No Marais, Camille e Les Philosophes

Nesta viagem, levei  uma listinha  de restaurantes, mas pena não deu para ir a todos. No Marais, estive em dois restôs que recomendo, o Camille e o Les Philosophes que  ficam numa área do Marais que equivale ao Baixo  Leblon, no Rio. As ruas Franc-Bourgeois, Vieille du Temple e Rosiers que nos fins de semana fervilham de gente jovem, e não tão jovens.

Camille

Na volta da viagem à Gand, chegando em casa, saí direto  para jantar com muita fome. Fui  à pé  rapidinho ao restô Camille, na Rue des Francs-Bourgeois. Mesmo sem reserva, entrei e consegui mesa,  mas, sugiro que se possível façam reserva, pois, um pouco depois as mesas estavam todas ocupadas.

É um restaurante tipicamente francês com  ambiente acolhedor, como podem ver pelas fotos, e serviço muito atencioso.

O serviço é tão rápido que na foto abaixo, só dá para ver o ectoplasma do garçon 😉

Logo, o menu é trazido a você, no quadro negro que colocam na cadeira à sua frente. Simpático não ? Letras grandes, dá para ler sem óculos 🙂

Como precisava comer algo “suculento”,  pois não tinha tido tempo para almoçar, pedi côte de boeuf grillée,  frites maison.

Côte de boeuf grillé

A carne estava no ponto certo, o sauce delicioso, e as batatas fritas que acompanhavam,  crocantes, perfeitas. Parece um prato simples, mas fazer bem feito,  não é.

Quase dá pra sentir o gosto, concordam  ? Ah, e  claro que tomei vinho nacional :mrgreen:

Camille

Para fechar, pedi o crème brûlée que adoro. Posso dizer que estava diiivino 😆

Crème brûlée

Crème brûlée

Comi muito bem e quanto paguei ?  37,30 euros.

No menu do restaurante há pratos tradiconais como: tartare, magret de canard, pot au feu, e muitas outras delícias. Boa carta de vinhos.

Ambiente agradável, preço acessivel e comida bem feita que é tudo que se quer entrando num restaurante.

Mapinha abaixo:

Camille

Camille

Camille   –   24, Rue des Frans-Bourgeois – Marais

tel:   (33) (01) 42 72 20 50

Metrô: St. Paul

Les Philosophes

Les Philosophes

No sábado, saí para almoçar com vontade de comer um confit de canard. Fui a outro restô no Marais, na Rue Vieille du Temple, o Les Philosophes que está sempre cheio.

Les Philosophes

Como disse, o restaurante estava cheio, mas rapidamente consegui mesa para sentar. Vale a pena ter paciência e esperar um pouquinho.

O restaurante fica na esquina da Rue Vieille du Temple com a Rue du Trésor, esta gracinha.

Rue du Trésor

Pra começar pedi algo apetitoso, foie gras com geléia de figo e torradas. Muuuito bom.

Foie gras, torradas e geléia de figo

Segui com o confit de canard (pato) que me deu vontade de morder a tela agora :mrgreen:  Vinho nacional, claro.

Confit de canard

Para sobremesa pedi a Tarte tatin, especialidade da casa, mas o rapaz da mesa ao lado ficou com a última fatia 😦

Então, sem pestanejar pedi …… vocês já sabem 😉

Crème brûlée

Crème brûlée

Quanto custou ?  44 euros


Apesar de cheio, o garçon servia com rapidez e boa vontade.Vi poucos turistas, uma mesa de italianos que não tem como disfarçar, falam alto e com as mãos 😉  Saí do restaurante tão satisfeita como na véspera do Camille.

Saindo do Les Philosophes segui pela Rue Vieille du Temple que borbulhava.

Rue Vieille du Temple

Muitas  lojas de roupas charmosas, perfumes, óculos, tudo o que nós mulheres adoramos 😉

Continuando na rue Vieille du Temple

    

Rue du Marché des Blancs Manteaux, outra gracinha.

As ruas no Marais são tão agradáveis para caminhar, construções históricas lindas, galerias, museus.

Rue Vieile du Temple

E… claro,  a Place des Vosges.

Lembrando que fui duas semanas antes do Natal, esta vitrine estava linda !

Rue Vieille du Temple

Les Philosophes – Rue Vieille du Temple, 30 – Marais

tel: (33) (01) 42 72 47 47

Aberto todos os dias de 9:00 a 01:15

Metrô: St. Paul ou Hotel de Ville

Les Philosophes

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Indo a Gand em missão de família

Para quem acompanha o blog, lembrará  deste post Indo à Diest em missão de família,  onde conto a história de nosso bisavô Louis Cruls, belga, astrônomo,  e seu trabalho na Comissão Exploradora do Planalto Central em 1892, chefiando um grupo de 21 pessoas entre pesquisadores e de apoio com 9,6 toneladas de equipamentos, a Missão Cruls, aqui. No site do astrônomo Ronaldo Mourão aqui, há vários posts, é só clicar em Missão Cruls: Fotos, Comissão Exploradora do Planalto Central (1892-1893), Diretor do Imperial Observatório, Louis Ferdinand Cruls e outros.

Nesta viagem à Paris em 2006, Bia e eu fomos à Bélgica e chegamos à  casa onde nasceu nosso bisavô Louis Cruls, em Diest,  e onde estava instalada a placa em homenagem a ele, e onde trabalhou o grupo Missão Cruls, criado para preparar o centenário da Missão Cruls. Conto tudo tim tim por tim tim neste post aqui:  a preservação da memória da família por minha mãe e minhas buscas na internet por parentes Cruls do ramo europeu. Meu irmão se debruça há alguns anos na árvore genealógica Cruls, desde os ancestrais em 1700.

Em passado recente, pelo Facebook, eis que acho 2 parentes Cruls, em Gand. O que a internet faz por você 😉  Comecei a fazer contato com a Gill, e aproveitando esta viagem à Paris, decidi encontrá-la, e marcamos um café, em casa dela.

Na 4a. feira, fui à Gare du Nord, comprar os bilhetes do Thalys, trem de alta velocidade para Bruxelas, para o dia seguinte.

Não há a menor dificuldade em chegar à Gare du Nord, em Paris, de metrô, ônibus ou taxi.

Indo de taxi:

Indo de metrô:

Para fazer seu roteiro de metrô, este é o link da Rapt aqui . É só colocar seu endereço de ida e chegada e o site faz o itinerário para você.

A Gare du Nord é  uma bela construção, vi algumas estudantes, provavelmente de arquitetura,  sentadas no chão com prancheta de desenho.

No dia seguinte, 5a. feira cedo já estava na Gare du Nord, na plataforma do Thalys esperando o trem com destino à Bruxelas. É preciso chegar com antecedência, pois não só a estação é grande e a mais movimentada da Europa, como o trem sai na hora marcada e não espera por você 😉  Ainda deu tempo para comer um pain au chocolat 🙂 Também é preciso estar atenta, pois podem mudar a plataforma que consta no bilhete, como foi o meu caso. Comprei assento para 2a. classe que é super confortável.

O Thalys, trem de alta velocidade, leva 1:22h  de Paris até a Gare Midi, estação em Bruxelas.

Na própria Gare Midi iria comprar o bilhete de trem regional para Gand.

Já acomodada em meu assento, o trem partiu exatamente no horário.

A Gare Midi, em Bruxelas é grande, mas muito bem sinalizada. Há também alguns balcões de informação, caso haja dúvidas. Entrei em fila razoável e comprei os bilhetes de ida e volta para Gand por 8,20 euros, cada,  e fui para a plataforma de embarque.

Estava muuuito frio, com vento e chuva fina, a sensação térmica era de mais frio, bem mais do que em Paris.

Chegando em Gand, o bicicletário na estação :mrgreen:

Peguei um taxi para encontrar a Gill, no endereço indicado.

Pela foto acima, deu pra perceber que bicicletas são o meio de transporte mais utilizado.

Finalmente chego no endereço, toco a campainha e abre a porta com um largo sorriso, a Gill Cruls, nos abraçamos quase sem acreditar.

Brindamos nosso encontro com champagne e conversamos por um bom par de horas, trocando dados da família.

Hora de voltar e pegar o trem de Gand para Bruxelas e, lá o Thalys para Paris. Chamei o mesmo taxi que me trouxe, e a prima Gill me acompanhou até a estação depois de uma tarde de fortes emoções que compõem o mosaico da vida.

Forte e emocionado abraço de despedida, e lá fui eu para a plataforma do trem de Gand para Bruxelas.  Estava gelaaaado.

Trem chegou no horário certinho, entramos no quentinho, em meia hora estávamos em Bruxelas,  na Gare Midi. Corri para plataforma do Thalys, entrei no vagão, e lá voltamos para Paris, quando cheguei já estava escuro.

Na Gare du Nord, peguei o metrô para o Marais, facinho.

Bem, finalmente,  fizemos a ponte Cruls,  Brasil  –  Europa 😉

A série de  posts desta viagem:

Marais chez moi

Poîlane, tradição perpetuada na família

Caminhando e me emocionando

Carroussel do Louvre e Mariage Frères

Jacques Génin, impecável

Jacques Génin, impecável

No meu segundo dia em Paris, saí da rue Sevigné, no Marais para caminhar pela Rue de Turenne seguindo até o final, em direção a um lugar muito  especial,  a loja do pâtissier  e chocolatier, Jacques Génin.

A  loja é  elegante e refinada em todos os sentidos.

Os funcionários, somente três,  atendem com presteza e discrição, tanto o balcão,  como as mesas.

Quem entra na loja,  sabe onde está pisando, e respeita  a atmosfera elegante nos mínimos detalhes. Todos falam baixinho.

Pedi  um milfolhas. millefeuille em francês, considerado o melhor de Paris. Não por acaso. Certamente pelo rigor,  dedicação e o trabalho diário de Jacques Génin e sua equipe,  na busca da perfeição.

Rapidamente, desce a escada em passos firmes, um dos auxiliares de Génin, trazendo na bandeja o delicado trabalho que entrega à uma das mocinhas que o levará até à mesa.

Fico alguns segundos admirando a perfeição do milfolhas, montado minutos antes, a massa folhada fininha, sem uma quebra e o creme de baunilha na consistência mais que perfeita. Quase não tenho coragem de quebrá-lo com a faca.

A massa é de uma leveza, e o creme de baunilha tão suave e delicado, nada é demais ou de menos. Pode haver igual, mas melhor não acredito.

Pedi para acompanhar o milfolhas, o chocolate quente que posso dizer é ma-ra-vi-lho- so,  meio amargo, cremoso, leve, magnífico !

Levo vários minutos degustando mil folhas e chocolate quente,  puro deleite 😉

E, no final quando peço a conta, como veem, paga-se pelo milfolhas melhor de Paris, 8,20 euros e o chocolate quente 7,00 euros.  Não acredito que no Brasil pagasse por esta qualidade, este preço.

Atravessando a rua, pude observar que em todo o 2o. andar da loja, está instalada a  oficina de trabalho com chef e auxiliares trabalhando com afinco. O resultado final tinha acabado de comprovar, magnifique !

Na saída, comprei millefeuille para me esbaldar mais tarde e os caramelos que são divinos !                                                         

                                                     

Aí está o mapinha da loja na Rue de Turenne:


Jacques Génin – 133, Rue  de Turenne Paris, 3ème  

tel: (33) (1) 45 77 29 01

Horário:  de  terça a domingo

de 11h às 19h e no sábado  até 20h.

A série de posts desta viagem:

Marais chez moi

Poîlane, tradição perpetuada na família

Caminhando e me emocionando

Carroussel do Louvre e Mariage Frères

Jacques Génin, impecável

Carroussel do Louvre e Mariage Frères

Na busca de free wifi que não encontrei com facilidade,  fui à loja da Apple no Carroussel do Louvre  onde com certeza teria conexão rápida. Aliás, tanto na viagem à Nova York quanto nesta à Paris, me surpreendeu a ausência de free wifi nas ruas e lojas. Acreditava principalmente que em Nova York  fosse banal, mas não é. Enfim, na Apple tinha certeza  que encontraria, e lá fui eu.

O Carroussel do Louvre é um centro comercial  subterrâneo, onde está a Pirâmide Invertida ou La Pyramide Inversée. 

Crédito :Wikipedia

A Pirâmide do Louvre, na verdade, são 4, 1  grande e 3 pequenas (2a. foto), projetada na década de 80 no governo Miterrand, causou muita controvérsia. Mas, no final, a leveza das pirâmides em vidro, contrastando com a imponência clássica da arqutitetura do Palácio do Louvre,  resultou em contraste muito interessante. Há uma entrada para o Museu do Louvre  nas galerias abaixo da Pirâmide, onde a fila costuma sem bem menor.

Ao  sair da Apple, parei em frente à  uma loja da Mariage Frères, onde entrei para almoçar. O ambiente guarda o respeito da tradicional marca de chás, fundada em 1854 pelos irmãos Henri e Edouard Frères. São cerca de 600  blends diferentes, cada nicho desta estante da foto, tem uma latinha, e há um só funcionário que manipula cada uma com conhecimento absoluto do que faz.

O garçon ao se aproximar de sua mesa, logo lhe apresentará o menu e perguntará qual chá deseja, e a escolha é difícil. Enquanto você decide,  as latinhas pretas são abertas para preparar as infusões e inundam o ambiente com os  perfumes mais sutis que exalam e tocam nossos sentidos. Fiz minha escolha, o Noel e pedi uma salada com alcachofra, foie gras, vagem, camarões e salmon. Neste ambiente simples, mas de hábitos requintados, todos conversam baixinho, enquanto degustam seu chá.

 

Este bule de porcelana guarda a temperatura do chá por até 1 hora

Salada mais que perfeita.

Para sobremesa pedi crême brûlèe Splendeur du Tibet que é  aromatizado com Chá Marco Polo.

Nos corredores da galeria onde há lojas excelentes, a decoração de Natal com candelabros caindo do teto. Lindos !

Seguindo para o corredor da estação  do Metrô, há estas esculturas lindíssimas nas paredes. Um luxo !

A Malu deixou um comentário lembrando pontos importantes sobre o Carroussel do Louvre, aqui está:

maluparis Says:
January 15, 2012 at 9:53 pm 

Majozinha, por experiência própria, vale também registrar que as lojas, restaurantes e lanchonetes do Carroussel do Louvre ficam abertas até mais tarde, 22hs, e é um lugar ótimo para jantar sozinha, utilizar banheiros, se proteger do frio e/ou chuva e pegar o metro linha 1 que tem uma estação nesse espaço.

Aí está o mapinha com a localização do Carroussel do Louvre.

As lojas Mariage Frères:

Marais – 30 rue du Bourg-Tibourg, Paris 4e                        Restaurant – 12:00 à 15:00    Salon de Thé → de  15:00 à 19:00
Tél. : +33(0)1 42 72 28 11

Rive Gauche – 13 rue des Grands-Augustins, Paris 6e –   Restaurant – 12:00 à 15:00    Salon de Thé – de 15:00 à 19:00 Tél. : +33(0)1 40 51 82

Etoile – 260 Faubourg Saint-Honoré, Paris 8e                           Restaurant – 12:00 à 15:00         Salon de Thé – de 15:00 à 19:00
Tél. : +33(0)1 46 22 18 54

Madeleine – 17, Place de la Madeleine, Paris 8e                     Salon de Thé –  de 10h30 à 19:00
Tél. : +33(0)1 42 68 18 54

Louvre – Carrousel du Louvre – Place de la Pyramide inversée – 99, rue de Rivoli, Paris 1er                                                         Salon de Thé :  de 10h30 à 19h
Tél. : +33(0)1 40 20 18 54

Um pouco da história Mariage Frères aqui.

A  série de posts desta viagem:

Marais chez moi

Poîlane, tradição perpetuada na família

Caminhando e me emocionando

Carroussel do Louvre e Mariage Frères

Jacques Génin, impecável

Caminhando e me emocionando

Caminhar pelas ruas de Paris é  considerado o melhor programa, diria uma unanimidade.

Desço do Metrô 2 estações antes, e mesmo com  muito frio vou caminhando para me deslumbrar com os monumentos.

E aí divido com vocês algumas fotos,  que tal identificarem 😉

 

 Flores lindas sempre !!

Desejo a todos os frequentadores do blog, aos amigos de longe e de perto, aos que comentam e aos silenciosos,  um FELIZ 2012 !!!!!!

Acabo de receber relatório de 2011 do WordPress com estatísticas de 2011  que compartilho com vocês.  Obrigada mais uma vez !!!

WordPress.com presents

Filigrana   2011   in blogging:

Happy New Year from WordPress.com!

Crunchy numbers

The Louvre Museum has 8.5 million visitors per year. This blog was viewed about 97,000 times in 2011. If it were an exhibit at the Louvre Museum, it would take about 4 days for that many people to see it.

 

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Marais chez moi

Poîlane, tradição perpetuada na família

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Carroussel do Louvre e Mariage Frères

Jacques Génin, impecável

 

Poîlane, tradição perpetuada na família

Antes de mais nada, agradeço ao Conexão Paris, blog  in-dis-pen-sável para quem vai a Paris, da querida Maria Lina. Suas dicas e de seus “pitaqueiros” são preciosas !

A Poîlane,  uma das melhores e mais antigas boulangeries de Paris, abriu este ano, uma padaria/restaurante no Marais, onde você pode  tomar café da manhã, almoçar ou jantar. Meu primeiro almoço foi lá, onde me deliciei com suas tartines.

Pedi a Tartine au jambon cru  com saladinha e molho divino, acompanhadas de taça de vinho muuuito bom.

E, sobremesa Paris Brest, djilicia 😉 Para quem não sabe, esta sobremesa é um clássico, criada em 1891. A massa é de éclair e o recheio é um creme de amêndoas levíssimo. Sobre a corrida Paris-Brest-Paris, você pode ler aqui. O doce tem o formato do pneu de bicicleta 😉

Café para arrematar com colher biscoito delicioso.

A cuisine de bar, onde 2 mocinhas preparam rapidamente, na nossa frente,  as tartines, e o serviço das mesas é feito só por estes 2 garçons que correm o tempo todo.

Reparem como os preços são bons, apesar da Poîlane ser uma referência em Paris. Uma tartine com salada por 13 euros.

 Na saída claro,  compra-se croissants e pain au chocolat para levar para casa.

Cheguei um pouco depois de meio-dia e encontrei lugar sem problemas, mas perto de 13:00 enche. Almoço servido até 15:00h.

Eu ia a Poîlane a pé do apê subindo a Rue Turenne, como veem no mapa.

Voltei mais uma vez, na 6a. feira. Sentei em frente ao balcão de onde tirei as fotos da montagem das tartines que estão acima.

Pedi tartines de foie gras com figo, uma combinação magnífica. A saladinha com molho “secreto”. Explico: perguntei ao garçon se vendiam o molho, ele sorriu e disse que não, a receita é secreta 😉 O molho é simplesmente diviiino !

                     

A sobremesa foi em outro lugar que contarei em outro post.

Um pouco da história da Poîlane:

A Poîlane usa um método antigo de fazer pães. Criada em Paris em 1932 por Pierre Poilâne para fazer pães de qualidade com um método que aplica fermentação natural, farinhas moídas em pedra mó e fornos a lenha. Em 1970 seu filho Lionel deu continuidade aos negócios com a mesma e tradicional linha de pensamento de seu pai. Ele treinava seus padeiros para terem uma visão muito mais prática do que meramente técnica dos fatores envolvidos nas fornadas de um bom pão. Os fornos não têm termômetros e a acuidade táctil e visual são as diretrizes que guiam os padeiros para reconhecer  o tempo certo de retirar os pães do forno.

Lionel faleceu no ano 2002, num acidente de helicóptero que matou também sua mulher,  mas a terceira geração deu continuidade à padaria pelas mãos de  sua filha Apollonia que segue os mandamentos do pai.

Hoje os pães Poilâne saem de 24 fornos numa grande padaria, que são  idênticos aos da padaria de Paris, distribuidos pelo mundo inteiro. A única concessão feita por Lionel à modernidade, em nome da necessidade de grandes fornadas pela intensa procura, foi a introdução de misturadeiras de massa potentes e grandes o suficiente para misturar quilos de massa.

Os pães Poilâne típicos saem com 2 kg e são elaborados com 30% de uma variedade ancestral de trigo, rústico com uma casca mais resistente que protege os nutrientes e tem mais vitaminas e proteínas que o trigo comum. Esta variedade se denomina Triticum aestivum.var.spelta sendo menos doce  do que o trigo comum. É um grão ancestral tendo sido cultivado no Irã, 5000 a 6000 anos antes de Cristo.
Lionel seguia um princípio e não admitia que fosse diferente. Cada um de seus padeiros eram responsáveis pelos pães que produziam, desde o início ao final do processo, sem etapas ou linhas de produção descontinuadas.
Eram então treinados a apurar todas as qualidades que os bons pães devem ter. As massas são colocadas em cestos ( banettons ) para descansar, e então vão ao forno de lenha pré-aquecido e vaporizado com tinas de água e toalhas úmidas.
Marais  –  38 , rue Debelleyme ,  Paris 3ème    tel +33 (0) 1 44 61 83 39
Horaires  d’ouverture : Du mardi au dimanche de 7h15 à 20h15 –  terça a domingo de 7:15h às 20:15h
Saint-Germain-des-Prés – 8,  rue du Cherche-Midi, Paris 6ème    Tel: +33 (0) 1 45 48 42 59   
Horaires d’ouverture : Du lundi au samedi de 7h15 à 20h15  – de segunda a sábado de 7:15h às 20:15h
A série de posts desta viagem:

Marais, chez moi

Sim, estou aqui, a duas quadras  da Place des Vosges, bela, belíssima !

Pela 1a vez troquei St Germain pelo Marais, o bairro cool,  muitos e ótimos  bistrôs, lojas de excelentes  estilistas   e  inúmeras galerias de arte.

Pardon, mas vou sair e mais tarde conto mais. Bisous

Aproveitei uma promoção da Luftansa que começou a voar do Rio para Europa, com passagens mais baratas que Rio-Nordeste, e vim matar as saudades desta cidade pela qual tenho paixão.

Depois de deixar mala no apê,  fui a pé até a  espetacular Place des Vosges, a mais antiiga de Paris, de onde sai uma ruazinha, a Rue Béarn, onde há um bistrô, o Le Petit Marché.

Pedi a formule do dia, parmentier canard, acompanhado de saladinha de folhas novinhas  e molho levissimo e saborosissimo, e de taça de vinho superbe.

Sobremesa,  maçãs com chocolate amargo, nham.

Ambiente charmoso e aconchegante, em noite fria. Atendimento atencioso e simpático.

Encontrar a Rue Béarn bem discreta que tem um charme especial, e sentar neste bistrô charmoso, ganha-se a noite ! Não consegui colocar as fotos porque o cabo da câmera  não veio, mas podem aguardar 😉                        Voilà, aí estão as fotos 🙂

Como estive  numa 2a. feira, à noite, estava calmo como podem ver. Mas, no sábado estava lotado, portanto, é preciso fazer reserva para garantir. Frequentadores: franceses, não percebi turistas, descontando euzinha.

 

Le Petit Marché – 9 Rue Béarn, 75003 –  tel: +33 1 43 14 98 53

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Poîlane, tradição perpetuada na família

Caminhando e me emocionando

Carroussel do Louvre e Mariage Frères

Jacques Génin, impecável