Bora pra Itacaré com a CarlaZ

Bom, quando a Majô me perguntou se eu queria escrever sobre Itacaré fiquei pensando pensando…e então lembrei que o grande lance da nossa “seita “ é sim essa troca de informações, então nada mais justo do que levar vocês para Itacaré também!!!
 
Viagem sempre começa com aquele planejamento lugar-dinheiro-tempo, queria viajar no Carnaval por ter tempo e queria gastar minhas milhas, economizando dinheiro, só faltava o lugar. Primeiro pensei em ir para Los Roques afinal a propaganda no VnV é grande, mas fiz uma confusão com as datas e não consegui as milhas pra lá, então fui na loja da Varig/Gol no Santos Dumont e perguntei: Tem pra onde? O mocinho respondeu Ilhéus e o destino foi escolhido: Itacaré. E o melhor com vôos diretos Rio-Ilhéus e Ilhéus-Rio.
 
Foi uma ótima escolha, afinal Itacaré é um ótimo destino pra gente de todos os tipos, afinal lá tem o povo surfista, mochileiro, tem os grandes resorts, tem uma night na praia, trilhas, cachoeiras e as praias é claro! Por isso é considerado um dos grandes destinos de ecoturismo do Brasil. Só não tinha Carnaval…mas se eu quisesse Carnaval teria ficado no Rio!!! Mesmo assim ainda deu pra curtir bastante os bloquinhos antes de viajar hehehe
 
Com o destino escolhido o próximo passo foi dar uma olhada no livro  de praias do Riq e na internet e assim começar a estudar Itacaré e escolher pousada, transporte, passeios etc. Já vi que ia gostar…que tinha muita coisa pra fazer…só não esperava tanta! Não consegui fazer nem metade dos passeios, e percebi que precisava de mais tempo por lá.
 
Não queria ficar nos resorts pela distância da cidade (isso é só uma desculpa, não podia ficar pelos preços!!!) e acabei escolhendo uma pousada que amei, a Burundanga. Não achei barata não, mas também era Carnaval. A pousada é uma graça, o quarto era bem bom e o café-da-manhã uma delícia ! Fora que tinha um lanchinho à tarde que eu adorava, bolo (na verdade bolos variados) com café.
 
De Ilhéus a Itacaré é uma estrada de 65km, muito fácil e bem sinalizada. Em frente ao aeroporto tem várias locadoras de carro, mas é melhor já ir com uma reservada. Não lembro o nome da que aluguei, mas também não recomendo. Na dúvida, acabei alugando carro para todos os dias, teria que fazer de qualquer jeito ida e volta do aeroporto e daria mais liberdade. Foi uma boa escolha. Não precisei de passeios para as praias mais distantes e como choveu todos os dias e lá as ruas são de terra, ficou uma lama só! O carro me salvou!
 

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Estrada Itadaré-Ilhéus
 
Já os passeios, vi tudo que podia daqui, só pra conhecer, e chegar na hora e escolher. Como sei que não gosto de grupo, excursão essas coisas, sabia que ia tentar fazer as coisas o mais sozinha possível.
 
Chegou o dia da viagem e se eu falar a burrada que eu fiz com os vôos, o Riq me descredencia do VnV e queima meu pin de boia. O que posso falar é que consegui chegar em Ilhéus, umas 2 horinhas depois do esperado, mas cheguei, ufa! Passei por uma mega festa no aeroporto (é, tem gente que comemora aniversário no aeroporto, vai entender…), peguei o carro e me mandei.
 
A pousada é super bem localizada, podendo ir a pé para o centrinho e para as “praias urbanas”. É na praia da Concha, que a verdade é que não gostei não, pelo menos não no Carnaval, mas que tem no canto esquerdo uma dessas barracas de praia (Maré Alta da Luzitânia) que comi uma moqueca muito boa, e depois fui ver o por-do-sol nas pedras ao lado.
 
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 Praia da Concha

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O que eles chamam de praias urbanas são as praias que podemos ir a pé do centrinho, que são na ordem Resende, Tiririca, Costa e Ribeira. A Ribeira era um inferno de gente, música…passei longe…Já Tiririca adorei! Tem uma barraca de praia bem charmosa mais pra cima e em baixo aluguei barraca, cadeira e relaxei! É a praia dos surfistas. Resende e Costa têm menos estrutura e mesmo no Carnaval não tinha ninguém! Essas praias são uma em seguida da outra, separadas por paredões de pedras e pela quantidade de gente que tinha nas pedras acho que dá pra ir de uma pra outra pelas pedras.
 
 
Chegando na praia da Ribeira, à direita sai uma trilha para a Prainha, que é considerada a praia mais bonita de Itacaré. Está em uma propriedade particular e é cercada de morros cobertos pela mata, com muitos coqueiros chagando até a areia. Pra chegar até lá, todos recomendam contratar um guia pois a trilha tem bifurcações. Fui sem guia, apenas vendo nas bifurcações qual lado estava mais “gasto” e também não é tão difícil assim se perder, afinal, pelo menos no Carnaval, tinham 5 pontos com pessoas vendendo água. Fiquei chocada quando vi na primeira vez barraquinha de água numa trilha! E depois mais 4!!!
 
 
Saí de casa com um dia mais ou menos, mas quando cheguei na praia uma chuva começou a se armar, e eu peguei praia com chuva! Deixei minha mochila e meu tênis em baixo de uma barraca emprestada de alguém e fiquei na chuva, mergulhei na chuva, conheci gente na chuva e esperei ela acabar. O tempo não ficou bom mesmo não, e eu só pensava na trilha/lama da volta…Mas foi tranqüilo voltar, o engraçado era ver o povo descendo pra praia e escorregando na lama….dei graçasadeus por ter ido de tênis!
 
Só não posso deixar de falar uma coisa…o tempo durante a viagem não estava 100%. Foram dois dias de sol sim, mas também dois dias de tempo mais ou menos e chuva. Pelo menos não deixei de fazer nenhum programa e sempre que saí do hotel o tempo estava bom e assim não atrapalhava a programação. O pior é que meu grande dia de sol foi o dia do rafting…que nem precisava…mas até parece que não me acostumei…aonde eu vou chove! É sempre assim…
 
As outras praias, que são mais afastadas do centrinho só da pra chegar de carro, ou com passeio das operadoras da região. Foi fácil descobrir onde eram as praias pela quantidade de carros estacionados na entrada das trilhas das praias, mas para ajudar dei uma pesquisadinha e a informação que consegui é quilômetro 12 da BA-001.
Para chegar é preciso fazer uma trilha bem tranqüila de uns 20-30 minutos, pela mata. É praia de surfistas, mas tem um riozinho no fundo também. Passei um delicioso final de tarde lá.
 
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 Trilha para Havaizinho
 
No início da trilha da Engenhoca, a direita tem mais um trilhazinha pra praia do Havaizinho, que eu adorei!!! É pequena, cheia de coqueiros e cercada de pedras. Quando cheguei lá não tinha quase ninguém (acho que 2 familias) a água não estava brava (aquele estilo Geribá…com aquelas ondinhas o tempo todo), não tinha chovido e eu aproveitei muito. Fora que lá tinha uma tapioca deliciosa e eu tomei um daqueles cocos que a Lena já falou por aqui. Também fiquei surpresa quando vi, e o mocinho que vendia me contou que eles cortavam a casca do coco pra diminuir o peso, afinal eles tem que pegar trilha todos os dias carregados. Boa. Achei o máximo. E ele também falou que dava pra chegar até Itacarezinho (outra praia) de trilha, então bora!

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   Havaizinho

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 Trilha pra Itacarezinho
 
No caminho para Itacarezinho tem a praia de Camboinha e depois Itacarezinho. As trilhas são bem fáceis, marcadinhas, mas se chover (meu caso) fica bem escorregadia. Estava de chinelo e agora, daqui pra frente, trilha só de tênis! Não entendi porque se chama Itacarezinho, é enorme! Lá tem uma estruturazinha de barracas de praia também. E chegando a praia, pelo alto percebi 2 coisas: estava bem cheia e ia chover! Olhei toda aquela faixa de areia e pensei logo em andar tudo aquilo e fui, depois descobri: 3,5km! E ainda tive que voltar, alias não só essa praia como a trilha toda e depois da chuva. Ótimo. O engraçado é que eu não peguei chuva, na verdade um pouquiinho de nada, como estava andando atravessei a chuva e continuei andando, e na volta a chuva já tinha passado. Para quem vai de carro é a 15km de Itacaré.

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 Itacarezinho

A praia que deixei pra próxima, afinal tenho que ter motivo pra voltar, é Jeribucaçu. O acesso é no quilometro 8 da BA-001. Também é point de surfistas e dizem que a trilha pra lá é bem legal, na verdade tem mais de uma trilha sendo que uma delas é pela mata e passa pela cachoeira da Usina, que tem uma piscina natural. Uma menina que conheci lá falou que se sentiu em um programa de aventuras.
 
Em falar em cachoeiras…tem também a Tijuípe,que tem uma piscina natural. É em uma propriedade particular e se paga pra entrar, trilha leve até a cachoeira e tem um restaurante. Também se chega lá de carro, 15 km de Itacaré.
 
O outro passeio que nunca tinha feito era o rafting. Andando pelo centrinho de Itacaré percebi que tinha uma operadora, a Planeta Rafting, que domina, todas as agências vendiam o rafting deles, então não tive muita escolha. O passeio incluía o transporte até Taboquinhas, cidade de onde é feito o rafting. Falaram que só se chegava lá de 4×4 e que não conseguiria fechar na hora o passeio. Besteira, dá pra ir com qualquer carro e lá a oferta de operadoras é maior, poderia ter feito com outra sem ser a Planeta Rafting.
Eu adorei! Fiquei com medo o tempo todo mas acabei gostando, mesmo tensa. Ainda bem que eu não cai, meu bote não virou ou então ficaria em pânico. O grupo de meu bote era ótimo, ainda bem, eles até me mandaram as fotos, que não comprei…E Nordeste é muito bom mesmo, até a água do rio é quente!

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Rafting no rio das Contas
 
O problema foi que eles marcaram pra muita gente e saímos em 8 botes, ou seja, sempre tínhamos que esperar todos, porque só tinha 1 fotógrafo ! E nós descíamos o rio e ele ia pela mata! No final ainda tinha uma tirolesa (que também teve problema por ter muita gente, mas a gente pula essa parte e pensa…é Carnaval).
 

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Olha como  estava cheio!
 
O centrinho era aquele clássico de cidadezinha de praia, uma rua com restaurantes, bares, lojinhas, pousadas, artesanato, agências de turismo, eu sempre chamo de rua das pedras, em qualquer lugar, mas lá é a Pituba. Todos os dias a noite ia lá dar uma voltinha e bater ponto no Caixa 2, um bar com música ao vivo que por acaso cai no primeiro dia e acabei indo todos os dias!
                                                                                          
O outro point diário era a tapiocaria da Isa (em frente ao Espaço Brasil, numa entradinha de estacionamento). Vou confessar uma das minhas maluquices: tenho uma regrinha de só comer tapioca no nordeste, pra não perder a graça, então como todos os dias quando estou no nordeste.
 
Os outros restaurantes que fui pelo centrinho foram a pizzaria Boca do Forno (que é super recomendada),  O Restaurante  (sim é esse o nome e almocei todos os dias lá) e Mistura Fina (que demorou horrores, mas a comida era ótima).
 
Achei a comida barata de um modo geral, não baraaaata, mas preço bom. Os pratos são muito bem servidos e da pra dividir mole por dois e bobeando ate por 3.
 
Como já disse antes, fui já pensando em voltar, isso que é viagem boa.
 
Valeu Majô!!!