domingo a Missa é com canto gregoriano.

As fotos do interior da Catedral que é BELÍSSIMA não sairam boas porque eu tinha comprado a câmera na véspera no free shop e ainda estava apanhando da Nikonzinha 😉

Órgão.

Eu sei, levei um mês ou mais para subir este post de Paris, o Beto foi-se e nada, mas as andanças vão continuar. Aguardem 😉

Le Petit Zinc,  Rue Saint Benoit, 11 – tel: 01.42.86.61.00

La Flore en Ile – Quai d’Orleans, 42

A série de posts da viagem de 12 dias à Paris que incluiu a ida a Diest:

13 dias flanando em Paris com uma chegadinha a Diest

2a. feira indo ao Marais e a Place des Vosges

Conhecendo Annick Goutal, agradecendo a N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Epicerie de Paris

Revisitando o Museu d’Orsay

Recebendo Renata

Indo a Diest em missao de familia