Siracusa

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 Esta foto do interior do Duomo não foi editada. A luz que entrou pela fresta da porta, iluminou as colunas na medida certa, digamos que foi um presente dos deuses.

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Saimos de Taormina rumo à Siracusa, com o gostinho de quero mais, no  dia 2 de agosto, 6a feira,  como estava previsto em nosso roteiro. Como  contei no post Viagem à Sicilia,  ao sair da cidade erramos o caminho, o que foi um bom negócio, e passamos por uma cidade medieval lindinha, Castelmola. Pegamos a  A18 e depois caimos na E45 a auto estrada (mapa abaixo) que vai à Siracusa, passando por Catania. Por sinal, as estradas da Sicília foram uma grata surpresa, excelentes e bem sinalizadas ! Passávamos de vez em quando por bouganvilles escandalosamente floridos.

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 O percurso de Taormina à Siracusa é de cerca de 120 km. Pagamos somente 1 pedágio de 3,20 euros.

Pronto, chegamos em Siracusa, e agora com o mapa  da cidade na mão, procuramos a Via Lungomare Vittorini, 26, endereço do Hotel Gutkowski,  no bairro Ortigia.

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 Os colonizadores gregos estabeleceram-se mais precisamente em Ortigia que concentra o maior número de ruinas e monumentos em Siracusa.

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A referência do hotel é o único prédio azul nesta avenida. De fato, depois de atravessarmos a ponte que liga à ilha de Ortigia, não tivemos dificuldade em avistar o hotel de longe. Os outros prédios e casas têm cor argila.

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Depois de nos instalarmos no quarto, saimos para reconhecimento da área, caminhando pelo cais.

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Passamos por esta praça, e entramos num café,  na Via delle Maestranze 2,  onde vimos na vitrine gelatti e docinhos irresistíveis.

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Comemos um fatia de pizza quadrada com suco, gelatti e para  arrematar a tartelette de frutas vermelhas irrestível e café. Pagamos tudo 9,60 euros para 2 pessoas. O gelatti estava maravilhoso, nham

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Dali, seguimos para a Piazza del Duomo, segundo o Frommer’s,  considerada uma das mais bonitas da Itália.

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A fachada do Duomo fica de frente para o sol poente, um espetáculo para nossos olhos.

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O maior impacto  de beleza e história que tive,  foi  ao entrar no Duomo e admirar as pilastras de um templo grego, construido no Século V a.C, portanto há 2500 anos. Os romanos construiram a  catedral  por cima do templo, mantendo as pilastras que resistiram como  marcas indeléveis da história. De frente para elas  no interior do Duomo,  iluminadas apenas pelo feixe de luz que passava  pela fresta da porta,  senti um enorme emoção ao poder contemplar  um pouco  da história do início de nossa civilização. Na entrada, havia um grande cesto com chales para que cobríssemos os braços.  O interior muito escuro, pouquíssima luz, as pessoas que entravam falavam muito baixinho, em respeito àquele monumento diante de nossos olhos, cuidando para não quebrar  o encantamento que aquela obra representava diante de nós.

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Na parte interna, os arcos, as pequenas capelas, altares e imagens belíssimos. Devido à pouquíssima luz, as fotos mesmo editadas ficaram com pouca luminosidade, e não pude aproveitá-las.

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3 capelas dentro do Duomo.

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 Ao sair, fui dando a volta para admirar as pilastras do templo pelo lado de fora.

A entrada no Duomo é gratuita.

Sentamos num café na praça do Duomo, onde ficamos  até o sol se por, de frente para o Duomo e a praça linda !

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A família de franceses sentada à nossa frente, e a bebezinha que não queria voltar para a cadeira, depois que o avô passou algumas batatas fritas, mas foi “convencida” pela mãe a encaixar as perninhas na cadeirinha.

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A menininha- a menor – deu um show de patins. Entrava à toda na curva para passar embaixo do arco.

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Lá vai ela !

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Comemos ali mesmo, no Caffé La Piazza Duomo, um ravioli. Bia uma lazanha. Com bebidas 16 euros.

 Um pouco de história:

Siracusa teve seu apogeu na época dos gregos quando se tornou mercado exportador para a Grécia,  competindo com  Atenas.  E por isto foi muito cobiçada.

Foi  fundada pelos Corintos  cerca de 734a.C.. Em 100 anos, a cidade ficou tão poderosa que enviou seus próprios colonizadores para para o sul e oeste da Sicilia . Foi tal a prosperidade e poder da Sicilia que passou  a incomodar Atenas,  tendo sido atacada pelos romanos em 415 a.C. 

No século IV a.C., sob o domínio de Dionisio I um dos maiores déspotas,  a cidade se tornou uma grande base militar, que construiu  fortes e  muros em torno da  cidade . Siracusa se manteve no apogeu,  por 200 anos, até ser atacada pelos romanos em 215 a.C.

Arquimedes, o físico/matemático e inventor grego, eu não sabia, nasceu em Siracusa. Lutou bravamente contra os romanos,  em defesa de sua cidade. Transcrevo a seguir, trecho que achei muito interessante sobre a participação ativa de Arquimedes em defesa de sua cidade com inventos bélicos : ” De fato, existem inúmeras referências a Arquimedes nos escritos de sua época, dada a reputação quase sem par que ele ganhou neste período. Curiosamente a razão para isso não era um interesse generalizado em Matemática, mas sim nas máquinas que inventou para serem usadas na guerra. Estas armas foram particularmente eficientes na defesa de Siracusa contra os Romanos, liderados por Marcelo.

Escreve Plutarco: … quando Arquimedes começou a manejar suas máquinas, ele de uma só vez atirou contra as forças terrestres todos os tipos de mísseis, e imensas massas de rocha que caíram com barulho e violência inacreditáveis, contra as quais nenhum homem poderia resistir em pé …  ”   ele morreu justamente no massacre que se seguiu à rendição da cidade. 

Em 1693, um terremoto que atingiu Siracusa destruiu muitas casas que foram reconstruidas.

Já no século XX, Siracusa foi bombardeada duas vêzes pelos aliados, na 2a guerra mundial. Apesar disso, muito pouco dos belíssimos monumentos históricos foi atingido.

Está no Frommer’s da Sicilia: “We’ll even go out on a limb and suggest that if you’re forced to choose  between Agrigento and Syracuse, opt for the latter, whose  wealth and size were once unmachted by any other city in Europe”. 

A ilha de Ortigia  concentra a maior parte das  ruinas de Siracusa, mais de 2700 anos de história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando começou a escurecer, fomos a pé por aquelas ruelas estreitinhas até o cais.

 

 

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as ruas medievais estreitinhas

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Passamos por estes 2 Smarts que apelidamos de mosquitinho, desde o ano passado,  e  a moto com capota.

 

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Chegando ao cais.

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Voltamos caminhando para o hotel à beira mar.

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fortificações

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já quase em frente ao Gutkowski.

Eu já contei a vocês que este hotel estava no site que o Riq me passou de hotéis charmosos e baratos, 100 euros a diária com café super farto. O hotel também está no Frommer’s e no Rough Guides. Não conseguimos  quarto de frente para o mar, mas a janela de frente para uma casa antiga  me mergulhava mais ainda na história.

No dia seguinte, acordamos e fomos tomar café chez Mme. Gutkowski, no outro prédio do hotel.

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A ala nova do hotel, onde é servido o café da manhã.

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Prestem atenção nestes arcos, eles não podem ser mexidos. As obras para instalação de hotéis e restaurantes (passamos por vários) têm que preservar os arcos, tal qual estão.

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Os pratos são pintados à mão, não tem um igual ao outro.

 

A Lea tinha se empenhado muito para que ficássemos no  L’Approdo, dizia ela   “O link pro LApprodo é: www.apprododellesirene.com  . A diária de um quartão com vista e café era 120 euros”. Fica em Ortigia também,  não cheguei a visitar, é super bem localizado também. Mas, como não tinha elevador, ficamos no Gutkowski que recomieeendo.

 

uma explicação: linkei a Wikipedia em espanhol que é muuito mais completa que a escrita em português, muito suscinta.

 

Nossa programação para o dia seguinte,  mereceu  um post que é o próximo,  Piazza Armerina.

 

Todos os posts da série Viagem à Sicilia:

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Siracusa

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Segesta

De volta à Palermo

Ciao Sicilia