O Rio recebe o casal J.R.

No último fim de semana, o Rio recebeu nada mais, nada menos que J.R. e sua doce Rejane.  Ele ganhou a viagem do Nilo como prêmio, merecidíssimo por sinal, e entre 3 cidades escolheu o Rio de Janeiro.  J.R.  é uma figura queridíssima  de todos os que já passaram pela Pousada do Toque. Risonho, bom papo, generoso, distribui gentilezas mesmo que você não peça e sabe de cor os nomes e as  preferências de cada hóspede. Acho J.R. uma das figuras humanas mais encantadoras do planeta Terra.

Então,  recebê-lo no Rio para passear, como Nilo pediu  foi um prazer. No telefone, quando você pergunta ‘ Tudo bem J.R. ? ‘ A resposta imediata ‘ melhor agora, minha linda ‘ com aquele jeitinho de falar musicado que deixa qualquer um zen só de ouvir 😉

No sábado de manhã fomos buscá-lo no hotel, o Atlântica, em Copacabana, esquina de Siqueira Campos com Tonelero, pertíssimo da boca do metrô. Ele e Rejane, uma simpatia e tão doce como o marido, digamos que formam um casal beija flor. Seguimos pelo Corte de Cantagalo e saimos na Lagoa Rodrigo de Freitas  que considero uma joinha do Rio. Lá,  demos uma parada na orla para fotos. O Cristo lá em cima e eles encantados com tudo !!

Dali fomos para Ipanema, onde paramos outra vez para caminhar.

 Os Dois Irmãos ao fundo.

Rejane, Bia e Jota.

 Sairam sabendo direitinho onde começa o Leblon e onde termina Ipanema,  no Jardim de Alah.

Dali fomos para o Cristo Redentor  tão esperado. O dia não podia estar mais bonito com céu azulão.  Caminhando pela R. Cosme Velho passamos pela Bica da Rainha.

Chegando à estação do trem do Corcovado, paramos para tirar uma foto junto à estátua do eng. João Teixeira Soares que construiu a  estrada de ferro do Corcovado, a 1a em plano inclinado. Foi o responsável pela estratégia brasileira da malha ferroviária  e pela construção de 1/3 de  nossas ferrovias, lamentavelmente abandonadas. Por exemplo, se quiser conhecer a Ferrovia do Contestado, leia aqui.  Um brasileiro de quem  podemos nos orgulhar  🙂

A fila para compra de ingressos do trem do Corcovado era beeem grande, mas andou rápido.  O bilhete tem hora marcada, os trens saem em intervalos de meia hora. São 360 lugares, mas como a procura era muito grande, nosso bilhete foi para o trem de 13:40h, esperamos mais ou menos 1 hora. Para quem vai fazer este passeio, sugiro que separe um dia para o Cristo. 

Ficamos por ali, olhando antigos vagões em exposição, sendo que um deles foi aproveitado com mesinhas e bancos, como o da foto.

              Não preciso dizer que o J.R. fez amizade com pelo menos umas 200 pessoas aqui no Rio 😉

O Rei da caipirinha fez questão de tirar uma foto ao lado deste balcão de caipirinhas. Quem tomou a caipirinha do J.R. sabe do que estou falando 😉

Bia que estava de olho na fila de embarque, nos chamou pois havia alguns lugares sobrando no trem anterior, puft entramos.

                                                        

 A estrada de ferro atravessa a mata Atlântica, portanto uma maravilha para os olhos e saber que nossos pulmões ainda são abastecidos com CO2 puro no meio da cidade 😉

 À medida que subíamos, de vez em quando um clarão e começávamos a ter o visu da cidade.

 Mas, só lá em cima tivemos a visão do conjunto da obra do Criador.

Hoje em dia está uma sopa subir até o Cristo, pois há elevador e escadas rolantes. Antigamene subia-se uma escadaria imeeensa  que foi a opção do J.R. que não se conteve em subir já admirando a vista deslumbrante. Somos recebidos pelo Cristo Majestoso.

 

A capela embaixo da estátua, onde o Papa rezou a Missa.

E, lá em cima o visu é tal que  só dava ÓOOOOOOOOOOs de nós todos. Algumas fotos que são uma  overdose de visus.

 

A Lagoa Rodrigo de Freitas, Joquei Clube, praias de Ipanema e Leblon. As ilhas Cagarras lá no fundo.

   

Pão de Açucar, Baia de Guanabara,  ao longe Niteroi. Urca aos pés do Pão de Açucar e Botafogo, no canto à esquerda.

Dois Irmãos,  Pedra da Gávea e entre  os dois,  São Conrado. À esquerda, parte do Leblon, Gávea e Jardim Botânico.

 O Maracanã, paixão do J.R. Ele quis tirar uma foto com o rosto grudado no Maraca.

 

Outra do ladinho da Baía de Guanabara, e aí o Cristo disse amén, pois a iluminação no rosto dele saiu perfeita, concordam ? 😉 

Ficamos muito tempo lá em cima admirando este visu deslumbrante 360graus, mas a fome apertou. Claaaaro que J.R. saiu do Rio carioquíssimo honorário 😉

 Deixo aqui links de alguns hotéis e hostels em Ipanema :

Hotéis em Ipanema :

 

Yaya hotel    barato –  indicação do Riq no VnV.

 

Hotel Vermont   bem localizado na R.Visconde de Pirajá, 3a paralela depois da praia. Foi reformado recentemente.

 

Hotel Ipanema Inn   Barato com ótima localização, no quarteirão da praia, ao lado do Ceasar Park.

 

Hostel Mangotree    fica no 2o quarteirão depois da praia.

 

O hostel Chez Lagarto   fica no 2o quarteirão depois da praia, em ótima localização, entre o Jardim de Alah e o Bar 20.

 

No Leblon:

 

Hostel Lemon Spirit    No 2o quarteirão depois da praia, esquina de R. Cupertino Durão com R. S. Martin.

 

 Mercure no Leblon.  Muito bem localizado,  no 2o quarteirão depois da praia, na R. João Lira.

 

Flats da Promenade: Claridge, Palladium, Leblon Inn

Os 3 ficam próximos  no 2o ou 3o quarteirões depois da praia. O  Claridge  na esq. da Dias Ferreira. O Leblon Inn, na Dias Ferreira e o Palladium, o mais novo, na R. Gal. Artigas.

 

Outro flat, o Ritz  Fica róximo aos 3 anteriores, no 3o quarteirão depois da praia. Em frente ao Garcia e Rodrigues.

 

 Sobre praias:

Entre Ipanema  e Leblon, Ipanema é melhor praia que Leblon, a  partir da R. Henrique Dumont, leia-se Bar  20. 

Em frente à Aníbal de Mendonça ou Garcia D’Ávila galera  bonita. Em frente à Vinicius,  fauna e flora do Rio de Janeiro.

A melhor praia do Rio é a da Barra, mais vazia e ótimo mar, especialmente em frente à Reserva. Grumari é linda e pode ser arrematada com almoço no Quinta, em Vargem Grande.

 

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Em 2007 já com sotaque, visse ?

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As fotos deste ano já são da era pós Nikon que  acho darão mais ainda,  a dimensão do que seja voltar a este paraiso. Paisagens como se fossem quadros fazem parte do cotidiano por aqui.

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O pessoal dos povoados Toque e Porto da Rua se locomove de bicicleta, bom para a saúde e para a atmosfera 😉

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E as novidades ? As plantas tinham crescido bastante, muitas folhagens,  o jardim cada vez mais bonito.

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A entrada para o chalet Bambú.

Nossa reserva, com vários meses de antecedência tinha sido feita para este chalet. Eu tinha pedido ao Nilo,  o Laranja como em 2004, mas ele tinha insistido no Bambú que tinha sido reformado e todo mundo estava gostando muito.   

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Quando fomos chegando na entrada, duas poltronas em madeira charmozérrimas e entrando no chalet, uau acrescentaram um jardim interno a céu aberto com plantas, laguinho com pedras e um deck com sofá de balanço em madeira, mais charmoso impossível. Ah e o banheiro dava neste jardim como vocês vêm nas fotos acima. Liiindo !!!

Olhando as fotos dos  posts de 2004 e 2005, verão a diferença entre os chalets.

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As espreguiçadeiras da piscina de frente  para o mar, ótimo para meditar.

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A casa da Farinha, onde toma-se o café da manhã com cadeiras e toalhas novas, agora todas brancas.

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Neste coqueiro saldo da decoração do reveillon.

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Todo mundo se esbaldando nas piscinas naturais. Mas, como a maré estava mais alta tinha que ficar um Cristo segurando câmeras e chapéus para os outros esnorkearem.

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Neste ano, não pegamos a maré tão baixa, mas como diz o Nilo que isso é bobagem, posso dizer que as piscinas naturais com maré mais alta são uma delícia para ficar hoooras naquele mar morninho de águas cristalinas. A hóspede mineira que aparece na foto dizia com razão que se sentia como estivesse  numa banheirona.

Por sinal, a Cristina e o Renato nossos vizinhos estão comemorando o aniversário dela neste paraiso, uns sortudos 😆

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O deck da Pousada que dá na praia.

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No dia seguinte ao que chegamos,  na hora do jantar o Nilo sentou-se conosco e deu a seguinte notícia. O hóspede que fez reserva de uma semana para o chalet Toque Toque telefonou avisando que não vem mais. É o fim da picada, mas acontece. Daí ele fez a seguinte proposta irrecusável. Vocês querem passar para o Toque Toque? Pode um negócio desses ? Bem, claaaaaaro que é irrecusável, masssss $$$$$ ???? Fizemos os noves fora da raiz quadrada e chegamos a um acordo, pois vai saber se a gente volta um dia. No dia seguinte, enquanto eu caminhava a Aninha e as meninas fizeram a mudança. Vejam só que presente dos deuses,  voltar para o Toque Toque 😆

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 Êita que chega a caipirinha de pitanga que é a minha favorita,  trazida pelo JR. Não estou querendo matar ninguém de inveja :mrgreen:

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As algas em contraste com esse mar azul bebê são um cenário lindo.

Como vocês viram nestes 4 posts, a Rota Ecológica como o Riq chama o  litoral norte de Alagoas  é uma dádiva de Deus que hiper caprichou nas pinceladas quando criou o planeta e tem sido preservada graças aos donos de pousadas que se estabeleceram na região e têm consciência de turismo sustentável,  o que convenhamos é o que desejamos para que as futuras gerações possam conhecer essas belezas do jeitinho que a natureza as apresentou para nós. Não existe melhor lugar no planeta para repor energias, portanto pegue suas milhas e vá pra lá 😉

Claro que eu só posso render homenagens à Pousada do Toque, onde estivemos por 4 anos seguidos  acompanhando  o upgrade ano a ano,  fruto da dedicação dos donos e da equipe que lá trabalha, e agora colhem os louros. Mas o melhor, continuam simplícimos tenho certeza.

Hospedagem em São Miguel dos Milagres não é problema,  pois além da Pousada do Toque há outras, como a Cajú, a Amendoeira e a Côté Sud que também são pé na areia e têm sido muito elogiadas não só pelo Riq, como por quem se hospeda lá. A Lena por exemplo,  se hospedou no fim do ano passado na Côte Sud e adorou. E, claro que também a Aldeia Beijupirá,  na praia de Lage.

Uma pousada bem mais em conta e que está uma gracinha é a Costa das Pedras do André que trabalhou com o Nilo alguns anos. Estivemos lá com Gilda, comendo uma pizza, por sinal uma delícia. A casa é antiga e muito bem decorada. Tem estilo.

Neste ano, os bilhetes foram tirados usando milhas da TAM até Recife, pois para Maceió os vôos tinham trocentas escalas. Curioso que ao desembarcar já  perto do embarque de taxis, havia cavaletes com anúncios de comboio armado, eu fiquei pasma, como  comboio armado ? O Manoel que foi nos buscar disse que há um certo perigo em viagens de carro à noite, saindo de Recife. Portanto queridos fiquem espertos, não viagem à noite de carro por aquelas bandas 😉

Outra curiosidade, em Porto de Pedras, há duas quadras de tênis que o prefeito mandou construir para que o povo aprendesse o esporte, sério, não é piada. O ilustríssimo claro,  gosta de jogar tênis. Isso mesmo que vocês estão pensando, ao invés de hospital ou escola, quadras de tênis para aquele povo pobre…..Eu não tenho fotos, mas se alguém tiver  pó mandar que eu coloco aqui.

Três dias depois de chegar na Pousada, a Nikon estranhou e pifou, eu quase morri. Não tinha levado a Sony, portanto fiquei com poucas fotos, sorry.

Mas, pra fechar vou deixar a foto da igrejinha na praia de Carneiros para quem quiser usar como descanso de tela. Eu tenho no computador do trabalho, quem chega perto diz, mas que paz, que lugar lindo !

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Em 2006 Toque Toque e o tête-à-tête com o peixe-boi

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Não sei se vocês entenderam o título, o Toque Toque é um dos chalets da Pousada do Toque.  Quando escrevemos para o Nilo pedindo reserva para janeiro, a Pousada já estava completa, ai ! Ele reclamou porque demoramos para pedir reserva, disponível só tinha o chalet Toque Toque, os chalets jardins e os praia estavam ocupados para a época que queríamos.   Conversa de cá, conversa de lá, chegamos a um denominador comum. Bem, aos poucos vocês vão tirar suas próprias conclusões.

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Desta vez fomos pela Gol, com escala em Aracajú, chegando olhem o  visu do mar.

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O Manoel, o motorista que foi nos buscar  deu uma paradinha na calçada do povoado Toque  para comermos esta tapioca da Galega que ele dizia que era uma delíca. Era imensa com manteiga e coco, café e doce de cajú, tudo R$1,00. Ele tinha razão quando sugeriu, limpo, gostoso e decente. Enquanto conversávamos calmamente em ritmo alagoano, Nilo já ligava perguntando por que da demora.

 Chegando, JR e Luciana nos levaram ao chalet, fomos entrando

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no caminho pela lateral, e eis, surprise

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Mal podíamos acreditar, quando abrimos a porta, uau quarto enoorme decorado com o bom gosto,  marca da Gilda.

 

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Amanhecendo, bate papo no café da manhã com Gilda, Maria Luisa e os gansos. A novidade deste ano eram  os chalets Toque Toque e  Toque Bem te Vi que foi  construido, onde havia a tenda para massagens que está em fotos no post anterior. Aí aparece um detalhe.

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No chalet Bem te Vi, você pode sair da sauna  mergulhando para a piscina.

 

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Uma caminhada até Tatuamunha para conferir.

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Pelo sorriso percebe-se que sim, as crianças são felizes !

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A placa engraçada ainda estava lá.

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Estrela do mar  na mão da menina e o peixe folha.

Neste ano, fizemos o passeio ao rio Tatuamunha para tentar ver o peixe-boi – programa que a eco-Emília vai adorar – espécie em extinção. Eu disse tentar, pois o Amaro, barqueiro credenciado pelo Ibama, tinha avisado que ele poderia aparecer,  ou não.

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A foz do rio Tatuamunha, de um lado São Miguel dos Milagres, do outro Porto de Pedra. O  rio Tatuamunha é balneável.

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Já no Tatuamunha, à  espera do peixe-boi, todo mundo quietinho.

No Tatuamunha há 2 peixes-boi  monitorados pelo Ibama. A seguir, a sequência de fotos mostrará tudo o que o turista NÃO DEVE FAZER. O Amaro  havia pedido que não se batesse a mão na água para atraí-lo. Mas, havia um  turista hiper ativo em nosso barco que na ânsia de ver o peixe  ficou batendo a mão na água, apesar dos apelos da esposa para que não o fizesse. Esperamos um tempo,

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eis que realmente o peixe-boi aparece, olhem a antena

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e a mão do turista mal educado

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pronto, pulou na água, e olha a mão da filha tentada a fazer o mesmo.

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Não deu outra,  os turistas de outro barco fizeram o mesmo. O peixe é muito dócil.

Só que o guarda do Ibama estava de olho em tudo e apitou para que o barqueiro se aproximasse, deu um baita carão, recriminando que os peixes estão no rio para tentarem levá-los para o mar, habitat natural. Estas atitudes dificultam muito o trabalho deles, pois os peixes se acostumam ao contato humano. Ameaçou tirar a licença do barqueiro. Aí, eu disse que o barqueiro havia feito estas recomendações  a todos, mas o turista não atendeu. Na volta, os próprios filhos deram um “gelo”  no pai  😉

Em  outro dia,  a Gilda nos levou até a Pousada do Alto, em Japaratinga. A vista é des-lum-bran-te.

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Para qualquer lado que você olhe a vista é esta com todas as tonalidades de azul ao verde.

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Olha só que absurdo com camiseta da Pousada do Toque, na Pousada  do Alto.

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O Leopoldo, dono da Pousada é amigo de Gilda de longa data, com Bia e a Gilda de quem só aparecem as pernas da calça, Na mesa, uma moqueca de aratu, por sinal djilica e cervejinha.

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Piscina de borda infinita com este mar de frente é uma coisa !

Mas, voltando pra nossa casa, quero dizer para o chalet Toque Toque, aliás preferido também do Riq, banho de piscina com por do sol e coqueiros, priceless.

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Como diria o Zé Jet, êta vida dura  :mrgreen:

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Na piscina fazendo hidro, ouvindo Diana Krall

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À noite  servidas pelo JR, ser humano da melhor qualidade, também não tem preço.

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Peixe com molho de laranja e cocada quente com sorvete de creme,  nham

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Noanoseguinte… Toque, visitando Olinda e museu Brennand

2004 chegando ao fim,  cabecinha estressada no trabalho pensando em férias,  e volta e meia, virtualmente mergulhava nas fotos daquele mar verdinho de águas mornas, e andava  nas praias de areia branquinha, de Alagoas.

Mas, e aí, férias pra onde ? Pensa daqui, imagina dali, Trancoso ? Comuruxatiba onde morava uma amiga de Bia que se mudou para lá e  sempre convidava para passar uns dias.  Praia do Forte ? Itacaré, Noronha ? Bem, quer saber ? Na dúvida, vai-se no certo, Pousada do Toque tinha sido tudo de bom, então não tem erro é pra lá que vamos. Aliás, encontramos hóspedes  que voltaram pela mesma linha de raciocínio. 

Em 2004  passei a  acompanhar  o Freire’s  que tínhamos conhecido por intermédio da Sylvia, aquela  hóspede paulista que aparece  no post anterior. Aliás, é sempre bom lembrar, falando em voz bem alta para ele mesmo ouvir,  o Riq foi o  descobridor da Pousada do Toque e da Rota Ecológica !!

Reservamos com o Nilo 1 semana, a partir do sábado, 15 de janeiro de 2005.  Só que nas 2 semanas anteriores  choveu horrores e várias cidades em Alagoas ficaram alagadas (sem trocadilho) porque os rios transbordaram, não sei se vocês lembram ? Falava por e-mail com o Nilo que tranqüilizava, venham, essas inundações são nas cidades ribeirinhas. Vai não vai, uma colega de trabalho também ia para Alagoas, nosso santo foi forte, no dia em que embarcamos abriu um sol lindo, e na semana em que estivemos lá foi sol o tempo todo. Do avião, sobrevoando Sergipe e Alagoas, via-se o rio São Francisco grandioso e barrento desaguando naquele mar lindo verde, parecia que maculava um pouco.

O Manoel,  motorista que fez nosso transfer para a Pousada, calmo que só ele, conversava o tempo todo e foi nos atualizando com as novidades.  Chegando na Pousada, aquela alegria de estar no paraiso e junto àquele povo de fala mansa e risos largos.  Maria Luisa e Gilda nos esperavam, upa, abraços saudosos. Depois, fomos para o chalet, desta vez o Bambu, quase igual ao do ano passado.  Em seguida,  bate na porta o querido JR com uma água de coco geladinha, bolo com sorvete e um expresso. Delicadezas do Toque. 

Um pouco depois, um mergulho e uma caminhada até Porto da Rua.

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Em frente à Porto da Rua, os barcos dos pescadores  atracados

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Volta-se com o sol sumindo, e essa paisagem.

A novidade,  sempre tem uma novidade da Gilda, era uma tenda para massagem pertinho da praia, com palha, cortina de conchinhas, ao fundo barulhinho das ondas e uma paaaz.

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Quando passamos vimos essa gracinha.

A Gilda em 2005  trouxe o Tom, massagista de um consultório de cirurgião  plástico de Maceió. Para mim,  foi o melhor massagista que conheci, fazia todas e bem, shiatsu, polarizada, ayurvédica, Jacobson, sueca, drenagem linfática. Você saia nova.  E massagem no final do dia, com barulhinho do mar era tudo de bom.

Banho e jantar, comecei  os trabalhos com lagostim e frutas  grelhadas, o meu preferido e de sobremesa pudim de capim limão.

 Domingo, praia e a diversão preferida dos moradores dos povoados, pescaria.

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Viu, olhem os peixinhos

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Acho que é o peixe folha

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Caminhando, passei por esta placa, D. Gramática estava em férias 😉

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Chegando em Porto da Rua.

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Entrando em Porto da Rua pela praia.

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Segui os pescadores e, taí a pescaria.

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Eu achava que Olinda com suas igregas era uma jóia que eu tinha que conhecer, e afinal de contas estávamos relativamente perto. O Museu Brennand, em Recife também despertava muito interesse. Conversando com Nilo e Gilda, vimos que sim, era possível saindo cedo e voltando à noite. Tomamos café e saimos bem cedo, às 8:15h Flávio já nos esperava.

Atravessamos a balsa em Porto de Pedras sem demora.

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Na balsa, saindo de Porto de Pedras.

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Passamos por Japaratinga, a paisagem na estrada é linda assim, por muito tempo.

Ainda de manhã chegamos no Museu Brennand, em Recife, há 15 min do centro, o Flávio sabia direitinho como chegar. Pagamos R$4,00 (em 2005) o ingresso sem fila.

Eu não sei se vocês conhecem, o Brennand é artista plástico brasileiro. Conhecia suas cerâmicas e algumas esculturas de longa data  por um vizinho nosso do prédio onde morávamos no Leblon,  o Alberto Reis, arquiteto que  era amigo do Brennand e representante de suas cerâmicas  no Rio.  Eu linkei sites da Oficina, onde vocês podem ler um breve histórico de seu trabalho. 

O Museu superou as expectativas, é espetacular. Ao entrar há  esculturas monumentais,

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são milhares

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distribuidas por jardins e galpões

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Telas

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Jardim projetado por Burle Marx, no lago  cisgnes negros.

 

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Muitíssimo  bem organizado,  padrão  internacional. Indo à Recife, não deixe de visitar o Museu, e separe umas 2 horas para ele.

OLINDA É LINDA

Declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1982.

Chegando  em Olinda,  uma joia mesmo.  No Centro Histórico,  os casarios, as igrejas, é tudo lindo. Fomos subindo aquelas ruas estreitas procurando o restaurande indicado pela Gilda, o Oficina do Sabor que por sinal tem uma vista linda.  Dali seguimos a pé para  visitar  a Catedral e o Mosteiro de São Bento. Há meninos guias que se aproximam,  explicam direitinho  a história do Mosteiro que foi construido no século XVI, destruido pelos holandeses em 1631. Até a informação de que o altar todo em ouro esteve em exposição  no Museu Guggenheim, em Nova York,  em 2002 o menino sabia.  Apontou uma pintura à esquerda como sendo a mais antiga. Aliás, a idéia de treinar os meninos para guias achei excelente, deveria ser copiada nas outras cidades.

Desculpem, as fotos não estão boas, são da era pré-Nikon, a Sony Cybershot 3.2 pé de boi.

 

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O Mosteiro de São Bento é o mosteiro beneditino mais antigo do Brasil. O altar é realmente belíssimo e é o maior do Brasil.

Na saída, comprei medalhinhas de São Bento que têm cunhada de uma lado, a cruz  e do outro, a imagem de São Bento. Não sei se vocês sabem, esta medalha é uma proteção, o próprio monge que vendia as medalhinhas dizia isto. Uso sempre.

Os guias mirins na saída esperam uma gratificação ao nosso critério, trabalham direitinho merecem incentivo. Dá-se com prazer.

Seguimos para o Convento de São Francisco. Quando o Flávio estacionou o carro, aproximou-se um rapaz e eu pensei, ih vamos ser assaltados. Que nada, oferecia o serviço de guia. Seguiu-me o tempo todo, dando todas as informações sobre o convento franciscano mais antigo do Brasil, cuja construção foi iniciada em 1585.  Disse ele que os escravos assistiam a Missa do lado de fora da Igreja.

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O claustro e  azulejos portugueses.

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Abaixo do piso deste pátio, há uma cisterna que recolhe a água da chuva, reparem a caimento do piso para o meio, onde há umas fendas.

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A Sacristia é lindíssima.

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A vista de Olinda, do pátio do Convento.

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Saimos de Olinda de olho nos casarios e fomos à Casa da Cultura, em Recife, antigo presídio, onde vendem artezanato.

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As grades foram mantidas.

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Organizado, bem instalado numa construção muito interessante. Ainda passaram alguns grupos com bonecos mascarados dançando o frevo.

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A maquete da Casa.

Saimos já à noite de volta para São Miguel dos Milagres. Chegando em Porto da Rua, no meio da pracinha há um armário com uma TV comunitária. À noite abrem as portas e o povo assiste a novela. Uma graça.

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No dia seguinte

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esnorkeando nas piscinas naturais

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Vocês estão vendo que em um ano nada mudou, as praias continuam preservadas. Aliás, quando caminho por lá, viro fiscal 😉  Se encontro garrafas pet na areia, recolho e deposito em lixeira de Porto da Rua. Caminhando no ano passado, vi um homem com uma rede em volta do corpo que recolhia garrafas e ia colocando dentro dessa rede. Cada um fazendo um pouquinho, a praia se mantém só com algas, conchas e peixinhos.

Importante: em 2005, a Pousada do Toque já constava do Roteiro do Charme,  coroando o trabalho de Nilo e Gilda, que investem tudo na Pousada.  Quando saimos, recebemos nosso passaporte !

Pousada do Toque e o litoral norte de Alagoas, porque fidelidade desde 2004.

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Vejam o e-mail do Nilo:  amore…acabo de receber a noticia, que a sua predileta…pousada do toque ganhou o premio em miami..EUA…de melhor pousada….MOST EXCELLENT BEACH HOTEL…..DO CONDE NAST  2008/1/29

As primeiras férias na Pousada do Toque em janeiro de 2004  foram a partir de dicas da família.  Meu  irmão e cunhada decidiram pela Pousada, a partir de matéria do Riq,  na VT. Foram os primeiros da família a se hospedar lá, em 2003.  No 2o semestre,  estiveram meu sobrinho e Jana que foram descendo desde Noronha. A avaliação de meu sobrinho: uma pousada na beira de uma praia quase deserta, com conforto acima dos padrões de pousadas,  região toda lindíssima e ainda preservada, incluindo a recomendação Carneiros é linda, não deixem de ir.  Reservamos 1 semana no Toque, em janeiro de 2004, usando milhagem TAM para passagens.  Lendo sobre a região e a tábua das marés, reservamos para época de lua Nova.  Vocês verão pelas fotos a “maré viva”, quando o mar esvazia por algumas horas, deixando grandes bancos de areia, as  piscinas de água cristalina, peixinhos e os corais. Considero as fotos de 2004 as mais bonitas de todos os anos,  pela transparência do mar e os diversos tons de azul ao verde, como numa pintura,  devidos a vários fatores  como céu limpo, ausência de chuvas e horário.

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A areia é assim branquíssima e reparem a cor do  mar.

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Piscinas naturais e corais

Em Maceió,  o transfer para a pousada foi feito pelo Vitor, filho de Gilda e Nilo. No caminho, passávamos por terras e terras sem plantio, com exceção à  cana de açucar. Papeamos o tempo todo  sobre diversos assuntos, incluindo política e políticos,  troca de votos por camisetas, etc e tal.  e concluimos que as terras de Alagoas são divididas entre 3 ou 4 famílias.

Chegando à Pousada que fica numa fazenda de cocos,  fomos recebidos  com muita gentileza e largos sorrisos  pelos funcionários  que já tinham  nossos nomes na ponta da língua. Todos os hóspedes  são chamados pelo primeiro nome,  pode ser o Rubens Ricúpero que não será chamado de Ministro, mas Rubens, o que não desqualifica, mas cria um ambiente de total informalidade ( li esta declaração do próprio,  no livro da pousada) . Nossa reserva era por uma semana para um chalet jardim, o Laranja. Para quem não conhece a Pousada, os chalets ficam no meio de muita vegetação, com total privacidade. Quando entramos no chalet Laranja, o quarto era imenso com decoração simples como deve ser em beira de praia, mas com o maior bom gosto com peças de artezanato local em palha e madeira, e telas de artistas plásticos de Alagoas.  O banheiro também era enorme e box idem. Ah, e os detalhes, na bancada o secador de cabelos dentro de cestinha, shampoo, condicionador e sabonete, tudo by Gilda. 

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                      O box,  à esquerda da parede com o aquário e conchas

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Colcha de filet  e roupas de cama de primeiríssima e o colchão divino

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Entrada para o chalet Laranja

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 Chalets Praia

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Restaurante no fundo e lojinha da Gilda, à direita.

Trocamos imediatamente nossas  roupas urbanas pelo uniforme oficial local:  biquini,  canga e havaianas. Fomos andando pelo gramado até o final,

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passamos pela lojinha da Gilda, essa gracinha acima

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pelo bar

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e o  jardim em frente ao restaurante com laguinho e gansos

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   passando perto da  piscina que tem à volta vários caramanchões para relax total, onde os hóspedes ficam escarrapachados em redes ou poltronas  lendo, batendo papo ou simplesmente cochilando. Detalhe: a pousada tem biblioteca e dvdteca

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Já perceberam que este é o lugar ideal para quem quer sossego e vale o oposto,  não é o lugar ideal para quem quer agito.

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Mais alguns passos, descemos naquela areia branquinha, cheia de conchinhas, siris e algas.  Coqueiros, muuuitos coqueiros e vegetação rasteira. E ninguém, silêncio total.

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À  nossa  frente a maré  esvaziando, o mar sumindo,

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aparecem as piscinas naturais

Além da localização juntinho da areia e do conforto com ar condicionado, videos, livros, boa comida,  para mim os pontos altos da Pousada do Toque são  a simplicidade,  informalidade, afetação zero e a liberdade de horários que os hóspedes têm. Você pode tomar café da manhã a qualquer hora, 7 da manhã ou meio dia, idem almoçar ao meio dia ou 4 da tarde. Ah, e como somos mimados por todos. E  o Nilo, o dono da Pousada um ótimo papo. Amável, atento a tudo e a todos, circula em todas as mesas no café da manhã, almoço e jantar. Passa pela piscina, pelo caramanchão na praia, tá de olho em tudo o tempo todo.

No dia seguinte, domingo pulamos da cama cedo e fomos tomar o café na Casa da Farinha, onde é servido. Trazem para você aos poucos,  travessa com frutas, bananinha frita na hora, suco da fruta que você escolher, queijo coalho frito, bolo fresquinho,  tapioca do jeito que você preferir mas sempre muito fininha, queijo, tudo à vontade. Claro que depois temos que andar muuito.

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 Dali, direto para a praia, e nossa surpresa, o mar tinha sumido, e  em seu lugar enormes bancos de areia e piscininhas com água translúcida e peixinhos. Logo que saí para caminhar pela areia parei no caminho  para assistir como o povo local se diverte no domingo.  Fazendo arrastão como vocês podem ver nas fotos abaixo. Eu tinha acabado de comprar a minha 1a câmera digital pela internet. Sucesso total entre as crianças. Tirar foto deles já é um programa, e ver a foto na hora foi a maior alegria da galerinha.

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Sim, um peixe nas mãos do menino, acreditem !

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As crianças amam tirar fotos.

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 Beatles ?

Percebe-se  que a população é muito pobre, mas feliz, donde se conclui  que para sermos  felizes é preciso muito pouco 😉

O programa após o café era uma bela caminhada de 1 hora na beira d’água, admirando a natureza tão bela. Caminha-se muito e praticamente não se  encontra viva alma.

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 Chegando na pousada, uma água de coco básica, bem geladinha. Estava marcado um passeio com a jangada do Amaro  até às piscinas naturais em frente à Pousada.

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E lá fomos nós,

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O mar

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vai ficando cada vez mais razinho,

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e aparecem as piscinas fantásticas e os corais, um show de cores. Mergulhar e esnorkear nas piscinas é tudo !

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Deslumbramento total !

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Bia e a Sylvia, uma hóspede paulista,  admirando os corais e as piscinas lindas

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Corais e peixinhos

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 Chegando de volta à  pousada, uma água de coco geladinha no caramanchão  na beira da piscina, e mais tarde uns petiscos e uma caipirinha geladinha trazida pelo querido JR.

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Cariocas e paulista (Sylvia no centro) unidas pela caipirinha e moqueca de sururu, êta vida dura  :mrgreen:

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Aí está a galera do Toque, que astral 😉

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Luciana, Nilo e Vitor.

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Nilo, Gilda e Bia no super chalet Toque recém inaugurado (2004).

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À tarde outra caminhada, e volta-se com este por do sol

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pra ninguém

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botar defeito. 

À noite, sentando nas espreguiçadeiras perto da praia, uma beleza o céu brilha  com  milhares de estrelas vistas à olho nú.  Três Marias, Cruzeiro do Sul, estrelas cadentes.

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Aí está um peixe no sal grosso, djilícia que é preciso encomendar com hora marcada. A culinária na Pousada do Toque  é excelente.  Nilo morou, creio que 8 anos na França, faz  muito bem o mix com a  cozinha brasileira.

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O delírio do chef, um primo do petit gateau, nhamm

Neste ano, fizemos passeio  à praia de Carneiros que fica a umas 2 horas e meia da pousada, com as hóspedes paulistas, a Sylvia que vocês viram foto acima, e uma amiga dela. Fomos com um motorista indicado pelo Nilo, o Flávio.  Saimos cedo num dia de semana, e sem estarmos no volante,  fomos nos encantando com a paisagem passando por Porto das Pedras, atravessamos o rio de balsa, passamos por Japaratinga, demos uma parada em Maragogi e seguimos rumo à Carneiros, já em Pernambuco. Eu havia visto muitas fotos e lido na internet a respeito de Carneiros, mas confesso que nada diminuiu meu encantamento com aquela praia de areia branquinha e a igrejinha linda, e melhor  absolutamente deserta. Caminhando até  o fim da praia, só cruzei com dois rapazes portugueses que identifiquei pelo sotaque. Meu sobrinho tinha razão, Carneiros é linda ! Eu ia fazer um post só para Carneiros, Praia do Morro, Lage e Patacho, mas preferi deixar as fotos aqui no meio, malocadas, pois quanto menos propaganda melhor para  preservar aquele patrimonio brasileiro.

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Igreja de São Benedito

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Fizemos um passeio de barco aos manguezais no rio Formoso que se une ao mar em Carneiros,  e às piscinas naturais que é imperdível.

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Passamos o dia todo em Carneiros, almoçando um peixinho num bar furreco, e voltando no final do dia de alma lavada. O Flávio ainda nos levou à praia de Lage e Patacho.

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A praia de Lage é das mais bonitas e ainda preservada.

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Por curiosidade, entramos para visitar a Pousada Um Milhão de Estrelas que iria inaugurar. Visitamos um chalet, e surpresa, era uma cópia da Pousada do Toque. Mas, como a Gilda é uma usina de idéias, mudou a decoração dos quartos. A pousada Um Milhão de Estrelas foi comprada pelos donos da Aldeia Beijupirá, chama-se agora Borapirá e deve ter sido  toda remodelada.

O legal é que Nilo e Gilda além de terem toda a preocupação ecológica com a região, por ex:  sempre usaram energia solar,  são pessoas  agregadoras, se dão bem com todos os donos de pousada da região que por sua vez,  mantiveram a mesma consciência ecológica.  Fora que são pessoas muito generosas, querem um exemplo ? A Maria Luisa, filha deles,  há alguns anos tinha aulas de reforço escolar com uma professora, pois bem, Nilo e Gilda compartilhavam esta aula com todos os colegas de escola local onde Maria Luisa estudava. Vimos algumas vêzes as crianças sentadinhas e a professora, no quiosque onde fica o bar. É um gesto de preocupação social, concordam ?  Além do que empregam moradores da região, como funcionários da Pousada.

Outro passeio que fizemos foi à uma praia recomendada pelo Nilo, a Praia do Morro, ainda selvagem e deserta. E ainda deu a dica, para pararmos no bar da D. Lia (Nilo acaba de me corrigir) em Barra de Camaragibe para comermos pata de siri. A praia é realmente fantástica com falésias no final. Antes de mais nada é preciso se armar de coragem para atravessar nessa canoinha, sem nadica de salva vidas, repetindo o  mantra,  Deus é a minha luz. A travessia do rio custava R$1,00 por pessoa.

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Você anda, anda é absolutamente deserta. As falésias no final da praia.

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Na volta, paramos no bar da D. Lia, em Barra de Camaragibe, recomendada pelo Nilo. É tosco, sentamos numa varanda e comemos uma pata de siri com cervejinha, mirando o por do sol, eu vou te contar 😉

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Barra de Camaragibe

Bem, na véspera de irmos embora, estávamos  tão encantadas com a Pousada que pedi licença ao Nilo, entrei na cozinha e cliquei a galera que faz  todo mundo da Pousada ter uma hospedagem pra lá de maravilhosa.

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Dicas:

Em uma semana fizemos dois passeios bate volta, a partir da Pousada:

A Carneiros, um dia inteiro, saindo bem cedo e voltando no fim do dia, em dia de semana. Indo com motorista que sabe o caminho das pedras ganha-se tempo. Rachamos o valor por 4, ficou super em conta. Na volta, ainda passamos pela praia de Lage e Patacho.  Claro que dormir em Carneiros deve ser o máximo, meu sobrinho passou uma noite lá com a Jana, numa pousada simples perto do rio e adoraram.

Outro passeio imperdível que pode ser feito em uma tarde ou manhã é à Praia do Morro. Fica bem perto de São Miguel dos Milagres. A Lena  foi no fim do ano passado e adorou. Meu sobrinho e Jana foram à Praia do Morro,  no barco do Amaro e deve ter sido um espetáculo, margeando aquelas praias todas.

O passeio às piscinas naturais em frente à Pousada também é imperdível. Fomos duas vêzes, a última na véspera de vir embora. Em 2007 estava R$15,00 por pessoa. Mas, o Amaro atraca o barco e  espera que as pessoas mergulhem e esnorqueiem à vontade.

No mais, o resto do tempo foi  curtindo a Pousada e as praias em São Miguel dos Milagres.