Marais, chez moi

Sim, estou aqui, a duas quadras  da Place des Vosges, bela, belíssima !

Pela 1a vez troquei St Germain pelo Marais, o bairro cool,  muitos e ótimos  bistrôs, lojas de excelentes  estilistas   e  inúmeras galerias de arte.

Pardon, mas vou sair e mais tarde conto mais. Bisous

Aproveitei uma promoção da Luftansa que começou a voar do Rio para Europa, com passagens mais baratas que Rio-Nordeste, e vim matar as saudades desta cidade pela qual tenho paixão.

Depois de deixar mala no apê,  fui a pé até a  espetacular Place des Vosges, a mais antiiga de Paris, de onde sai uma ruazinha, a Rue Béarn, onde há um bistrô, o Le Petit Marché.

Pedi a formule do dia, parmentier canard, acompanhado de saladinha de folhas novinhas  e molho levissimo e saborosissimo, e de taça de vinho superbe.

Sobremesa,  maçãs com chocolate amargo, nham.

Ambiente charmoso e aconchegante, em noite fria. Atendimento atencioso e simpático.

Encontrar a Rue Béarn bem discreta que tem um charme especial, e sentar neste bistrô charmoso, ganha-se a noite ! Não consegui colocar as fotos porque o cabo da câmera  não veio, mas podem aguardar 😉                        Voilà, aí estão as fotos 🙂

Como estive  numa 2a. feira, à noite, estava calmo como podem ver. Mas, no sábado estava lotado, portanto, é preciso fazer reserva para garantir. Frequentadores: franceses, não percebi turistas, descontando euzinha.

 

Le Petit Marché – 9 Rue Béarn, 75003 –  tel: +33 1 43 14 98 53

A série de posts desta viagem:

Marais chez moi

Poîlane, tradição perpetuada na família

Caminhando e me emocionando

Carroussel do Louvre e Mariage Frères

Jacques Génin, impecável

Grand Central Station e o jantar no Oyster Bar

Do Central Park, seguimos a pé para a Grand Central Station, magnífica estação que teve sua restauração terminada em 1998.

Descemos ao subsolo onde há um mercado de peixes, frutos do mar, carnes, especiarias, legumes da melhor qualidade,  como podem ver pelas fotos. Espetacular.

A Marcie tinha feito reserva para jantarmos no Oyster Bar.

Teto belíssimo.

 Marcie em ação.

 Este foi o meu prato, camarões grelhados com alho.

ConVnVenção de Nova York 2011

Manu e maridão, como Sylvia tinha dito, pura simpatia  – Fotos surrupiadas do post  do Riq 😉

ConVnVenção de Nova York 2011

Natalie e seus lindos olhos, Julie que foi incansável ajudando a Embaixatriz VnV em NY, Marcie, Fred cara metade do casal simpatia, e Lu Betenson, também gracinha. Foto surrupiada do post do Riq

 Lena, Oscar, Cesar e Malu. Foto do Riq

Marcie e Ciro Pellicano, Luciana Misura, Riq e Nick, DaniG livre, leve e solta

Lena, Claudia Beatriz, Riq, Luciana Misura, DaniG, Ana, Carmem e Paula – foto da Lu Betenson

CarlaZ e Leo.

Lustres da Estação espetaculares.

Terminado o jantar fomos todos de metrô para o Max Brenner,  loja de tudo que se possa imaginar de chocolate,  paixão da Julie.  Lotada, mas deu para nos deliciarmos em pé com fudge cakes, waffle com calda de chocolate quente, bisnagas de chocolate, crepes com chocolate,  e muito mais. Deu pra esquentar porque lá fora o frio nos esperava, brrrrr

Você pode ver fotos do Riq neste post:  Fotoblog : ConVnVenção NY2011 primeiro dia

 

 

Crizia, incomparável

Sorry, não tenho tido tempo de blogar como sempre faço, mas  a vontade é de sugar Buenos cada vez mais e mais.

Segunda-feira, fomos jantar no Crizia, em Palermo. Nosso primeiro encontro com os queridos  Sylvia e Mario, melhor local impossível. Sylvia fez a reserva, para 21:00h.

Bem, chegamos,  abraços saudosos e o impacto do restaurante  simplesmente lindo e chic. Pé direito altíssimo, decoração contemporânea, copos impecáveis, guardanapos de pano grandes, raros hoje em dia.

Vidro imenso para a rua.

Cortinas até o chão separando algumas mesas.

Mesa  impecável. Serviço discretíssimo, garçons só se aproximam da mesa, se chamados.

Abadejo com molho maravilhoso. Sylvia foi de Bondiola cerdo brase, provei, divino. Bia e Claudia salada que disseram deliciosa. E Mario um cordeiro que levou hooooras cozinhando lentamente.

Sobremesa Farandole Crizia. Tudo divino, não resistiu 4 minutos às  mãos furiosas :mrgreen:

E o café vem com….

Cinco pessoas felizes da vida em Buenos Aires em jantar soberbo !

Bem, e a conta…. tan tan tan 488 pesos. 48 reais pra cada um.

Crizia – Gorritti 5143 – Palermo. Tel: 4831 4979 – entre Thames e Uriarte.

O jantar na Roberta Sudbrack

Na 6a. feira, algumas pessoas tinham reserva feita há 3 meses, para jantar no restaurante da chef  Roberta Sudbrack, às 21:00h. Saimos do Felice para o RS.

Nosso menu degustação de 5 pratos.

Menu

Amuses

 Polentinha com foie gras

 Lagostim em lâminas de chuchu e leite de amendoim

 Ravióli de galinha caipira e quiabo croustillant

 Costela assada  em ‘baixíssima temperatura’  e chantilly de batatas.

 Queijo Serra da Canastra com broa de milho

 Bomboloni de leite maltado

 

 

Terrine de campagne façon RS, abrindo os trabalhos.

A polentinha ( e eu que não gostava de polenta ) com foie gras é delicadíssima. Ligeiramente crocante por fora e macia por dentro, derrete na boca. O EduLuz ao meu lado explicava o que estava em cima da polenta e eu não acreditei ;). Vailer.

Lagostin em lâminas de chuchu e leite de amendoim.  A Roberta tem talento para elevar à  nobreza nosso simples chuchu que reina crocante em cima do lagostin. Quem vai explicar isto é o EduLuz,  que ao meu lado descrevia o prato. Soberbo.

EduLuz, gourmet das Organizações da Bóia e Empresário do Ano.

Ravioli de galinha caipira e quiabo croustillant.

E eu que não como quiabo, me rendi ao apelo da Roberta no twitter , ‘dê uma chance ao quiabo’ .  A delicadeza das lâminas do quiabo miniatura, crocantes. O ravioli que desmancha de tão macio, e o recheio da galinha caipira, uma combinação,  ‘a cara da Roberta’, brasileiríssima.

A cozinha em ritmo frenético. Mas, a Roberta tem um colaborador que ninguém imaginava, nada menos que o Leo Jaime, ajudando a preparar nossos pratos :mrgreen:

foto da Mary – Mas, saiu com uma quentinha 😉

  

Costela assada por 36 horas em ‘baixíssima temperatura’ e chantilly de batata. 

Observei pelo vidro a chef  e os cozinheiros cortando com precisão de cirurgião a costela que quase desmanchava de tão macia (1a. foto do post ). O chantilly de batata é absolutamente divino, guardo na memória até hoje seu sabor delicado.

Queijo Serra da Canastra com broa de milho (ainda quentinha) . Outra combinação perfeita.

Bombolini de leite maltado. EduLuz descreverá para vocês. A massa crocante por fora e macia por dentro e a delicadeza do leite maltado, outra combinação marca registrada da chef. É dos deuses.

Finalizando, ela nos brindou com delicadíssimas pâtisseries para acompanhar o café feito à moda antiga, coado. Provei o éclair de chocolate belga, hummm e a delicada tartelette de morango. Tava doida para provar o brigadeiro de colher, mas quando olhei já tinha ido embora 😉

 

A mesa linda que a Roberta chamou no twitter de ‘transatlântico do Riq .  A equipe Sudbrackiana suou a camisa , mas provou que tal como a Chef,  é craque. É preciso muita dedicação para conseguir transferir entusiasmo e  emoção no preparo dos pratos para formar a turma, e ela conseguiu. Colhe os louros agora.

No final, a Chef entrou na sala e foi aplaudida por todos e….

… claro,  condecorada com a Ordem da Bóia pelo Riq.

Foto da Mary

foto da Mary Fred Marvila e Natalie (linda !) direto de Valinhos.

foto da Mary – Marcie, de NY entre EduLuz e Dé, direto de Ferraz de Vasconcelos, observados pela filhota Re e a Simone que veio de Beagá.

foto da Mary – Merel entre Nick e Riq.

Mary e Marcie.

Acima de 8   e até 12 pessoas, as reservas são consideradas de grupo, e o restaurante estabelece várias condições  que têm que ser acordadas com a empresa Interseção. Em janeiro, fiz uma reserva para 12 pessoas que levei 1 mês para conseguir finalizar, com pré-pagamento por todos de 50% do valor do jantar. Valeu cada centavo.

Leia também:  dcpv – Sudbrackeando na viagem

Mais uma vez….

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Nosso primeiro almoço em Buenos Aires  foi um mais do mesmo, a Brasserie Petanque que sempre foi perfeita em todas as vezes que lá estivemos. Para a Cláudia era a 1a vez.

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Não é um restaurante  pretencioso e não me deixa em dúvida quanto à escolha,  pelo contrário é uma certeza, ir  lá  e comeremos muito bem. De terrrines ao pato, tudo corretíssimo e um preço mais que justo.  Desta vez, pedimos peixe do dia com beringela, tomates e molho de açafrão que adoooro.

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O peixe e os legumes no tempo de cozimento certo e se complementando em perfeita harmonia. O molho de açafrão que acompanhava deixou o prato mais delicado ainda. Depois de saborearmos pouco a pouco o veredicto foi unânime,  magnífico.

Para encerrar como sobremesa,  Bia foi de crème brûlée e  eu  uma torta de pêras ao vinho que me deixou com saudades. As pêras também no tempo de cozimento certo (não é tão fácil como parece) no vinho e uma finíssima base de massa. Delicious. Finalizamos com 3 espressos.

Um detalhe: pelo que observei o proprietário está sempre presente, de olho e acompanhando tudo.

Importante: de 2a. a 6a. menu executivo no almoço. Sempre reservar.

Quanto foi a conta ? 143 pesos ou 71, 50 reais.

Brasserie Petanque –  Defensa 596 (esq. México – San Telmo  – tel: 4342 – 6794

Aos chocólatras, a novidade

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Voltando à viagem a Buenos Aires, a novidade desta vez, foi uma lojinha de chocolates que descobrimos meio por acaso. Sempre que subíamos pela Callao, passávamos em frente à  loja Vasalissa e nos encantávamos com a delicadeza da decoração.

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No 2o dia, claro entramos para conhecer apreciando cada detalhe,

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como essa vitrine com bonequinhas de chocolate.

Passear entre bombons, trufas, barras de chocolate, um desafio à gula.

Comecei a provar os chocolates amargos de excelente qualidade e as trufas que se derretiam amavelmente na boca.

Interessante que Vasalissa chocolatier tem uma história familiar. As propietárias, Dadi e Federica Marinucci,  mãe e filha deram continuidade a um legado familiar de várias gerações que começou na Europa, mais precisamente na Romenia. Quem tiver interesse em ler o histórico está aqui.

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As delicadas caixinhas de embalagem.

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Tentação…

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Não será possível mais, voltar a Buenos Aires, sem passar na Vasalissa 😉

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Vasalissa – Recoleta – Callao, 1940 – Horario: 10:00 às 20:00h

Belgrano – Vuelta de Obligado,1812

Roberta, um ballet suave

Há muitos anos acompanho a trajetória da Roberta Sudbrack, bem jovem foi chef de cozinha do Alvorada no governo de Fernando Henrique. Os menus dos jantares e almoços revelavam além da  simplicidade, sua preocupação em dar destaque aos produtos nacionais, seja a grandeza do chuchu ou do picadinho, simples assim.  Os anos se passaram, depois de FHC  ter deixado o governo,  a Roberta abriu seu restaurante aqui no Rio, o Roberta Sudbrack, instalado numa casa laranja no Jardim Botânico.

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Continuou sendo a chef preferida do nosso querido ex-presidente e sua família que convocava a Roberta cada vez que o casal vinha ao Rio, e ela sempre tão discreta e simples quanto a família FHC.

Há pouco tempo, a Roberta aderiu ao twitter e diariamente exala entusiasmo e vai revelando o passo a passo de sua cozinha. É um terror, pois quase sentimos o cheiro de suas broinhas de fubá e o gostinho de suas tartelettes de chocolate belga que vêm quentinhas para mesa 😉 . Movida por esse frenesi, impossível  resistir e resolvi hoje  reservar para o almoço,  o restaurante da Roberta Sudbrack só pra mim :mrgreen:

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Bem, fui recebida  atenciosamente pelo maitre. Olhei em volta, decoração elegante e discreta, mesas muito bem postas, no canto um vaso com copos de leite que minha mãe adorava.

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O maitre me trouxe o menu que divido com vocês:

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Salada de chicória frisée, abóbora assada e parmeggiano.

Risotto de galinha d’angola e escarola defumada.

Canelonne de maçã e farinha de pistache.

Pra começar o garçon trouxe os tais pães quentinhos com manteiga da casa. Diga-se de passagem  o pão crocante por fora, mas na primeira mordida, eis o miolo macio e a flor de sal, suave,  nos brindando as papilas gustativas.    DSCN5526DSCN5527-1

Daí em diante, começou o ballet. No 1o ato veio a surpresa da chef, muzzarela da casa com raspa de limão siciliano e um pouquinho de azeite no fundo.

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A 1a colher que levei à boca, o queijo desmanchou-se de tão leve e o molhinho de uma suavidade  que faziam um verdadeiro pas de deux. Fui aos pouquinhos me deliciando e tentando sentir todo o sabor suave do queijo com a raspa de limão, molhadinhos no azeite. Divino, divino, nham

Um pouco depois me trouxeram um  pâté de campagne que estava corretíssimo.  A foto não saiu muito boa.

O serviço discretíssimo e atento. Em seguida, me trouxeram  a entrada,  salada de chicória de  folhas novinhas, novinhas, cubinhos de abóbora assada, sementes da abóbora assadas e parmeggiano que de tão finos pareciam renda.  Ao iniciar a degustação da salada, fui agradavelmente surpreendida pelo contraste do amarguinho da chicória com a doçura da abóbora assada que adoooro e as amêndoas quer dizer, sementes de abóbora que eu diria,  são primas do amendoim e da amêndoa. O molho complementava perfeitamente o trio e também  de uma suavidade e delicadeza que me encantou.

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No 3o ato do ballet veio à mesa o risotto de galinha d’angola e escarola defumada.

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Eu diria que estava satisfeita, mas continuando o risotto, um prato mais consistente, mas leve e suave como tudo que veio à mesa.  Este risotto tinha mais caldo que  o usual, tornando o prato mais leve. O caldo estava saborosíssimo, deve ter sido preparado por hooooras e com condimentos na medida certa. A galinha d’angola também saborosa e suculenta. Um prato perfeito para mim.

Finalizado o prato, veio mais uma surpresa da chef, doce de leite com queijo gruyère. O doce de leite, pouquíssimo doce e leve, levíssimo contrastando com o gruyère, djilicia.

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Um pouco depois que cheguei ao restaurante,  pedi ao maitre papel e escrevi  um bilhete para Roberta, cobrando minha tartelette de chocolate quente, aviso que já tinha dado ontem no twitter  😉 e ela respondeu que preparavam para mim.

Para minha surpresa, eis que o garçon traz, ao invés do caneloni de maçã, a minha tartellete de chocolate belga, quentinho 😆    Um luxo !!!

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Por mais que vocês queiram, não podem imaginar o que é esta tartallete, quando partida, o chocolate derrama quentinho, um delírio gustativo. Acompanhada por um sorvete de leite feito na casa, mais suave impossível.

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E aí, eis que aparece a Roberta, simples como imaginava,  delicada e uma entusiasta de seu trabalho. Eu diria que é uma pesquisadora gourmet, pois faz verdadeiros experimentos em sua cozinha. Não é fusion, não é nouvelle, é a gastronomia marca Roberta Sudbrack e sua equipe nota 10.

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Pra fechar, tinha esquecido do expresso que veio com chocolatinhos.

Bem, a Roberta  recebeu esta semana o prêmio de melhor chef do Brasil pelo Guia Quatro Rodas, merecidíssimo !!

O restaurante fica na rua Lineu de Paula Machado, 916 – tel: (21) 3874 0139

A Serra bombando

As últimas semanas têm sido de slow blogging por conta de tempo escasso, sorry pessoal 😎

No outro fim de semana, o vai e vem entre Petrópolis e Itaipava nos reservou agradáveis surpresas e confirmações.  Subindo no sábado,  encontramos Petrópolis cheeeia de  “invernistas” curtindo o friozinho da serra.  À  tarde fomos para Itaipava encontrar com irmão e cunhada chegando diretamente de Sampa para almoço no Parrô do Valentim, parada obrigatória  sempre que eles vêm a Petrópolis.  É um restaurante de comida portuguesa, estabelecido numa casa simples, à beira da Estrada União Indústria. Chegando, vimos que o  restaurante estava lotado com algumas pessoas em fila de espera, mas meu irmão já tinha conseguido uma mesa.

Na véspera,  eu tinha passado na hora do almoço no Garcia&Rodrigues, e além do mil folhas de legumes com saladinha comi um bolinho de bacalhau que jurei tinha sido o melhor  que provei  na vida, além de crocante desmanchava na boca.

No Parrô para abrir os trabalhos meu irmão pediu bolinhos de bacalhau, simplesmente divinos, além de crocantes e no ponto certo, você morde só bacalhau da melhor qualidade. Daí tive que reconsiderar meu veredicto da véspera, os bolinhos do Parrô passaram  ao 1o. lugar.  O pedido  seguinte foi um bacalhau com natas que veio em panela de barro, esplêndido que  nos deixou suspirando. A quantidade é tão farta que dá para 3 pessoas. Já o cordeiro que meu irmão e minha cunhada pediram deixou a desejar. Como esqueci a câmera, não tirei fotos, então vocês se concentrem e imaginem um bolinho de bacalhau djilicia :mrgreen:

No dia seguinte,  a 1a. tentativa de reserva para o almoço foi o Locanda della Mimosa no Vale Florido que para nossa grata surpresa não fechou como havia sido anunciado. O Danio Braga, chef do Locanda deve ter se rendido aos apelos dos fãs incondicionais de sua mesa e até dezembro, é certo que continuará aberto para nosso deleite. Mas, não aceitava mais reservas para almoço, lotado. O restaurante tem 3 estrelas Michelin e é o único da América Latina que faz parte do Les Grandes Tables du Monde.

A 2a. tentativa foi a Pousada da Alcobaça, um verdadeiro paraiso em Corrêas, tocada pela D. Laura Góes. Conheci há dois anos, por intermédio do querido Riq, neste post no blog Viaje na Viagem.  Só conseguimos reserva para mesa na varanda.

Ainda pela manhã, fomos brindados por este desfile de descendentes das famílias  imigrantes alemãs em Petrópolis com seus trajes típicos que encerrava o Festival de Inverno de Petrópolis. Animadíssimo !

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Incrível como este casal se equilibrava nos paralelepípedos e dançavam super rápido de um lado para outro.

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Acompanhem o ritmo  😉

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Ensaiadíssimos !

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O bode não resistiu à fome e atacou a ornamentação 😉

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Um príncipe de tão lindo.

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Gracinha essa menina, concentradíssima,  todo mundo fotografou.

Aí está o caminho de Petrópolis para a Pousada da Alcobaça em Corrêas, 20min de carro.

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Foto do Lago de Nogueira por tacitobosco no Panoramio.

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Foto de Itaipava por Doria Machado no Panoramio.

Assim que chegamos, aquele verde todo em volta, entre montanhas, silêncio total, respiramos fundo aquele ar do mais puro O2.  Pinheiros imensos e eucaliptos gigantescos no terreno em frente, devem ter uns 100 anos. Vontade de abraçar as árvores e absorver aquela energia maravilhosa.

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A bateria da câmera acabou  no desfile e eu esqueci o carregador no Rio, portanto, usei as fotos da outra visita à Pousada em 2007.

Só conseguimos mesa na varanda, o que nos agradou, pois ficamos  quase  ao ar livre. A recomendação do dia era o lombinho assado no fogão à lenha, arroz e feijão idem, com farofinha e couve bem fininha, batata doce e banana da terra grelhadas. Bem, posso dizer que estava o máximo de gostosura, saborosíssima, delicioUs  🙂

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A cozinha da D. Laura.

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Comer nesta mesa é um luxo para poucos.

A D. Laura, acabou de lançar o livro “A cozinha da Alcobaça” que compramos na saída e ainda fomos brindados com sua dedicatória e o abraço amigo. O livro tem apresentação da  Carla Pernambuco intitulada “Simples como o fogo”  e peço licença para transcrever o 1o parágrafo :  ” Quem cozinha pela vida afora acaba por descobrir que lidar com panelas e alimentos nos leva a compreensões muito particulares da existência. Quem nos vê com o olhar desligado enquanto debulhamos uma espiga de milho, mal sabe. Aqueles que nos flagram escorrendo uma massa com a expressão mais séria do mundo, sequer imaginam em qual altura anda o nosso pensamento ao “dirigir um fogão”. Pois é. A filosofia da cozinha é intrigante, séria e prazerosa, por ligar pensamentos ao procedimento mais básico do ser humano: o de alimentar-se para viver. ” O restante vocês lêm no blog dela aqui.

No livro A cozinha da Alcobaça da D. Laura, receitas e histórias que é delicioso de ler, ela conta sua  história de vida, por ex: morou muitos anos em Sampa e foi dona de um colégio, o Gávea. E de uma maneira requintadamente simples  como sua culinária, conta como o requinte pode ser simples. Reproduzo um trecho de um  dos textos do  livro:

Nossa ideia de requinte

Quando abri o restaurante da Pousada da Alcobaça, em 1992, em Corrêas, distrito de Petrópolis, na Serra Fluminense, alguns jornalistas definiram nossa cozinha como ” cuisine du terroir”: o feijão vem direto do produtor; os ovos, sempre frescos e de gema bem colorida, são de galinhas que comem milho e minhoca; os laticínios – creme espesso, requeijão, manteiga – vêm de pequenas fazendas dos arredores; e as verduras, as ervas, e os moranguinhos e outras delícias são cultivados em nossa horta. É graças à qualidade de seus ingredientes que a Serra atrai cozinheiros e gourmets e estabeleceu sua reputação como pólo gatronômico.

A ideia de terroir me agrada,mas para definir o estilo da nossa cozinha, prefiro dizer que somos especializados em simplicidade requintada. Isso significa que temos o máximo rigor com a qualidade da matéria-prima, com a combinação de sabores e texturas e com os tempos de cozimento de cada ingrediente. Simplicidade aliada  a requinte significa também que julgamos nobres as matérias-primas em função da qualidade e não do exotismo. Considero feijão um ingrediente nobre, desde que tratado como tal,  assim como aipim e farinha de mandioca, fubá e verduras baratas, como taioba e bertalha. Também classifico como requintados muitos pratos aparentemente despretenciosos, como nossa carne assada, o frango assado ( que nunca chamamos de poulet rôti ) e até certos sanduiches………….”

Já deu pra perceber a sabedoria da D. Laura 😉 Garanto que vocês vão se deliciar comprando o livro, à venda na Travessa e na Cultura.

Locanda della Mimosa –  Condomínio Vale Florido, 30
Petrópolis – tel: (24) 2233-5405

Pousada da Alcobaça– Rua Agostinho Goulão, 298
Corrêas – Petrópolis –
Tel (24) 2221-1240 – Tel/Fax (24) 2221-3162

Parrô do Valentim – Estrada União e Indústria, 10.289 – Itaipava – tel: (24) 2222.1281

Onde se hospedar:

No Centro Histórico:

Pousada Solar do Império – Av. Koeller, 376 – tel: (24) 2103 – 3000 / 2242 – 0034  – a Pousada é instalada em casario totalmente restaurado.

Pousada Monte Imperial – Av. Koeller, 99 – tel: (24) 2243-4330

Hotel Casablanca –  Rua da Imperatriz, 286 Tel: (24) 2242- 6662

Em Corrêas:

Pousada da Alcobaça – Rua Agostinho Goulão, 298 – Tel: (24) 2221-1240

Delicados como jóias

Há 15 dias, a Lea Dorf esteve no Rio para um casamento e nos encontramos, Constance também,  no Aquim para um chocolate. Foi tudo muito corrido, talvez não mais que 20min, mas comentando sobre o  casamento, ela disse que os doces seriam da tia, a Fifi e prometeu que deixaria um pratinho dos chocolates para provarmos, já que somos chocólatras assumidas 😉

Na última 5a feira  quando cheguei em casa, tive uma gratíssima supresa,  havia  uma  caixa enorme de docinhos e chocolates da Fifi, que a querida Lea despachou pelo correio.  Chegaram intactos, pois a caixa tem separações individuais e são ligeiramente cobertos por plástico bolha.

Quando abri a caixa fiquei literalmente encantada com a delicadeza de cada docinho e chocolate, miniaturas tão perfeitas que demonstra que a Fifi mais que uma doceira, é uma artesã de pequenas jóias. Olhem só:

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Fui girando o prato e tirando fotos para que cada um tivesse o close merecido.

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E não são só lindos, são divinos, cada um mais delicioso que o outro. Os chocolates de excelente qualidade derretem na boca. Djilícia total 😉

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Deixo aqui o telefone da Fifi : (11) 3032 3812

O site é http://www.fifidoces.com.br/

Happy Hour com … ? Elisa

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Ontem encontrei uma querida amiga para um Happy Hour, no Bazzar, onde  nos deliciamos com um mix de tapas.

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Alguém arrisca ?   O Zé pra variar, acertou rapidinho :mrgreen:

Eu não via a Elisa  há muito tempo,  desde sua última visita ao Rio, no ano passado. Marcamos um encontro no fim do dia, no Bazzar, na Barão da Torre, entre Garcia e Aníbal.  Ela chegou dizendo que mais uma vez não resisitiu, sucumbindo às compras.

Conversamos  sobre sua viagem recente à Sicilia, quanto a encantou e superou suas expectativas,  assim como aconteceu comigo. As fotos não revelaram o suficiente a beleza do visu do Mediterrâneo e o charme de cada lugar.  Ah Taormina, quem não se apaixona por ela….  E a mágica Erice…  E o sítio arqueológico de Piazza Armerina… Quantos tesouros escondidos no interior da ilha. Ela disse que voltará à Sicilia para completar o roteiro que não fez. 

Quanto ao cardápio escolhemos um mix de tapas para nós duas que incluia mini cakes de namorado com banana da terra, tartare de salmão e outras delícias. Quanto custou o mix ? 32 reais.

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O ambiente é agradável e o serviço atencioso e discreto, como deve ser.

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Acabei dando o meu pin da bóia  para ela 😉