Piazza Armerina

 

 

Piazza Armerina é  conhecida mundialmente pelo sítio arqueológico da famosa Villa Romana del Casale  onde encontram-se  os mais importantes e bem conservados mosaicos da época dos romanos. E é para lá que nós vamos.

 

Antes, transcrevo a descrição do Frommer’s sobre Piazza Armerina : ” Few foreign vistitors cut into the inland trails of central Sicily to discover the treasures they hold. Sicily’s coastline, with its Greek ruins, ancient cities, and fabulous beaches, is juts too alluring, especially on a hot summer day. But even a short visit will give you a taste of the montainous interior of this fascinating island, a land that is more representative of  traditional Sicily than its port towns and villages. In this short jaunt, we penetrate the wilds of central Sicily to discover one of the grandest Roman villas ever unhearted. Celebrated for its stunning mosaics, Villa Romana del Casale, outside the town of Piazza Armerina, is definetely worth the trek inland. It’s one of the highlights of antiquity and may be Sicily’s greatest single man-made attraction.”

O que diz o Rough Guides: “Piazza Armerina lies amid thick tree-planted hills, a quiet, unassuming place mainly seventeenth and eightinth century in appearance, its skyline pierced by towers, the houses huddled together under the joint protection of castle and cathedral. All in all, it is a thouroughly pleasant place to idle around, though the real local draw is an imperial Roman villa that stands in rugged countryside at Casale, 5 km southweast of Piazza Armerina. Hidden under mud for 700 years, the excavated remains reveal a rich villa, probably a hunting lodge and summer home, decorated with polychromatic mosaic floors that are unique in the Roman world for their  quality and extent. The Villa Romana dates from the early fourth century BC and was used right up until the twelfth century when a mudslide kept it largely covered util comprehensive excavations in the 1950s. It’s been covered again since to protect the mosaics, with a hard plastic and metal roof and walls designed to indicate the original size and shape, while walkways lead visitors through the rooms in as logical an order as possible. The mosaics themselves are identifiable as fourth-century Roman-African school, wich explains many of the more exotic scenes and animals portrayed; they also  point to the villa having had an important owner, possibly Maximianus Hercules, co-emperor with Diocletian.”

Villa Romana del Casalle

Depois do café da manhã,  fomos buscar o carro no estacionamento, a uns 5min a pé do hotel Gutkowski. Aliás, este hotel fica muito bem servido de estacionamento, uma vez que este é enorme e baratíssimo. Depois de 9 da noite, 1 euro.

 

distância de Siracusa à Piazza Armerina: 139 km

Saimos rumo à Piazza Armerina que fica no meio da Sicilia, onde eu tinha a expectativa de ver os famosos mosaici (pronuncia-se mosaixi).  Mapinhas na bolsa (o Via Michelin aí em cima) , pegamos a estrada E45 em direção à Catania.  Sim, pela auto estrada temos que voltar até Catania, e depois  em direção ao centro da ilha pela A19.  Pagamos 1 pedágio somente,  3,20 euros. Em seguida passamos para uma estrada secundária, a 117bis. Passamos por muitas, e muitas colinas, de vez em quando verificávamos se estávamos no caminho certo. Em algum ponto avistamos no meio das colinas, um lago pequeno lindo, verde esmeralda !        E tome estrada.

 

De repente avisto a placa do restaurante  Al Fogher recomendadíssimo pela Lea. Paramos para tentar almoçar, mas  a moça que abriu a porta informou  que estava fechado  😦    Continuamos um pouco mais à frente e paramos no Al Ritrovo.

Várias mesas ocupadas por um grupo de turistas. Eu sei, lá tô eu  falando de novo em comida, mas na Itália a comida não só é farta, como saborosíssima. Fora que  os italianos têm prazer em se sentar à mesa. Para começar, pedimos  uma salada de raddichio com tomate e muzzarela de buffalo, era enoorme, as folhas crocantes  e   a muzzarela imensa que derretia na boca.  Estava no ponto certo com aquele azeite maravilhoso, nhamm. Trouxeram também uns pães deliciosos.  Adoro pão com azeite.  Em seguida, pedimos um bife de vitela à milanesa  e batata assada. O bife fininho estava também no ponto certo. Água mineral com gás, sempre 750ml ou 1l  e para fechar pedimos 2 expressos. Pagamos  33,10 euros.

    

                      

No grupo que estava no restaurante, ao olhar estas duas discretas cabeleiras fashion, não pude deixar de lembrar do e do Beto.   😉

Continuamos pela estrada A19 e eis que de repente, surge à nossa frente no alto, Piazza Armerina, linda. Parecia uma miragem.

Piazza Armerina

Dali em diante paramos muuitas vêzes , pedindo indicação como chegar à Villa Romana del Casalle.  Numa delas, parei em frente a um bar, havia 2 homens, perguntei  per favore mosaci. Tentavam explicar em altos brados, de onde estavam. Como estava muito confusa a explicação  🙄 eis que um menino de uns 7 anos, com os  olhos azuis mais bonitos que já vi, se aproxima e explica pausadamente, tudo da forma mais clara possível. Nisto, um dos homens tomando-se de brios,  levantou-se e repetiu a sua explicação, mas o menininho deu um banho com aqueles olhinhos azuis irresistíveis.

Finalmente chegamos !!!

Estacionamos o carro, havia muitos, e começamos a caminhar. Não se vê nada da estrada. É preciso descer muitas escadas e uma boa caminhada para chegar até lá. Ingresso:  6 euros e não havia fila

Agora venham comigo. Vou andando e  me aproximando da entrada

 

Tudo coberto com estrutura metálica e plástico rígido.

Na entrada, finas colunas corintias (corinthiennes, se a tradução estiver errada, me corrijam)

 

Vestígios do aqueduto que alimentava as termas

 

As termas tinham a água aquecida  por um “calidarium”

que ficava acima das banheiras

banheiras térmicas

Entramos e andamos em passarelas de estruturas metálicas estreitas que ficam, como vêm acima, em nível mais alto que o piso, o que favorece a visão dos mosaicos. Por outro lado, como as passarelas são estreitas, nem sempre é possível tirar fotos no melhor ângulo ou perspectiva.

figuras de animais

As fotos não estão editadas, esta é a cor natural dos mosaicos que são protegidos por uma areia ou terra fininha

Detalhe da foto acima, competições

 

Trabalho de restauradores em curso.

Tudo coberto com o  plástico rígido.

Os biquinis não são de hoje ….

 

Caçadas

 

Corridas

Na saida, muitas barraquinhas com lembranças, folhinhas de 2008, chapéus e viseiras de  palha, os mais bonitos que vi, e baratos. Algumas comprinhas, depois deixo a foto aqui.

     

Voltamos antes que anoitecesse, e fui seguindo um ônibus de turismo até um certo ponto. Parei na SS 114, num posto de gasolina Esso para abastecer. Enchi o tanque 39,25l, paguei 37 euros. Tomamos 2 gelatti 4 euros e 2 expressos e água mineral.  Seguimos em frente, chegamos em Siracusa à noite. Demos uma paradinha na Corso Umberto para umas comprichas, mas logo fomos conduzidas a sair pois a loja ia fechar, e elas não esperam mesmo. Você é tocada de lá por livre e expontânea pressão. Voltamos para o hotel, meus pés estavam brancos do pó de Piazza Armerina. Tive que colocar a sandália literalmente debaixo da torneira para voltar à sua cor natural.

 Para fechar nossa estadia em Siracusa, fomos brindadas eu diria, com o melhor restaurante em que estivemos. Como contei no post Viagem à Sicilia  este restaurante foi o destaque não só pela excelente comida e vinhos envelhecidos até o teto, como o refinamento de seu serviço, mas tudo absolutamente natural.

Ao sairmos para jantar, pedimos indicação de restaurante à recepcionista do hotel, ela deu a dica do Dom Camillo. Dava para ir à pé do hotel, na Via Maestranza, 96. Lá fomos nós confiando na dica. Sinto dizer a vocês que não tirei fotos, pois achei que ia ser um mico, além do que ia estragar o ritual do serviço daquele jantar. A qualquer pessoa que for à Siracusa, eu digo,  não pode deixar de jantar no Dom Camillo. É um must. Entramos sem reserva, sala com poucas mesas, a maioria ocupadas. Nas paredes muuitos diplomas. É um bom restaurante para comer ostras e lagostas. Vi alguns pratos passando. Trouxeram no início, uns pãezinhos minúsculos quentinhos que o garçon tirou com uma pinça enorme de um cesto grande. Em seguida, ainda como serviço,  num prato pequeno quadradinho de vidro preto,  uma ostra. Pedimos uma comida leve,  Bia massa e eu um risotto com peixe espada e camarões (gamberoni) . Ambos deliciosos. Acho que foi o melhor risotto que já comi. Sobremesa,  sorvete de pistache e Bia torta Dom Camillo, djilicia os dois. Não achei caro, cada prato na faixa de 10 a 15 euros.

Todos os posts da série Viagem à Sicilia:

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De volta à Palermo

Ciao Sicilia 

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