Pôr-do-sol no Arpoador

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No domingo de Carnaval, Riq estava no Rio gravando a série Desempacotando o Rio e chamou a galera para um encontro carioca.

A maioria dos vnvéticos viajou no Carnaval, e fomos  Lu Maldivas e eu para o Arpoador  assistir o lindo pôr-do-sol. Enquanto caminhava pela Rua Francisco Otaviano até a praia, o céu parecia que pegava fogo com matizes de amarelo ao azul, hipnotizantes.

Lá estavam Riq, Nick e Lu, sentados na calçada do Azul Marinho e a praia lotada de gente.

Assistimos o sol descendo atrás dos Dois Irmãos e eu clicando sem parar com mestre Riq ao meu lado.

Quem será ?

 

Playa del Carmen, viagem boa que cabe no bolso.

 

Playa del Carmen  é um destino charmoso  que cabe no bolso, simples assim.  A cidade tem praias bonitas com  aquele mar azul caribenho danado de lindo, e mil passeios nos arredores, de ruinas maias, como Chichén-Itzá  aqui, Tulum  aqui  e  Coba,  a dezenas de cenotes, como Ik-Kil aqui, praias lindas, como Tulum aqui, e Akumal aqui, e parques temáticos, como X-Caret, Xel-Há, Puerto Aventura e outros.

A idéia era que a viagem fosse slow travel, curtindo Playa del Carmen sem pressa e com alguns bate-voltas que foram Chichén-Itzá com o cenote Ik-Kil e  Valladolid, Tulum e Akumal.  Cheguei a fazer reserva de hotel em Tulum, o Latino onde passaríamos a noite,  amanhecendo naquela praia linda, mas ao comentar com o Andrea, dono do hotel em que nos hospedávamos, ele disse ter se hospedado lá recentemente e fez um review  ruimzinho que  acreditava fosse devido à troca de proprietário. Com esta má referência escrevi  para o hotel cancelando a reserva, e  como Tulum é muito pertinho de Playa, virou um 2o. bate-volta.

Não incluí parques por preferir a natureza pura sem interferência do homem, mas são muito bem estruturados, o Henrique que esteve com a Vanessa em dois deles,  Xel-Há e X-Caret comentou conosco ter gostado mais de Xel-Há do que X-Caret. Curtiram muito Puerto Aventura, onde nadaram com golfinhos.

Playa é uma cidade plana e segura.  Vimos bebês, crianças, adolescentes, casais jovens,  muitas pessoas com necessidades especiais circulando de forma independente, mulheres sozinhas, homens sozinhos,  enfim tem atrativos que agradam  à uma vasta gama de viajantes.

 Carrinhos de bebê.

A moça que vem no carrinho elétrico adaptado, não tinha pernas e um dos braços, somente o tronco e um braço com o qual movimentava o carrinho, feliz da vida  passeando com amigos, lição de vida.

Nosso point preferido, o Mosquito Beach.

No México, nosso Real está valorizado,  6 para 1,  ou 7  para 1, quando convertido de pesos para dolar e depois para real no cartão de crédito. Com isso  a alimentação está muito barata, quer um exemplo ? Um prato em bom restaurante sai por 17 reais.

Um detalhe: pãezinhos e pastinhas na mesa como tira gosto não são cobrados como serviço, é isso aí,  em nenhum restaurante, boa idéia a ser copiada por aqui 😉

A cidade tem planta simples com ruas numeradas e fácil de se localizar,  não tem engarrafamentos, no stress,  anda-se toda ela a pé pra cima e pra baixo. Aliás, os mexicanos não têm pressa.

Fora isso tudo,  encontra-se delícias  como sorvetes italianos ou Häagen Dazs  que podem ser saboreados em poltronas confortáveis na calçada  pro bate-papo. Reparem a tranquilidade com que as pessoas conversam sem nenhuma interferência 😎

Não há calçadão na praia, os hotéis se debruçam sobre a areia, e todas as perpendiculares à 5a. avenida dão literalmente na areia.

O melhor programa, a praia,  é franqueada a todos, e andando 1 ou 2 quarteirões chega-se à ela.

Em janeiro e fevereiro, Europa, Canadá e América do Norte estão em pleno inverno, no Caribe também é inverno, massss  com temperaturas durante o dia em torno de 30 graus e à noite  21 graus, pra mim o ideal. Aproveita-se a praia ou passeios durante o dia e à noite é fresquinho, dorme-se sem ar condicionado. Diga-se de passagem, americanos e Canadenses baixaram em massa na última semana de janeiro.

Hotel à venda, quem se habilita ?

As pessoas vestem-se com absoluta informalidade de manhã à noite, short e bermuda para homens e o mesmo vale para mulheres, no máximo  um vestidinho leve ou calça de algodão fininho. Sandálias havaianas, chapéus e bonés. Levei uma calça jeans que ficou na mala, não precisava ter ido.

A rodoviária é dentro da cidade, por 8 pesos é possível fazer o translado do aeroporto Internacional de Tucumán, em Cancún à Playa del Carmen, ou vice-versa,  em ônibus da ADO. E como as ruas são planas com excelente calçamento, vê-se pessoas arrastando malas da rodoviária ao hotel,  por quarteirões. Mas,  se você quer conforto total, o taxi do aeroporto de Cancún até Playa,  uns 40 min, fica em torno de 450 pesos, ou 75 reais. Mesmo preço que paguei do Galeão para casa. Importante acertar preço da corrida antes de entrar no taxi.

Há  hotéis para todos os bolsos, de 60 dolares na baixa a 300 dolares, no post anterior  falo sobre isto.

 Em fevereiro, as tarifas diminuem drasticamente, o Mosquito Blue, a partir de 1o. de fevereiro baixou  as diárias em 50% . O duplo standard passou para 119 dolares, com café. Olhe ele aí embaixo, chique né ?

Os taxis não têm taxímetro, mas as corridas têm preços equivalentes, ou até mais baratos que Rio e SP.

Muita cerâmica bonita pintada à mão em cores vibrantes como esses pratos, mas inviáveis para trazer.

Isto é Merrrrico.

Dinheiro:  despesas de taxi são pagas em pesos,  idem água mineral na mercearia e uma ou outra loja,  ingressos para visitas de ruinas e para isto saquei direto da minha conta corrente  no Brasil com cartão de débito que tem rede maestro.  Dolar é aceito em qualquer lugar. Restaurantes e lojas  aceitam cartões de crédito.

Hospedagem: a diária no hotel Barrio Latino ficou por 68 dolares, uns R$127,00. Não acredito que conseguisse pousada no Brasil em praia bacana com este valor.

Um hostel super bem localizado.

Se você quiser um hotel bacaninha, o Hotel El Punto, na 5a. avenida.

Outra opção na 5a. avenida, o hotel Lunata.

Os bacanérrimos  Mosquito Blue  na 5a. avenida

E o Mosquito Beach que dá na areia.

Restaurantes testados e aprovados: o preferido foi o restaurante do Mosquito Beach que se debruça sobre a praia. Você almoça na sombra na beirinha da areia, admirando aquele mar lindo. O restaurante é aberto a não hóspedes. Servem massas, peixes, carnes.

 

Comemos bem também no Restaurante Da Bruno, um ravioli com camarões de massa levíssima. 5a. Avenida esq. 12. Há restaurantes de especialidades diversas, como parrilla, pizzarias, como o Las Mañanitas, até Mac Donald’s.

O aeroporto internacional mais próximo a Playa del Carmen é o de Cancún que fica  a uns 40 min de carro de PDC.

Há 3 possibilidades de chegar-se  à Cancun:  pelo México,  por Miami ou pelo Panamá que foi a nossa opção, voando pela Copa. A duração do vôo do Rio para o Panamá é de 7 horas, e do Panamá à Cancún, 2 horas e meia.

É necessário visto para entrada no México.

A série de posts que foram blogados ao vivo:

De pernas para o ar em Playa

Na 5a. Avenida

A La Playa

Chichén Itzá

Cenote Ik-Kil e Valladolid

Caminhar em Tulum faz bem à alma

Akumal

As ruinas de Tulum

E o hotel ?

E o hotel ?

Antes de mais nada, desculpem pela demora em postar, mas além de ter custado um pouco a aterrissar de fato, como a Malu previa,   o calor me deixou em estado catatônico esta semana. Mas, aí vai.

A escolha do hotel Barrio Latino foi baseada no post do Riq sobre Playa.  Sabia que era um hotel simples,  B&B e perto de praia, mas  só depois de chegar na cidade é  que deu pra sentir o quanto bem localizado era, em rua transversal à 5a avenida e a 2 quadras da praia,

perto do bochicho, mas afastado do barulho. Aliás, sossegadísimo com hóspedes de todas as faixas etárias, na 1a semana predominantemente americanos, na 2a. semana chegou uma leva de  franceses.

Varanda do nosso quarto com rede, todos têm. Eu blogava daqui.

Essas esculturas com toalhas e colchas eram uma graça. 

Todo dia faziam uma novidade 😉  Os quartos têm split, mas à noite a temperatura ficava em torno de 21 graus, uma delícia, dispensando o ar condicionado.

Banheiro simples, mas sempre muito limpo e  secador de cabelos poderoso. Aliás, o hotel é limpíssimo e funcionários muito gentis e prestativos.

Tomávamos o café da manhã nesta  varanda, 

café com leite ou chá, 1 brioche, geléia e suco.  Não há variações, mas pode ser reforçado em algum dos cafés  perto, tem inclusive Starbucks.

 

Nosso quarto era o último, seguindo em frente dava nesse jardim simpático que tinha uma frequencia imeeeensa de passarinhos cantantes, ao amanhecer e entardecer, uma delícia.

Pôr do sol.

Tem wi-fi  banda larga  muito boa, deu pra blogar tranquilamente  na varanda, onde pegava melhor.

Quando fiz a reserva, a diária custava $80,00,  o sistema de PayPal do site não funcionou, então fiz por e-mail diretamente com o Andrea, o dono, dando os dados de meu cartão de crédito.  Pedi desconto nas diárias, já que a estadia era por  um período que habitualmente os hotéis dão desconto,  e ele disse que combinaria quando chegasse. Ok.

O único problema que tive com o hotel foi relacionado com a cobrança.   No início de  janeiro, enviei e-mail para o Andrea, avisando que chegaria 1 dia depois do previsto, pois passaria a 1a. noite no Panamá, seguindo para Cancun e Playa no dia seguinte. E na volta, antecipei  1 dia a saída do hotel e passaria 2 dias no Panamá. Ele me respondeu que tudo bem e enviaria um e-mail.

No dia seguinte à nossa chegada de manhã, o gerente me disse noshow e eu respondi como assim ?  tinha enviado e-mail e mencionei que gostaria de saber sobre o desconto nas diárias  já solicitado.  Graças ao Gmail e ao fato de não apagar as mensagens,  no dia seguinte após o café da manhã, pude falar com o Andrea, o dono  e mostrei no computador meu e-mail e sua resposta. Ele ficou sem graça e pediu desculpas, só que ele já havia debitado no meu cartão o valor  total da estadia, com o período antigo de 12 noites, sem desconto, antes mesmo que eu chegasse. Ah e tinha imposto de 14% que eu não tinha conhecimento. Eu disse a ele que sempre paguei os hotéis na saida e que ele errou 3 vêzes: ao  não modificar minha reserva de acordo com minha mensagem, ao cobrar a estadia antes que eu chegasse e não conceder desconto que eu havia pedido e é praxe. Ele ofereceu então o reembolso dos valores das diárias a maior, em dolar ou pesos,  fazendo um desconto nas diárias para 68 dolares por noite. Me reembolsou em dolar e eu considerei assunto encerrado.

Mas, é o único aviso que dou em relação ao hotel, considerem em pagar a estadia  na chegada.

Caminhando por Playa, na 5a avenida  passei pelo Hotel el Punto e entrei pra visitar um quarto que tem móveis bacanas, mas a bateria da minha câmera arriou 😦  saí sem fotos.

O incoveniente seria o barulho, pois a 5a.a avenida tem gente andando pra cima e pra baixo, de manhã à noite.

Passei também pelo Hotel Lunata que o Riq também cita  no post de Playa.

Fica na 5a. avenida.

Passando-se a entrada chega-se a este jardim exuberante.

A recepção e a escada para os quartos.

Num de nossos frequentes almoços no Mosquito Beach, o gerente que era simpatiíssimo,  nos revelou que depois do dia 1o. de fevereiro, as diárias do Mosquito Blue, tinham caido à metade, e escreveu num papel:  Standard $119,00 ; com varanda $139,00 ; suite junior $155,00 e Master $238,00.  Fica aí a dica para quem se animar, tá uma barbada 😉

As ruinas de Tulum

As ruinas de Tulum merecem um post específico devido à sua importância, é o 3o sítio arqeológico mais visitado depois de Chichén Itzá e Teotihuacan.

Chega-se de van ou carro por estrada excelente. O ingresso custa 51 pesos ou 5 olares por pessoa, não aceitam cartão de crédito, e recebe-se uma pulseirinha, como em Chichén Itzá.

Há um trenzinho que nos  leva até a entrada do sitio arqueologico. Mas, dá pra ir a pé.

Enquanto se espera….

O passarinho clicado pela Bia, é o colibri do México, canta que é uma beleza.

não dá pra esquecer que estamos no Merrrrico 😉

 

Na entrada

O mapa do sítio e nossa localização.

Caminha-se muito, é recomendável o uso de tênis ou calçado confortável,  ah  e chapéu ou boné, pois o sol é inclemente.

Passa-se por aqui,

para sairmos aqui.

 Tulum certamente tinha uma função estratégica para os maias. 

O que diz a placa: “Esta é uma das cidades portuárias que contam com um sistema de controle  e defesa composto por muralha e torres de vigia, assim como estratégicos acessos por mar e terra.

Seus antigos habitantes a construiram sobre a elevação mais alta da região com uma planificação e traçado surpreendentes. Os edifícios mais importantes estão completamente delimitados por uma muralha, e a eles só se tinha acesso por quatro estreitos acessos em terra e um pelo mar, la caleta.

Do mesmo modo, uma muralha de dimensões menores, delimita e restringe o acesso ao espaço central, local onde se realizavam os rituais de magia e religiosos. ”

 

E a vista é deslumbrante.

Aí um iguana de olho em todo mundo que passava 😉

Pintura de murais. A principal função da pintura de mural era adornar os edifícios com temas rituais, do cotidiano e representações do entorno natural.

Era costume pintar as fachadas  com cores vivas  relacionadas aos pontos cardiais e às deusas relacionadas a eles.

Templo das pinturas.

Das ruinas seguimos para a praia de Tulum que está neste post aqui.

Akumal

O gerente do Mosquito tinha nos dito ontem, não deixem de ir a Akumal,  baia de corais com peixinhos e tartarugas marinhas à sua vista.

Achei que tendo ido a Tulum tinha visto todo mar azul bebê da minha vida. Até chegar hoje em Akumal. Fica a meia hora de Playa, em ótima estrada. Estacionamos o carro e logo pisamos na areia com coqueiros.

Deparamos com esse mar azul clarinho, como diz a Meilin, hipnotizante.

Jogue  sua canga debaixo de um coqueiro e seja feliz !!

Caminhei até o final da praia que fica quase vazia.

Dei bom dia aos peixinhos sem máscara, eles vieram alegremente em minha direção.

E dei meia volta.

E aí uma longa imersão no mar morno, fissurada nas algas e no fundo do mar, você anda, anda e dá pé.

E o pelicano que não parava de dar mergulhos fotogênicos e eu tentando clicar.

 O pelicano foi mais rápido que eu e mergulhou.

 

Até que finalmente eu consegui chegar perto e aí estão as fotos com cumprimentos à família Pellicano.

Dali seguimos de carro à esquerda para a praia de Akumal.

Aí foi contemplação com barulhinho do mar batendo nas pedras. Lavamos a alma.

Nota da blogueira: as fotos não tiveram nenhuma intervenção de edição, como as de Tulum, estão au naturel.

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Cenote Ik-Kil e Valladolid

 

Seguindo o nosso passeio a Chichén Itzá, fomos ao cenote Ik-kil  que para mim era inusitado. Na verdade, eu sabia que iríamos a Valladoid, mas deconhecia que antes passaríamos por um cenote, e  não fui preparada para mergulhar. Passamos antes para fazer uma refeição leve, carne moida ou frango desfiado e massa para aqueles corajosos que se arremessariam neste imenso  poço.

Logo que você chega no parapeito e olha lá para  baixo, dá até aflição, é muito alto e o poço profundo. 

Na foto abaixo, alguém pulou lá de cima e aparece como uma mancha  branca.

Desci escadas para tirar fotos mais de perto. A água é turva e deve ser gelaaada. 

 Para os maias, os cenotes eram considerados sagrados. São muitos em toda esta região e se ligam como rios  subterrâneos.

Paga-se ingresso para entrar em qualquer cenote, o nosso passeio incluia o Ik-kil.

Dali, seguimos para Valladolid.

Igreja de San Gervasio, 1552, em frente à praça. A luz do final do dia ajuda a foto ficar mais bonita 😉

 Cidade limpíssima, casas pintadíssimas, tinindo !

Arcos lindos.

A praça um primor, precisamos nos educar 😦

Saindo do café um  merrricano com sombrero e os arcos.

Uma tentativa de fotografar a lua nascendo com o carro em movimento 😉

Na 5a. avenida…

A 5a. avenida é a rua mais charmosa e badalada de Playa, pode-se comparar à rua das Pedras em Búzios ou à Corso Umberto em Taormina.  É a última paralela à praia e todas as suas transversais vão dar literalmente na areia. 

É uma rua plana com excelente calçamento, os cafés e bares estão sempre cheios, e ferve animadíssima de dia ou à noite, principalmente a partir da rua 8.

Lojas de souvenir, de grifes, hotéis bacanas, restaurantes italianos, mexicanos, pega turistas,  barezinhos, artistas fazendo performance na rua, tem de tudo.

Visitei ontem este hotel El Punto, novinho, móveis bonitos e a diária segundo me informaram 160 dolares, mas com desconto ficaria por 120. Quando subi no quarto para visitar e tirar foto, a bateria da câmera arriada 😦

Passando em frente ao Hotel Mosquito Blue, chiquérrimo.

E para comprovar como este mundo é pequeno, nossos vizinhos de quarto no hotel até hoje, o Henrique e a Vanessa são brasileiros, do Rio e acompanham o VnV, haha.

Saimos ontem à noite para um rolé na 5a. e sentamos para brindar com uma marguerita  nesse barzinho. O casal é uma simpatia e nos deu um monte de dicas 😉 A essa hora estão voltando para o Brasil.