Descobrindo um pouco mais do Alvear

No outro post em que falei sobre nosso chá no Alvear eu tinha prometido postar mais umas fotinhos deste hotel bacanérrimo. E aí vão algumas que consegui clicar de alguns ambientes, enquanto fui com Carla e Célia ao toilette e depois quando saimos.

O corredor discreto, ninguém zanzando a não ser nós.

Antes passamos por esta cortina.

Arranjo de flor discreto.

Essa salinha antecede o banheiro.

 Agora sim, o lavabo.  As toalhas de mão têm o monograma do hotel.

L’Orangerie ao lado do Jardim de Inverno, onde ficamos.

Carla e Mari sabem tudo sobre Buenos Aires. Mari está despachando diretamente de seu escritório no México.

O copeiro de luvas se rendeu à simpatia das brasileiras Célia e Carla  😉

Essa turma gloriosa vocês já viram no outro post.

O bar do hotel. Pessoas chiques e discretas.

Sala de estar.

Na lateral há uma porta para a Galeria do Hotel, que tem a loja Tealosophy. Não se pode tirar foto no interior  da loja. Abaixo foto do lado externo, na galeria.

Vende chás com os aromas mais incríveis, inclusive o que se toma no Alvear preparado pela Ines Berton. A cada lata de chá que a vendedora abre sente-se um aroma irresistível que apura nossos sentidos e a musiquinha de fundo deixa a gente zen 😉  A loja abre 10:30h e fecha às 20:00h.

A tapeçaria lindíssima.

Quando voltei no outro dia na Galeria para comprar o chá na Tealosophy, entrei no hotel para perguntar se era possível tomar o café da manhã,  não sendo hóspede. A recepcionista disse que sim. Quanto custa ? 110 pesos ou 66 reais.

E aí vai uma contribuição especial da Sylvia, a foto da piscina do Faena.

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Direto da Recoleta

 

3a. feira a chuva tinha ido embora, ainda estava bem frio, mas fomos pra rua andar pela Recoleta.

 

 

 

 

  Pausa para um café no Freddo.

E essa tartelette estava divina, nham. Quanto custou ? 2 cafés, 2 medialunas e uma tartelette 25 pesos.

Sentar de frente pra pracinha e a igrejinha linda.

Quem esteve aqui e não se sentou de frente pra pracinha ?

A temperatura tem estado em torno de 10 a 12 graus, cariocas já acostumaram 😆

Os cafés aqui são uma pausa obrigatória para o jornal e o papo. Este é o La Rambla, dica da Carla onde ela e Célia tinham tomado café da manhã. Fica em nossa rua, a Posadas. 2 expressos 11 pesos.

 

Este é o shopping Patio Bullrich, como vocês vêm é lindo e tomar um chocolate ou café aqui também é um programa para os argentinos.  

Difícil conseguir um lugar para sentar no Freddo.

Só pra deixar todo mundo com água na boca, vêm 2 barras de chocolate para mergulhar e derreter no leite hiper quente, djilicia.

Com este soufflé de chocolate com amoras e sorvete, nham Ah e o sorvetinho de dulce de leche, acreditem pouquíssimo doce. Quanto custou ? 27 pesos.

Um dia especial

O dia amanheceu com aquela chuva fininha e só de abrir a porta da varanda, sim o apê tem uma varanda,  deu pra sentir que a temperatura tinha despencado. Perfeito para passar o dia lendo. Masss, o dia prometia altas comilanças, pois o encontro seria num almoço no  La Caballeriza, em Puerto Madero com  Mari, Fernanda, amiga dela,  a Carla, a Célia tia da Carla, Bia e eu. O La Caballeriza foi escolhido pelas vibanas master  e é recomendadíssimo pelos Destemperados. O ambiente é muito agradável e por ser uma 2a. feira, o restaurante estava quase reservado para nós 😉 Quando chegamos, a Carla e Célia estavam tomando chopinhos e Mari que chegou logo depois pediu um Malbec e eu acompanhei. Para deixar vocês um pouquinho com água na boca, aí vai a foto do lombo pedido. 

Eu imagino que vocês estejam salivando olhando este lombo que estava mesmo desmanchando  na boca, suculento,  nem conto, até eu estou salivando só de olhar a foto. Como cuidamos da forma 😉 pedimos 2 para dividir por 5. Até porque teríamos o chá no Alvear às 5.

Coluna social:  da direita para a esquerda, a Mari, Bia, Carla e ???

Além do papo que se esticou horas a fio que emendou com tarde de autógrafos da Mari. Eis que de repente, saquei da bolsa o meu Pequeno Livro de Viagem  e consegui uma dedicatória fofíssima da autora, a super Mari Campos. E o mais bonitinho é que ela ficou vermelha.

Bem, esquecemos da vida e ficamos por lá até 4 horas da tarde, pegamos uma van, opa quer dizer 2 taxis e fomos para a Recoleta, ao Patio Bullrich que é o Fashion Mall de Buenos Aires. Foi uma visita mega rápida para a Carla comprar um livro, ufa escapamos do consumo. E de lá fomos para o chá do Alvear.

Hotel Alvear  é simplesmente lindo e chique. A decoração de enorme bom gosto e nada ali é demais, nada over, nem esnobe. A diferença do chique para o esnobe, é que o chique  apesar do ambiente requintado faz a pessoa se sentir bem, e o esnobe é pedante.  Claro, que sacamos nossas câmeras da bolsa, impensável não registrar aquele momento. A beleza da mesa impecável, a toalha,  louça,  os talheres que fazem do chá um cerimonial belo, além do prazer gustativo.  Escolhemos o chá, e dali em diante trazem o bule que serve os chás, os pratinhos aos poucos com pequenos sanduiches frios, depois com pães de minuto quentinhos, vol au vents, docinhos, geléias e  outras djilícias que vocês vêm nas fotos.

  

 

Como vêm é farto. Foi pedido um chá para cada 2, com uma infusão a mais.

Coluna social: Mari, Carla, Célia, Fernanda, Bia e ??

Quem tirou a foto ? O copeiro de luvas, claro.

E no final ainda passam um carrinho com docinhos djilicias para se escolher um. TODOS eram maravilhosos. O mil folhas era de comer rezando. Dividimos e cada uma provou um pouco de todos 😉

 

Quanto custa ? 85 pesos o chá completo. 1 infusão a mais 16 pesos. Total: 101 pesos ou 60 reais para 2 pessoas.

Bia já tinha ido ao toilette e dito que era lindo. Claro, fomos até lá para dar uma olhadinha básica, e cliquei. Mas, as fotos posto depois com mais algumas do Alvear, tá ?

Aí estão as fotos do banheiro, chique né ?

Bem, ontem este bloguito fez 1 ano de vida êeeeeee e foi comemorado num dia especial e lindamente numa conVNVenção da boia em BsAs. Agradeço a todos que passam por aqui, alguns  participam vivamente  e aos silenciosos também 😉  !!!! Beijos a todos 😆

Alvear Palace Hotel – Avenida Alvear 1891 – Recoleta – tel: 11 4808 2100

La CaballerizaJuan B. Justo, Av. 1599 esq. Gorriti – Palermo  – tel: 4777-0909 – A filial em Puerto Madero fechou.

Óia eu aqui em Buenos

Oi gente, desde ontem estamos aqui em Buenos. Viemos do Rio num vôo abençoado pelos anjos planando sem nenhum sacolejo. No trecho até Guarulhos, Bia upgreidou para a Executiva, mas de Sampa em diante voltou para a galera, mesmo com lugar vago na Exe, no way.  Um pouco exagerado o esquema de fechar a cortina da Executiva para a Econômica o tempo todo do vôo, nem para banheiro você pode passar pela porta da fama. Um menino de uns 4 anos lá pelas tantas, deitou vária vêzes no chão para espiar o que tinha do lado de lá da cortina 😉

Mas, a chegada às 6 horas em Ezeiza,  foi tranqüila com uma filinha pequena no Banco de la Nación para câmbio, seguindo dicas do VNV. No trajeto de taxi para nosso apê em Recoleta, a impressão foi de uma cidade limpa e calma com prédios de arquitetura européia muito bonitos.

E aí  vocês vão dar uma espiadinha no apê.

É um studio grande de 45 m2 com cama, sofá, mesa e cadeiras, mini cozinha e uma varanda que tem esta vista para

 

a embaixada do Vaticano

e o Hotel Hyatt muito chique.

Ontem, ainda saimos para comprinhas básicas no supermercado perto. Para cariocas estava frrio, uns 14graus ou menos e o vento que gela, mesmo com casaco de couro que isola o frio  e ainda enrolada num mega cachecol de lã. Já dentro de casa é quentinho, o apê tem sistema de aquecimento  por loza radiante  que é agradabilíssimom, não resseca a pele. Como sempre a dica foi do Riq que tem um amigo que costuma se hospedar aqui, mas como não conseguia respostas objetivas aos meus e-mails, acabei descobrindo pelo google map outros apartamentos no mesmo prédio e acabei fazendo a reserva com eles. Pelas dicas das vibanas (copyrite ) Sylvia, Emília e Riq soube que a Recoleta é o bairro cool aqui em Buenos Aires e pelo pouco que já andamos aqui é um charme.

Hoje fomos à feira de San Telmo que é o programa obrigatório no domingo para quem está aqui na cidade, brasileiros aos montes. Fiquei impressionada com a qualidade das peças antigas nas lojas e nas barracas. Prataria, cristais, porcelana, móveis, quadros antigos.

Percebe-se que são famílias que se desfazem, a feira e as lojas têm um belo acervo que não se encontra mais nas feiras de antigüidades no Rio ou Petrópolis. Comprei 2 peças em tartaruga loura que é raríssimo de se encontrar e  por um preço pelo qual  jamais adquiriria, caso encontrasse em terras brasilis.

 

Almoçamos em Puerto Madero, no La Parollacia, indicação da Mari e dos Destemperados , aliás estou sempre com o blog deles impresso na bolsa 😉  O restaurante estava cheio, não só por ser domingo como  dia do Amigo, esperamos uns 20 min. Mas, valeu a pena. O ambiente é muito agradável.  Pedimos um salmon  com creme,  acompanhado de arroz e  creme de espinafre que estava farto e correto e a porção é pra lá de generosa que fechamos só com café.  A conta 135 pesos. O salmon estava a 50 pesos, igual a pratos de carne.

De lá pegamos um taxi e fomos nos encontrar com a Carla e a tia dela, a Célia, a Mari e a Chris  para a exposição do Rodin, no Museu de Arte Decorativo , uma dica da Mari que está aqui desde 2a feira.  Sim, uma conVNVenção em BsAs !!! Eu só conhecia a Carla de um encontro em conVNVenção no CCBB, no Rio no ano passado. Abraços apertados em todas,  Mari e Chris eu ainda não conhecia em persona, mas altos papos pelos blogs  do Riq e os delas. O papo correu solto no café charmoso do Museu onde elas já estavam do lado de dentro, porque no jardim estava um vento geladoooooo, vocês não imaginam o frrrrio. A Mari contou sobre seu passeio ao Delta do Escobar que ela disse, bem vai lá e lê no blog dela o  Pelo Mundo. Ah e hoje aqui é comemoradíssimo o Dia do Amigo que também foi  em nosso encontro.

O museu é belíssimo e a exposiçao de peças do Rodin espetacular, até o Pensador está lá, e olhem quem está lá também.  Dêm uma olhadinha neste post aqui, estava lá no Orsay quando estive em Paris. Meu webvizinho que se esforçou tanto para conseguir a identificação junto ao Museu,  vai gostar 😉 Acabei encontrando ela aqui em Buenos Aires. Pena que a bateria da câmera ficou exhausted e não consegui tirar mais fotos.

 Está meio amarelada na foto, mas é mármore branquíssimo.

Quem estiver em Buenos Aires, ou estiver vindo para cá não deve deixar de ver esta exposição que começou na semana passada. O ingresso custa baratíssimo,  só 2 pesos 🙂  para uma exposição desta qualidade.

Bem, o relato de hoje para por aqui, amanhã escrevo mais um pouquinho, aliás  a banda aqui não é larga, é a jato :mrgreen:

Impressões gerais: Não se percebe em Buenos Aires desigualdade social como se vê em cidades brasileiras. Não há meninos fazendo malabarismos em sinais ou pedindo esmolas. Tampouco não se vê mendigos nas ruas.  A cidade é limpa, a arquitetura dos prédios muito bonita e o povo é elegante.

Puerto Madero com os decks recuperados para turismo e polo gastronômico  é um charme. A pergunta que não quer calar, por que o porto do Rio não é revitalizado também ?

Os preços aqui subiram muito nos últimos meses. A Mari que esteve no fim do ano percebeu um aumento grande em tudo: taxi, restaurantes, roupa. Os argentinos também comentam sobre esta alta de preços nos últimos 2 meses.Reclamam que não adianta aumentar os salários se os preços aumentam em proporção maior. Aliás, nós conhecemos um país igualzinho né messsmo ?

Indo à Diest em missão de família

Continuando a série de posts da viagem à Paris em que o último post é este, marcamos viagem pelo Thalys à Bruxelas, de onde iríamos à Diest. A razão desta viagem começou muitos anos atrás.

Durante minha infância e adolescência, ouvia minha mãe contar histórias sobre a família, ela era a memória. Sabia de cor o parentesco e as histórias de cada um e arquivava fotos antigas, recortes de revistas e jornais  sobre diversas pessoas que de uma maneira ou de outra contribuíram em uma época para a história, tanto do lado dela,  como da família de meu pai. Ela tinha tanta preocupação com a preservação da memória, que por dois anos pesquisou e se deu ao trabalho de fazer a árvore genealógica da família  Souza Dantas, com pesquisa desde antepassados de Portugal, e ainda na era da máquina de escrever  compilou os dados, e distribuiu o trabalho pela família  toda.

Quem conheceu D. Alice sabe que ela era um papo pra lá de agradável. Era uma delícia ouví-la contar as histórias pitorescas que não estão nos livros, dos diversos personagens de uma era. De vez em quando, ela era procurada por pessoas ligadas à  museus que eram encaminhadas por outros membros da família  para tirar dúvidas ou obter informações sobre a genealogia das famílias.  E ela tinha grande admiração por Louis Cruls, avô materno de meu pai, também Luiz,  por todo seu trabalho desenvolvido para realizar a expedição da Comissão Exploradora do Planalto Central,  com as dificuldades de acesso à região central do Brasil, a pedido de Floriano Peixoto,  para definir a melhor região para estabelecer a capital do país.

Pessoal da Comissão – Louis  Cruls, J. Lacaille, H. Morize, Tasso Fragoso, A. Pimentel, E. Chartier e outros.

Em 1892, um grupo de 21 pessoas entre pesquisadores e pessoas de apoio,  partiu de trem do Rio para Uberaba com equipamentos em 206 caixas pesando 9,6 toneladas,  e dali em diante em lombo de burro. Compunham a expedição astrônomos, botânicos, geólogo, médico.  Por 10 meses a expedição percorreu mais de 4000 quilômetros e definiu o quadrilátero Cruls em área de 14.400 km2, onde hoje está Brasília.  Como não havia mapa da região central do Brasil, Cruls passou a orientar-se  pelas estrelas que conhecia tão bem. Realizaram estudos científicos do clima da região, flora, fauna, cursos d´água, topografia, produzindo o 1o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da história.

Se tiver interesse leia o que diz o astrônomo Ronaldo Mourão ou aqui ou aqui.

Acampamento às margens do Rio Paranahyba. Longe do conforto de casas.

Vista de Goyaz

Salto de Itiquira

Em nossa sala de visitas em Ipanema,  um volume encadernado do  Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central tinha um lugar de destaque. Agora está com meu irmão em Sampa.  Algumas vêzes, esteve lá em casa o Sr. Back,  amigo argentino de meu pai,  em busca de informações sobre  Luiz Cruls e sempre trazia jornais de Diest, a cidade onde nasceu, com informações a seu respeito ou notícia de alguma homenagem ao seu trabalho, em flamengo bien sûr, e  que  continuam guardadinhos. Ele contava a meus pais como Louis F. Cruls era admirado na Bélgica como um homem da ciência, enquanto no Brasil era  pouco conhecido e reconhecido.

Depois que  minha mãe faleceu, o que aconteceu de repente  enquanto dormia, taí uma coisa complicada, pois num dia você está ali conversando com a pessoa  e no dia seguinte sem aviso prévio,  este convívio  é interrompido.  Sua morte súbita foi muita sentida entre  parentes e amigos de todas as faixas etárias, pois ela era muito querida mesmo.

Dali em diante, procurei dar continuidade à preservação desta documentação, estudando o material que ela tinha guardado ao longo de tantos anos.

Comecei a pesquisar sobre a família Cruls nos primórdios da internet, usando ferramentas  de  buscas.  Com isto, achei  endereços de parentes Cruls espalhados em várias cidades da Bélgica, principalmente St. Truiden, Diest e Bruxelas, na Bélgica, alguns nomes em Paris e uns 2 ou 3 nos Estados Unidos.

Fiz contatos por e-mail com a Embaixada da Bélgica em Brasília e obtive o endereço onde está a placa  em homenagem a Louis Cruls, Overstraat, 9, em Diest, afixada na casa onde ele nasceu.  Para o centenário da Missão Cruls foi criado um grupo de trabalho ” Cruls “,  em Bejinhof na Kerkstraat, 18. A responsável era a Sra. Debouette. Consegui o mapa de localização dessa placa quando ainda não havia google map 😉  E eu ia imprimindo tudo. Cada vez mais me atraia a idéia de buscar nossas raizes e ir à cidade onde nosso bisavô  nasceu. E com a viagem à  Paris em 2006,  a ida à Diest era certa. Fui munida de documentos, textos, jornais de Diest e fotos de nosso bisavô que meu irmão enviou-me de São Paulo, enfim o que tinha relacionado a ele.

Agora, voltando à viagem. Na 5a. feira de manhã, pegamos o metrô até a Gare Montparnasse de onde sai o Thalys para Bruxelas e nos deixa na GareMidi, bem central. Fizemos uma malinha pequena para passarmos uma noite em Bruxelas. A viagem de Paris a Bruxelas é rapidíssima,  só 1h25min.  Ainda de manhã, chegamos em Bruxelas e em frente à GareMidi, tomamos um taxi para deixar nossa maleta no hotel. Começamos a bater papo com o motorista, um africano altíssimo, o Bonaventure. Comentamos que iríamos à Diest, eu lá abraçada com minha pasta  com mapas e documentos, e expliquei que procurávamos a casa onde nasceu nosso bisavô e a placa em sua homenagem. Paramos em frente a um hotel, visitamos um quarto e não gostamos nadinha. A essa altura, indaguei como quem não quer nada, quanto seria a ida à Diest e fechamos com o Bonaventure na hora. Foi a melhor coisa. O carro dele era confortabilíssimo, uma camionete Hiunday. Com isto fomos rapidinho até à cidade com o endereço da casa no GPS, Overstraat, 9. Chegamos até a porta da casa. Um detalhe, as casas não têm muro, você bate direto na porta da casa. Só que a moça que me atendeu disse que não era lá, era a Overstraat no centro da cidade e lá fomos nós. O GPS não distingue 2 endereços iguais  😉  Paramos em outro ponto com o mapa na mão e sem conseguir achar, Bonaventure chegou perto de um rapazinho para pedir ajuda, a referência era Cruls. O que o rapaz fez ? Entrou no carro e pediu que o seguíssemos, nos deixou na parte antiga da cidade e disse que procurássemos uma senhora dona de um restaurante, cujo marido tinha escrito um livro sobre Cruls. Achei essa atitude do rapaz, absolutamente fantástica, parar o que estava fazendo para nos conduzir 😉 A cidade era essa gracinha que vocês  vêm na foto.

Entra-se por aquele arco e ali está uma noiva.

Esta igreja

é de 1300.

Assim nos contou uma senhora que estava na igreja e disse ainda que naquela época era uma ordem de freiras e só mulheres podiam freqüentá-la.

A cidade é tão gracinha, tão calma, sem engarrafamentos, stress zero que dá vontade de pegar suas coisas  e ir morar lá 😉

Quando chegamos ao restaurante a senhora Zelem nos atendeu atenciosamente com uma gataria a seus pés. Quando  expliquei do que se tratava  ela abriu um sorriso e foi buscar um livro que seu pai havia escrito sobre Louis F. Cruls.

O pai dela já havia falecido, e ela nos informou também que a coordenadora do grupo de trabalho Missão Cruls havia falecido um ano antes de câncer, e a casa onde ele nasceu estava fechada, mas a placa estava lá.

Como estávamos morrendo de fome, pedimos croques monsieurs (queijo quente)  com salada que foram os mais deliciosos que comemos na vida, nham

Bonaventure, o motorista africano que ajudou a materializar nossa missão.

Com explicações da Sra. Zelem fomos buscar a casa e a placa.

Chegamos na Overstraat, 9. A casa onde nosso bisavô nasceu.

A placa em homenagem a ele, em flamengo. Mas, dá para entender o sentido do texto.

Dali, votamos para Bruxelas.

E fomos para a Grand Place.

Belíssima.

Era feriado, data de comemoração da coroação do rei.

Parei um minutinho numa loja de gobelins lindos e dali fomos para a gare Midi, onde Bonaventure nos deixou e encerrou seus serviços  😉   Remarcamos o bilhete do trem sem nenhuma dificuldade, e voltamos para Paris às 17:30h. O trem saiu no horário direitinho, só atrasou na chegada porque houve problema com trem na frente do nosso, e ficamos parados algum tempo no meio do nada. Chegando em Paris, tomamos o metrô e descemos na estação Vavin. As 10:45 já estávamos no hotel com missão cumprida ! 😆 😆

Louis Ferdinand Cruls nasceu em Diest, Bélgica, em 21 de janeiro de 1848, formou-se pela Universidade de Gand, e com 26 anos veio para o Brasil, onde casou-se e constituiu família. Amou nosso país, onde trabalhou e viveu até pouco antes de morrer em 21 de junho de 1908, em Paris com pouco mais de 60 anos de idade,  para onde foi tratar problemas de saúde.

À bordo do navio que o levava para a Europa, todas as noites costumava contemplar demoradamente no tombadilho o céu meridional que ia aos poucos desaparecendo, substituído cada dia mais pelas constelações do setentrião. O Cruzeiro do Sul cada noite se apresentava mais baixo o que Cruls fazia questão de assinalar à sua esposa com emoção, como se tratasse do próprio Brasil que ficava mais distante. Até que certa noite em que Cruls tinha se demorado no tombadilho até mais tarde, ele entra no camarote e diz à sua esposa pálido e emocionado:  “Está tudo acabado”. Era o Cruzeiro do Sul que afinal mergulhava definitivamente horizonte e não seria mais visto, como não foi por aqueles olhos sonhadores de quem amou tanto a terra do Brasil ” (parte de texto encontrado em seus pertences, elaborado por autor desconhecido)

Trabalhou de forma honrada e o único bem que deixou foi a casa onde morou em Laranjeiras.

A serie de posts da viagem de 12 dias a Paris que incluiu a ida a Diest:

13 dias flanando em Paris com uma chegadinha a Diest

2a. feira indo ao Marais e a Place des Vosges

Conhecendo Annick Goutal, agradecendo a N.S. da Medalha Milagrosa e dando uma passadinha na Grande Epicerie de Paris

Revisitando o Museu d’Orsay

Recebendo Renata

Indo a Diest em missao de familia

No domingo, visitando o Museu Marmottan, indo a Piramide do Louvre e fechando no Laduree

O Vôo da Marcela

Marcela, minha sobrinha paulistinha  veio ao Rio no outro fim de semana para a Maratona do Rio. De Sampa vieram 26 pessoas sob a batuta do Hugo, preparador físico  da galera. A Marcela ama tanto as praias do Rio que sob qualquer pretexto, já já  ela baixa por aqui.

Bem, a Maratona não é sopa não, eles sairam da Praia do Pepê na Barra onde é a largada da meia maratona, ou de mais longe, da Praia do Pontal. Correm pela Av. Niemeyer, praia do Leblon, de Ipanema, Copacabana e o final da prova é no Aterro do Flamengo. E pasmem, ela correu até o final em 2 horas o que eu acho o máximo , mas ela acha que não é tanto assim. Tem que ter muita determinação para treinar o ano inteiro, chova ou faça sol. É o 3o ano em que ela participa. Agora cá entre nós, correr pela orla com aquele marzão do lado, deve ser  pura endorfina 😉

 Quem conhece o Rio e já passou pela Praia do Pepino já viu e provavelmente parou para admirar o vôo de asas deltas sobrevoando como se bailassem lá em cima e vão se aproximando até pousar na areia. Sempre penso, ai deve ser lindo voar como um pássaro, não só porque é a expressão máxima da liberdade, como o visu em todas as direções deve ser fantástico.

A Marcela e o Hugo ao voltarem da prova resolveram subir até a Pedra Bonita, de onde o pessoal decola de asa delta, para admirar justamente o visu lá de cima. Chegando lá o pessoal oferece,  quer voar ?  Vôo duplo, claro.  O Hugo insistiu e lá foi Marcela  voar como um pássaro. A foto de cima que foi tirada com uma câmera acoplada à asa é a prova para vocês não acharem que isso é conversa de tia coruja .  Ainda não consegui passar o video para o youtube, assim que conseguir  coloco aqui para vocês sentirem um pouco desta experiência deliciosa.

Ela disse que teve um pouco de medo quando decolou,

mas depois disse que É  MA-RA-VI-LHO-SO !!!! ,  palavras dela. Um silêncio, uma paz e uma vista 360 graus absolutamente fantástica . Voar sobre o mar é liiiindo !!!!

Aí está mais uma carioquice para quem se interessar por estes vôos duplos de asa delta. Saltam da Pedra Bonita e para chegar lá sobe-se pela estrada do Joá.

Ela disse que vestiu aquele coletão, o piloto deu  algumas  instruções, treinou um pouquinho a decolagem, e ciao  que voar é preciso 😉

E aí, alguém se anima ?

Mais um guia imperdível

 

Está saindo do forno mais uma guia imperdível, o guia da Mari Campos. Quem acompanha o blog da Mari viaja o tempo todo. Só  este ano a danadinha já viajou da Patagonia à Escandinávia, com direito ao sol da meia noite.

O guia chama-se Pequeno Livro de Viagem – Guia para toda hora.

O lançamento será amanhã, quarta-feira, dia 2 de julho, a partir das 19:00h na Livraria Cultura da Paulista, em Sampa.

Os paulistinhas claro que vão comparecer em peso para prestigiar a querida Mari, com direito a autógrafos 😉 Será com certeza uma linda noite de SUCESSO !!

Parabéns Marizinha e vida longa para este guia que não vai poder faltar nas estantes dos viajantes 😆

 O guia está à venda na FNAC, Saraiva, Cultura e também na internet.