A Elisa na Sicilia

A Elisa, amiga deste blog desde seu início,  acaba de voltar de viagem à Sicilia  e voltou tão entusiasmada quanto eu 🙂 e aí estão seus  comentários sobre a viagem:

Querida Majô,

Você não pode imaginar o quanto lembramos de você nesta viagem… O tempo todo e a cada detalhe que eu olhava via a imagem de você e de seu blog perfeito da Sicília.
Eu lembrava que uma das primeiras frases que li no seu blog foi: “ Esta viagem acabou saindo por um conjunto de fatores favoráveis…” Eu lembrava desta sua frase e pensava que a nossa viagem acabou saindo por dois fatores que estão inteligados:
1-Seu blog e
2-Todo o incentivo que você me deu.
Eu jamais tinha pensado em ir a Sicília, pois imaginava ser apenas “Belas Praias” e praia por praia prefiro as do nordeste brasileiro, ate posso abrir uma excessão para as praias do Caribe, mas…
Foi você quem me mostrou a imensa cultura, história e beleza que a Sicília tem. Depois fiquei em dúvida por que eu não dispunha (pra variar) de dias suficientes, mas você me mandou um SMS que foi decisivo: “-vá , nem que seja só por poucos dias, fique em Taormina.” Isso me incentivou e lá fomos, ficamos menos dias que você e Bia, acho que no total foram 9 noites e 10 dias, até perdi a conta, pode?
Mas foi perfeito, inclusive porque não tivemos tempo de fazer tudo que você fez e assim ficou um motivo para retornar em breve.
Amei tudo. Muito obrigada por ter um blog assim , que nos ajuda a realizar sonhos.
Beijos, Elisa

 Eita que a Elisa me fez sentir assim 😳 Nada melhor na vida do que poder realizar sonhos que idealizamos em nossas cabecinhas.  E a Elisa voltou tão apaixonada quanto eu pela Sicilia  😉  Aí estão as fotos dela no Vale dos Templos, em Agrigento.

 

 Mas uma coisa importante que escrevi ainda lá vou repetir aqui:
É sobre a tua foto de abertura deste post, sim esta foto maravilhosa com o “Tempio di Eracle”.

Quando eu cheguei ao “Valle dei Templi” e vi este Tempio de Eracle meu pensamento foi direto a imagem do Filigrana, mas fiquei tão extasiada porque é uma sensação indescritível realizar um sonho, que fiquei na dúvida se era o mesmo da foto, por isso estava tão ansiosa de chegar e correr aqui para conferir e ver se é mesmo o Tempio de Eracle e é. Vou te mandar uma foto por email, claro que não tem esta iluminação linda, com esta luz de céu amarelo porque acho que assim só foto profissional, mas vou te mandar mesmo assim, ok?

Elisa e Neno.

 Em Taormina:

A foto é um triciclo para os noivos que eu achei simplesmente lindo! Repare o detalhe da placa que tem escrito “per sempre insiene” ou seja “juntos para sempre”.
 
Nós vimos muitos e muitos casamentos, em nenhum eu consegui fotografar a noiva de perto e por isso não ficaram boas e apaguei, mas fotografei os carros e em Palermo eu consegui fotografar a “Colomba”. Não conhecia esta tradição, mas o Neno me explicou que após terminar a cerimônia da Igreja os noivos soltam , dão a liberdade a “pombas”, é lindo. Vc sabia disto?

 

É o momento que os noivos “soltam” a colomba, ou seja várias pombas brancas e tem uma chuva de papel picado, é tão lindo. Não é possível ver os noivos porque os convidados estão na frente.

                                Carro dos noivos em Taormina
 
Fiquei tão impressionada com a quantidade de casamentos, que ao comentar com minha prima em Perugia (ela é casada com um italiano e já mora a mais de 10 anos lá), ela explicou-me que maio e setembro é a temporada de casamentos na Itália.

 
A foto é da varanda de nosso quarto, que como vc pode perceber é exatamente “em cima ” do mar, é lindo demais.

 

 

O hotel é muito bom, fica em cima da praia, uma praia ótima para banho e assim nos últimos 4 dias nós ficavamos de manhã até 14 ou 15 hs na praia em frente ao hotel , depois de descansar um pouco subiamos de carro para Taormina. Letojanni fica embaixo de Taormina a cerca de 15 , 20 minutos e fazer este itinerário era lindo.

Em Taormina, visu do Mediterrâneo lá embaixo.

Então te mando agora uma foto, que talvez não tenha tanta graça porque Taormina tem lugares muito mais bonitos, mas eu lembrei demais de você quando fiz esta foto no Giardino Pubblico..

Ai, as guloseimas.

Em Palermo:

Em Palermo nós exploramos bastante a cidade porque ficamos 4 noites e não fizemos os passeios “bate-volta” próximos, então tivemos como tentar conhecer cada canto da cidade e em especial “Quattro canti e dintorni”.
Ficamos hospedados no Hotel Gallery House, que tem uma localização imbatível , fica uma depois do Teatro Massimo, em uma região cheia de restaurantes, trattorias, barzinhos, geleterias e tudo de bom. O site do hotel é  Gallery House é este.

Está quase em frente ao recomendadíssimo Café Spinnato, dal 1860, que vc tb já indicou.Entre os vários restaurantes que gostei muito em Palermo, deixo a recomendação do Gigi Mangi, muito proximo ao nosso hotel na via Principe di Belmonte 104/D Tel. (+39)091 587651, não tem site só email; gianluigimangia1@virgilio.it
Está quase em frente ao recomendadíssimo Café Spinnato, dal 1860, que vc tb já indicou.

Chegamos em Palermo no fim de semana e assim foi muito legal aproveitar os bares, cafés, restaurantes e trattorias que a cidade oferece.

 

 Elisa e prima em Perugia.

Obrigada eu, Elisa, viajei pra Sicilia novamente na sua viagem !!!

 

Ciao Sicilia

Na véspera do nosso último dia na Sicilia, saimos caminhando pela Via Enrico Albanese,  do nosso querido hotel Ucciardhome.

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Passamos por uma pequena oficina na mesma rua e fomos cumprimentados pelo dono, Buon giorno. Tem coisa melhor no fim de viagem do que ser cumprimentada  de forma familiar e expontânea por um local ? Buon giorno respondemos.  Em frente à oficina, parei para tirar foto deste mini caminhão gracinha, diga-se de passagem bastante utilizado nas ruas da Sicilia,  principalmente para transporte de frutas.

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Não sei se vocês gostam, mas eu a-d-o-r-o uma  papelaria, canetas e borrachas diferentes,  lapiseiras, pastas e cadernos de capa dura, e os moleskines. A Serena tinha nos indicado a Cartoleria Amoroso, na Via Libertà, 15.  Chegamos lá, na parte de baixo da papelaria, canetas esferográficas diferentes, marcadores de texto, grampeador, cola líquida transparente que cola sem  melar o papel, borrachas, papéis de diversas gramaturas, furador, pastas com divisórias plásticas ótimas , cadernos de capa dura bonitos e alguns moleskines

 

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Os moleskines são cadernos de anotações, muito usados por escritores e pintores como Van Gogh, Picasso, Hemingway. São em geral em capa dura, em papel de muito boa qualidade e com elástico. Podem ter várias utilizações  como diário de viagem, agenda, desenhos, etc.

e um guia da Sicilia para meus vizinhos Cristina e Renato.  Pronto,  saí com uma sacolona. Quando subi para ver  moleskines diferentes , entrei na loja e vocês não têm idéia da variedade  de canetas lindas. De  8 euros a mais de 1000 euros. Agendas 2008 com aquele couro lindo, pastas para laptop com design diferente, passei hooras namorando tudo, saí com outra sacola feliz da vida.

 Otinha deixado um comentário no blog na véspera:

  Says:
August 9, 2007 at 12:54 am   

Maiiiis, Majô, maaaaais, muiiiiito, maiiiiiis! Majô, tome um sorvete de Fràgola (morango) pra mim, tá? Mas quando você for pedir, veja se não dê um fora como eu dei, em Veneza, que pedi um sorvete de “Frangolino”. Mmmmmmm, tastes like Chicken!

Claro que fui atender ao pedido do Zé com o maior prazer, taí a prova documental.

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Bia tomou de nocciola e baccio (chocolate com pedaços), maravilhosos.  Tomei cada colher de sorvete fazendo um replay mental da viagem e tive a sensação de que havia sido uma experiência fantástica, surpreendendo para melhor à todas as descrições da Lea. Taormina, ah Taormina

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se pudéssemos, voltaríamos para lá  naquele momento e ficando por mais umas duas semanas. Eu considero um pecado, alguém passar por Taormina sem ficar pelo menos uns 3 dias, 4 tá bom e 5 melhor ainda.

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Visu do terraço do Villa Carlotta

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O Villa Carlotta foi 10 em tudo, charme, detalhes da decoração, atendimento hiper profissional, infra, café da manhã, localização, tudo perfeito.

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O Gutkowski, em Siracusa numa localização excelente, em frente ao mar, café da manhã  farto.

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O Ucciardhome fez nossa estadia em Palermo ficar com gosto de quero mais. Se voltasse hoje à Palermo, me hospedaria no Ucciardhome, sem pestanejar. Quarto ótimo, idem banheiro, decoração clean e com bom gosto, café da manhã super farto e atendimento da equipe nota 1000.

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A Itália é toda linda, mas a Sicilia me fascinou  pelo conjunto da obra. Cidades medievais com visus espetaculares, o interior rico em história, fora charme e stress zero. Não há a menor preocupação com atentados, como na Europa, nem tampouco com segurança. 

Eu já tinha comentado que quando vi as fotos que Lea me enviou fiquei maluquinha com a Sicilia.  Em três meses viajamos com tudo planejado e a  ajuda total de Lea. Ela vibrava a cada instante, como se viajasse  outra vez.  😉   Grazie tanti Lea 😆

Vou deixar aqui o roteiro e  as super dicas da Lea que recebi por e-mail já no Villa Carlotta e  não saiam da minha bolsa    😉 

Oi Majô,

Finalmente consegui parar e pegar os cartões de visita que juntei na viagem pra te escrever esse e-mail… Aí vão as dicas por cidade. Acho que vou aproveitar este guiazionho para atualizar meu blog…  Aproveite MUITO!   😉

GERAISComo vc está indo no alto verão, recomendo reservar SEMPRE os restaurantes que tiver planos de ir. A gente foi em maio e pegou vários lotados. Leve sempre dicas de outros lugares caso sua 1a tentativa esteja lotada.Vale a pena explorar sempre que possível o artesanato e a comida local. Vc tem que comer PELO MENOS UMA VEZ:Arancini: uma espécie de bolinho de arroz recheado. Tem al burro, que é só o arroz, e al ragu (meu preferido), com recheio de carne.

Pasta a la Norma: massa (penne em geral) com molho de tomates frescos, berinjela e queijo ralado (pecorino ou parmesão). AMOOOOO!

Pasta a la Trapanese: essa é pra vc comer em Erice. Tem vários ingredientes, lembra um pesto com alho e queijo.

Cannoli: procure nas ruas de Taormina os canolis recheados na hora, bem fresquinhos. Muito bom!

Outro doce gostoso é à base de massa folhada, a sfogliatella napoletana.

Granitas: ótimas no calor, são tipo um frozen de sorvete e gelo, vários sabores.

Frutas a la martorana: são as frutas de marzipã, mais folclóricas que gostosas.

Vinhos da Sicília: os com a uva Nero d’Avola e das marcas Colomba Platino e Corvo di Salaparuta.

TAORMINA– Imperdível o passeio pelo Giardino Pubblico, ao sul do centrinho. Tem uma super vista do mar e do Etna.– Outro passeio imperdível é o Teatro Greco, que tem a vista do Etna de um lado e do mar do outro.– 

A rua que tem as lojas e os restaurantes é a Corso Umberto I. É uma delícia passear por ela de dia e de noite.

De dia, tente almoçar em algum restaurante que tenha vista. A gente gostou do GRANDUCA e do restaurante TAORMINA. As lojas de cerâmica e artesanato também valem uma visita. À noite, procure os mais charmosos, como o AL DUOMO o VICCOLO STRETTO.

– Passeios de carro: De um lado tem CASTELMOLA, que é perto (uns 3 km pra cima da montanha) e tem uma super vista. Pra ver uma cidade da Idade Média bem tipica e pouco turística, vá para SÁVOCA. Foi lá que foi filmado o Primeiro Chefão, o BAR VITELLI continua funcionando na pracinha central.

PIAZZA ARMERINA– É uma villa romana maravilhosa, o chão coberto de mosaicos é superfamoso. Vale muito a pena o audio guide, ele faz vc viajar até a Idade Média.– Na estrada, chegando na cidade, vc pode almoçar (ou jantar) no AL FOGHER. Não é tão barato mas a comida é incrível e o ambiente muito gostoso, nem parece que fica na beira da estrada. Eu comi uma trilha recheada com uma espécia de farofa com passas, uma delícia (o cardápio é difícil de decifrar mas eles são gentis e ajudam com todas as dúvidas). Tem no Frommers. Faça reserva

SIRACUSA– É em Ortygia q vale a pena passear, se perder. Entre as atrações, as praças Michelangelo (acho) e do Duomo, e a fonte Aretusa (a história remonta dessa fonte é ótima, ligada aos mitos gregos). Lá também tem bastente coisa relacionada ao papirus, pois a fonte é o único lugar fora do Nilo onde ela cresce (tem uma fabriquinha de papiro ao lado da fonte). Tem várias sorveterias gostosas em Ortygia, uma das minhas preferidas era a Sole Luna, na Via Amalfitania (perto da fonte).– Fora de Ortygia, tem Neápolis (acho que é esse o nome), um complexo de ruínas gregas. Eu fui somente no teatro grego. Suba até o topo. Mas vá cedo ou no fim da tarde – é muuuito quente lá.– Um restaurante bem tradicional de pescados é o Don Camillo, mas eu não cheguei a ir. Na rua do porto há vários, mas É PRECISO RESERVAR ANTES! Gostamos de dois que visitamos: o Ottocento tem ótimos peixes e pizzas – recomendo! Tente a mesa da sacada. Fica no 2o andar de um predinho que dá para uma praça (acho que á a tal Piazza Michelangelo). O endereço que tenho aqui é Via Roma, 5, tel (0931 483-003). Outro que gostamos fica no meio das ruaiznhas labirínticas de Ortygia, se chama Minosse. Ficou mais ou menos famoso poque foi visitado pelo Papa… o ambiente é mais clássico. Comi uma coisa ótima lá, um involtini de carne recheado de queijo (Via Mirabella, 6, tel 0931-663660).

AGRIGENTO– Não fui. As dicas do Frommer’s devem ser super confiáveis. Tenho o guia de uma amiga que recomenda duas casas, a TRATTORIA DEI TEMPLY e o SPIZZOLIO.SCIACCAEssa mesma amiga recomendou o restaurante HOSTARIA DEL VICOLO

.ERICE– Se perca pelas ruazinhas, mas com o mapa na mão, para não se perder demais!

Mapa de Erice: http://www.jenaweb.de/foto-sicily/map-erice.jpg

Imperdível a doceria de Maria Gramático: seu marzipã é para muitos o melhor do mundo! Receita milenar… Vale também parar para tomar um café na Piazza Umberto 1.– Recomendo muito o restaurante Monte San Giuliano. É uma vera trattoria… comi lá a massa a la trapanese, super típica, com um molho tipo pesto (Se vc gosta de alho… peça!). – Também adoramos almoçar no restaurante da Torre de Pepoli (vá primeiro visitar o Palácio dei Normanni (ou de Afrodite), a Torre de Pepoli fica ao lado). O restaurante no jardim (acho que eles chamam de café, não de restaurante) é aquele da foto que vc tinha gostado… Só tem alguns pratos rápidos, sanduíches e saladas, mas tudo gostoso e com ótima apresentação.

PALERMO– Conheça o Duomo (eu só passei na frente, aí depende de vcs), a Piazza Pretoria (bela fonte) e a Piazza Bellini, onde fica a igreja barroca La Martorana. Aqui, outras atrações: http://www.sicilyland.it/palermo_attrazioni.htm.– Também adorei passear pelo antigo bairro árabe, chamado La Kalsa. Há um ótimo restaurante lá, veja abaixo.A Corso Vittorio Emanuele não tem nada de mais… muitas e muitas lojas, clima de centro de cidade grande.- Já a Via della Libertà e a Ruggero Séttimo (continuação) são super gostosas de passear, tipo uma Champs Elysées siciliana  (restaurantes abaixo).Os restaurante de Palermo vou dividir por “bairros”, para facilitar. São muitos os bons.Via della Libertà:– O restaurante Divincibo foi talvez a melhor surpresa da viagem. É uma casa de queijos e frios (a maior variedade que já vi na vida) com algumas mesas num gazebo, na calçada. Reserve antes. A tabua de frios e queijos e de comer rezando. Fica na Via XII Genaio, n.1q. Tel (091) 601-4544. A rua é uma travessa da Via della Libertà.– Para um ambiente moderno, gente jovem, comida gostosa num gazebo de vidro escolha o Al Viale: Via Archimede, 189 (travessa da Via della Libertà, do outro lado da avenida).– Uma noite, jantamos no Cucina Papoff, também gostei. Tentei reservar uma mesa no Scudiero, um restaurante de peixes, mas não consegui. Acho que vale tentar!Ruggero SettimoEssa é a continuação da Via della LIbertà. Há restaurantes bem conhecidos dos turistas, tipo o Charleston, q eu não fui. Minha principal recomendação aqui o Antico Caffè Spinnato. Existe desde 1860 e ainda conserva sua grandiosidade. Tem mesas ao ar livre e é cheio de gente bonita – não sei como, mas conseguiu não ficar tão turístico, a maioria do público é de locais. Não deixe de fazer uma paradinha lá, seja para almoçar, tomar um café ou um dos deliciosos sorvetes. A bresaola com parmeggiano ralado é ótima. Se for almoçar, chegue cedo, por volta das 13h. Fica na Via Principe di Belmonte 117.La Kalsa– Aqui comemos em outro que talvez foi um dos melhores da viagem. Se chama Osteria dei Vespri. Fica numa pracinha antiga, a Piazza Croce dei Vespri (tel (091) 617-1631). A cozinha é inventiva e muito boa. A sobremesa que comi lá foi a melhor da viagem, acho que era uma massa folhada com chocolate branco, uma coisa incrível!. Há um chef brasileiro por lá, veja se ele ainda está lá… ;o)

Acho que é isso, ufa! Se eu lembrar de mais algo, te escrevo. Espero que vc consiga receber, imprimir e usar MUITO este guia!   🙂

Beijos,
Lea 
 

E como foi usado !!!!   🙂

Acho que deu pra desmistificar a Sicilia, vocês foram acompanhando as despesas, não é um destino caro. Comida e vinho são baratos.

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Levei 2  pastas que continham  o roteiro, horários do shuttle em Malpensa (1a foto),  mapas das estradas que percorreríamos e os e-mails das reservas dos hotéis. Os mapas foram tirados pelo Via Michellin www.viamichelin.com Passei um fim de semana, baixando e imprimindo os mapas, mas é gostoso, a viagem começa aí !

ROTEIRO    

 

 Dom. 28/7 – saída dia 28/7 para Guarulhos –  Vôo TAM  GRU/MAL –

 2ª  29/7 –   chegada em Milão – 11:30h

 Conexão aeroportos Malpensa-Linate – usar shuttle

Se o vôo chegar no horário e não conseguir embarcar no vôo para Catania, às 14:30h, deixar bagagem em locker e almoçar em Milão. Embarque para Catania,às19:00h

Chegada a Catania, às 21:00h –

Táxi para Taormina – check in Hotel Villa Carlotta –   Excelente !!

 3ª. 30/7–    Taormina Hotel  Villa Carlotta 

1/0–      Taormina Hotel Villa Carlotta 

5ª.02/8 – Taormina -aluguel de carro– só alugamos carro na véspera da partida para  Siracusa, pois em Taormina  faz-se tudo a pé

 Há possibilidade de visitas de Taormina  à Sávoca ou Castelmola e Giordani-Naxos que não fizemos.

Ficamos 4 dias inteiros em Taormina (sem contar o dia da chegada e da partida)

6ª.03/8 –  check out Hotel Villa Carlotta check out e  saída para                  

Siracusa    Hotel Gutkowski     reserva: 1 room with two beds, checkin 03.08.07- check out 05.08.07 (2 nights) at EUR 100.00 x night, including breakfast.I Café da manhã farto. 

Opção de hotel  não utilizada por não ter elevador =  L’Approdo della Sirene ( dica  da Lea)  www.apprododellesirene.com  mais ou menos EUR130,00 a diária –

Visitar Piazza Armerina e almoçar no Al Fogher – 80km 

sab. 04/8SiracusaHotel Gutkowski 

dom.05/8Siracusa –  Piazza Armerina  –  Imperdível ! 

2ª. 6/8  check out Hotel Gutkowski e  saída para

Palermocheck in Hotel Lucciardhome   

 (The rate per room per night EURO 150,00 total price 5 nights  750,00) – Consegui desconto para 140 euros, diária  com café da manhã farto ! 

3ª. 7/8 –  – Palermo – passeio à Erice e Segesta – Imperdíveis !   

4ª  8/8 –    Palermovisita à   Monreale– lindíssima Catedral em mosaicos – pertinho de Palermo – devolução do carro no final do dia.    

5ª. 9/8 –    Palermo –  

6ª. 10/8 –  Palermocheck out L’Ucciardhome 

sab.11/8 –   retorno aeroporto Punta Rasi (Palermo) – Malpensa(Milão) – GRU-RIO  sniff

 

A MALA VNV

Como nesta viagem iríamos nos hospedar em 3 cidades diferentes, portanto em 3 hotéis, era preciso preparar uma mala pequena para não ter a chatice e perda de tempo de ter que carregar malas grandes com roupa desnecessária. Foi feita então, com o aprendizado no blog de nosso guru  Riq, + as dicas de Lea, da Sylvia e da tripulação, o que chamo a mala VNV:
 3 shorts que usei muito.
2 calças molinhas. Usei as duas, mais uma que a outra.
2 jeans, o que viajei, e outro que não usei, então não precisava ter ido.
3 camisetas justinhas que usei muito e lavei várias vêzes.
2 blusas de malha molinha que quando penduradas desamassam. Usei.
1 blusa de filet colorida de Alagoas.
1 sandália que usei all the time do tipo Bierkenstock, mas da Tribo dos Pés, sim porque para andar o dia inteiro não pode machucar nem um pouquinho
1 sandália de saltinho que não usei, portanto não precisava ter ido.
1 sandália de dedo mais arrumadinha que usei algumas vêzes
1 sandália havaina para usar no quarto do hotel.  O Villa Carlotta e o Ucciardhome ofereciam pantufas atoalhadas no kit diário.
2 chapéus molinhos que usei o tempo todo.

Todas as blusas foram enroladinhas porque não amassam e dá mais espaço na mala. Coloquei uma sacola mole mo fundo  da mala. Bem, claro que a mala expansível veio estufada e a mala molinha também foi usada e veio cheia
Ah, e uma bolsa super leve da Kipling para andar o dia todo, do 1o dia à véspera de embarcar.
Foi um super avanço, porque sempre levo mais do que preciso. 
Tem que fazer como o Riq diz, coloca tudo em cima da cama e tira a metade

 ALUGUEL DE CARRO

Meu sobrinho havia dado a dica de que é mais vantajoso alugar o carro por 7 dias. Tentei cotação em sites de diversas  locadoras, mas por sugestão do Riq, pedi cotação ao Bruno da Superviagem que conseguiu o melhor valor.

 O que temos de melhor na categoria econômica (Fiat Punto, Fiat Panda, Ford Fiesta ou similar) é com a Hertz:   USD 262,00

Incluindo km livre, taxas, proteção contra colisão, roubo e incendio, sem franquia.

Haverá apenas uma taxa de EUR11,20 para pagamento lá, além de um bloqueio de garantia no seu cartão de crédito.

 A minha opção foi por pagamento antecipado no Brasil  com cartão de crédito, valor dividido em 3 vêzes. Pedi ao Bruno, um carro com motor 1.6, pois iria dirigir  em estradas. Apesar de  ter pedido um Golf, a Hertz me entregou um Stillo, camionete. Excelente performance em estradas, subia e descia na mesma velocidade. As malas e os berimbaus foram todos na mala do carro que é enorme.

Peguei o carro com tanque cheio e entreguei com  tanque cheio.

  SEGURO DE VIAGEM

  O seguro viagem foi feito também com o Bruno da Superviagem. O valor exigido é de 10.000 euros, paguei US$43,00 também com cartão de crédito. 

 

 

 

Todos os posts da série Viagem à Sicilia:

 

Viagem à Sicilia

 

Taormina

 

Siracusa

 

Piazza Armerina

 

Bora pra Palermo

 

Erice tem magia

 

Segesta

 

De volta à Palermo

 

Ciao Sicilia 

 

Segesta

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O impacto

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com o belo 

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em forma bruta.

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Saimos de Erice para Segesta, Templo dórico construido no século V a.C. com grande expectativa em conhecê-lo reforçada por recomendação de Lea não deixem de ir à Segesta.

 A distânca é de 42 km, mapinha acima, percorrido em mais ou menos 1 hora.

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Segesta em  imagem de satélite. As bolinhas azuis sobre o templo em forma retangular. As duas linhas brancas são a escadaria que se sobe.

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 O  ônibus estaciona, no sopé da colina, onde no alto foi construido o Templo que não é visível de baixo. Comprei o ingresso por 6 euros, sem fila.  Dali em diante, sobe-se uma escadaria imensa para chegarmos ao Templo . Haja fôlego, uns 15 min subindo escada e  a curiosidade em vê-lo é graaande.

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Chegando lá em cima começa-se a avistar a parte de cima do templo, emoção !!!

 

 

 

 

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Ao chegar de frente para o templo de Segesta, paro pois há um impacto pela sua grandiosidade. Belíssimo !!!

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O Templo com 38 colunas foi construído pelos élimos, o mesmo povo que construiu e habitou Erice, mas ficou inacabado, não havendo teto, nem cello, espaço fechado dentro do templo, onde eram colocadas as imagens dos deuses. Segundo os historiadores, o templo não foi concluido devido à guerra, tendo Atenas como aliada,  com a rival Selinunte. Possivelmente por estar inacabado,  e por sua localização  isolada, o Templo de Segesta  não  foi destruido por povos  invasores. 

 

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Com o video percorre-se um pouco do Templo com os olhos. E ouve-se como os italianos falam sem parar.

Desculpem, é beem primário 😉

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As colunas são majestosas.

 

 

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Percorre-se aos poucos aquele templo grandioso. Transcrevendo o Frommer’s: The Tempio of Segesta is one of the most perfectly preserved survivers from the days of antiquity. Unlike the sprinkling of columns in most Sicilian archaeological gardens, this is a full temple of scope in dimension, with its columns relatively intact.

 

 

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Isolado, o Templo é perfeito para meditação. Como Erice, Segesta tem magia.

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O Templo é afastado de centros urbanos, e com uma vista belíssima como vocês podem ver na foto. Passa uma paz enorme. Imagino que asssistir o por do sol em Segesta deve ser tudo.

Como Erice, Segesta é imperdível !

Vocês  estão testemunhando como a Sicília é rica em sítios arqueológicos.

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A  foto (não é minha) dá uma visão total do Templo.

 

Todos os posts da série Viagem à Sicilia:

Viagem à Sicilia

Taormina

Siracusa

Piazza Armerina

Bora pra Palermo

Erice tem magia

Segesta

De volta à Palermo

Ciao Sicilia 

Erice tem magia

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Acordamos bem cedo para nosso tour à Erice e Segesta, tomamos um capuccino preparado gentilmente pelo funcionário da noite do hotel  e um brioche correndo, pois  o ônibus passou para nos buscar, às 6:45h.  No ônibus, somente  uma francesa sozinha, diga-se de passagem  um ótimo papo. Mais na frente, uma parada num resort  onde  entraram a guia e mais alguns franceses.

Para vocês se localizarem, Erice fica na costa oeste da Sicilia, a 114 km de Palermo. O mapa abaixo.

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A viagem  incluiu a paisagem de Castellamare del Golfo que vocês viram

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no post  anterior sobre Palermo.  Parece uma pintura concordam ?

 

Erice fica a 750 m acima do mar,  com uma vista deslumbrante de Trapani (pronuncia-seTrápani). Em dia claro é possível avistar a Tunísia, no norte da África.

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Monte Cofano, em Trapani

 

 É impressionante  como esta cidade medieval com 3000 anos de história encontra-se quase  intacta, preservando seu encantamento à medida que andamos por aquelas ruelas que emanam um ar de mistério. Foi fundada, pelos Elimos que cultuavam Vênus,  deusa do amor e da fertilidade. Andar a pé pelas ruelas da encantadora Erice, é delicioso,  como se estivéssemos num cenário e  a qualquer momento  pudéssemos nos encontrar face a face, com Vênus.

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As ruas em Erice  são meio curvas e é fácil  perder-se  e ficar andando em círculos. Possivelmente, a intenção era essa mesmo. E foi o que me aconteceu na hora de sair, parei para tirar  fotos das ruelas e pátios internos das casas, e custei para achar a saída para Porta Trapani, até que ufa consegui.

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Bem, nosso ônibus estacionou em Porta di Trapani, e dali seguimos à pé. Como Taormina, Erice também fica  no alto, no caso do monte Eryx. Como vocês vêm, a vista de Trapani e do Monte Cofano é magnífica.

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O mapa da cidade que tem forma triangular.

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Porta di Trapani, uma das 3 entradas da cidade que é quase toda em pedra.

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Este calçamento lindo é uma característica da cidade, 10 em 10 fotos  de Erice  incluem esta.

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Erice é conhecida na Sicilia por seus doces, uma especialidade das freiras dos conventos de Erice, cujas receitas foram sendo aperfeiçoadas entre os  séculos 14 a 18. A lojinha de doces mais famosa é a de Maria Grammatico,  uma ex-freira que tornou-se famosa na Itália pelo livro que escreveu sobre sua vida. Paramos, claro em sua loja, entramos e ela própria veio ao balcão. Posso dizer que os doces são os melhores que já comi na vida, nham

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A loja é um delírio !

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Há doces e marzipans  em formato de frutas e bichinhos que são uma perfeição.

 

 

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Os canolis claro !! E biscoitos de amêndoa, uma especialidade de Maria Grammacho.

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Nos deliciamos  com uma fatia desta torta de damasco com amêndoas, leve, divina e uma de chocolate  com um expresso. Pedimos para levar,  alguns folhados. Dá vontade de levar a loja toda  😆   A fatia de torta por 1,50 euros, o que não é caro. O endereço da loja, Via Vittorio Emmanuele, 14.

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A cidade é limpíssima, olhem este aspirador a postos.

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Chegamos à esta praça simpática, ótima parada para um café.

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Passamos pelo hotel Elimo, na via Vittorio Emanuele, 75  onde nos hospedaríamos caso dormíssemos uma noite em Erice. Foi  indicado pela Lea. A diária acertada por e-mail seria 110 euros com café.

good morning from elimo hotel.
we can reconfirm your request.
room rate per day euro 110.00
we have lift.
Não é embromação  minha, aí está a mensagem.

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As casas são floridas assim, umas gracinhas.

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Os pátios internos das casas,  prontos para serem clicados por qualquer revista de decoração.

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Hora de voltar, chegamos à Porta di Trapani, entrar no ônibus e seguir para Segesta. Antes, parada para mirar este visu fantástico.

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Descemos o monte Eryx, com overdose de visus como estes.

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Lea, estou esperando os seus pitacos 😉

Todos os posts da série  Viagem à Sicilia:

Viagem à Sicilia

Taormina

Siracusa

Piazza Armerina

Bora pra Palermo

Erice tem magia

Segesta

De volta à Palermo

Ciao Sicilia 

bora pra Palermo

 

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Sicilia em imagens de satélite

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 A manchinha branca é a neve no vulcão Etna !

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Ainda imagem por Satélite, Sicília e estradas.

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Vejam a estrada de Siracusa para Palermo, a noroeste.

Domingo, dia 5 de agosto, depois de um bom café da manhã no Gutkowski, nos preparamos para deixar Siracusa. Fizemos o check out  pagando 2  diárias, como acertado por e-mail e pedimos ajuda ao funcionário da recepção com a bagagem até o carro que  tinha ficado estacionado na véspera, em frente ao hotel, à beira mar. Antes de entrar no carro ainda olhamos para aquele mar lindo à nossa frente, e nos despedimos de Siracusa, ciao bella.

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Mapas na mão, seguimos em direção à estrada E45 até Catania, e em seguida pela A19  começamos a atravessar o centro da Sicilia,  no sentido norte,  para Palermo. O mapinha do Via Michelin está ali em cima.

Atravessamos  montanhas e montanhas, grande parte da vegetação esturricada de tão seca. Diga-se de passagem, nenhum incêndio, quer dizer, ninguém joga cigarro pela janela. Subimos e descemos com nosso bravo Stillo que se comportou muitíssimo bem.  Tudo ao som de Michael Bouble que Bia tinha comprado em Taormina.

Paramos no posto de gasolina da rede Autogrill, onde havia uma loja de conveniência. Já eram 14:00 e bateu a fome. Olhamos na geladeira, vários sanduiches apetitosos com aqueles pães maravilhosos. O escolhido foi com pão fininho tipo árabe, recheado com tomate e muzzarela de buffala, aquecido na chapa ficou djilicia. Acompanhando um suco de acerola com laranja e gatorade. Tudo 13,50 euros.

Em algum ponto da estrada, saí da A19 e passei para outra estrada à beira mar, o que não foi mal negócio, pois a paisagem  mudou, vimos aquele mar lindo, agora o Tirreno e não resistimos, paramos mais uma vez num posto  para abastecer  e claro ver a paisagem.  O  mar lindo

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e do outro lado esta paisagem  verde com montanhas rochosas ao fundo. Enchi o tanque, tomamos um café e bora pra Palermo.

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Continuamos em frente, já  nos aproximando de  Palermo, e  tínhamos sido avisadas que a entrada na cidade seria mais complicadinha, pois  é bem maior do que Siracusa. Abaixo está o mapa de parte da cidade. O pino amarelo, é o nosso hotel  o Ucciardhome.

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Palermo imagem de satélite

Ao entrarmos na cidade, uma marginal enooorme, fomos seguindo, seguindo, paramos para perguntar, sinistra, destra, rotonda e eis que ficamos perdidaças. Entra aqui, sobe ali, vira à esquerda, parei ao lado de um carro com um homem e falamos, hotel Ucciardhome, Via Enrico Albanese.  Ele olhou o mapa e disse que estávamos na periferia, isto é fora da cidade. Mas, o que este anjo fez ? Entrou no carro dele, e fez sinal para que o seguíssemos. Por mais ou menos 15 min ou mais, atravessamos a cidade, entrando e saindo de ruas, e eis que de repente ele fez sinal  para que parássemos.  Estávamos na frente do Hotel Ucciardhome !

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Não é o máximo ???? Agradeci muito a ele que me respondeu não ter feito nada demais. 😉  Tem recepção melhor a um turista que chega à uma  cidade ?? Àquela altura, já estávamos amando Palermo  😆

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Entramos no hotel, e logo se aproximou o Marco  que com um sorriso de orelha a orelha, nos ajudou com as malas.  😆

O hall de entrada que vocês vêem acima  nos deu uma ótima impressão com decoração moderna e clean.

O Ucciardhome tinha sido muito recomendado pela Léa que se empenhou para que nos hospedássemos lá. Pelo site vimos que era mesmo muito bacana, e fiz a reserva por e-mail.

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Quarto grande com som e TV de plasma. O banheiro ótimo e bonito,  como vocês podem ver com louças modernas, toalhas branquíssimas sempre, shampoo, secador, condicionador e tudo que temos direito.  😉  E importante, split !

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 Só que mais importante do que estarmos num hotel bacana e confortável,  estávamos cercadas de pessoas alegres e sorridentes sempre, amáveis e eficientes ! Portanto, ao invés de colocar estas fotos no final do post, quero colocar no início, para vocês verem que nossa linda estadia em Palermo, deveu-se a eles:  Lucia,  Marina, Serena, Giuseppe, Mari e Marco !! Gràzie tanti carissimos  !!   

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Marco era o anjo que no fim do dia, batia em nossa porta com toalhas  felpudas  branquinhas e quentinhas, shampoo, condicionador, kit para unhas,etc.

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        O café da manhã era servido pela Mari,  no térreo.

 

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Reparem neste painel que legal. As fotos de todos os funcionários e embaixo está escrito PRISIONIERI DEL RELAX.

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Pode-se tomar o café também neste jardim.

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Nos instalamos no quarto, e fui  tomar aqueeele banho, naqueeele box grande, com aqueeela ducha grandona, com aqueeele sabonete e aqueeele shampoo. As mulheres sabem do que estou falando 😉 Nada como aquele chuveirão maravilhoso.  Depois, lavar  umas blusinhas, já que em Siracusa não tinha dado tempo.  Como o quarto era grande ficou mais fácil dar uma rearrumada na mala. Relax pois uma gripe estava querendo me pegar. Claro que mais tarde desci para escrever no blog para vocês. Os quartos têm wifi, mas euzinha não tinha laptop. Daí tinha que usar o computador do hotel, pufavô tem gente esperando, e eles amavelmente viravam o monitor pro meu lado, e eu ali em pé mesmo contava nossas andanças, um pouquinho cada dia, lá no post Viagem à Sicilia. Não havia computador comunitário.

2a. feira, descemos para tomar aquele café, servido pela Mari, com croissants à vontade, pães variados, capuccino, vários sucos, geléias, frutas, frios, incluindo parma que eu amo. Os frios ficavam naquele aparador (a foto está ali em cima)  embaixo da foto da galera do Ucciardhome. Tudo beeem farto.  O ambiente muito bonito, eu diria elegante discretamente.

Quando acabamos,  fui conversar com Marina sobre passeio para Erice e Segesta, pois achei que ganharíamos tempo com um motorista, sem ter que entrar e sair de Palermo que vimos na véspera era  demi chatinho. Sim, era um tour. Lea havia dito dito que ambos eram imperdíveis. Não deixem de ir à Segesta ! Cada pessoa 33 euros.

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Aí estão Lucia e Marina no computador.

Em seguida, saímos para  fazer o reconhecimento da área e andar por Palermo. Em frente ao hotel há o presídio Ucciardhome, por isto o nome do hotel.

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Na imagem de Satélite de Palermo, lá em cima, onde está o alfinete amarelo, vocês podem ver a estrutura do presído na frente. Posso dizer que o local é calmíssimo, a rua uma tranquilidade. Beem diferente dos presídios brasileiros. 😉

Eu precisava descarregar as fotos, pois meus 2 cartões de memória estavam esgotados, e eu odeeio apagar fotos.

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no caminho, as motos,

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os carros gracinhas,

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e os Smart que são uns fofos.

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Palermo, do grego Pan-Ormos é a capital e principal cidade da Sicília. Foi fundada pelos Fenícios no século 8 A.C. num porto natural na costa noroeste da Sicília. É considerada a cidade mais conquistada do Mundo devido aos inúmeros povos que ali habitaram e lutaram: fenícios, sículos, gregos, romanos, bizantinos, árabes, cristãos, judeus, normandos, espanhóis, franceses, italianos. A arquitetura da cidade mostra as diferentes influências de estilo.

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Sim, Palermo ainda tem charretes que convivem com a modernidade.

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Teatro Politeama Garibaldi 

Como eu dizia  lá em cima, procurava  uma loja para descarregar as fotos. A Marina tinha nos indicado loja na rua Cavalaro Salvatore, na Piazza Castelnuovo. Achamos a loja, entramos e já fiquei maluquinha com os gueri-gueris eletrônicos. Consegui o adaptador universal  que os free shops não tinham. Lembram o post que o Riq fez há alguns meses sobre adaptadores ? Só que quando começávamos a distrinchar a variedade enorme de itens da loja, fomos convidadas a sair, pois iam fechar para hora do almoço. Só consegui pagar o que já tinha separado: óculos escuros bonitos e  baratos e bolsinhas para MP3 ou celular, com cordinha para pendurar no pescoço, que estavam no balcão. O adaptador custou 14,90 euros. As bolsinhas em torno de 5,90 cada e os óculos em torno de 38 a 40 euros. Fotografo depois e coloco aqui.  Me arrependi de não ter comprado roteador nessa loja, vi no encarte depois que saimos da loja,  o preço era bom, mas acabei não voltando lá. Por experiência em viagem aprendi que é assim,  gostou compra na hora porque em geral você não passa lá outra vez. Detalhe a loja não descarregava fotos, mas indicou outra. Atravessamos a rua, e fomos na Centro Foto Di Marches, na Via Emerico Amari, 154. Não podiam descarregar na hora porque não tinham CD, só que vi  2 cartões de memória a um preço convidativo. O de 1 Gb a 18 euros e o de 2 giga a 26 euros. Levei os 2, só tinham aqueles. Posso dizer que no ano passado, o cartão de 1Gb no Free Shop custava 100 dólares, não comprei porque achei caro. Bem, saí da loja com o problema resolvido. 😉

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Comecei a procurar farmácia para comprar vitamina C , não só há poucas, como também fecham  no horário de almoço, todo mundo faz sesta.  Resolvemos  procurar algum lugar para almoçar  já que passando de 2 da tarde, os restaurantes não servem mais almoço. Tínhamos descoberto na esquina da R. Archimedes um café que tinha saladas com boa cara. Sentamos e o rapaz que nos atendeu  era uma simpatia e com super boa vontade, o que ajuda que a refeição fique mais agradável, concordam ?  Brasile, Maracanã, Corintians, Ronaldinho, Kaka, futebol, sorriso de orelha a orelha,  pronto tudo em casa. Pedimos um prato de abobrinhas e beringelas assadas e uma salada de peito de peru defumado, atum, milho, raddichio, tomates e suco de pera. Porções generosas. Pão e azeite, tudo ótimo. Espresso para fechar.

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Quanto pagamos ?  25 euros.

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Deixo essas fotos de Castellmare del Golfo para o relax  do domingo.  🙂

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O Teatro Maximo construido entre 1875 e 1879,  tem o maior palco da Europa depois do Opera de Paris.

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A arte renova o povo eles sabem o que dizem.

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 Como eu tinha comentado no post Viagem à Sicilia os europeus aderiram ao split.

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Andando pela Enrico Albanese, roupas secando penduradas do lado de fora da janela, colchas, lençóis, na altura dos transeuntes. Pensamos, imagine  isso no Brasil,  em pouco tempo estas roupas não estariam mais aí   😉

E a segurança em Palermo ? Eu havia lido nos guias, tanto no Frommer’s quanto no Rough Guides, alertas sobre cuidados a serem  tomados em Palermo com o roubo de bolsas e carteiras nas ruas, e que as mulheres evitassem ruas escuras.

O que eu posso dizer é que não tivemos nenhum problema com segurança em nossa estadia na cidade,  mesmo à noite quando voltávamos a pé para o hotel que ficava afastado do centro. No stress. Acho que os brasileiros que moram nas maiores cidades no Brasil estão vacinados.

Sobre a Mafia, o que ouvi é que sua ação ficou bastante reduzida depois da intervenção de dois juizes, Falcone e Borsallino, na década de 90 a quem o povo é muito grato. Em sua homenagem, o aeroporto internacional Punta Rasi, em Palermo chama-se Falcone Borsallino. Os restaurantes ainda teriam que pagar para não serem molestados, não sei se é verdade.  Como a Carmen comentou, a Mafia tem tentáculos que para nós não são visíveis. Lembrei ter assistido na TV, uma entrevista do Ricardo Amaral, empresário da noite que teve boate em Nova York. Ele dizia que a Máfia tem controle sobre as boates lá. Tem mensalão também.

Eu diria que esta prática de extorsão e corrupção generalizou-se no mundo, inclusive no Brasil, vide mafia dos bingos, sanguessugas, mafia dos caça níqueis e outros, vergonhosas. E também as milícias e poderes paralelos que decidem se o comércio abre ou fecha, ou até se o povo pode ou não andar nas ruas.

O que soube é que a Sicilia beneficiou-se muito com o incremento do turismo.

Ainda não tinha feito comentário sobre a alteração de roteiro que fizemos. Havia um roteiro sugerido pela Lea em que saindo de Siracusa, seguiríamos pela costa, parando em Siacca um dia e em Erice, outro dia. Dali seguiríamos para Palermo. Decidimos ir direto para Palermo, evitando o entra e sai de hotel, e fazendo Erice a partir de Palermo, num bate e volta,  o que ficaria menos cansativo. Ao invés de entrarmos no Ucciardhome na 2a., antecipamos para domingo, o que com um telefonema de Siracusa foi resolvido.

À noite, jantamos no Al Bagatto indicado pelo hotel, em frente à praça Giardino Garibaldi. Agradável com mesas com ombrelones na área externa. A massa com molho pesto e camarões, boa, não excepcional. Com expressos: 28 euros.

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Ficamos enlouquecidas com esta loja de artigos de casa, vocês não têm idéia do design das peças, dava vontade de levar tuudo. 

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Todos os posts da série Viagem à Sicilia:

Viagem à Sicilia

Taormina

Siracusa

Piazza Armerina

Bora pra Palermo

Erice tem magia

Segesta

De volta à Palermo

Ciao Sicilia 

Piazza Armerina

 

 

Piazza Armerina é  conhecida mundialmente pelo sítio arqueológico da famosa Villa Romana del Casale  onde encontram-se  os mais importantes e bem conservados mosaicos da época dos romanos. E é para lá que nós vamos.

 

Antes, transcrevo a descrição do Frommer’s sobre Piazza Armerina : ” Few foreign vistitors cut into the inland trails of central Sicily to discover the treasures they hold. Sicily’s coastline, with its Greek ruins, ancient cities, and fabulous beaches, is juts too alluring, especially on a hot summer day. But even a short visit will give you a taste of the montainous interior of this fascinating island, a land that is more representative of  traditional Sicily than its port towns and villages. In this short jaunt, we penetrate the wilds of central Sicily to discover one of the grandest Roman villas ever unhearted. Celebrated for its stunning mosaics, Villa Romana del Casale, outside the town of Piazza Armerina, is definetely worth the trek inland. It’s one of the highlights of antiquity and may be Sicily’s greatest single man-made attraction.”

O que diz o Rough Guides: “Piazza Armerina lies amid thick tree-planted hills, a quiet, unassuming place mainly seventeenth and eightinth century in appearance, its skyline pierced by towers, the houses huddled together under the joint protection of castle and cathedral. All in all, it is a thouroughly pleasant place to idle around, though the real local draw is an imperial Roman villa that stands in rugged countryside at Casale, 5 km southweast of Piazza Armerina. Hidden under mud for 700 years, the excavated remains reveal a rich villa, probably a hunting lodge and summer home, decorated with polychromatic mosaic floors that are unique in the Roman world for their  quality and extent. The Villa Romana dates from the early fourth century BC and was used right up until the twelfth century when a mudslide kept it largely covered util comprehensive excavations in the 1950s. It’s been covered again since to protect the mosaics, with a hard plastic and metal roof and walls designed to indicate the original size and shape, while walkways lead visitors through the rooms in as logical an order as possible. The mosaics themselves are identifiable as fourth-century Roman-African school, wich explains many of the more exotic scenes and animals portrayed; they also  point to the villa having had an important owner, possibly Maximianus Hercules, co-emperor with Diocletian.”

Villa Romana del Casalle

Depois do café da manhã,  fomos buscar o carro no estacionamento, a uns 5min a pé do hotel Gutkowski. Aliás, este hotel fica muito bem servido de estacionamento, uma vez que este é enorme e baratíssimo. Depois de 9 da noite, 1 euro.

 

distância de Siracusa à Piazza Armerina: 139 km

Saimos rumo à Piazza Armerina que fica no meio da Sicilia, onde eu tinha a expectativa de ver os famosos mosaici (pronuncia-se mosaixi).  Mapinhas na bolsa (o Via Michelin aí em cima) , pegamos a estrada E45 em direção à Catania.  Sim, pela auto estrada temos que voltar até Catania, e depois  em direção ao centro da ilha pela A19.  Pagamos 1 pedágio somente,  3,20 euros. Em seguida passamos para uma estrada secundária, a 117bis. Passamos por muitas, e muitas colinas, de vez em quando verificávamos se estávamos no caminho certo. Em algum ponto avistamos no meio das colinas, um lago pequeno lindo, verde esmeralda !        E tome estrada.

 

De repente avisto a placa do restaurante  Al Fogher recomendadíssimo pela Lea. Paramos para tentar almoçar, mas  a moça que abriu a porta informou  que estava fechado  😦    Continuamos um pouco mais à frente e paramos no Al Ritrovo.

Várias mesas ocupadas por um grupo de turistas. Eu sei, lá tô eu  falando de novo em comida, mas na Itália a comida não só é farta, como saborosíssima. Fora que  os italianos têm prazer em se sentar à mesa. Para começar, pedimos  uma salada de raddichio com tomate e muzzarela de buffalo, era enoorme, as folhas crocantes  e   a muzzarela imensa que derretia na boca.  Estava no ponto certo com aquele azeite maravilhoso, nhamm. Trouxeram também uns pães deliciosos.  Adoro pão com azeite.  Em seguida, pedimos um bife de vitela à milanesa  e batata assada. O bife fininho estava também no ponto certo. Água mineral com gás, sempre 750ml ou 1l  e para fechar pedimos 2 expressos. Pagamos  33,10 euros.

    

                      

No grupo que estava no restaurante, ao olhar estas duas discretas cabeleiras fashion, não pude deixar de lembrar do e do Beto.   😉

Continuamos pela estrada A19 e eis que de repente, surge à nossa frente no alto, Piazza Armerina, linda. Parecia uma miragem.

Piazza Armerina

Dali em diante paramos muuitas vêzes , pedindo indicação como chegar à Villa Romana del Casalle.  Numa delas, parei em frente a um bar, havia 2 homens, perguntei  per favore mosaci. Tentavam explicar em altos brados, de onde estavam. Como estava muito confusa a explicação  🙄 eis que um menino de uns 7 anos, com os  olhos azuis mais bonitos que já vi, se aproxima e explica pausadamente, tudo da forma mais clara possível. Nisto, um dos homens tomando-se de brios,  levantou-se e repetiu a sua explicação, mas o menininho deu um banho com aqueles olhinhos azuis irresistíveis.

Finalmente chegamos !!!

Estacionamos o carro, havia muitos, e começamos a caminhar. Não se vê nada da estrada. É preciso descer muitas escadas e uma boa caminhada para chegar até lá. Ingresso:  6 euros e não havia fila

Agora venham comigo. Vou andando e  me aproximando da entrada

 

Tudo coberto com estrutura metálica e plástico rígido.

Na entrada, finas colunas corintias (corinthiennes, se a tradução estiver errada, me corrijam)

 

Vestígios do aqueduto que alimentava as termas

 

As termas tinham a água aquecida  por um “calidarium”

que ficava acima das banheiras

banheiras térmicas

Entramos e andamos em passarelas de estruturas metálicas estreitas que ficam, como vêm acima, em nível mais alto que o piso, o que favorece a visão dos mosaicos. Por outro lado, como as passarelas são estreitas, nem sempre é possível tirar fotos no melhor ângulo ou perspectiva.

figuras de animais

As fotos não estão editadas, esta é a cor natural dos mosaicos que são protegidos por uma areia ou terra fininha

Detalhe da foto acima, competições

 

Trabalho de restauradores em curso.

Tudo coberto com o  plástico rígido.

Os biquinis não são de hoje ….

 

Caçadas

 

Corridas

Na saida, muitas barraquinhas com lembranças, folhinhas de 2008, chapéus e viseiras de  palha, os mais bonitos que vi, e baratos. Algumas comprinhas, depois deixo a foto aqui.

     

Voltamos antes que anoitecesse, e fui seguindo um ônibus de turismo até um certo ponto. Parei na SS 114, num posto de gasolina Esso para abastecer. Enchi o tanque 39,25l, paguei 37 euros. Tomamos 2 gelatti 4 euros e 2 expressos e água mineral.  Seguimos em frente, chegamos em Siracusa à noite. Demos uma paradinha na Corso Umberto para umas comprichas, mas logo fomos conduzidas a sair pois a loja ia fechar, e elas não esperam mesmo. Você é tocada de lá por livre e expontânea pressão. Voltamos para o hotel, meus pés estavam brancos do pó de Piazza Armerina. Tive que colocar a sandália literalmente debaixo da torneira para voltar à sua cor natural.

 Para fechar nossa estadia em Siracusa, fomos brindadas eu diria, com o melhor restaurante em que estivemos. Como contei no post Viagem à Sicilia  este restaurante foi o destaque não só pela excelente comida e vinhos envelhecidos até o teto, como o refinamento de seu serviço, mas tudo absolutamente natural.

Ao sairmos para jantar, pedimos indicação de restaurante à recepcionista do hotel, ela deu a dica do Dom Camillo. Dava para ir à pé do hotel, na Via Maestranza, 96. Lá fomos nós confiando na dica. Sinto dizer a vocês que não tirei fotos, pois achei que ia ser um mico, além do que ia estragar o ritual do serviço daquele jantar. A qualquer pessoa que for à Siracusa, eu digo,  não pode deixar de jantar no Dom Camillo. É um must. Entramos sem reserva, sala com poucas mesas, a maioria ocupadas. Nas paredes muuitos diplomas. É um bom restaurante para comer ostras e lagostas. Vi alguns pratos passando. Trouxeram no início, uns pãezinhos minúsculos quentinhos que o garçon tirou com uma pinça enorme de um cesto grande. Em seguida, ainda como serviço,  num prato pequeno quadradinho de vidro preto,  uma ostra. Pedimos uma comida leve,  Bia massa e eu um risotto com peixe espada e camarões (gamberoni) . Ambos deliciosos. Acho que foi o melhor risotto que já comi. Sobremesa,  sorvete de pistache e Bia torta Dom Camillo, djilicia os dois. Não achei caro, cada prato na faixa de 10 a 15 euros.

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Siracusa

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 Esta foto do interior do Duomo não foi editada. A luz que entrou pela fresta da porta, iluminou as colunas na medida certa, digamos que foi um presente dos deuses.

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Saimos de Taormina rumo à Siracusa, com o gostinho de quero mais, no  dia 2 de agosto, 6a feira,  como estava previsto em nosso roteiro. Como  contei no post Viagem à Sicilia,  ao sair da cidade erramos o caminho, o que foi um bom negócio, e passamos por uma cidade medieval lindinha, Castelmola. Pegamos a  A18 e depois caimos na E45 a auto estrada (mapa abaixo) que vai à Siracusa, passando por Catania. Por sinal, as estradas da Sicília foram uma grata surpresa, excelentes e bem sinalizadas ! Passávamos de vez em quando por bouganvilles escandalosamente floridos.

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 O percurso de Taormina à Siracusa é de cerca de 120 km. Pagamos somente 1 pedágio de 3,20 euros.

Pronto, chegamos em Siracusa, e agora com o mapa  da cidade na mão, procuramos a Via Lungomare Vittorini, 26, endereço do Hotel Gutkowski,  no bairro Ortigia.

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 Os colonizadores gregos estabeleceram-se mais precisamente em Ortigia que concentra o maior número de ruinas e monumentos em Siracusa.

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A referência do hotel é o único prédio azul nesta avenida. De fato, depois de atravessarmos a ponte que liga à ilha de Ortigia, não tivemos dificuldade em avistar o hotel de longe. Os outros prédios e casas têm cor argila.

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Depois de nos instalarmos no quarto, saimos para reconhecimento da área, caminhando pelo cais.

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Passamos por esta praça, e entramos num café,  na Via delle Maestranze 2,  onde vimos na vitrine gelatti e docinhos irresistíveis.

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Comemos um fatia de pizza quadrada com suco, gelatti e para  arrematar a tartelette de frutas vermelhas irrestível e café. Pagamos tudo 9,60 euros para 2 pessoas. O gelatti estava maravilhoso, nham

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Dali, seguimos para a Piazza del Duomo, segundo o Frommer’s,  considerada uma das mais bonitas da Itália.

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A fachada do Duomo fica de frente para o sol poente, um espetáculo para nossos olhos.

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O maior impacto  de beleza e história que tive,  foi  ao entrar no Duomo e admirar as pilastras de um templo grego, construido no Século V a.C, portanto há 2500 anos. Os romanos construiram a  catedral  por cima do templo, mantendo as pilastras que resistiram como  marcas indeléveis da história. De frente para elas  no interior do Duomo,  iluminadas apenas pelo feixe de luz que passava  pela fresta da porta,  senti um enorme emoção ao poder contemplar  um pouco  da história do início de nossa civilização. Na entrada, havia um grande cesto com chales para que cobríssemos os braços.  O interior muito escuro, pouquíssima luz, as pessoas que entravam falavam muito baixinho, em respeito àquele monumento diante de nossos olhos, cuidando para não quebrar  o encantamento que aquela obra representava diante de nós.

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Na parte interna, os arcos, as pequenas capelas, altares e imagens belíssimos. Devido à pouquíssima luz, as fotos mesmo editadas ficaram com pouca luminosidade, e não pude aproveitá-las.

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3 capelas dentro do Duomo.

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 Ao sair, fui dando a volta para admirar as pilastras do templo pelo lado de fora.

A entrada no Duomo é gratuita.

Sentamos num café na praça do Duomo, onde ficamos  até o sol se por, de frente para o Duomo e a praça linda !

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A família de franceses sentada à nossa frente, e a bebezinha que não queria voltar para a cadeira, depois que o avô passou algumas batatas fritas, mas foi “convencida” pela mãe a encaixar as perninhas na cadeirinha.

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A menininha- a menor – deu um show de patins. Entrava à toda na curva para passar embaixo do arco.

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Lá vai ela !

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Comemos ali mesmo, no Caffé La Piazza Duomo, um ravioli. Bia uma lazanha. Com bebidas 16 euros.

 Um pouco de história:

Siracusa teve seu apogeu na época dos gregos quando se tornou mercado exportador para a Grécia,  competindo com  Atenas.  E por isto foi muito cobiçada.

Foi  fundada pelos Corintos  cerca de 734a.C.. Em 100 anos, a cidade ficou tão poderosa que enviou seus próprios colonizadores para para o sul e oeste da Sicilia . Foi tal a prosperidade e poder da Sicilia que passou  a incomodar Atenas,  tendo sido atacada pelos romanos em 415 a.C. 

No século IV a.C., sob o domínio de Dionisio I um dos maiores déspotas,  a cidade se tornou uma grande base militar, que construiu  fortes e  muros em torno da  cidade . Siracusa se manteve no apogeu,  por 200 anos, até ser atacada pelos romanos em 215 a.C.

Arquimedes, o físico/matemático e inventor grego, eu não sabia, nasceu em Siracusa. Lutou bravamente contra os romanos,  em defesa de sua cidade. Transcrevo a seguir, trecho que achei muito interessante sobre a participação ativa de Arquimedes em defesa de sua cidade com inventos bélicos : ” De fato, existem inúmeras referências a Arquimedes nos escritos de sua época, dada a reputação quase sem par que ele ganhou neste período. Curiosamente a razão para isso não era um interesse generalizado em Matemática, mas sim nas máquinas que inventou para serem usadas na guerra. Estas armas foram particularmente eficientes na defesa de Siracusa contra os Romanos, liderados por Marcelo.

Escreve Plutarco: … quando Arquimedes começou a manejar suas máquinas, ele de uma só vez atirou contra as forças terrestres todos os tipos de mísseis, e imensas massas de rocha que caíram com barulho e violência inacreditáveis, contra as quais nenhum homem poderia resistir em pé …  ”   ele morreu justamente no massacre que se seguiu à rendição da cidade. 

Em 1693, um terremoto que atingiu Siracusa destruiu muitas casas que foram reconstruidas.

Já no século XX, Siracusa foi bombardeada duas vêzes pelos aliados, na 2a guerra mundial. Apesar disso, muito pouco dos belíssimos monumentos históricos foi atingido.

Está no Frommer’s da Sicilia: “We’ll even go out on a limb and suggest that if you’re forced to choose  between Agrigento and Syracuse, opt for the latter, whose  wealth and size were once unmachted by any other city in Europe”. 

A ilha de Ortigia  concentra a maior parte das  ruinas de Siracusa, mais de 2700 anos de história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando começou a escurecer, fomos a pé por aquelas ruelas estreitinhas até o cais.

 

 

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as ruas medievais estreitinhas

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Passamos por estes 2 Smarts que apelidamos de mosquitinho, desde o ano passado,  e  a moto com capota.

 

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Chegando ao cais.

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Voltamos caminhando para o hotel à beira mar.

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fortificações

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corais

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já quase em frente ao Gutkowski.

Eu já contei a vocês que este hotel estava no site que o Riq me passou de hotéis charmosos e baratos, 100 euros a diária com café super farto. O hotel também está no Frommer’s e no Rough Guides. Não conseguimos  quarto de frente para o mar, mas a janela de frente para uma casa antiga  me mergulhava mais ainda na história.

No dia seguinte, acordamos e fomos tomar café chez Mme. Gutkowski, no outro prédio do hotel.

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A ala nova do hotel, onde é servido o café da manhã.

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Prestem atenção nestes arcos, eles não podem ser mexidos. As obras para instalação de hotéis e restaurantes (passamos por vários) têm que preservar os arcos, tal qual estão.

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Os pratos são pintados à mão, não tem um igual ao outro.

 

A Lea tinha se empenhado muito para que ficássemos no  L’Approdo, dizia ela   “O link pro LApprodo é: www.apprododellesirene.com  . A diária de um quartão com vista e café era 120 euros”. Fica em Ortigia também,  não cheguei a visitar, é super bem localizado também. Mas, como não tinha elevador, ficamos no Gutkowski que recomieeendo.

 

uma explicação: linkei a Wikipedia em espanhol que é muuito mais completa que a escrita em português, muito suscinta.

 

Nossa programação para o dia seguinte,  mereceu  um post que é o próximo,  Piazza Armerina.

 

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