Voando Emirates

Tripulação

Quando comecei a pesquisa de preços de bilhetes para viagem à Buenos Aires pela internet, buscando em todos os sites de cias. aéreas e  pelo kayak, a passagem mais barata que  encontrei, por incrível que pareça era o vôo pela Emirates que em breve inauguraria saídas no Rio de Janeiro. Considerada uma das melhores cias. aéreas do mundo, não hesitei, e click,  comprei pelo site da própria Emirates.

Dois dias antes do vôo, recebi um e-mail da Emirates, oferecendo upgrade para Business Class no vôo de ida, por um valor bem razoável.  Aceitei com um enorme sorriso, mal podendo esperar pelo que vinha pela frente.

Estava tão empolgada com este vôo que escrevi para o Rodrigo Purisch do site Aquela Passagem, a melhor referência no Brasil em passagens aéreas, milhas e aviões, contando a novidade. Fiquei de escrever minhas impressões,  quando voltasse.

Como passageiras da Business Class, tivemos acesso ao lounge no Galeão, compartilhado por algumas companhias aéreas. Muito confortável com sofás   e poltronas, acesso a wifi, comidinhas e bebidinhas: espresso, refris, prosecco, mini quiches quentinhas, sanduichinhos, etc. tudo farto e reposto constantemente.

Depois de uma relaxada, subimos para o embarque, e perto de nós, toda a tripulação Emirates reunida, como está na foto acima.

Embarcando no baita avião, um Boeing 777,  já fomos brindadas com poltronas visivelmente largas e confortáveis, com bastante espaço para esticar as pernas 😆

Business class

A nova geração de  “lie-flat seating”, poltronas que podem virar camas são tudo o que se quer, principalmente em vôos de longa distância e muitas horas. Telas de 17″ em frente à cada poltrona com vasta programação de filmes e jogos. Na poltrona, há entrada USB para recarregar celulares ou laptops, e tomadas.

Business class

As  “new generation of lie-flat seating “.

Conforto e compartimento para deixar os sapatos.

Espaço para esticar as pernas e deitar, tudo o que se quer 🙂

Deitada completamente olhando para o teto 😉

Sistema wifi com todos os comandos para TV e poltrona conectados, ao alcance da mão, no tablet que fica encaixado, à sua direita.

Tablet wifi individual

E….. comandos para massagem, sim a poltrona faz massagem :mrgreen: Achei isso um luxo !!

Escolhendo qual a massagem, lombar, pernas,zig zag, relaxante...

Enquanto me distraia com as novidades, chega o jantar que já tinha escolhido no menu que a comissária de bordo trouxe, quando sentamos. A mesa é espaçosa. Serviço americano de linho e guardanapo de tecido que não se vê mais. Talheres de prata. Vinho em  taça.  Pãezinhos quentes.

Jantar com serviço de linho e talheres de prata, em mesa espaçosa.

Jantando e navegando

Mousse de chocolate, quando se corta tem recheio derretido, djilícia

Subindo esta divisória há privacidade pra sonequinha ou para trabalhar.

Depois do jantar, baixam automaticamente todas as persianas das janelas para um soninho, dei-ta-das ! Poderia ir para Dubai sem nenhum desconforto :mrgreen:

A mesa acoplada à poltrona é larga o suficiente para trabalhar com seu laptop com conforto. Há compartimento lateral para guardar algo que não se queira deixar no colo.

O atendimento dos comissários/as de bordo durante o vôo foi eficiente e gentil.

Em suma, vale cada centavo ou milha, voar na Business da Emirates 😆 😆

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Os vôos

Quando emiti os e-tickets para BsAs, pelo site da  TAM, selecionei 2 vôos diretos de GIG /Rio para EZE/Buenos Aires e de EZE/Buenos Aires para GIG/Rio. O vôo de ida  teria somente uma escala em GRU. O de volta seria direto de Buenos Aires para o Rio, sem escala, beleza.

O vôo de ida – uma gincana

O vôo JJ 8018 deveria sair do Galeão, parar em GRU para uma escala de mais ou menos meia hora, onde entrariam os passageiros de Sampa,  pelo finger claro,  e seguiríamos viagem até o destino final, como no ano passado. 

Dessa vez, nananina. Aterrissando em Guarulhos, o avião parou no meio da pista e fomos chamados para desembarcar com nossa bagagem de mão. Como assim? Para que usar finger? Imagina ! Descemos a escada  no meio da pista mesmo, embarcamos no ônibus, e para ficar um pouco mais desconfortável, entramos  no aeroporto de novo, onde os funcionários TAM nos apontavam uma escadaria para subir. Elevador ? Imagina. Só que, uma vez lá em cima vimos os mesmos funcionários entrarem no bendito elevador que existia sim ! subirem sem nenhum esforço até o andar onde galgamos a  escadaria. Quanta gentileza… Embora já tivéssemos passado pelo RaiosX no Galeão entramos de novo na fila para passar no Raios X ( por que de novo ??), só tinha um, portanto foi demorado.

Acabou? Entramos no finger ? Nananina. Descemos outra escadaria e embarcamos, de novo, em outro ônibus até o meio da pista para termos o conforto de novo, de subir a escada até o avião.  Enfim, só aí acabou a gincana. Nota zero para a TAM.

 A viagem de volta pela TAM  Mercosul –

Só na hora de marcar os assentos, descobri que a volta seria pela TAM Mercosul, o prefixo é PZ  ao invés de JJ. Com a imposssibilidade de marcar os assentos quando emiti os bilhetes e nas inúmeras tentativas seguintes por telefone, sempre tendo como argumento que haveria troca de aparelho e não dispunham de mapa de assentos(??),   uma indagação rondava a cabecinha, será que vai ser uma roubada ? Há a possibilidade de cancelarem o vôo e nos passarem para um vôo com n escalas ? No dia do embarque, depois do check in, ainda tentei marcar os assentos, mas após consulta no terminal, o mantra era o mesmo, não temos o mapa de assentos porque haverá troca de aparelho.

Pois bem, nada disso aconteceu. No check in finalmente marcamos os assentos. O vôo PZ TAM Mercosul saiu no horário. Embarcamos civilizadamente pelo finger e fomos recebidos pela tripulação possivelmente argentina que foi gentil como a brasileira. Um pouco depois da decolagem, começaram a servir uma refeição, eu disse refeição como há muito não víamos em vôos de cias. nacionais. Êba, nem sanduiche, nem barra de cereal. Com o maior prazer fotografei  😉

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Escolhi massa que veio com camarões, saladinha e mousse de café, bem gostosa por sinal, e vinho. Fecharam servindo um café. Todo mundo feliz 😆   Ficou confirmado o que o Rodrigo, do  blog Aquela Passagem tinha me antecipado,  o serviço de bordo da PZ é  muito melhor 😉

O vôo sem turbulência manteve a viagem do jeito que todo mundo gosta, tranquila.

Chegando ao Rio dava pra ver longe o Dedo de Deus.

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As ilhas Cagarras.

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Em 2 horas, chegamos como previsto ao Galeão, e  pra finalizar, a aterrissagem foi tão suave que o comandante recebeu uma salva de palmas dos passageiros, em agradecimento. Nota 10 ! Só falta mais espaço entre as poltronas 😉

Síndrome da classe econômica

Acho que muitos já sabem que a Bia teve uma embolia pulmonar que só começou a manifestar sintomas, 6 dias após a nossa viagem de volta de Milão para o Rio, no dia 11. Foi internada no CTI, onde  ficou  8 dias. Ela correu risco de vida, e o médico declarou que embolia pulmonar pode matar em minutos. Graças a Deus, ela já está em casa se recuperando. 

Ao diagnosticar pelo ecocardiograma, o trombo no pulmão que se descolou de um outro trombo que se formou na virilha, os médicos fizeram uma série de perguntas, pois não entendiam como ela tinha tido a embolia, sem doença circulatória ou cardíaca. Ao relatar as atividades das últimas semanas, comentamos que tínhamos feito uma viagem de avião de Milão para o Brasil. Imediatamente, os médicos disseram ” isto é a síndrome da classe econômica. Como assim ? Isto não ocorre em passageiros que  viajam  em classe executiva e 1a classe”.   

Conclui-se que este episódio é mais freqüente do que se imagina, tanto que já há o jargão médico Síndrome da Classe Econômica

Achei que tinha a obrigação de escrever sobre isto, divulgando o risco que corremos, ao viajarmos cada vez mais compactados na classe econômica, sendo que este risco aumentou proporcionalmente à  ganância das Cias. Aéreas que nos últimos anos apertaram cada vez mais o espaço nos e entre os assentos.

É preciso que Constantino da Gol/VARIG, a família Rolim da TAM atentem para o fato de que são co-responsáveis por danos físicos  que podem levar à morte, causados aos passageiros que viajam na classe econômica, como sardinhas em lata, por longas horas.  E, não há dinheiro que pague a vida de uma pessoa. Tenho dito.

Se você quiser, aproveite e  bote a boca no trombone, a casa é sua 😉

Aproveito para agradecer o carinho e orações de todos pela recuperação da Bia,  sejam  leitores silenciosos ou falantes deste blog, em especial ao Zé e Débora que deram a maior força, o mesmo à Emília, Mô e Meilin e ao nosso querido  comandante Riq. Brigada mexxxmo  🙂

Sei que esta seara é do Rodrigo  😉 Prometo que não vou mais falar sobre aviões.

Continuarei contando as peripécias de nossa viagem à Sicilia, como tenho feito, agora indo para Siracusa. A quem interessar, coloquei hoje  fotos do hotel Gutkowski  no post  Viagem à Sicília.

Contribuição doque deixou o link desse artigo na caixa de comentários:

Doctors Unite In Their Fight Against Economy Class Syndrome

Air travel is associated with a two- to threefold increased risk of developing thrombosis, experts said at the 12th Congress of the European Hematology Association (EHA) in Vienna (Austria). Doctors urge the EU and national governments to help make air travel safer by supporting research into preventing travelers’ thrombosis.

The case of a young English woman who died shortly after a long haul flight from Australia in 2000 has gradually faded from public consciousness. That is unfortunate. Her death highlighted a problem that has long been grossly neglected: the risk to air travelers of venous thrombosis. A contributing factor to the cramped seating in economy class flights may be specific to the cabin environment, i.e. the low air pressure.

With two billion people boarding a plane annually, the danger venous thrombosis presents should be taken very seriously, says Professor Frits R. Rosendaal, from the Leiden University Medical Center (NL), at the European Hematology Association Congress meeting in Vienna from 7 to 10 June 2007. A recent WHO project (the WRIGHT, or WHO Research Into Global Hazards of Travel, project), the results of which are about to be made public, has shown that air travel is associated with a two- to threefold increased risk of developing blood clots in the legs, (deep vein thrombosis or DVT) or in the lungs (pulmonary embolism or PE).

“The risks of developing thrombosis when traveling are higher for people with certain common abnormalities in the blood, for women who use birth control pills, or people who use sleeping pills on a flight, as well as for people who are very tall, very short, or overweight”, Professor Rosendaal says. “There may be a 50 to 100-fold increase in risk for people with combinations of those factors.”

Hoje, dia 6 de setembro, por uma coincidência, o caderno Boa Viagem do jornal O Globo, publica a matéria CLASSE econômica  que  aborda exatamente o tema das poltronas apertadas e o desconforto e riscos à saúde dos passageiros,  abraçando a idéia do Ministro Jobim que tem reclamado do assunto. O jornal pediu a quatro designers  que redesenhassem as poltronas, sem que sejamos cutucados pelo passageiro da poltrona de trás, o que não acontecia nos espaçosos Electra da Varig.

 

A foto da esquerda é do Electra da Varig com assentos confortáveis e afastados, permitindo que se estique as pernas 

A foto da direita é do arquiteto Chico Vartulli que calculou as distâncias no croqui, a partir da medição de seus próprios movimentos numa cadeira de casa

Acima gráfico com distâncias por aeronave: GOL Boein 737 178 poltronas com 74cm entre uma poltrona e outra – TAM Airbus 144 poltronas com 73,6 cm – Electra da Varig  98 poltronas com 85 cm de distância entre uma e outra

Menciona também que existe um estudo da Organização Mundial da Saúde que alerta para o risco de desenvolvimento de trombose venosa por conta da longa imobilidade numa área reduzida. Este é o mais grave, mas não o único perigo. Segundo o jornal,  o Ministro Jobim resolveu bolar novas regras para a disposição dos assentos que serão publicadas no site da ANAC, e receberão críticas e sugestões até 1o. de outubro. 

As cias aéreas não querem perder receita, mas  nós, passageiros e clientes, temos o direito de exigir as condições mínimas de conforto e segurança à nossa  saúde. Devemos pressionar e interferir para que esta situação mude,  e a hora é agora.

Latas de sardinha  voadoras http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/08/17/297308768.asp

Populismo aéreo

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/08

Síndrome da Classe Econômica

 http://veja.abril.com.br/210301/p_072.html

Pra viajar de avião tem que ter educação

Ainda sobre a Viagem à Sicilia, vou escrever um pouquinho sobre o tema aí do post. A Elisa já cobrou este post que demorou para sair, mas agora vai.  😉

Ficamos  impressionadas com  a falta de educação de alguns passageiros  nessa viagem. Concordam que o avião é um transporte coletivo ? Presume-se que em transportes coletivos deve-se adotar algumas normas de boas maneiras, a fim de não incomodar os demais passageiros, como é desejável também que não sejamos  incomodados.

No vôo de ida, como relatei no post Viagem à Sicilia, o avião tinha vários assentos vagos, e nesta situação é comum que os passageiros passem para  outros assentos, onde talvez, eu disse talvez, possa-se esticar as pernas na cadeira do lado. Claro que deitar nos quatro assentos, como numa cama, é a glória, mas quase impossível. Olhei para o lado e vi que as quatro poltronas estavam ocupadas  somente por 1 senhora, portanto com 3 lugares vazios. Levantei-me e pedi licença para sentar na ponta extrema dela, restando 2 lugares vazios, no meio. Algum tempo depois dobrei as pernas para o lado, restando a poltrona ao lado dela, vazia. Doce ilusão imaginar que ela iria fazer o mesmo, dobrando as pernas para o lado. Ela esticou literalmente as pernas e começou a me chutar de leve. Sério. Continuou  e eu ignorei, encarei aquilo como se estivesse esquentando meu pé, já que ela era gordnha. Eu meio que cochilando, senti de repente, um peso nos meus pés. Quando olhei, ela tinha se sentado em cima dos meus pés ! É isso aí, estava literalmente sentada nos meus pés e, claro começou a machucar. Qua qua qua, não foi com vocês 😉 Recolhi as pernas. Quando olhei para o lado, ela tinha se deitado nas 3 cadeiras, como se fosse uma cama. Ok, você venceu pela grosseria, me deu vontade de dizer a ela.

Na verdade, essas pessoas acham que as poltronas vagas ao  seu lado, são  latifúndio.

O 2o episódio ocorreu na viagem de volta. Saimos de Palermo com 3 horas de atraso, em vôo da TAM. Ao levantarmos vôo, percebemos que um grupo de homens, uns 3 ou 4, fazia muito barulho, com gargalhadas altas, além de passarem a ter algumas atitudes incovenientes. Continuaram assim por muito tempo, e a incoveniência com as aeromoças chegou a  tal ponto que elas  passaram a ser substituidas pelos comissários. Continuaram nesse mesmo clima de boteco, e alguns passageiros se levantaram, ficando ao lado de suas companheiras, pois às vêzes eles paravam do lado, fixando os olhos na pessoa, claro mulheres. Vários olhares de reprovação dos demais passageiros, mas nada os constrangia. Em algum momento, Bia se levantou e pediu ao comissário alguma providência.  Continuaram. Todo mundo querendo descansar, mas o show de  grosseria não acabava. Faltou  um pouco de firmeza por parte da tripulação, fazendo-os sentar  e acabar com a algazarra que incomodava  os demais passageiros. Como nada mudava, pedimos à uma aeromoça para passarmos para assentos mais à frente, já que o avião não estava cheio. Ela voltou nos informando que havia sim  2 lugares à frente, em outro compartimento, ainda na classe econômica, mas com mais distância entre as poltronas. Fui com a aeromoça que me mostrou na fileira de 4 assentos, 2  ocupados por 2 mocinhas, restando 2 lugares vagos. Reconheci essas 2 moças que na sala de embarque  estavam sentadas ao nosso lado, com bolsas, sacolas e roupas grifadas, se sentindo mó importante. Por educação, a aeromoça disse que passaríamos para as 2 poltronas ao lado. A resposta dada por uma delas foi – descansem em casa. Eu ignorei a falta de educação e trouxe nossas bolsas de mão. Pedi a Bia que se sentasse na poltrona  ao lado de um senhor que dormia, já que senti o clima hostil das vizinhas. Sentei-me na poltrona do corredor, restando vazia a poltrona ao lado das meninas mimadas, ocupada por  sacolas e bolsas delas. Já muito tarde querendo cochilar, a mocinha grifada acendeu a luz para ler, dirigindo o foco o máximo possível na minha direção, claro que no intuito de me incomodar para que eu me levantasse. Ignorei. Mais adiante, olhei para o lado e vi que a irmã tinha saido da poltrona, o que fez com que ela reinasse deitada nas 3 poltronas como se fosse a cama da casa dela. Não satisfeita, também começou a me chutar. Parece que virou moda. Continuei ignorando  as atitudes grosseiras das meninas mimadas que como a senhora acima  consideram as  poltronas vazias ao lado seus latifúndios, apesar de estarem viajando em transporte coletivo.

Essas pessoas que se “acham”, como os exemplos que citei acima são o retrato da falta de educação de alguns jovens  e adultos para viajar em transporte coletivo, e educação não está à venda em shoppings, concordam ?

 Se você quiser,  pode botar a boca no trombone que a casa é sua 😉